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sábado, 6 de fevereiro de 2010

Dados históricos da família Costa

Origem remota da família Costa

Este apelido identificou uma família da nobreza medieval portuguesa que poderá derivar de um protonotário apostólico que viveu em Portugal nos princípios do séc. XIII, de origem grega e denominado Nicolau Kosta. Outros autores o dizem de mais remotas origens e o dão por usado no tempo de D. Afonso Henriques, afirmando que deriva da designação da Quinta da
Costa, na comarca de Guimarães, mas nem todos os do apelido têm a mesma origem. O topônimo Costa é bastante vulgar, o que explica a quantidade de pessoas de igual apelido. A mais antiga linha de Costas que se encontra devidamente documentada é a da varonia de Martim Gil Pestana, escudeiro nobre que viveu em Évora na segunda metade do séc. XIV e que se estende até finais do séc. XIII. Assim sendo, a chefia destes Costas, se não a de todos eles, veio a cair na Casa dos Silveiras, Condes da Sortelha.

O ramo dos Costas da cordeal de Alpedrinha, ditos senhores de Pancas D. Jorge da Costa usa as armas que este adaptou com o “corpo” da Empresa daquele purpurado : partido: o primeiro de azul, com uma roda de Sta. Catarina, de ouro, armada de prata, com o segundo de vermelho, com 6 Costas de prata, postas 2, 2 e 2, firmados nos flancos. Timbre: duas Costas de prata, passadas em aspa em atada de vermelho. Mencionam alguns heraldistas, as Costas destas armas não são a representação de ossos, mais sim de um tipo de facas designadas de “Costa”.

Personalidades mais importantes no Brasil

Esta é uma das famílias de que descende D. Raimunda por parte de sua mãe, sendo que por parte de seu pai ela é também um dos Cavalcante e tem também a família Paiva como ancestralidade. Vejamos algumas personalidades de destaque desta família;
Duarte da Costa, foi o segundo Governador Geral do Brasil, aqui chegando no ano de 1553. Veio em sua companhia Fernão Vaz da Costa, seu tio, que em 1591 aparece como vereador da Câmara de Salvador. D. Duarte da Costa era filho de Álvaro da Costa e sua mulher D. Madalena da Silva. O avô de D. Duarte, também Álvaro da Costa, era o Deão da Sé da Guarda, em Portugal. Um outro ancestral de D. Duarte, que também tinha o nome de Álvaro foi camareiro-mor e armeiro-mor do rei Dom Manuel, o Venturoso. Tratava-se, portanto, de uma família nobiliárquica. Duarte da Costa, porém, não fez bom governo e teve que voltar para Portugal com sua família. Ele também era armeiro-mor do rei e irmão colaço de D. João III.
Francisco da Costa, famoso Capitão e guerreiro, foi enviado a Ilhéus para combater os terríveis índios aimorés com um batalhão formado por indígenas da Paraíba. Era proprietário da Ilha dos Frades, no Recôncavo baiano, onde construiu a capela de Nossa Senhora de Loreto em 1645, ainda hoje existente. O famoso Barão de Loreto, Franklin Dórea, mais de dois séculos depois, teve seu Título inspirado nesta capela (por sugestão da Princesa Isabel), que na época lhe pertencia.
Domingos Antunes da Costa, quando tinha 39 anos servira exemplarmente, achando-se “em muitas ocasiões de guerra contra os holandeses”, “...havendo-se com bom procedimento na recuperação das fortalezas do Recife trabalhando dia e noite nas suas trincheiras e plataformas que se fizeram entre muita quantidade de balas de artilharia que o inimigo atirava”. Ganhou sesmaria em Caravelas, na Bahia, no ano 1701. Tornou-se tenente do mestre de campo general no ano de 1703.
Jorge Lopes da Costa, era pessoa influente na cidade do Salvador, onde exerceu funções, como procurador da Câmara, tesoureiro da Misericórdia e procurador da Condessa de Linhares (filha de Mem de Sá). No entanto, foi acusado de ser judaizante pela Inquisição em 1633 e 1645.
Manuel Paes da Costa, nascido e residente na Bahia, era filho de Agostinho Paes da Costa e Catarina da Fonseca, neto do sargento-mor Manuel Rodrigues da Costa, português do Alentejo. Capitão de infantaria em 1679, era também irmão da Santa Casa e ganhou sesmaria de 11,5 léguas no sertão de Itabaiana.
E assim, como as outras famílias que vieram da Europa para o Brasil, os Costa foram se multiplicando e se miscigenando com as outras estirpes. Do século XVI até nossos dias eles se tornaram também uma grande família que prestou inestimáveis serviços à Pátria. Destacam-se entre os membros desta família vários sertanistas, espécies de bandeirantes que desbravaram nosso “hinterland”, alguns dos quais citamos a seguir:
Gonçalo da Costa, português, morava em Cananéia onde se dedicava ao tráfico de escravos e preação de índios. Posteriormente prestou serviços à Espanha, acompanhando o explorador Cabeza de Vaca à região platina, sendo ele quem conduzia a nau capitânia; João Gonçalves da Costa, também português, morava em Cachoeira, Bahia, tendo vasculhado os sertões baianos a procura de riquezas até o ano de 1730; Julião da Costa, natural da Bahia, acompanhou o grande descobridor e sertanista Gabriel Soares de Sousa como capitão de entrada. Exploraram principalmente o sertão do Rio Paraguaçu, início das entradas da Bahia; Lázaro da Costa, chefiou uma bandeira que partiu de São Paulo em 1615 com o objetivo de combater os índios Carijós, alcançando ao final das terras de Santa Catarina; Lourenço da Costa, também bandeirante no século XVIII, natural de São Paulo, descobriu ouro nos morros próximos de São João Del Rei (MG), cujas minas se chamaram São Francisco Xavier. No século anterior um homônimo seu, também bandeirante, acompanhou Nicolau Barreto até o Guairá em 1602; Manuel da Costa, outro bandeirante, natural de São Paulo, em 1663 acompanhou uma bandeira com destino hoje controvertido. Foi companheiro de Fernão Dias Paes; Manuel Veloso da Costa, bandeirante do século XVII, paulista, fez várias incursões nos sertões do Paraná em busca de ouro e prata; Matias João da Costa, sertanista mineiro, explorou em 1707 as terras das margens dos rios Jequitinhonha e Pardo; Miguel Pereira da Costa, sertanista português do século XVIII, era também militar com a patente de mestre-de-campo e foi um dos pioneiros na exploração do Rio de Contas na Bahia, tendo deixado minucioso relatório; Salvador Pereira da Costa, bandeirante paulista do século XVIII, foi um dos primeiros descobridores de ouro em Minas Gerais.
Mas, hoje, a família Costa tem filhos com profissões também muito honrosas como os políticos: Afonso Gonçalves Ferreira da Costa, também filólogo, pernambucano, foi prefeito de Recife, deputado federal em 1897 e 1911, publicou algumas obras de natureza filológica; Artur de Sousa Costa, político gaúcho, foi também presidente do Banco do Brasil de 1931 a 34 e ministro da fazenda até 1954 quando Getúlio morreu; José de Resende Costa, foi preso juntamente com seu pai na Conjuração Mineira, deportado para Cabo Verde durante 10 anos, e quando voltou ao Brasil foi eleito deputado em 1821 e 1823; Artur da Costa e Silva, ex-presidente da república durante o regime militar, nasceu em Taquari(RS), no ano de 1902. e faleceu no Rio em 1969.
Da mesma forma destacam-se alguns militares de prestígio como: Euclides Zenóbio da Costa, comandou a primeira Divisão de Infantaria da FEB e participou das operações na Itália em 1945. Chegou a ser ministro da guerra no governo de Getúlio; Cândido Costa, também magistrado, fazia parte do Conselho Supremo Militar de Justiça quando faleceu em 1909; Dídio Iratim Afonso da Costa, paranaense de Guarapuava, escreveu várias obras de caráter histórico-militar; Valdemar de Figueiredo Costa, carioca, exerceu as funções de magistrado militar chegando a ser Ministro do Supremo Tribunal Militar em 1965.
No campo religioso os Costa também foram destaque, pondo-se em evidência o grande bispo D. Antônio de Macedo Costa, baiano, bispo do Pará, preso juntamente com D. Vital na famosa “Questão Religiosa” do Império. D. Macedo Costa era personagem de destaque também nos meios intelectuais. Merece menção o cardeal português D. Jorge da Costa, uma das principais figuras do clero em sua época (faleceu em 1508), era confessor e conselheiro do rei D. Afonso V. Contrapondo-se ao brilho de figuras tão marcantes tivemos o cismático Carlos Duarte Costa, o chamado “bispo de Maura” que criou a “Igreja Brasileira”.
Temos nesta família também artistas, médicos, poetas etc, como: Cáudio Manuel da Costa, o famoso poeta que participou da conjuração mineira juntamente com Tiradentes; Domingos de Almeida Martins Costa, médico brasileiro tido como o fundador da cardiologia brasileira; Gobert de Araujo Costa, bacteriologista brasileiro de renome; João Batista da Costa, pintor paisagista carioca, tendo estudado em Paris e realizado obra romântica; João Zeferino da Costa, pintor, foi discípulo de Vitor Meireles, sua obra de destaque foi a decoração da Igreja da Candelária, no Rio; Lúcio Costa, famoso arquiteto e urbanista brasileiro; Manuel Inácio da Costa, escultor baiano do século XIX, autor de obras sacras de grande valor e piedade.
Há uma versão que dá alguns membros da família Costa como descendentes de judeus, muitos dos quais eram tidos como “Cristãos Novos”. Um exemplo foi o português Gabriel Acosta, também chamado Uriel da Costa, filósofo português de origem judaica, nascido em 1591. Denunciado, fugiu da Inquisição para a Holanda, onde retornou oficialmente ao judaísmo. Expulso também pelos judeus, suicidou-se em 1647 em Amsterdã.
A cantora Elis Regina Carvalho da Costa pode ser destacada como personalidade atual de renome desta família.

3 comentários:

  1. Muito importante para mim estas informações, faço parte da Familia Costa, sou de descendencia portuguesa e tenho muito orgulho disto. Amo Portugal e é claro o Brasil! Obrigada por ter postado estes dados. Deus a abençoe

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  2. MINHA VÓ ERA MARIA COSTA CAVALCANTE,

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  3. Sou da família "Da Costa" de Liberdade - Minas Gerais, estou no facebook e gostaria de encontrar parentes e ter mais informações sobre esse ramo da família.
    Gostei muito das informações do blog, obrigada!!!

    Abraços

    Marisa da Costa
    marisaepablo@yahoo.com.br

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