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domingo, 9 de janeiro de 2011

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Apodi, sua história e seu hino

Finalmente, publicanos os dados sobre Apodi, uma das cidades representadas no encontro de primos e de netos de D. Bárbara em Natal. Com relação à suas origens, vejam o texto extraído do site apodi.info :

Em 19 de Abril de 1680, o Capitão-Mor Geraldo de Suny concedeu aos irmãos Victor e Leo a sesmaria, por eles requerida, para colonizar a ribeira do Apodi. A disputa pelas terras era uma evidência. Colonizadores e índios Paiacus reivindicavam o domínio das terras. Em 1685, os Nogueiras retornaram à Paraíba, de onde eram naturais, voltando pouco tempo depois à região, dando prosseguimento aos trabalhos de colonização. Com a sublevação geral dos índios ocorrida entre os anos de 1687 e 1696, morre Baltazar Nogueira em luta travada com os índios. Não suportando mais os ataques dos silvícolas, os colonizadores tiveram que se retirar da região, onde já haviam feito plantações e instalado a criação de gado. Alguns anos depois os Nogueiras retornaram às terras da ribeira do Apodi com Manoel Nogueira no comando, na condição de Sargento-Mor da Ribeira. A partir daí, o território experimentou uma época de progresso e desenvolvimento, sendo bem explorado e conquistado em virtude da presença dos padres jesuítas que instalaram em janeiro de 1700 na Aldeia do Apodi, a Missão, com o objetivo de catequizar os índios. Em 1761, a Missão foi extinta e os índios transferidos para outra área. Segundo a tradição, o rio e a região eram conhecidos pelo nome de Podi, em referência ao índio Potiguassu e, na decisão jurídica a respeito da posse das referidas terras, a palavra Podi passou a ser Apodi, por questão de pronúncia. No ano de 1766 foi criado o distrito de Apodi. Sua freguesia foi instalada por Dom Francisco Xavier Aranha, do bispado de Olinda e Recife, em 3 de Fevereiro do mesmo ano.

Ainda não tinha completado 25 anos de idade quando Manoel Nogueira Ferreira pisou pela primeira vez o solo da antiga PODI. Não encontrando maiores dificuldades, inicialmente, para conquistar os indígenas aqui estabelecidos, é de se supor que fosse um bom conhecedor dos seus costumes e hábitos, pois isto facilitava a aproximação com aquela gente. Tempos depois, por razão na frente relatadas, surgiu forte incompatibilidade entre colonizadores e nativos, de graves conseqüências, resultando na morte de Baltazar Nogueira, irmão de Manoel, em luta travada nas proximidades da lagoa Apanha Peixe, com os índios paiacus. A cobiça dos irmãos Nogueira, pela terra que acabavam de descobrir e que logo reconheceram ser de excelente qualidade, capaz de fazê-los progredir na exploração da agricultura e da pecuária, da caça e da pesca, deve-lhes ter despertado a idéia de afastar, o quanto antes os primitivos moradores que aqui encontraram. Este era, de modo geral, o pensamento dos colonizadores da época, "egressos de bandeiras e entradas", muitas vezes, e não raro, impiedosos depredadores das comunidades indígenas. Assim, a velha aldeia da ribeira do Apodi tinha que sofrer, também, com o elemento civilizado que acabava de aportar na terra apodiense.
A quietude da paisagem nativa, a paz e a tranqüilidade da família tribal aqui radicada, passaram a ser abaladas a partir daquele momento. Naquele tempo, a penetração do homem numa região desconhecida, hostil, exposto a perigos de toda ordem, exigia do desbravador, qualidades indispensáveis á conquista dos objetivos visados. Ser forte, corajoso e adaptado ao ambiente, eram condições necessárias para suportar as longas e duras caminhadas, de milhares de quilômetros, através de matas, rios, e serras, onde as doenças, o índio bravo as feras, eram uma ameaça permanente a esse tipo de aventura. Foi justamente enfrentando tudo isto, desafiando todos aqueles obstáculos, que o jovem Manoel Nogueira veio esbarrar, numa de suas penetrações por regiões nordestinas, nas margens da lagoa Itaú, que significa "pedra preta", Com o correr dos tempos, passou-se a chamar-se lagoa Apodi.
Tornara-se Manoel Nogueira Ferreira um dos primeiros desbravadores da região oestana do Rio Grande do Norte penetrando pelo sul da província, procedente da Paraíba, para implantar os fundamentos iniciais da nossa economia agrícola e pastoril. Fazendo roçados, plantando, criando gado, abrindo estradas, construindo e implantando as primeiras vias de comunicação
Manoel Nogueira Ferreira nasceu na cidade de Nossa Senhora das Neves , atualmente João Pessoa, na Paraíba , no dia 15 de maio de 1655, filho legitimo de Matias de Freitas Nogueira e sua mulher Antonia Nogueira Ferreira, Casou-se com Antonia de Oliveira Correia natural de Pernambuco. Faleceu na sua fazenda Outeiro, no município de Apodi, em 17 de janeiro de 1715. Era pai de Margarida de Freitas, mulher que ficou muito conhecida na Ribeira do Apodi, pela grande quantidade de terra que possuía na região, casada com o português Carlos Vidal Borromeu, que veio morar em Portalegre na primeira metade do século XVIII.
Origem do topônimo: a tradição é ter o Ouvidor Cristóvão Soaes Reimão decidindo-se oficialmente, por Apodi. De a-podi ou a-poti, cousa firme, altura, uma chapada, planalto. Não há nenhuma relação com fumo, tabaco, petim, petum, pitim." Luis da Câmara Cascudo, "Nomes da Terra"
Vejam o vídeo onde se mostra a cidade e se ouve seu hino, por sinal muito bonito:


Conheça mais sobre Portalegre

Conforme nossa postagem anterior, "O sertão do alto-oeste potiguar se faz representar em Natal", a cidade de Portalegre é a que vai ter mais filhos naquele encontro citado. Damos abaixo as principais informações sobre aquela bela cidade. Pelo relato, podemos ver que suas origens se assemelham muito a de outras cidades próximas, como já mencionamos as de Caicó.
O Município de Portalegre está situado no Alto Oeste, na chamada Tromba do Elefante, porção central da Microrregião Serrana do Estado do Rio Grande do Norte, a uma distância da Capital de 350 km por via rodoviária, através da BR-405 (Pau dos Ferros – Mossoró) e da BR-304 (Mossoró – Natal).

Surgiu a partir do avanço de currais de gado que se aproximaram da Ribeira do Açu/Apodi no final do século XVII. Manoel Nogueira Ferreira, nascido na Freguesia de Nossa Senhora das Neves - Paraíba, e familiares juntamente com outros posseiros construíram nos idos de 1680, currais de gado e situaram fazendas de criar à margem da Lagoa de Itaú ou Upanema, com domínio de terras extensivas até a Lagoa do Apodi.

Em 1706, os índios Paiacús “assolavam” a Ribeira do Apodi causando prejuízos aos criadores, insatisfação essa que se deu na realidade, uma vez que viram a sua terra ser “invadida”. Esses prejuízos causados fez com que o Capitão Antonio Mota Ribeiro e outros criadores dirigissem queixas ao Governador solicitando providências no sentido de retirar os índios para outro local.

Procurando fugir desse ambiente hostil, Manoel Nogueira subiu a Serra dos Cabeços do Podi, no intuito de procurar um local tranqüilo onde pudesse estabelecer sua propriedade para criar e plantar. Entre dois olhos d’água perenes existentes na chã da Serra (sabemos que se trata da Bica e Brejo), ele fincou dormentes (marcos) de madeira de quatro faces delimitando uma faixa de terra onde hoje se encontra a cidade de Portalegre. Em função desses dormentes a Serra fica conhecida como Serra dos Dormentes.

Falecendo Manoel Nogueira, em 1715, sem ter conseguido do Governo a Concessão das terras, este foi o pai de D. Margarida de Freitas. Nos idos de 1740 os irmãos portugueses Carlos Vidal Borromeu e Clemente Gomes d’Amorim, vieram a fixar-se na Serra, o primeiro casou-se com D.Margarida de Freitas. Com essa união conjugal foi possível requerer a posse das terras, através das Cartas de Data e Sesmarias, e estabeleceram-se com fazenda de criação de gado e agricultura de subsistência.

Em 1750 falece Clemente Gomes d’Amorim, ficando as Concessões a pertencer a seu irmão Carlos Vidal Borromeu, tornando-se seu único herdeiro e sucessor, e também Sargento-Mor Regente da Serra. Por conseqüência disso e pela Regência que o Julgado do Açu exercia sobre a Serra, esta passa a chamar-se “
Serra do Regente”.

Como verificamos nos relatos das origens de Caicó, a devoção à Sant'Ana começava a incrementar o desenvolvimento da região. Em 1752, adoecendo D.Margarida, esposa de Carlos Vidal Borromeu, fizeram votos a N.Sra. de Sant’Ana, que se ficasse boa, doariam 200 (duzentas) braças de terra, em cima da serra, entre os dois olhos d’água (hoje “Bica e Brejo”), construiriam uma capela para a referida Santa, doaria mais uma parte do Sítio Passagem Velha, e meia dúzia de rezes para situar no lugar. Ficando D.Margarida restabelecida, os votos foram cumpridos. Construíram a Capela em homenagem a Sant’Ana. É nesse período que a Serra passa a se chamar “Serra de Sant’Ana”.

Em 1761, o Juiz de Fora de Olinda, o norte-alentejano, Dr. Miguel Carlos Caldeira de Pina Castelo Branco, veio incumbido de aldeiar os índios e fundar a Vila. O local de instalação seria na Missão do Apodi; no entanto, por várias insatisfações dos colonos da região, que não queriam os índios por lá, foi dada a sugestão de aldeiá-los na Serra do Martins, todavia os moradores (desta) não se sentiram confortáveis em abrigar a Missão, acataram, para tanto que o aldeiamento fosse na Serra do Regente ou Sant’Ana. Dessa forma, o Juiz Castelo Branco, a 21 de outubro de 1761, informava em carta ao Governador de Pernambuco os trabalhos para a implantação da Vila de Portalegre na respectiva Serra.

A origem do topônimo: primeiro devemos levar em consideração o fato de que no período Colonial era comum colocar o nome de cidades e vilas que fossem se originando com o nome de cidades portuguesas. O Juiz Caldeira, quando se deparou com região serrana da ribeira do Apodi, com certeza veio em sua mente a sua terra natal, o Norte do Alentejo, onde existe uma Portalegre. As coincidências morfológicas vieram a contribuir para propiciar o nome da Portalegre portuguesa à Vila que seria oficialmente instalada por ele. Nesse sentido, o Juiz fundou oficialmente a Vila de Portalegre a 08 de dezembro de 1761, sendo a 3ª Vila da então Capitania. A frase “é uma porta alegre do sertão” está mais para folclore. Portanto, imagine que encantado com a região, com certeza deve ter pensando ou dito “essa terra é muito semelhante à Portalegre Norte-Alentejana”, e como diz o seu pentaneto, o Prof. Martinó, ele deve ter pensado “isto é Portalegre”.

No entanto, não podemos esquecer que se a fundação da nova Vila ocorresse no local originário da Missão, ou seja, Apodi, o nome seria, veementemente, Portalegre, haja vista que quem designava os nomes das novas vilas criadas eram os seus fundadores.
Assim a 08 de dezembro de 1761, é instalada a Vila de Portalegre pelo Juiz Miguel Carlos Caldeira de Pina Castelo Branco, sob a invocação do Santo Patrono do dia: Nossa Senhora da Conceição. Além da Freguesia invocar Nossa Senhora da Conceição, também tinha como Santo Patrono São João Batista, uma vez que este era o Patrono da antiga Missão do Apodi.
FONTE:
Núcleo de Pesquisa Histórica – NPH


Para quem não gosta de ler, temos dois vídeos que falam sobre as origens de Portalegre. O primeiro, divulgado pelo Videolog, pode ser acessado apenas clicando na palavra grifada. Mas, extraídos do Youtube , você pode ver também os vídeos abaixo:





segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Caicó e suas origens

A devoção à Sant'Ana está nas origens de importante cidade do sertão nordestino, encravada no interior do Rio Grande do Norte. Talvez por isso a cidade tem se tornado um verdadeiro celeiro de vocações religiosas.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O sertão do Alto-Oeste potiguar se faz representar em Natal

O sertão do Rio Grande do Norte se faz representar na capital do Estado. A propósito do aniversário dos noventa anos de D. Raimunda no ano passado (evento ocorrido em Fortaleza), resolveram alguns primos fazer um encontro da família em Natal, fato que se dará entre os dias 5 a 7 de setembro próximos. Ocorre que tal encontro não será de uma só família, mas de parentes pertencentes a várias estirpes que habitavam o sertão do Rio Grande do Norte.
Assim, teremos lá em Natal representantes das famílias Cavalcante, Josino, Paiva, Fernandes, Costa e tantas outras que se espalham por todo o nosso imenso e grande Brasil, mas que têm suas origens mais próximas no sertão do Rio Grande do Norte.
Da mesma forma, teremos também representantes do sertão norte-riograndense, haja vista que a maioria é filha de Portalegre, de Apodi, de Pau dos Ferros ou de Mossoró, a região mais sertaneja de nosso Nordeste.
Veremos a seguir, a título de informação, um pequeno retrospecto de cada uma destas cidades acima citadas. Em meados do mês seguinte daremos maiores informações sobre o encontro dos primos em Natal.

Pau dos Ferros:
Comecemos pela cidade de Pau dos Ferros, cujos dados colhemos do
Site oficial, e os outros dados, históricos e correlatos, especialmente a História de Pau dos Ferros.
Na província do Rio Grande do Norte, na zona oeste, uma trilha estava ficando conhecida dos vaqueiros e viajantes, porque ali dava melhor acesso até a província do Ceará. Esta trilha seguia um curso de água, que estava sempre cheio nos meses de janeiro à junho, época do inverno na região. Este rio mais tarde ficou conhecido por Rio Apodi. Essa região ficava entre duas grandes serras, tornando assim fácil de fazer longas caminhadas e aproveitar as pastagens nessa imensa planície. Às margens do Rio Apodi, umas árvores frondosas que para os viajantes tornaram-se parada obrigatória para alívio do calor e como ponto de atividade comercial, como vender e marcar gados.

Tudo por causa destas árvores, que nenhum historiador sabe dizer com precisão se era oiticica, cajazeira ou cajá. Ali eles podiam dormir, fazer seu comércio, vender ou trocar seus gados. Cada vez que um negócio era fechado eles marcavam nos troncos das árvores esses registros estranhos. Cada vez o tronco ficava marcado; se um negócio fosse marcado e não tivesse registro na árvore, podia até ficar um negócio duvidoso.
Meses após meses, a rotina era sempre a mesma. Mas, a virada veio por volta de 1763, precisamente no dia 09 de novembro o sr. Francisco Marçal, saqueou uma fazenda bem próxima aquelas árvores que tanto serviam de descanso para esses vaqueiros que cruzavam os sertões nordestinos até o litoral. Neste ano de 1763, foi concedido uma sesmaria ao Sr. Luiz da Rocha Pita e Dona Maria Joana e ao Sr. Simão da Fonseca e seus filhos. Todos esses senhores foram os pioneiros que se estabeleceram trabalharam duro e juntos construíram um núcleo de um pequeno povoado, alguns anos depois já havia bastante casas de taipas ao redor da pequena fazenda.
Logo a pequena povoação continuava a crescer e começava a se chamar Pau dos Ferros, nome tirado das árvores que serviam no abrigo para esses viajantes, que após longo descanso no dia quente, eles aproveitavam para marcar o gado, recém adquirido por meio de troca ou compra. No ano de 1756, no dia 19 de setembro, com o aumento da população, a pequena capela, ora fundada pelos religiosos na região, foi elevada a categoria de Matriz e recebeu o nome de Nossa Senhora da Conceição, sendo assim, a primeira freguesia do alto-oeste potiguar.
EMANCIPAÇÃO POLÍTICA

Cada vez mais os pauferrenses se sentiam orgulhosos pelo seu pequeno povoado, mas com todo esse crescimento a freguesia sentia-se prejudicada por estar subordinada político-administrativamente ao pequeno povoado de Portalegre, distante 33 km à leste do povoado. O problema maior era que Portalegre ficava localizado em uma serra e isto dificultava o acesso das pessoas, que sentiam-se prejudicadas em seu comércio.
Com muito sacrifício e luta o povoado ganha a sua primeira escola pública; que foi criada em maio de 1835 pela lei provincial nº 11, tendo como seu primeiro professor João Gualberto Soares. Em toda zona serrana só existiam três povoados, eram eles: Apodi, Portalegre e Pau dos Ferros. Sendo que ainda existiam, mais dois que começavam a ter pequeno destaque, que eram São Miguel e Luis Gomes, ambos localizados em serra, o que dificultava seu crescimento. De todos estes, apenas Pau dos Ferros tinha um crescimento regular pela sua localização privilegiada pelo fácil acesso.
Já haviam passado 100 anos da criação da freguesia de Nossa Senhora da Conceição e conseqüentemente doze longos anos de luta pela criação da vila, todos terminados em fracasso. Finalmente, em 23 de agosto de 1856, na sessão da Assembléia Legislativa Provincial em Natal, o deputado provincial o Sr. Benvenuto Fialho, apresentou um projeto que criava a Vila de Pau dos Ferros. A lei nº 344 foi sancionada e elevou à categoria de vila a povoação de Pau dos Ferros e fixou um limite de 1.700 km2, com o nome de Pau dos Ferros. Nascia assim a Vila de Pau dos Ferros, no dia 04 de setembro de 1856.
ENFIM UMA CIDADE

Tendo a vila crescido e com rotativo movimento comercial e importante entroncamento para a região. Na gestão do Governador do Rio Grande do Norte; o Sr. José Augusto Bezerra de Medeiros, no dia 02 de dezembro de 1924, a lei nº 593, eleva a vila de Pau dos Ferros à categoria de cidade. Mais uma vitória para este recém-construído município que começou a se destacar sobre as demais vilas de todo Alto-Oeste Potiguar. Depois de cinco anos de emancipação da vila para cidade, foi escolhido como primeiro prefeito em 1929 até 1930, o Sr. Francisco Dantas de Araújo. Sua primeira obra foi a construção do prédio da Prefeitura Municipal, onde hoje está localizada, na avenida Getúlio Vargas, no centro desta cidade. Ainda em 1930, a cidade cede parte do seu território para ser criada a vila de João Pessoa, que mais tarde passa a se chamar de Alexandria-RN, em 1936. O prefeito Manoel Quintino do Rêgo (1931-34), mandou construir assim o cemitério da cidade, onde ainda hoje está localizado na rua Joaquim Torquato.
No início dos anos 50, a população era de 17.517 hab. na zona rural, 13.909 pessoas moravam no campo e apenas 3.608 hab. na zona urbana. A cidade ganha mais um colégio, era o curso normal regional, inaugurado no dia 06 de baril de 1952, que ficava no antigo 31 de Março. Neste ano também foi fundado outro colégio: o Círculo Operário. No ano seguinte, o Patronato Alfredo Fernandes, começa as suas atividades, uma obra que teve o apoio do Padre Cônego Manoel Caminha (natural de Ereré-CE, nascido em 05 de julho de 1908, ordenado sacerdote em Fortaleza-CE). Em 1952, tivemos a instalação do acampamento do DNOCS, um órgão da SUDENE que trabalhava no combate as secas do Nordeste. Em 1940, foi construído o matadouro público de Pau dos Ferros, na administração do Sr. Francisco Fernandes Sena.

Em 1948, começam as obras de mais uma igreja em nossa cidade, desta vez localizada no bairro São Benedito. Em 1953, chega à Prefeitura o Sr. José Fernandes de Melo (1953-1958). Começa a construção do pavilhão municipal na Praça da Matriz, ponto de encontro durante décadas. Em 1955, chega a Pau dos Ferros a agência do Banco do Nordeste do Brasil, incentivando a pecuária, a agricultura e o pequeno produtor.

ALGUMAS CARACTERÍSTICAS DO MUNICÍPIO
- Área e localização: 276,7 km², equivalente a 0,52% da superfície estadual. Altitude da Sede: 193 metros. Distância em Relação à Capital: 400 km. Limites: Norte – São Francisco do Oeste e Francisco Dantas; Sul – Rafael Fernandes e Marcelino Vieira; Leste – Serrinha dos Pintos, Antônio Martins e Francisco Dantas; Oeste –Encanto e Estado do Ceará
– Clima: Tipo: clima muito quente e semi-árido, com estação chuvosa atrasando-se para o outono.Precipitação Pluviométrica Anual: normal: 721,3 mm; observada: 949,6 mm; desvio: 228,3 mm; Período Chuvoso: fevereiro a junho. Temperaturas Médias Anuais: máxima: 36,0 °C; média: 28,1 °C; mínima: 21,0 °C; Umidade Relativa Média Anual: 66%
– Formação Vegetal: Caatinga Hiperxerófila - vegetação de caráter mais seco, com abundância de cactáceas e plantas de porte mais baixo e espalhadas. Entre outras espécies destacam-se a jurema-preta, mufumbo, faveleiro, marmeleiro, xique-xique e facheiro.
– Solos: Solos predominantes e características principais. Podzólico Vermelho Amarelo Equivalente Eutrófico - fertilidade alta, textura média e média cascalhenta, acentuadamente drenado, relevo suave.
Uso - a utilização agrícola sem irrigação está restrita a culturas resistentes a seca, recomenda-se uso intensivo de práticas de controle a erosão, uma pequena área é cultivado com culturas de subsistência.
Aptidão Agrícola - restrita para lavouras, apta para culturas de ciclo longo como algodão arbóreo, sisal, caju e coco e uma pequena área regular e restrita para pastagem natural.
Sistema de Manejo - baixo e médio nível tecnológico, onde as práticas agrícolas dependem do trabalho braçal e da tração animal com implementos agrícolas simples.
– Relevo: De 100 a 200 metros de altitude.Depressão Sertaneja - terrenos baixos situados entre as partes altas do Planalto da Borborema e da Chapada do Apodi.
– Aspectos Geológicos e Geomorfológicos: O município está situado em área de abrangência das rochas metamórficas que compõem o Embasamento Cristalino, de Idade Pré-Cambriana Média, variando entre 1.000 - 2.500 milhões de anos, onde predominam gnaisses e migmatitos variados, granitos, xistos e anfibolitos, às vezes cortados por veios de quartzo e pegmatitos. Geomorfologicamente predominam formas tabulares de relevos, de topo plano, com diferentes ordens de grandeza e de aprofundamento de drenagem, separados geralmente por vales de fundo plano.
– Recursos Hídricos: Hidrogeologia - Aqüífero Cristalino - engloba todas as rochas cristalinas, onde o armazenamento de águas subterrâneas somente se torna possível quando a geologia local apresentar fraturas associadas a uma cobertura de solos residuais significativa. Os poços perfurados apresentam uma vazão média baixa de 3,05 m³/h e uma profundidade de até 60 m, com água comumente apresentando alto teor salino de 480 a 1.400 mg/l com restrições para consumo humano e uso agrícola.’
Aqüífero Aluvião - apresenta-se disperso, sendo constituído pelos sedimentos depositados nos leitos e terraços dos rios e riachos de maior porte. Estes depósitos caracterizam-se pela alta permeabilidade, boas condições de realimentação e uma profundidade média em torno de 7 metros. A qualidade da água geralmente é boa e pouco explorada.
Hidrologia - O município encontra-se com 100% do seu território inserido na Bacia Hidrográfica do Rio Apodi - Mossoró.Rio Principal – Apodi; Riachos Principais - do Meio, do Retiro, da Estrema, das Cajazeiras, Capa. Açudes com Capacidade de Acumulação Superior a 100.000 m³:

Vejam um vídeo sobre a tradição junina de Pau dos Ferros:


Conheça Jacobina, "a cidade do ouro" do sertão baiano





quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Conheça Portalegre (a brasileira...)



Sim, porque, para quem não sabe, em Portugal há uma cidade com o mesmo nome. Esta última é representada pelo vídeo abaixo, onde se mostra a grande diferença de riqueza cultural




Estátua mais alta do mundo no sertão nordestino


Uma estátua de 56 metros de altura de Santa Rita de Cássia, a padroeira da cidade, foi inaugurada na cidade de Santa Cruz, no Rio Grande do Norte.
"O fundador da cidade era devoto de Santa Rita de Cássia e construiu a primeira capela em homenagem à santa em 1825. Desde então ela é padroeira da cidade. Anualmente, em 22 de maio, dia de Santa Rita de Cássia, mais de 60 mil pessoas costumam vir para a cidade em peregrinação", diz o padre Aerton Sales, reitor do Santuário de Santa Rita na cidade. Santa Rita de Cássia é conhecida como santa das causas impossíveis.
A imagem de Santa Rita de Cássia fará parte do complexo Alto de Santa Rita, que oferecerá auditório para 225 pessoas, restaurante e capela. Segundo o Governo do Rio Grande do Norte, a obra contou com um investimento de cerca de R$ 6 milhões, com recursos municipais, estaduais e federais, e deve incrementar o turismo e uma maior manifestação da religiosidade do nosso povo. Vejam abaixo um vídeo institucional sobre o evento.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Jacobina - Sua História, Sua Gente

Em princípios do século XVII, a corrida de bandeirantes e portugueses às minas de ouro descobertas em terras do atual município (ao que se sabe, por Roberto Dias) foi a origem da corrente inicial do devassamento e povoação de Jacobina. A notícia de exploração de minérios fluir ao lugar numerosos contigentes humanos, vindo de recantos longínquos, para aí se aglomerarem, sedentos de ouro fácil. Um dos primeiros a chegar foi Belchior Dias Moreia. Depois dele, por volta de 1652, quando a mineração já ocupava 700 batéias, ali chegou Antônio de Brito Correia e depois os Guedes de Brito, estes acompanhados de muitos colonos e escravos.
Iniciaram-se, também, por essa época, as atividades suplementares de criação de gado e de culturas agrícolas essenciais. À proporção que novas levas de braço chegavam para o garimpo, o arruado a margem do Itapicuru Mirim ia crescendo rapidamente, reunindo população inicial bastante densa e heterogênea.
A exploração aurífera prosseguia fora do controle oficial e em escala tão crescente que o governo da metrópole, para melhor garantir a arrecadação do seu dízimo, por Provisão do Conselho Ultramarino de 13 de maio de 1726, determinou que o Governador da Província criasse duas casas de fundição, sendo que uma devia instalar-se em Jacobina em 5 de janeiro de 1727 e outra em Rio de Contas. O resultado foi surpreendente e auspicioso, arrecadando-se, na mina de Jacobina, em apenas dois anos, cerca de 3.841 libras de ouro, não obstante a difícil fiscalização sobre atividade de tal natureza.
Entrementes o progresso opulento que emanava das minas adquiria forma e a Coroa promoveu o barulhento arraial à categoria de vila mediante Carta Régia de D. João V, datada de 5 de agosto de 1720. Com o nome de Vila Santo Antônio de Jacobina a nova povoação integrava as freguesias de Santo Antônio de Pambu e Santo Antônio do Urubu. O lugar escolhido para ser sede foi a chamada Missão de Nossa Senhora das Neves do Say, aldeia indígena fundada por padres franciscanos em 1697. A instalação deu-se em 2 de junho de 1722, em solenidade presidida pelo coronel Pedro Barbosa Leal, na qualidade de representante do Vice-Rei e do Governador da Província, Vasco Fernandes César. Por estar situada em lugar distante das minas, a sede da vila foi mudada, em 15 de fevereiro de 1724, da Missão do Say (atualmente pertencente ao município de Senhor do Bonfim) para a Missão do Bom Jesus da Glória, outra aldeia de índios, fundada em 1706 também por missionários franciscanos, que tentaram promover a catequese dos paiaiás. Nesse local, edificaram-se a Igreja e o Convento de Bom Jesus da Glória.
A vila de Jacobina estendia-se por cerca de 300 léguas, em terras de propriedade da Casa da Ponte, dos Guedes de Brito, abrangendo desde o Rio de Contas e indo até os limites de Sergipe, incluindo a Cachoeira de Paulo Afonso. As terras onde se encontra atualmente a cidade pertenceram a Antônio Guedes de Brito, Antônio da Silva Pimentel, João Peixoto Veigas e Romão Gramacho Falcão. Em 1837, pela Lei Provincial n.49, de 15 de março, o território do município foi acrescido das terras de Mundo Novo, atribuindo-se a José Carlos da Mota o seu primeiro contato com elas.
A partir de 1848, a notícia da descoberta de diamantes na Chapada Diamantina, determinou o êxodo de grande número de mineiros, sempre ávidos por novas aventuras. Seguiu-se então prolongada fase de paradeiro, que provocou o declínio das atividades locais, causa da demora para a elevação da vila à categoria de cidade, o que só ocorreu em 1880, pela Lei Provincial 2.049, de 28 de julho, valendo-lhe o título de Agrícola Cidade de Santo Antônio de Jacobina. Sua instalação ocorreu a 11 de janeiro de 1893, no governo de Joaquim Manoel Rodrigues Lima.
O primeiro prefeito de Jacobina, Antônio Manoel Alves de Mesquita, tomou posse em 1893. Foi procedido na chefia do executivo, por junta de cinco membros nomeados pelo Governador, que administrou o município durante o período 1890/92.
Finamente, como fato histórico importante, sobressai-se a atitude da Câmara Municipal, que, reunida extraordinariamente em 21 de outubro de 1822, prestou solidariedade e fidelidade ao Príncipe Regente, por ocasião da Proclamação da Independência.

Origem do Nome
Diferentemente da grande maioria dos municípios brasileiros, Jacobina não tem seu nome ligado à cultura indígena. Segundo Antonil, que fez pesquisas sobre o comércio aurífero do Brasil no século XVIII, o nome se originou de uma balança que se utilizava para a pesagem do ouro chamada "Jaquabina". Não diz, porém, se "Jaquabina" era o nome da balança em algum idioma de sua origem ou se era sua marca de fabricação. O certo era que a "Jaquabina" foi colocada na vila para pesar o ouro e cobrar o imposto dos garimpeiros, deixando assim que as pessoas chamassem o lugar de "Jacobina" por corruptela do nome original.


Vejam 3 vídeos da TV Cultura, da Bahia, sobre a cidade de Jacobina

Programa Decola
Vídeo 1




Vídeo 2


Vídeo 3



E mais este de um artista da cidade: