terça-feira, 16 de outubro de 2018




ONDE  VAMOS PARAR?
1.    É indiscutível que as forças secretas ainda têm certo domínio sobre os rumos da Revolução, haja vista seu grande poderio sobre as finanças, a política e os vários ramos da atividade humana. Em palestras para seus discípulos, a certa altura Dr. Plínio havia dito que a Revolução estava derrotada, ela havia sido vencida, estava morta. Mas, não entrou em maiores detalhes, pois certamente ele quis dizer que ela havia sido derrotada em seus planos maiores de implantação do reino de Satanás. Sim, ela não chegou a atingir seu objetivo maior. Mas, seu predomínio sobre a humanidade continuava, e sempre vai crescendo e se tornando cada vez mais sufocante e imperante.
2.    Por causa desse predomínio sobre os rumos da humanidade a Revolução continua seu curso, embora rastejando como se fosse uma cobra ferida em sua cabeça. No entanto, tudo indica que ela não dispõe hoje de líderes capazes de levar a termo seus objetivos mais radicais. O que se nota hoje é uma total carência de tais lideres. Falta aquele homem carismático que consiga carregar multidões atrás de si. De tal forma esta carência de líderes é evidente que o Papa Francisco já reclamou disso, e anos atrás um dirigente da ONU se referiu a essa carência de líderes, lamentando que a humanidade andava sem rumos por causa disso. Barack Obama, pensando talvez que tal líder fosse o Lula chegou a dizer “esse é o cara”. Talvez tenha sido a última esperança revolucionária, hoje afundado num mar de ilícitos e preso por causa de seus crimes.
3.    Mesmo rastejando e ferida de morte, que rumos a Revolução tem em mira hoje, sempre dirigida pelas forças secretas e por hordas de demônios que cada dia que passa saem dos infernos com tais fins?  O objetivo final delas sempre foi a república universal, coisa meio etérea para muitos, mas bem definida para eles: uma situação em que toda a terra seja dominada por uma entidade comum, mas na realidade anárquica e destituída do caráter regencial que deve ter todo governo.  O corpo místico do demônio nunca conseguiria ser implantado em toda a terra tendo características bem definida e com finalidades bem explícitas. Isso causaria uma recusa monumental de todos os homens. Por causa disso a própria república universal não é uma coisa bem clara para o povo, é algo nebuloso.
4.    Enfim, a ausência aparente do poder é uma característica que a Revolução sempre teve em mira. Foi o ponto alto da Revolução da Sorbonne de 1968: diziam que os objetivos não eram o poder, mas a destruição deste. A fim de caracterizar aquela revolução como se fosse uma coisa espontânea e sem diretriz de regência do poder, eles não aceitavam nenhuma organização oficial fazendo parte do movimento, e os panfletos e manifestos não deveriam ter autor, sendo comum os pixamentos em paredes para dizer que ali estava a voz popular  e não de nenhuma organização.
5.    Será que não ocorre algo parecido nos dias de hoje? A opinião publica sempre foi manobrada pela mídia oficial, representada pelas emissoras de rádio e TV e pelas revistas e jornais. Este predomínio, no entanto, nunca conseguiu fazer com que a maioria aderisse aos desígnios da Revolução. Pelo contrario, o que se notou foi uma afastamento completo da opinião pública, por exemplo, do socialismo e do comunismo. Estas bandeiras foram abandonadas pela Revolução em prol de algo mais profundo e inadvertido. De repente, os mentores da Revolução descobriram que seria mais abrangente para seus objetivos que fosse desmontado o poder da mídia oficial, e em seu lugar surgisse outra, inteiramente espontânea e do meio popular. Trata-se das redes sociais. A internet passou a ser o instrumento dos protestos, dos indignados, daqueles que pretendem mudar os rumos da política de um país, mas não dispõem de meios para isso. E foi assim que fizeram experiências inéditas, como a “primavera árabe”, os “indignados” da Europa e o movimento “ocupem wall street” nos EUA.  As pessoas se comunicavam pelos seus celulares, divulgavam suas propostas de revoltas e depois combinavam sair às ruas para protestar. A coisa pegou, pois muita gente se sente importante em participar de algo que muda os rumos da política e da história, nem tanto indo às ruas mas simplesmente publicando o que bem lhe aprouver, e sem precisar sair de casa. É por isso que há tantas “fakes news”   nas redes sociais, pois ali é como uma “terra de ninguém”, onde qualquer um diz o que quer e publica o que bem lhe aprouver sem qualquer constrangimento. Foi detonada uma onda de revolução baseada na liberdade de expressão mais radical e profunda, pois a depender exclusivamente de cada indivíduo e não da mídia oficial.
6.    Precisamos ver sobre tais prismas a onda conservadora que varre o mundo, demonstrando força popular tão intensa que está destruindo o poder dos regimes socialistas e comunistas ainda remanescentes. Aparentemente, isso é uma coisa boa, pois conseguimos deitar por terra regimes tão maléficos. Mas, o que vem depois? O que é que se constrói em cima de um regime socialista ou comunista que cai? Nada. Geralmente, o caos. Vejam o exemplo do Egito, que derrubou uma ditadura, mas até hoje o país não se encontrou, e caminha para outra ditadura. A “primavera árabe” nada trouxe de benefício duradouro nem no Egito, nem nos outros países onde predominou. De outro lado, as “primaveras” que derrubam regimes nunca funcionou em certos países, como Cuba, China, Coréia do Norte, etc., pois estes já caminham para o caos e anarquia da forma como estão sendo governados, indicando que o movimento é dirigido a certos regimes e em determinados países.
7.    Agora vejamos o caso do nosso Brasil. O movimento conservador que hoje domina as redes sociais está desmantelando a esquerda, e isso é muito bom. Nota-se, inclusive, que as forças secretas parecem ter interesse nisso, pois a própria maçonaria, oficialmente, fez campanha pelo impeachment de Dilma, e provavelmente apóia Bolsonaro. Talvez tenha visto que rumos a coisa estava tomando e fez opção apenas para participar do poder. Mas, há indícios de orientação dada por organizações mais poderosas da Europa, como foi o caso em outros países. Lutando por uma causa boa, que é a destruição das esquerdas, a maioria da população não percebe que está para vir depois disso apenas o caos e a anarquia. Por quê? Por que o Brasil, pela forma como está organizado legalmente, é um país quase ingovernável.  Tanto um governo de esquerda quanto de direita pouco conseguiria fazer em prol de seus ideais. A prova disso é que o PT passou tantos anos no governo e não conseguiu implantar um regime inteiramente socialista. Conseguiu algo, mas muito pouco em comparação daquilo que são seus planos. O próprio ex governador da Bahia, Jaques Wagner, lamentou isso, achando que deveriam ter sido mais radicais e implantado completamente um regime tipo Cuba.  Ora, se o país está assim, ingovernável, qualquer um que assuma o poder só terá fracassos pela frente. Nesse caso, as força secretas optaram por apoiar intensamente um candidato conservador, que represente realmente o pensamento das aspirações de grande maioria da população, para, no poder, causar frustração ao povo, simplesmente porque além de não conseguir fazer o que prometeu talvez seja até desmoralizado perante seu público e venha a cair. Isso deve causar maior desesperança nos poderes políticos, objetivo maior da Revolução e das forças malignas.  E tudo em nome de uma nova revolução, feita pelas redes sociais, dita pacífica. Eles não têm pressa e esperam que depois dessa fase as esquerdas ressurjam com nova roupagem mais agradável, quem sabe abertamente tribalistas, pacifistas, etc.
8.    O manual que segue o pessoal dirigente dos sites e dos grupos de comunicação na internet é o mesmo. Pode-se ver que é o mesmo por causa da unidade no modo de proceder. Este Manuel foi publicado pelo americano Gene Sharp, e está disponível para qualquer um pela internet. Lá, o autor dá regras de “como fazer uma revolução pacífica”. Prestem atenção, por exemplo, que os grupos que saem às ruas têm o cuidado e não pertencer (ou não demonstrar que pertencem) a nenhum partido ou representação oficial; todas as manifestações devem ser pacíficas, isto é, sem quebrar nada, sem agredir ninguém; notem que os blacks blocs já não saem às ruas, nem se fala mais neles. O candidato Bolsonaro prega que não tem compromissos com partido e se inscreveu no mais fraco de todos; faz apologia aberta de usar as redes sociais e despreza a mídia oficial, recusando até de comparecer a debates pela TV. É uma demonstração de que as redes sociais aglutinam muito mais do que a mídia oficial, atraindo milhões em torno de seus ideais. Ideais que já existiam na mente de cada um, mas faltava quem hasteasse a bandeira e os levasse a termo.
9.    Enfim, onde vamos parar?  Sim, vamos parar em bom porto. Não por causa dos mentores de tal revolução, mas por causa do bom senso que deve predominar na população. Mal imaginavam os idealizadores de tal movimento revolucionário que a opinião pública sadia e nacionalista iria crescer tanto e se solidificar, constituindo num cerne duro capaz de dar novos rumos à nação. Espera-se que não seja o caos e anarquia que predomine, pois nosso povo, de tradições cristãs, tem propósitos tão grandiosos que deverá impulsionar doravante nossos governantes para a construção de um Brasil novo e completamente contra-revolucionário. Mesmo que as esquerdas ganhem as eleições não têm mais condições de implantar seus programas mais  radicais, ou serão obrigados e deixar o cargo e  recuarão sempre, porque finalmente temos já formada uma opinião pública visceralmente oposta a tais programas. Acredito que esta opinião pública tão coesa e sadia tenha sido fruto do Anjo do Brasil, trabalhando com nossos santos e fundadores para a formação de uma nova sociedade que antecede o Reino de Maria. As redes sociais foram meros veículos para a divulgação de tal mentalidade.

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

CRESCENTE INTERESSE PELO PAPADO MOSTRA A INABALÁVEL FIRMEZA DA IGREJA CATÓLICA






Desde a ascensão ao trono de Paulo VI que se verifica uma enorme simpatia do grande público pelo Papado, como observou bem o Dr. Plínio Corrêa de Oliveira em artigo publicado naquela época:

“Não há no Brasil coração católico que não se tenha alegrado com o enorme realce dado pela imprensa diária de todos os matizes, não só à enfermidade e à morte do Santo Padre João XXIII, como à eleição e coroação do novo Sucessor de São Pedro, o Papa Paulo VI. Sem exceção, os jornais se interessaram por todos os pormenores desses grandes acontecimentos, e os registraram com todo o destaque devido. E, assim como se deu com os fatos, deu-se com os comentários. Todas as conseqüências do falecimento do pranteado Pontífice João XXIII, e da eleição do insigne Cardeal-Arcebispo de Milão, foram analisadas e esquadrinhadas pela imprensa do modo mais meticuloso. Com uma meticulosidade que chegou por vezes até o exagero e a franca fantasia. De sorte que sobre a matéria foi dito mais ou menos tudo quanto havia que dizer... e até mais do que a objetividade poderia permitir.
A respeito dessa atitude da grande imprensa, toda ela laica, um primeiro comentário cabe fazer. Se os grandes arautos do laicismo, de há cem anos atrás, que profetizavam com alarde para o século XX o desaparecimento da Igreja Católica, pudessem ver até que ponto o mundo de hoje se interessa pela morte de um Papa e pela ascensão de outro, o que diriam? O que diriam principalmente ao ver a imprensa leiga, o rádio e a televisão – com que há cem anos nem sonhavam – igualmente aconfessionais, dedicarem seus melhores horários e seus mais audaciosos recursos técnicos a noticiar esses fatos!
Os jornais, o rádio, a televisão, influenciam sem dúvida a opinião pública. Mas, de seu lado, também são influenciados a fundo por ela. É na medida em que os assuntos interessam ao público, que são noticiados. E se órgãos de difusão laicos tanto se estendem sobre a substituição do 261º Sucessor de São Pedro pelo 262º, deve-se isto fundamentalmente, não tanto à simpatia e ao interesse dos dirigentes, colaboradores e redatores desses órgãos, quanto à veneração, à admiração, à filial confiança do público para com a Cátedra Romana e seus imortais ocupantes.
Essa atitude da opinião pública significa a vitória do Papado sobre toda a imensa ofensiva propagandística que contra ele se desencadeou no século XIX e em grande parte do século XX. Os que lhe haviam profetizado a morte jazem nos cemitérios, à espera da Ressurreição e do Juízo. A nau de São Pedro continua a sulcar gloriosamente os mares ora pacíficos ora revoltos da História, e seus timoneiros – ontem João XXIII e hoje Paulo VI – longe de representarem uma força espiritual decrépita e moribunda, são reconhecidos como figuras-chave na determinação dos rumos da humanidade. Radiosa e sobrenatural imortalidade do Papado, na qual desponta gloriosamente para a História o pontificado de Paulo VI. Comprazemo-nos em a registrar aqui, num preito de admiração e entusiasmo à invencível Cátedra de Pedro”
.(Plínio Corrêa de Oliveira - “Catolicismo Nº 151 - Julho de 1963, artigo “...E sobre ti está edificada a Igreja”)
A par disso, a imagem dos sucessores de Paulo VI pode transmitir a idéia de piedade, de compassividade, de benevolência, ocasionando uma grande carga de simpatias, de empatias e até de encanto por grande parte de católicos e até não católicos. A Igreja possui mais de um bilhão de fiéis, e estes fazem parte da parcela mais viva da opinião mundial. Não existe outra religião com um Chefe supremo (como o Papa) que tenha um prestígio tão grande, uma onda de simpatias e de fascínio tão grandiosa e espalhada pelo mundo. Em primeiro lugar, as outras religiões não possuem um chefe supremo, um Sumo Pontífice, todas elas são divididas em pequenos chefetes que não produzem uma unidade de simpatias e de fascínio para com toda a religião deles. Os protestantes possuem milhares de pastores, os muçulmanos milhares de mulás e aiatolás, os budistas da mesma forma são dirigidos por uma rede de “monges” sem ter um chefe supremo. É verdade que a Igreja Ortodoxa tem o seu patriarca, o budismo tem o seu lama, ou uma outra qualquer pode ter um representante, mas eles não espelham a unidade de suas religiões. No caso da I. O., o patriarca é apenas um cargo de um ramo do cristianismo, de uma certa parcela da população, e vive sendo desprestigiado por causa das posições independentes de seus pequenos patriarcados locais. O lama do budismo, embora procure insistentemente carregar sobre si uma carga de fascínio ou de simpatias mundiais, tratando-se de uma figura ridícula e medíocre, não tem conseguido o consenso das pessoas de forma que dê unidade à sua religião, que, aliás, é também dividida por vários chefetes locais.


sexta-feira, 5 de outubro de 2018

MENSAGENS DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO À SANTA FAUSTINA KOWALSKA





No período que antecedeu à segunda grande guerra mundial, a freira polonesa Irmã Faustina Kowalska, teve várias revelações celestes, todas elas relatadas num diário. Nestas revelações, Nosso Senhor deixava patente que estava fazendo mais uma tentativa de salvar a humanidade, e o caminho era Sua infinita misericórdia. Tratava-se de uma mensagem do amor misericordioso de Deus. Tendo escrito um diário em que eram relatadas todas as aparições e mensagens, foi este proibido de divulgação no ano de 1959. No mesmo ano que João Paulo II ascendeu ao sólio pontifício, 1978, o referido diário teve autorização papal para ser divulgado por não se encontrar qualquer erro doutrinário nele.  Paralelamente, prosseguia o processo de beatificação da freira, que, finalmente, no ano 2000 foi canonizada por João Paulo II. No dia 18 de agosto de 2002, o Papa foi à Polônia para consagrar o Santuário da Divina Misericórdia, construído ao lado do convento onde viveu Santa Faustina. Estava oficialmente aprovado o texto da mensagem de Nosso Senhor transmitido àquela Santa.
Destacamos abaixo alguns textos extraídos do livro "Diário da Serva de Deus Ir. Faustina Kowalska, professa perpétua da Congregação de N. S. da Misericórdia" (publicado pela  Congregação dos Padres Marianos - Curitiba-PR)


A ira divina
"À noite, quando me encontrava na minha cela, vi o Anjo executor da ira Divina. Estava vestido de branco, com o rosto radiante, uma nuvem a seus pés, da nuvem saíam trovões e relâmpagos para as suas mãos, e delas só então atingiam a terra. Quando vi esse sinal da ira Divina, que deveria atingir a terra, e especialmente um determinado lugar que não posso mencionar por motivos justos, comecei a pedir ao Anjo que se detivesse por alguns momentos, que o mundo faria penitência. O meu pedido porém não  significava nada diante da ira Divina. Nesse momento vi a Santíssima Trindade. A grandeza de Sua Majestade traspassou-me profundamente e eu não ousava repetir minha súplica..." (pág.160)
"Essa oração é para aplacar a Minha ira: recitá-la-ás por nove dias por meio do terço do Rosário da seguinte maneira: primeiro rezarás um Pai Nosso e Ave Maria e o Credo, em seguida, nas contas de Pai Nosso, dirás as seguintes palavras:  Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e Sangue, Alma e Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro; nas contas das Ave Maria rezarás as seguintes palavras: pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro. No fim rezarás três vezes estas palavras: Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro" (pág. 161)

Ninguém escapa ao Braço de Deus
"Escreve:  - Sou três vezes santo e abomino o menor pecado. Não posso amar uma alma manchada pelo pecado, mas quando se arrepende, não há limites para a generosidade que tenho para com ela. A minha misericórdia a envolve e justifica. Com a Minha misericórdia persigo os pecadores em todos os seus caminhos, e alegra-se o Meu Coração quando eles voltam a Mim. Esqueço as amarguras com que alimentaram o Meu Coração e alegro-Me com a sua volta. Dize aos pecadores que ninguém escapa ao Meu braço. Se fogem do Meu misericordioso Coração, cairão nas mãos da minha justiça. Dize aos pecadores que sempre espero por eles, presto atenção ao pulsar do seu coração, para ver quando bate por Mim. Escreve que falo a eles pelos remorsos de consciência, pelos malogros e sofrimentos, pelas tempestades e raios, falo pela voz da Igreja, e se invalidarem todas as minhas graças, começarei a Me zangar com eles, deixando-os a si mesmos, e dou-lhes o que desejam" . (pág. 486)

Os castigos são manifestações da misericórdia divina
"Hoje o Senhor me deu a conhecer a Sua indignação contra a humanidade, que merece pelos seus pecados a abreviação dos dias, mas conheci que a existência do mundo é sustentada pelas almas eleitas, isto é, as religiosas. Ai do mundo se faltarem ordens religiosas" (pág. 403)
"Vi a ira de Deus pendente sobre a Polônia. E agora vejo que, se Deus castigasse o nosso país com os maiores castigos, isso seria ainda Sua grande misericórdia, porque poderia castigar-nos com a condenação eterna por tão grandes delitos. Fiquei toda estupefata quando o Senhor me abriu o véu só um pouquinho. Agora vejo claramente que as almas eleitas sustentam a existência do mundo, para que se complete a medida". (pág. 433)

VISÃO PROFÉTICA DE SANTA FAUSTINA
"Escreve: antes de vir como Juiz imparcial, venho como Rei de misericórdia. Antes de vir o dia da justiça, será dado aos homens este sinal no céu.
"Apagar-se-á toda a luz no céu e haverá uma grande escuridão sobre a terra. Então aparecerá o sinal da Cruz no céu, e das aberturas onde foram pregadas as mãos e os pés do Salvador sairão grandes luzes, que por algum tempo iluminarão a terra. Isto acontecerá pouco antes do último dia". (pág. 34)
"...Então conheci que grande destruição devia realizar por essa tempestade... " (pág. 504)

Os castigos tardam a pedido de Nossa Senhora e por causa dos escolhidos
"Vi Nosso Senhor como um Rei (em) grande Majestade, que olhava para nossa terra com um olhar severo, mas a pedido de Sua Mãe prolongou o tempo da misericórdia" (pág. 360).
"...a Minha mão empunha de má vontade a espada da justiça; antes do dia da justiça estou enviando o dia da misericórdia..." (pág. 447)
"À noite vi Nossa Senhora, com o peito descoberto e a espada que a traspassava, derramando lágrimas amargas e defendendo-nos do terrível castigo de Deus. Deus quer nos aplicar um terrível castigo, mas não pode porque Nossa Senhora nos defende..."
"...Nestes dois dias de carnaval conheci um grande acúmulo de castigos e pecados. O Senhor deu-me a conhecer num instante os pecados do mundo inteiro cometidos neste dia. Desfaleci de terror e, apesar de conhecer toda a profundidade da misericórdia divina, admirei-me que Deus permita que a humanidade exista. E o Senhor deu-me a conhecer quem sustenta a existência dessa humanidade: são as almas escolhidas. Quando se completar o número dos escolhidos, o mundo não existirá mais..."  (págs. 222 e 282)

Deus teria destruído a Rússia
"Ofereci o dia de hoje pela Rússia; ofereci todos os meus sofrimentos e as minhas orações por esse pobre país. Depois da Comunhão, Jesus me disse: - Não posso suportar por mais tempo esse país; não Me tolha as mãos, Minha filha. Compreendi que, se não fossem as orações das almas agradáveis a Deus, já teria transformado em nada toda essa nação...". (pág. 253).

Serão destruídos conventos e igrejas por causa dos maus religiosos
"No final da via-sacra que eu estava rezando, Nosso Senhor começou a queixar-se das almas religiosas e sacerdotais, da falta de amor nas almas eleitas:
"- Permitirei que sejam destruídos conventos e igrejas".
"Respondi: Jesus, mas tantas almas Vos glorificam nos conventos.. Respondeu o Senhor:
"- Essa glória fere o Meu Coração, porque o amor foi expulso dos conventos. Almas sem amor e dedicação, almas cheias de egoísmo e amor-próprio, almas orgulhosas e presunçosas, almas cheias de perversidade e falsidade, almas tíbias, que têm calor apenas para elas mesmas se manterem vivas. Todas as graças que diariamente derramo sobre elas descem como por uma rocha. Não posso suportá-los, porque não são bons nem maus. Instituí os conventos para por eles santificar o mundo, e deles deve brotar uma forte chama de amor e sacrifício. E se não se converterem e não se inflamarem do amor primitivo, farei com que pereçam com o mundo...
"Como poderão sentar-se na prometida sé do julgamento do mundo, se as suas culpas são mais graves que as do mundo, se não há penitência e nem reparação?...  Ah, coração que Me recebeste de manhã, ao meio-dia respiras ódio contra Mim, sob as mais diversas formas. Ah, coração por Mim especialmente escolhido, será para Me fazer sofrer mais? - Os grandes pecados do mundo ferem o Meu Coração como que superficialmente, mas os pecados da alma eleita traspassam o Meu Coração..."  (pág 480).

A vocação da Polônia
"Muitas vezes rezo pela Polônia, mas vejo a grande indignação de Deus contra ela, por ser ingrata. Esforço-me com toda a alma para defendê-la. Incessantemente lembro a Deus Suas promessas de misericórdia. Quando vejo Sua indignação, jogo-me com confiança no abismo da misericórdia, nele mergulhando toda a Polônia e, então, Deus não pode fazer uso de Sua justiça... (pág. 339)
"...Uma Nossa Senhora assim eu ainda não tinha visto. Então olhou para mim bondosamente e disse: Sou Nossa Senhora dos Sacerdotes. Então colocou a Jesus no chão, ergueu a mão direita para o céu e disse: Deus, abençoai a Polônia, abençoai os sacerdotes. E novamente disse: Conta o que viste aos sacerdotes" (pág. 446)
"Quando estava rezando pela Polônia, ouvi estas palavras: - Amo a Polônia de maneira especial, e se for obediente à Minha vontade, Eu a elevarei em poder e santidade. Dela sairá a centelha que preparará o mundo para a Minha vinda derradeira".  (pág. 487)

SANTA FAUSTINA VIU Uma alma eleita, QUEM SERIA?
"Vejo com freqüência uma certa pessoa agradável a Deus. O Senhor tem uma grande predileção por ela, não apenas porque procura venerar a misericórdia Divina, mas pelo amor que tem para com Deus; embora essa alma nem sempre sinta esse amor em seu coração de maneira sensível, e permaneça quase sempre no Horto das Oliveiras. No entanto é sempre agradável a Deus, e sua grande paciência vencerá todas as dificuldades".  (págs. 292/293)
"Conheci que certa alma é muito agradável a Deus, apesar das diversas perseguições; Deus a está revestindo de uma dignidade superior, com o que alegrou-me muito o meu coração".  (pág. 505).

Convento de leigos?
"Hoje vi o convento dessa nova Congregação. Amplas e grandes instalações, eu visitava cada coisa sucessivamente, via que em toda a parte a Providência Divina havia fornecido o que era necessário. As pessoas que viviam nesse convento andavam por enquanto em vestes leigas, mas o espírito religioso reinava em toda a plenitude, e eu arrumava tudo como o Senhor desejava..." (pág. 334).  
Nota: Comenta-se no livro que esse seria o convento pertencente à Ordem que a vidente fundaria futuramente; mas tal não ocorreu, pois a Irmã Faustina não chegou a fundar a Ordem, nem tampouco ocorreu o fato com leigos levando vida conventual. Pode-se conjecturar que, na realidade, trata-se de um convento... de leigos, isto é, pessoas que não fizeram votos oficiais numa Ordem. Pode-se conjecturar que trata-se de uma nova modalidade de apostolado leigo, levando vida consagrada, como João Paulo II falou em 25 de março de 1996 após o Sínodo episcopal ocorrido naquela data.
Podemos muito bem identificar este "convento de leigos" como as casas de formação dos "Arautos do Evangelho", primeira Associação privada internacional de direito pontifício a ser reconhecida pela Santa Sé, fato que se deu solenemente no dia 22 de fevereiro de 2001. A ação apostólica dessa Associação atende os requisitos expostos por João Paulo II em sua "Exortação Apostólica Pós-Sinodal" de 25 de março de 1996, Sobre a Vida Consagrada e sua missão na Igreja e no mundo, com caráter eminentemente profético, quando assim se expressou: "Uma íntima força persuasiva da profecia vem-lhe da coerência entre o anúncio e a vida. As pessoas consagradas serão fiéis à sua missão na Igreja e no mundo, se forem capazes de se reverem continuamente a si próprias à luz da Palavra de Deus. Poderão assim enriquecer os outros fiéis com os dons carismáticos recebidos, deixando-se por sua vez interpelar pelas provocações proféticas vindas dos outros elementos eclesiais. Nesta permuta de dons, garantida por uma plena sintonia com o Magistério e a disciplina da Igreja, resplandecerá a Ação do Espírito, que  “conduz [a Igreja] à verdade total e unifica-a na comunhão e no ministério, enriquece-a e guia-a com diversos dons hierárquicos e carismáticos".