domingo, 13 de outubro de 2013
Aspecto varonil da feminilidade de Maria Quitéria
sábado, 1 de setembro de 2012
A BANDEIRA DO CEARÁ
Dos atuais pavilhões dos estados brasileiros, o único a lembrar a Bandeira da Monarquia é o do Ceará. Ela surgiu assim: o comerciante fortalezense João Tibúrcio Albano tinha por hábito – no início do século passado – hastear, nas datas importantes, a bandeira do Maranhão, terra da sua esposa. Como cearense João Tibúrcio Albano ficava frustrado, pois seu torrão natal ainda não possuía um pavilhão. Um dia teve a idéia de adaptar às armas do Ceará numa bandeira brasileira. Para isso, mudou a cor da esfera. Saiu a azul com estrelas substituída pela esfera de cor branca. Consta no Anuário do Ceará: "por muito tempo a bandeira idealizada por João Tibúrcio Albano serviu de modelo a muitas outras que tremularam nas sacadas dos nossos educandários.
Pormenores Históricos e simbolismo da bandeira da monarquia
O Verde - O retângulo verde está vinculado às cores da Casa de Bragança, em Portugal. Por outro lado, simboliza o país da "eterna primavera" nas palavras de Dom Pedro I.
O Amarelo - A explicação mais aceita é a de que esteja vinculado às cores da Casa de Habsburgo (a Imperatriz Dona Leopoldina era, originalmente, Habsburgo). O Brasão do Império (ao centro da bandeira)
1. Os ramos vegetais - São de café e de tabaco, duas riquezas do Império. Permaneceram, na República, no Brasão de Armas da República (ou Escudo de Armas da República).
2. A Cruz de Cristo - Bem ao centro vê-se a Cruz de Cristo (é um dos tipos de cruz) que nos lembra Portugal e a Ordem dos Cavaleiros de Nosso Senhor Jesus Cristo, nome que, em Portugal, tomou a Ordem dos Templários. Figurava nas velas das caravelas por ser de sua origem o financiamento das navegações, já que se tratava de organização muito rica, na época dos descobrimentos.
3. A Esfera Armilar - É o símbolo do poder majestático em Portugal e, por extensão, entre os povos de sua origem. É uma esfera formada por armilas, que são círculos metálicos. Simboliza o mundo, também.
4. A Faixa Azul Com Estrelas - As estrelas simbolizam as províncias do Império, em número de dezenove. É sempre interessante lembrar que a maior delas era a do Grão Pará, que era formada pelos atuais estados do Pará e do Amazonas. Por isso o título constitucional do herdeiro do Príncipe Imperial (ou Princesa Imperial), que era o herdeiro presuntivo da Coroa, era o de Príncipe do Grão Pará. Para entender melhor, se S.A.I. e R. o Príncipe Dom Bertrand, atual Príncipe Imperial do Brasil por ser o sucessor do Chefe da Casa Imperial, fosse casado e tivesse filhos, o seu herdeiro teria o título de Príncipe do Grão Pará.
5. A Coroa - Acima do Brasão de Armas está a Coroa Imperial (de formato diferente da Coroa Real).
6. A Cruz acima da Coroa - Significa que Deus está acima do Imperador.
OS SÍMBOLOS DA PÁTRIA
A bandeira é um dos símbolos nacionais. Atualmente temos por símbolos nacionais a bandeira, o hino, o selo nacional e o escudo de armas. Estes símbolos eram representados antigamente em nossas cédulas, mas a partir de certo tempo deixaram de figurar na moeda nacional. Eram também estampadas nas cédulas as figuras mais representativas de nossa história, como Duque de Caxias, Princesa Isabel, etc. No entanto, com a perniciosa influência de idéias igualitárias e socialistas, hoje as homenagens que se faz na moeda nacional é para a ecologia (estampa de animais) e a representação ridícula da República através da figura de uma mulher, que nunca foi simbolo nacional.
As bandeiras de nossos estados têm, cada uma, uma história. A bandeira do estado do Ceará foi criada em 25 de agosto de 1922 por Justiniano de Serpa, que na época era presidente da Província do Ceará. A bandeira do Ceará foi a única que seguiu o padrão da bandeira brasileira (retângulo verde, losângo amarelo e círculo no centro). Porém, o círculo é na cor branca e, encontra-se em seu meio, o brasão da província. Este brasão tinha sido criado em 22 de setembro de 1897 pelo presidente da província cearense, Antônio Nogueira Pinto Accioli. Este brasão possui sete estrelas brancas, e quadro figuras representativas do estado: o sol e o farol de Macuripe, a serra e um pássaro, o mar e uma jangada, o sertão e uma árvore carnaúba. Na parte superior do brasão encontra-se uma fortaleza.
domingo, 17 de abril de 2011
O cajueiro botador
Hoje, o "Cajueiro Botador" é objeto até de placa comemorativa, como se vê acima. segunda-feira, 7 de março de 2011
CARNAVALCANTE
As inovações do carnaval vão longe: na pequena cidade de Cavalcante, em Goiás, a festa se denomina CARNAVALCANTE em alusão ao nome da localidade. A prefeitura lançou o seguinte convite para a festa:Esse ano o Carnavalcante 2011, como sempre, traz a tradição do verdadeiro carnaval com marchinhas, Matinês, e a Charanga que faz a puxada do Frevo, além é claro dos desfiles dos blocos que abrilhantam o caranava
Espero todos vocês para pular, brincar um caranval saudável e para todas as idades e relaxar nas deliciosas paisagens e cachoeiras de Cavalcante na Chapada dos Veadeiros".
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
O fatídico último dia de Pompéia
Herculano e Pompeia, duas cidades soterradas pelo vulcão Vesúvio, continuam revelando ao mundo as características terríveis de um castigo divino. O mesmo pode se dizer de Sodoma e Gomorra, vitimadas por outra catástrofe. Quanto a Herculano e Pompéia, tratava-se de cidades de veraneio dos romanos, para onde iam se deleitar das águas quentes e desfrutar do gosto da sensualidade. Há figuras que morreram em posição de pecado de homossexualismo, hoje facilmente visíveis dentro dos achados. Analisemos quantas cidades vivem no mundo moderno as mesmas situações destas citadas para se tirar uma conclusão: será que não está próximo o dia em que estas de hoje vão ter um fim semelhante?
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Conheça Portalegre (a brasileira...)
Sim, porque, para quem não sabe, em Portugal há uma cidade com o mesmo nome. Esta última é representada pelo vídeo abaixo, onde se mostra a grande diferença de riqueza cultural
Estátua mais alta do mundo no sertão nordestino

Uma estátua de 56 metros de altura de Santa Rita de Cássia, a padroeira da cidade, foi inaugurada na cidade de Santa Cruz, no Rio Grande do Norte.
"O fundador da cidade era devoto de Santa Rita de Cássia e construiu a primeira capela em homenagem à santa em 1825. Desde então ela é padroeira da cidade. Anualmente, em 22 de maio, dia de Santa Rita de Cássia, mais de 60 mil pessoas costumam vir para a cidade em peregrinação", diz o padre Aerton Sales, reitor do Santuário de Santa Rita na cidade. Santa Rita de Cássia é conhecida como santa das causas impossíveis.
A imagem de Santa Rita de Cássia fará parte do complexo Alto de Santa Rita, que oferecerá auditório para 225 pessoas, restaurante e capela. Segundo o Governo do Rio Grande do Norte, a obra contou com um investimento de cerca de R$ 6 milhões, com recursos municipais, estaduais e federais, e deve incrementar o turismo e uma maior manifestação da religiosidade do nosso povo. Vejam abaixo um vídeo institucional sobre o evento.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Quem sou eu?
Nosso querido irmão Netinho colocou este vídeo no youtube nos lançando um desafio: quem são estas criaturas numa hora de entretenimento tão inocente quanto elas? Quem descobrir que o revele aqui...
terça-feira, 15 de junho de 2010
Histerias coletivas e suas explicações dúbias
Na explicação de um padre e parapsicólogo, esse tipo de manifestação é nada mais do que a expressão do inconsciente da pessoa. É dessa parte do ser humano que vêm as manifestações. "Tudo vem de dentro para fora. É uma questão da estrutura psicológica da vítima". Segundo ele, “é uma força provocada pelo próprio organismo, um estágio de transe, em nenhum caso tem demônio, tudo é uma questão provocada pelo inconsciente da cabeça dessas jovens. O fenômeno é conhecido como histeria coletiva, mas na linguagem moderna significa contágio psíquico, que é justamente uma pessoa que sente este fenômeno e a outra pessoa capta pelo inconsciente e, de repente, sente os mesmos sintomas. A sensibilidade fica tão alta que as vítimas começam a se manifestar caindo no chão. É tudo isso que está ocorrendo com as meninas de Itatira. São contagiadas umas pelas outras, sem querer, tudo em um nível de inconsciência", explica o parapsicólogo.
Segundo o sacerdote, que tem por missão orientar as pessoas sobre os fenômenos sobrenaturais, preternaturais ou diabólicos, o que está ocorrendo é apenas “uma questão psicológica. O tratamento da histeria coletiva depende de cada caso. Têm casos que passam seis meses até um ano. Com as meninas de Itatira, é continuar conversando. Se a vítima for religiosa, conversar com o padre, se for evangélica, falar com um pastor". Faltou ele dizer: se for muçulmana, se for judia, se for... qualquer religião, não é? Até mesmo se for atéia, vá conversar... com quem? Será que está se repetindo caso semelhante ao da cidade Salém, nos EUA, ocorrido no século XVII?
A quatro anos, no México
Fenômeno semelhante atingiu algumas jovens de um internato no México há pouco mais de 4 anos. Os sintomas eram os mesmos: dores musculares, de cabeça, além de náusea, vômito, febre e paralisia muscular. Os familiares de algumas das meninas acudiram ao internato e tiveram que carregá-las para poder levá-las a diversos hospitais já que as garotas não conseguiam caminhar. Uma vez nos hospitais, elas começaram a recuperar o passo e a liberar-se de outros sintomas. O surto iniciou-se em outubro de 2006 com uma aluna, em novembro duas meninas relataram os mesmo sintomas, em fevereiro a cifra chegou a duzentas e alcançou seiscentas alunas. As autoridades de saúde intervieram, e descartaram fatores orgânicos na etiologia da situação, posteriormente consideraram o diagnóstico de transtorno conversivo epidêmico. Este transtorno faz referência ao que tradicionalmente se denomina histeria coletiva ou histeria de massas.
Segundo essa pseudo-ciência, chamada parapsicologia, trata-se de um fenômeno grupal ou coletivo onde os afetados geralmente são jovens que desenvolvem sintomas como náusea, vertigem, diarréia e alterações no passo, e que não possui explicação biológica demonstrável, além de estar associados a fatores de estresse. Os casos recentes de transtornos conversivos epidêmicos, dizem os entendidos, ocorreram principalmente entre colegiais, com adolescentes submetidos a diversas situações de estresse.
Alguns casos de histeria coletiva
Alguns casos de “histeria coletiva” têm explicação natural. O caso mais clássico é o do Gaseador Louco de Mattoon, em plenos EUA ao fim da Segunda Guerra Mundial.
Era perto de meia-noite em uma quinta-feira, 31 de agosto de 1944, quando a polícia de Mattoon recebeu um telefonema de uma mulher e sua filha que diziam ter sido atacadas por uma figura espreitando nas sombras próxima de sua casa. Depois que elas abriram uma janela do quarto, a casa foi supostamente borrifada com um gás nauseante de cheiro doce que as deixou tontas e atordoadas. A mãe também disse que sofreu uma leve paralisia temporária em suas pernas. A polícia investigou, mas não encontrou nenhuma evidência do intruso. Duas horas depois a polícia novamente correu para a casa depois que o marido da mulher, ao voltar para casa, viu um homem suspeito correndo perto da janela onde o incidente original tinha acontecido. Novamente a polícia não encontrou nada relevante.
No dia 2 de setembro os editores do Mattoon Daily Journal-Gaztte publicaram a manchete: "Rondador Anestésico à Solta". Depois de ler a história, duas famílias de Mattoon contataram a polícia com relatos semelhantes de serem gaseadas em suas casas pouco antes do incidente. Durante os próximos dias, a polícia foi inundada com numerosos relatos de gaseamento, que com o tempo diminuíram e cessaram completamente depois de 12 de setembro. Durante as primeiras duas semanas de setembro, a polícia de Mattoon recebeu um total de 25 relatos separados envolvendo 27 mulheres e dois homens afirmando ter sido borrifados com o enigmático gás debilitante por alguém que se tornou amplamente conhecido como "o anestesista fantasma" e "o gaseador louco de Mattoon". A série de relatos é vista como um episódio de histeria em massa, notando que 93 por cento das "vítimas" eram mulheres de baixo status socioeconômico que não eram críticas ao avaliar a situação, e concluindo que elas estavam exibindo reações de conversão histéricas. Os sintomas passageiros informados por aqueles "gaseados" estavam limitados a náusea, vômito, boca seca, palpitações, dificuldade em caminhar e, em um caso, uma sensação ardente na boca. Estes sintomas podem ser explicados como ansiedade gerada pela publicidade do "gaseador", enquanto uma série de casos iniciais envolveram a redefinição de reações físicas mundanas que ordinariamente teriam passado sem nota, mas que foram subseqüentemente atribuídas ao anestesista fantasma.
Mas exemplos recentes por todo o mundo não faltam, e não se resumem a países subdesenvolvidos. No final de 2006 resultando na evacuação de uma escola na Inglaterra, por exemplo, ou na evacuação do metrô de Los Angeles em 2001. Um caso especialmente notável é a histeria coletiva Pokemón em 1997. Um episódio da série animada levou centenas de crianças a relatar mal-estar, mas apenas uma pequena porcentagem destas de fato foi afetada por ataques de epilepsia provocados pelas cores vibrantes piscando na TV.
A histeria coletiva como alteração funcional orgânica, expressada através de sintomas somáticos ou não, tem sido estudada pela medicina, mas não há ainda consenso sobre suas causas, pois não há evidências de que se trata realmente de caso clínico. A psiquiatria e psicanálise estudam os fenômenos com explicações hauridas de falsos pressupostos, especialmente a psicanálise que o liga a fatores sexuais ou do que eles chamam de “moral reprimida”. Quanto à parapsicologia, tira conclusões absurdas e mirabolantes, sem qualquer seriedade científica.
Histeria de dança
Há, por exemplo, um caso de histeria coletiva que tais estudiosos não conseguiram até hoje explicar.. Trata-se de uma epidemia de dança que teria ocorrida em 1518 na França. O historiador americano John Waller, da Universidade Estadual de Michigan, lançou um livro sobre o tema, “A Time to Dance, a Time To Die” (Tempo de Dançar, Tempo de Morrer), onde o fato é narrado.
Uma mulher, Frau Troffea, que saiu de casa num dia qualquer e pôs-se a dançar freneticamente, sem demonstrar nenhum sinal de alegria. De vez em quando, desmoronava, exausta, apenas para retomar seu movimento sinistro algumas horas depois. Após alguns dias, a mulher foi levada à força a um templo, com os sapatos encharcados de sangue. Mas o problema só cresceu: em pouco tempo, mais de 30 pessoas haviam tomado as ruas perpetuando o transe dançarino. Em pouco mais de um mês, já eram 400. Apesar de não haver um registro exato, estima-se que pouco mais de uma centena de pessoas morreram de exaustão.
A respeito de tal histeria de dança, houve também explicações sem lógica e nexo. Disseram que o esporão de centeio (fungo que ataca o cereal e pode provocar alucinações e a doença ergotismo) pode ter sido a causa. Segundo o autor do livro, porém, isso é improvável: “É curioso que a ideia ainda seja apresentada. Acho que isso acontece parcialmente devido a uma moda moderna de encontrar explicações biológicas simplórias. Especialistas consideram altamente improvável que, mesmo que o ergotismo fosse capaz de provocar a dança, as pessoas tenham respondido de maneira igual aos químicos psicotrópicos do esporão. De qualquer maneira, a manifestação mais comum do ergotismo é a restrição do fluxo sanguíneo nas extremidades, causando gangrena e morte. Se tivesse havido uma epidemia da doença em Estrasburgo, era de esperar que pelo menos uma parte significativa dos afetados morresse dessa maneira, mas não há nenhuma menção a esse fato”, disse ele. E logo depois dá uma explicação religiosa: “Eles não tinham a intenção de entrar em estados de transe, mas suas crenças sobrenaturais tornaram isso possível. Nessa área da Europa havia uma crença em uma praga de dança que podia ser enviada por São Vitor. Apenas porque as pessoas já temiam esse santo foi possível que o seu estado histérico se manifestasse na forma de uma dança compulsiva e selvagem”. Não é também uma explicação razoável e convincente...
E até de risos...
Região do lago Tanganyika, Tanzânia, África, 1963. Diversas garotas, estudantes de um internato, começaram a alternar riso e choro histericamente. Em pouco tempo, 95 das 159 alunas tinham sido atingidas pela praga, e a escola teve que ser fechada. Mas enviar as meninas de volta para seus vilarejos não foi uma boa ideia: elas espalharam a epidemia para outras crianças.
Alguns adultos também se contaminaram. Foram centenas de pessoas atingidas, que passavam cerca de uma semana rindo descontroladamente, seguido de períodos curtos de calmaria.
Exames de sangue e análises microscópicas não apontaram uma causa biológica para a síndrome, que durou entre seis e oito meses. Mas o que mais chamou a atenção foi o fato de que a praga não atingiu adultos alfabetizados. "Aqueles que não possuíam uma forte crença sobrenatural estavam imunes", diz John Waller. Os investigadores do caso concluíram que a epidemia da Tanzânia foi semelhante às pragas de dança da Europa Medieval. No caso da Tanzânia, o contexto de mudanças que estavam ocorrendo graças à recém- conquistada independência da Grã-Bretanha pode ter influenciado no gatilho da epidemia.
Sim, pode haver histeria até de risos, mas não de uma comunidade inteira como foi imaginado neste vídeo humorístico que pode ser visto abaixo
http://www.youtube.com/watch?v=Sr5HpgV42LQ&feature=player_embedded#!
quinta-feira, 3 de junho de 2010
História da Solenidade de Corpus Christi
Santa Juliana de Mont Cornillon, naquela época priora da Abadia, foi a enviada de Deus para propiciar esta Festa. A santa nasceu em Retines, perto de Liège, Bélgica, em 1193. Ficou órfã muito pequena e foi educada pelas freiras Agostinianas em Mont Cornillon. Quando cresceu, fez sua profissão religiosa e mais tarde foi superiora de sua comunidade. Morreu em 5 de abril de 1258, na casa das monjas Cistercienses, em Fosses, e foi enterrada em Villiers.
Desde jovem, Santa Juliana teve uma grande veneração ao Santíssimo Sacramento. E sempre esperava que se tivesse uma festa especial em sua honra. Este desejo se diz ter intensificado por uma visão que ela teve da Igreja, sob a aparência de lua cheia com uma mancha negra, que significada a ausência dessa solenidade.
Juliana comunicou estas aparições a Dom Roberto de Thorete, o então bispo de Lieja, a Dominico Hugh, mais tarde cardeal legado dos Países Baixos, e a Jacques Pantaleón, nessa época arquidiácolo de Lieja e mais tarde Papa Urbano IV.
O bispo ficou impressionado e, como nesse tempo os bispos tinham o direito de ordenar festas para suas dioceses, convocou um sínodo em 1246 e ordenou que a celebração fosse feita no ano seguinte. Ao mesmo tempo, o Papa ordenou que um monge, de nome João, escrevesse o ofício para essa ocasião. O decreto está preservado em Binterim (Denkwürdigkeiten, V.I. 276), junto com algumas partes do ofício.
Dom Roberto não viveu para ver a realização de sua ordem, já que morreu em 16 de outubro de 1246, mas a festa foi celebrada pela primeira vez no ano seguinte na quinta-feira posterior à festa da Santíssima Trindade. Mais tarde um bispo alemão conheceu esse costume e o estendeu por toda a atual Alemanha.
Naquela época, o Papa Urbano IV tinha sua corte em Orvieto, um pouco ao norte de Roma. Muito perto dessa localidade fica a cidade de Bolsena, onde em 1263 (ou 1264) aconteceu o famoso Milagre de Bolsena: um sacerdote que celebrava a Santa Missa teve dúvidas de que a Consagração da hóstia fosse algo real. No momento de partir a Sagrada Hóstia, viu sair dela sangue, que empapou o corporal (pequeno pano onde se apóiam o cálice e a patena durante a Missa). A venerada relíquia foi levada em procissão a Orvieto em 19 junho de 1264. Hoje se conserva o corporal, em Orvieto, onde também se pode ver a pedra do altar de Bolsena, manchada de sangue.
O Santo Padre, movido pelo prodígio, e por petição de vários bispos, fez com que a festa do Corpus Christi se estendesse por toda a Igreja por meio da bula “Transiturus”, de 8 setembro do mesmo ano, fixando-a para a quinta-feira depois da oitava de Pentecostes, e outorgando muitas indulgências a todos que assistirem a Santa Missa e o ofício nesse dia.
Em seguida, segundo alguns biógrafos, o Papa Urbano IV encarregou de escrever um ofício – o texto da liturgia – a São Boa-ventura e também a Santo Tomás de Aquino. Quando o Pontífice começou a ler, em voz alta, o ofício feito por Santo Tomás, São Boa-ventura o achou tão bom que foi rasgando o seu em pedaços, para não concorrer com o de São Tomás de Aquino.
A morte do Papa Urbano IV (em 2 de outubro de 1264), um pouco depois da publicação do decreto, prejudicou a difusão da festa. Mas o Papa Clemente V tomou o assunto em suas mãos e, no concílio geral de Viena (1311), ordenou mais uma vez a adoção desta festa. Em 1317 foi promulgada uma recompilação das leis – por João XXII – e assim a festa foi estendida a toda a Igreja.
Nenhum dos decretos fala da procissão com o Santíssimo como um aspecto da celebração. Porém estas procissões foram dotadas de indulgências pelos Papas Martinho V e Eugênio IV, e se fizeram bastante comuns a partir do século XIV.
A festa foi aceita em Cologne em 1306; em Worms a adoptaram em 1315; em Strasburg em 1316. Na Inglaterra foi introduzida, a partir da Bélgica, entre 1320 e 1325. Nos Estados Unidos e nos outros países a solenidade era celebrada no domingo depois do domingo da Santíssima Trindade.
Na Igreja grega a festa de Corpus Christi é conhecida nos calendários dos sírios, armênios, coptos, melquitas e rutínios da Galícia, Calábria e Sicília.
Finalmente, o Concílio de Trento declarou que, muito piedosa e religiosamente, foi introduzida na Igreja de Deus o costume, que todos os anos, em determinado dia festivo, seja celebrado este excelso e venerável sacramento com singular veneração e solenidade; e reverente e honorificamente seja levado em procissão pelas ruas e lugares públicos. Dessa forma, os cristãos expressam sua gratidão por tão inefável e verdadeiramente divino benefício, pelo qual se faz novamente presente a vitória e triunfo sobre a morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Fonte: Presbíteros
domingo, 30 de maio de 2010
Riqueza, belezas naturais e cultura de nosso Brasil
Você sabe o que é "mineroduto"? Uma empresa de mineração construiu um em Minas Gerais, destinado a levar os seus minérios até um porto do Espírito Santo. Para mostrar o que é um mineroduto e como funciona, colocou uma série de vídeos no youtube, onde também é mostrado tudo o que há de riquezas, belezas naturais e culturas populares por onde aquela majestosa obra vai passando. Veja tudo nos vídeos que colocamos abaixo.Vídeo n. 1
http://www.youtube.com/watch?v=TeFbwbkAhuo&feature=related
Vídeo n. 2
http://www.youtube.com/watch?v=mEfgbQ12GFs&feature=related
Vídeo n. 3
http://www.youtube.com/watch?v=crL1reAcGeo
Vídeo n. 4
http://www.youtube.com/watch?v=u9RCUA_za7I&feature=related
Vídeo n. 5
http://www.youtube.com/watch?v=0Mc_TPxRlhc&feature=related
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Jacobina - Sua História, Sua Gente
Em princípios do século XVII, a corrida de bandeirantes e portugueses às minas de ouro descobertas em terras do atual município (ao que se sabe, por Roberto Dias) foi a origem da corrente inicial do devassamento e povoação de Jacobina. A notícia de exploração de minérios fluir ao lugar numerosos contigentes humanos, vindo de recantos longínquos, para aí se aglomerarem, sedentos de ouro fácil. Um dos primeiros a chegar foi Belchior Dias Moreia. Depois dele, por volta de 1652, quando a mineração já ocupava 700 batéias, ali chegou Antônio de Brito Correia e depois os Guedes de Brito, estes acompanhados de muitos colonos e escravos.
Iniciaram-se, também, por essa época, as atividades suplementares de criação de gado e de culturas agrícolas essenciais. À proporção que novas levas de braço chegavam para o garimpo, o arruado a margem do Itapicuru Mirim ia crescendo rapidamente, reunindo população inicial bastante densa e heterogênea.
A exploração aurífera prosseguia fora do controle oficial e em escala tão crescente que o governo da metrópole, para melhor garantir a arrecadação do seu dízimo, por Provisão do Conselho Ultramarino de 13 de maio de 1726, determinou que o Governador da Província criasse duas casas de fundição, sendo que uma devia instalar-se em Jacobina em 5 de janeiro de 1727 e outra em Rio de Contas. O resultado foi surpreendente e auspicioso, arrecadando-se, na mina de Jacobina, em apenas dois anos, cerca de 3.841 libras de ouro, não obstante a difícil fiscalização sobre atividade de tal natureza.
Entrementes o progresso opulento que emanava das minas adquiria forma e a Coroa promoveu o barulhento arraial à categoria de vila mediante Carta Régia de D. João V, datada de 5 de agosto de 1720. Com o nome de Vila Santo Antônio de Jacobina a nova povoação integrava as freguesias de Santo Antônio de Pambu e Santo Antônio do Urubu. O lugar escolhido para ser sede foi a chamada Missão de Nossa Senhora das Neves do Say, aldeia indígena fundada por padres franciscanos em 1697. A instalação deu-se em 2 de junho de 1722, em solenidade presidida pelo coronel Pedro Barbosa Leal, na qualidade de representante do Vice-Rei e do Governador da Província, Vasco Fernandes César. Por estar situada em lugar distante das minas, a sede da vila foi mudada, em 15 de fevereiro de 1724, da Missão do Say (atualmente pertencente ao município de Senhor do Bonfim) para a Missão do Bom Jesus da Glória, outra aldeia de índios, fundada em 1706 também por missionários franciscanos, que tentaram promover a catequese dos paiaiás. Nesse local, edificaram-se a Igreja e o Convento de Bom Jesus da Glória.
A vila de Jacobina estendia-se por cerca de 300 léguas, em terras de propriedade da Casa da Ponte, dos Guedes de Brito, abrangendo desde o Rio de Contas e indo até os limites de Sergipe, incluindo a Cachoeira de Paulo Afonso. As terras onde se encontra atualmente a cidade pertenceram a Antônio Guedes de Brito, Antônio da Silva Pimentel, João Peixoto Veigas e Romão Gramacho Falcão. Em 1837, pela Lei Provincial n.49, de 15 de março, o território do município foi acrescido das terras de Mundo Novo, atribuindo-se a José Carlos da Mota o seu primeiro contato com elas.
A partir de 1848, a notícia da descoberta de diamantes na Chapada Diamantina, determinou o êxodo de grande número de mineiros, sempre ávidos por novas aventuras. Seguiu-se então prolongada fase de paradeiro, que provocou o declínio das atividades locais, causa da demora para a elevação da vila à categoria de cidade, o que só ocorreu em 1880, pela Lei Provincial 2.049, de 28 de julho, valendo-lhe o título de Agrícola Cidade de Santo Antônio de Jacobina. Sua instalação ocorreu a 11 de janeiro de 1893, no governo de Joaquim Manoel Rodrigues Lima.
O primeiro prefeito de Jacobina, Antônio Manoel Alves de Mesquita, tomou posse em 1893. Foi procedido na chefia do executivo, por junta de cinco membros nomeados pelo Governador, que administrou o município durante o período 1890/92.
Finamente, como fato histórico importante, sobressai-se a atitude da Câmara Municipal, que, reunida extraordinariamente em 21 de outubro de 1822, prestou solidariedade e fidelidade ao Príncipe Regente, por ocasião da Proclamação da Independência.
Origem do Nome
Diferentemente da grande maioria dos municípios brasileiros, Jacobina não tem seu nome ligado à cultura indígena. Segundo Antonil, que fez pesquisas sobre o comércio aurífero do Brasil no século XVIII, o nome se originou de uma balança que se utilizava para a pesagem do ouro chamada "Jaquabina". Não diz, porém, se "Jaquabina" era o nome da balança em algum idioma de sua origem ou se era sua marca de fabricação. O certo era que a "Jaquabina" foi colocada na vila para pesar o ouro e cobrar o imposto dos garimpeiros, deixando assim que as pessoas chamassem o lugar de "Jacobina" por corruptela do nome original.
Vejam 3 vídeos da TV Cultura, da Bahia, sobre a cidade de Jacobina
Programa Decola
Vídeo 1
Vídeo 2
Vídeo 3
E mais este de um artista da cidade:
domingo, 18 de abril de 2010
O Massacre de Katyn
O presidente da polônia morreu num acidente aéreo nesta semana passada porque tinha ido à Rússia para uma celebração importante: homenagear os 22 mil militares poloneses (prisioneiros de guerra) que foram chacinados covardemente pela NKVD, sob as ordens de Stalin, em 1940. Saiba como foi esste terrível massacre perpretado pelos antigos donos do comunismo, numa época que praticavam genocídios e massacres em várias partes do mundo, vendo o vídeo acima e, se possível, assistindo ao filme aqui anunciado.
sábado, 17 de abril de 2010
sexta-feira, 5 de março de 2010
AS INCRÍVEIS PERIPÉCIAS DO CASAMENTO DA FILHA DO GENERAL COM O LENTE DA FACULDADE

Parece estranho, mas é verdade. O primeiro Diretor da Faculdade de Direito de São Paulo foi um militar, o Tenente-General José Arouche de Toledo Rendon. O velho General Arouche, cujo nome ficou perpetuado num largo, nesta capital, foi no São Paulo antigo uma figura assaz pitoresca, marcada de heroísmos incomuns, e sobre quem, até hoje, ainda não se escreveu uma biografia de corpo inteiro, já comentou uma cronista.
Ainda rapazinho, o filho do Mestre de Campo Agostinho Delgado Arouche de Toledo e de Dona Maria Teresa de Araújo Lara morou na antiga Travessa do Colégio, atual Rua Anchieta, exatamente no número 11. O número 11 era uma casa que ''oferecia aspectos solarengos, ostentando sacadas de ferro forjado beirais salientes, com telhas vidradas de calha, como ornamento; as janelas eram guarnecidas de rótulas pintadas de verde; teriam tido a mesma cor as demais peças de madeira da fachada''. O velho prédio foi substituído pelo atual, onde a Santos-Jundiaí mantém uma agência ferroviária.
Ali residiu com os irmãos e irmãs. As célebres ''Meninas da Casa Verde", todas solteiras e graciosas. Eram sete as tão famosas " Meninas da Casa Verde": Caetana, Gertrudes, Joaquina Pulquéria, Leocádia, Ana Teresa, Maria Rosa e Rudezinha, um bando gárrulo de jovens casadouras, que nunca se soube porque jamais se matrimoniaram. Paulo Cursino de Moura procura explicar: "Mocinhas da Casa Verde", porque ali, na Travessa do Colégio, pegado a Maria Punga, quituteira (Maria Emília Vieira), "no sobrado de sacadas e persianas, de rótulas-oratórios, quadradas e salientes", eternamente pintadinho desse verde garrafa, leve, brejeiro, alegre, das antigas construções coloniais, moraram as irmãs Arouche. E por serem muitas e todas, num prédio só, as meninas Arouche tomaram a feição do ambiente — "Mocinhas da Casa Verde" . Em revoada — aves sem donos, sem peias — imigravam, de quando em vez, para as bandas da Freguesia do Ò. Daí, o nome — Casa Verde — que a roça legou à cidade, dominando o bairro todo, pelo batismo dos mesmos eternos, boquejados da vida alheia".
Enquanto isso, enquanto as graciosas jovens impressionavam a rapaziada acadêmica, sem nenhum decidir por nenhuma, o mano José demandava a velha Coimbra para tentar o canudo de barechal em Direito. Aos 21 anos, 1777, ainda estudava. Dois anos depois, terminava o curso, colocando grau de doutor em leis a 3 de julho de 1779.
Regressando a São Paulo, primeiramente fez advocacia. Depois, exerceu cargos de magistratura. Mais tarde, trazendo incubada velha vocação recalcada, dedicou-se à carreira militar. E, sempre com êxito satisfatório, foi subindo nas funções que abraçara, embora tardiamente atingiu ao posto de tenente-general e, por fim, ao de marechal de campo. Brilhou mais como militar do que como bacharel.
Nuto Sant' Ana, que andou pesquisando a esse respeito, descobriu-lhe o nome entre os recenseados no ano de 1841, aqui em São Paulo, com os seguintes dados bem curiosos. Era então Arouche Rendon brigadeiro inspetor geral de Melícias dessa capitania com 57 anos, casado com Dona Maria Teresa Rodrigues de Morais, vivendo de seu soldo. Ela com 54 anos. Tinham duas filhas solteiras, um criado, dois agregados e 14 escravos; as "filhas", Dona Maria Benedita, de 26 anos, solteira, brasileira e Dona Margarida, de 15 anos, solteira, exposta, brasileira. Figura como "criado", Mariano, de 16 anos, solteiro e, como "agregados", João Dias, oriundo do Paraná, de 14 anos, solteiro, pardo, e Madalena, de 68 anos, solteira, parda. Quanto aos escravos eram Pascoal, de 58 anos, Delfina, de 32, Quitéria, de 17, Joaquim, de 16 Cipriano, de 20. Antônio, de 15, Bernadinho, de 12 e Eliseu, de 9 anos, todos criolos. Solteiros e pardos; e Tomé de 51, João, de 41, Alexandre, de 56, Tomóteo, de 21, Vitória, de 51 e Rosa, de 41, negros.
A 13 de outubro de 1827, é nomeado Diretor da Faculdade de Direito de São Paulo, juntamente com o primeiro lente, Conselheiro José Maria de Avelar Brotero.
Quando recebeu a honrosa incumbência, apressou-se o velho Arouche em manifestar a sua gratidão ao imperador, num ofício que Almeida Nogueira descobriu no arquivo da Faculdade, onde se conservava inédito. Adverte-nos, porém, que não se imagine pelo estilo do documento, que fosse o benemérito paulista um bajulador doa homens do poder. Ele não fazia senão repetir o estilo oficial da época.
Eis o inteiro teor do ofício em questão: "Senhor. Ajoelho perante V. majestade imperial e beijo a soberana mão benéfica, que acha de honrar-me com o emprego de Diretor do Curso Jurídico desta cidade. Sendo muito lisonjeiro a um súdito fiel ser lembrado de seu soberano para honrosos e importantes empregos, fica-me contudo o pesar de me faltarem muitas das qualidades necessárias para o desempenho de tão importante missão; mas, se o gosto e a boa vontade do empregado podem suprir, senão todas, ao menos uma parte delas, eu protesto perante v. majestade imperial empenhar-me em cumprir o meu dever na fiel e pronta execução das ordens de v. majestade imperial para complemento das grandes obras principais que irão elevar o Império do Brasil a par dos grandes Impérios. São Paulo, 1 de novembro de 1827. De v. majestade imperial, o mais humilde, fiel e agradecido súdito, José Arouche de Toledo Rendon.
O velho General Arouche foi grande proprietário em São Paulo, Possuía enorme chácara onde está hoje situado o bairro de Vila Buarque, segundo nos conta Spencer Vampré. Além disso, foi dono de uma porção de casas, sendo sete na Rua do Príncipe (atual Quintino Bocaíuva ); três na Rua de São José (Líbero Badaró); uma na Rua Alegre (Brigadeiro Tobias) e uma na Rua do Jogo da Bola (mais tarde Rua da Princesa e hoje Bernjamim Constant).
Da escrituração que ele meticulosamente assentava, dos aluguéis e da entrada e saída dos inquilinos, ficamos sabendo que a da Rua Príncipe n. 10 esteve alugada pôr 1$000 mensalmente, passando depois, em 1825, a 2$000 por mês; a da Rua do quartel vencia 5$000 mensais, a da Rua do Jogo da Bola, com quintal murado e portão, 1$000. A da Rua Freira n. 22 foi alugada, 1824, a Ana Policena, por cinco patacas mensais, e assim todas as outras, "podendo-se avaliar, por esses rendimentos, quanto era atrasada ainda, em seu desenvolvimento, e que a pobreza sofria a cidade, escolhida para sede do primeiro curso jurídico".
Vem de molde uma indiscrição histórica, acrescenta Spencer Vampré. Alugara Rendon uma de suas casas, à Rua do Quartel, ao Dr. Carneiro de Campos, que mais tarde o substituiu na Diretoria da Faculdade, tendo sido nomeado lente. Não parece que o futuro Visconde de Caravelas gozasse de grandes folgas de dinheiro. Eis, pelo menos, o assentamento de Rendon:— " Rua do Quartel, n..., alugada, em 15 de julho de 1829, ao Sr. Carneiro de Campos, a 12$800 por mês. Recebi três meses, até 15 de outubro. No dia 15 de dezembro, entregou as chaves, estando a me dever 21$330; mandou-me um bilhete de 50$000 para pagar-me, e dar-lhe 28$670 de troco, que mandei pagar pelo Barreto. Tomou as chaves Joaquim José Freire da Silva, etc" .
Como se vê, a casa em que morava um lente da Academia, custava 12$800 mensais, sublinhado este quebrado de 800 réis, o valor do dinheiro naquela época.
Ao velho Arouche ficou devendo a introdução cultura do chá, entre nós,. Plantou-o na sua chácara. Daí veio, mais tarde, o nome de Morro do Chá para a colina que, fronteira à que em que se achava o triângulo central, foi ligada pelo viaduto que lhe tomou o nome: Viaduto do Chá. Chegou mesmo a escrever uma " Monagrafia sobre a Colheita e Cultura do Chá".
A Chácara do marechal ficava "onde tem assento do hospital central da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, no quarteirão entre as Ruas Dona Verediana, Marquês de Itu, Cesário Mota e Jaguaribe".
A sede da chácara, esclarece o historiador de outrora, era o velho casarão de 12 janelas de frente, ainda existente na Rua Santa Isabel, n. 3. Primitivamente a chácara Arouche estendia-se da Rua da Alegria (hoje Sebastião Pereira) até ao Beco da Mata- Fome (atual Rua Araújo).
Tempo houve em que o general andou metido em outros negócios e fundou uma fábrica de tecidos de algodão. Pensou também em extrair da semente do chá um óleo que servisse para a iluminação.
Naqueles tempos, morava em São Paulo um lente da Faculdade de Direito chamado Prudêncio Geraldes Taveres da Veiga Cabral. Natural da Província de Mato Grosso, aqui chegara, vindo do Rio de Janeiro, em abril de 1829, nomeado professor catedrático de Direito Civil, um ano, portanto, depois da fundação do Curso Jurídico.
Nesta cidade, residiu na Rua de São Bento, em prédio, que hoje não existe mais, "contíguo ao de propriedade de Sr. Major Domingos Sertório, quase em frente ao da redação do "Comércio de São Paulo". Segundo Almeida Nogueira, "era alto, magro, meio curvo, corpo mal delineado, cara completamente raspada, nariz grande, olhos negros, boca regular e face pálida". Neurastênico e boêmio. Deixou uma crônica da mais pitorescas na velha Paulicéia do seu tempo.
Assevera-nos o autor de " Tradições e Reminiscências da Academia" que o Conselheiro Prudêncio Cabral, não obstante ser dotado de grande inteligência e vasta cultura jurídica, era um mau lente, já pelas suas singuridades algum tanto ridículas, como, sobretudo, pelo pouco caso que ligava aos seus deveres de mestre.
Quando apareceu nesta capital, contava 29 anos de idade e trazia um filho natural, nascido no Rio Grande. Era solteiro e nem pensava em casar-se.
Depois, aqui conheceu, na chácara do Tenente-General Arouche Rendon, a filha deste, D. Maria Benedita, bem mais velha do que ele. Logo forjaram um casamento para os dois. Um casamento muito desigual. A moça não queria: o futuro esposo tinha fama de estroina, senão de maluco, embora lente, e, como tivesse posição social de relevo pareceu à família Arouche bom partido.
O noivado foi mais rápido do que o próprio namoro. Celebraram-se as bodas com as solenidades do estilo: banquete, baile, enxovais... Ele, com 30 e ela com 42 anos, portanto bem madura!
Consorciaram-se naquele 22 de dezembro. Pois bem, no dia 23, logo cedinho, estavam separados! Mas não adiantemos os acontecimentos. Contemos o que de desconcertadamente aconteceu, então. Vão ver quanta complicação. Escutem.
Ao retirarem-se os últimos convivas, a noiva se recolheu à câmara nupcial e ali aguardou em vão a chegada do príncipe encantado. Este, porém, passeou horas inteiras, a noite toda, em frente ao quarto, sem animar-se a entrar. Falava sozinho, como que caindo em si, arrependido do passo que dera:
— "Que fizeste, Cabral*! Que fizeste Cabral*!"
Em seguida, saltando a janela, (o prédio era sobrado) deixou a casa para nunca mais voltar.
No dia seguinte, o escândalo estourou belicosamente como todos os escândalos dessa espécie, numa cidadezinha do tamanho de São Paulo, assanhando os seus vinte e dois mil habitantes. Foi só no que se falou, num comentário sem-par.
D. Maria Benedita retornou chorosa (nem era para menos) à casa do velho general Rendon. Logo tratou de propor contra o ex-frustado marido uma ação de nulidade de casamento, julgada pelos tribunais na parte civil. Submeteu-se a parte religiosa à consideração do Papa Gregório XIV. Os tempos rolaram e o escândalo continuou comentadíssimo, entre risadinhas à socapa.
Pôr fim, corridos todos os tramites, "foi julgado consumado, com separação. A 26 de novembro de 1831", pelo vigário geral do Bispado, Cônego Lourenço Justiniano Ferreira, a requerimento de D. Maria Benedita, conforme certidão passada em santa Ifigênia, pelo Padre Antônio Joaquim da Silva.
Referem, porém, as más línguas — conta-nos Almeida Nogueira — que, vindo a falecer o sogro, (o General Arouche desapareceu em 1834, três anos depois), o Conselheiro Cabral pretendeu entrar na meação de bens. Dizem que a isto se opôs madame ou mademoiselle Cabral, fundada no direito então vigente e na verdade dos fatos; o requerente contestou então as alegações sobre a inexistência da sociedade conjugal, porque, afirmava ele, que sim, que não havia dúvida, que ele tinha sido verdadeiro esposo. Replicava ela que não, muito ao contrário.
Para verificar o caso, ele requereu que se procedesse a exame... Não foi este senão um ardil empregado para obrigar ao acordo. E assim aconteceu. A fim de evitar o vexame, consentiu a esposa platônica do conselheiro em repartir com ele os bens que lhe cabiam.
Não sabemos se isto é verdade — concluiu Almeida Nogueira — ou uma simples anedota inventada. Alguém no-la contestou como incompatível com o caráter brioso, posto que excêntrico, do Conselheiro Cabral. Vai o caso como veio, sem endosso de nossa parte.
Desta forma se focou sem saber qual o seu estado civil. Do conselheiro se pode dizer que não era casado, nem solteiro, nem viúvo... E assim morreu.
Apesar de tudo deixou prole: dois filhos naturais. Um deles, o nascido no Rio Grande, bacharelou-se em 1850: o outro, mais moço, João da Veiga Cabral, muito conhecido e estimado nesta capital. Lutou pela vida, que não lhe foi das mais suaves. A princípio, labutou como tipógrafo nas oficinas do "Ipiranga".. Foi ator, depois oficial da polícia, em seguida, editor e proprietário dos jornais "Gazeta do Povo" e "Jornal da Tarde" e finalmente empregado público...
Quanto à D. Maria Benedita, a filha legítima do tenente-general José Arouche de Toledo Rendon, nascida antes do seu casamento com D. Maria Teresa Rodrigues de Morais, e sua única herdeira-maior, morreu solteirona. Nem era possível tentar novo matrimônio, depois do fracasso do primeiro, tão comentado, tão cheio de incríveis peripécias...
O velho Rendon, falecendo aos 78 anos, deve ter levado para o túmulo profundo desgosto. Já não bastaram as terríveis turras que manteve com o ranzicíssimo Conselheiro Brotero, na direção da Faculdade. Sobrecarregaram-lhe também as preocupações domésticas. As únicas que lhe não lhe deram trabalho foram as sete irmãs, as famosas "Meninas da Casa Verde". As "graciosas donzelas foram perdendo a frescura, amadureceram, murcharam e morreram..." E nunca se casaram. Morreram solteironas.
Vejam um resumo biográfico do Tenente General José Arouche de Toledo Rendon feito pela própria Faculdade de Direito da qual foi o primeiro Diretor:
Nasceu na cidade de São Paulo, aos 14 de março de 1756, filho do mestre-de-campo Agostinho Delgado Arouche e de D. Maria Thereza de Araújo Lara.
Fez o curso de direito civil em Coimbra, onde recebeu o grau de doutor em leis em 14 de julho de 1779. De volta ao Brasil, após ter-se dedicado à advocacia em São Paulo, exerceu os cargos de juiz de medições, de juiz ordinário, de juiz de órfãos e de procurador da Coroa. E os exerceu com proficiência e honradez.
Sentindo-se atraído pela carreira das Armas, assentou praça no Estado-maior do Exército, no posto de capitão. Galgou, nela, todos os postos, pois foi mestre-de-campo, inspetor-geral de milícias, brigadeiro, marechal-de-campo e, por decreto de 18 de outubro de 1829, tenente-general. Da sua inspeção às aldeias de índios, existentes na província, deixou um relatório impresso.
Adepto da causa da independência, foi, em janeiro de 1822, como delegado da Câmara Municipal de São Paulo, enviado ao Rio de Janeiro, em missão junto ao Príncipe Regente, D. Pedro, para solicitar-lhe que desobedecesse aos chamados das Cortes de Lisboa e ficasse no Brasil. Fizeram parte dessa missão, também, o Coronel Gama Lobo e, por parte do Governo Provisório, José Bonifácio de Andrada e Silva.
Por decreto de 20 de maio de 1822, foi nomeado comandante das Armas de São Paulo. Feita a Independência e convocada a Assembléia Constituinte, foi eleito deputado por São Paulo, com José Bonifácio, Antonio Carlos, Paula Souza, Nicolau Vergueiro, José Ricardo de Andrade, Fernandes Pinheiro, Velloso de Oliveira e Diogo Ordenhes, tendo sido este último substituído por José Corrêa Pacheco e Silva. Na Assembléia, tomou parte nas discussões em torno da indicação de Fernandes Pinheiro sobre a criação da Universidade de São Paulo.
Eleito deputado geral para a legislatura de 1826 a 1829, não tomou assento e foi substituído pelo brigadeiro José Vicente da Fonseca.
Por decreto de 13 de outubro de 1827, foi nomeado diretor do Curso Jurídico de São Paulo, que instalou em 1º de março de 1828, nele permanecendo até 1833, quando, atendendo a insistentes pedidos seus, o governo imperial lhe concedeu exoneração, por decreto de 31 de outubro de 1833.
Prestou o tenente-general Arouche Rendon grandes serviços à cidade e à província de São Paulo, e o seu nome condecora a rua, que sai da Praça da República e vai dar no largo, que tem o seu nome, aberta na grande chácara, onde ele residia e que lhe pertencia, no bairro de Vila Buarque.
Faleceu aos 26 de junho de 1834.
Obras Publicadas
Memoria sobre as aldeias de Indios da provinda de São Paulo. Revista do Instituto Historico e Geographico Brasileiro, v. 4.
Elementos de processo civil, precedidos de instrucções para os juizes municipaes . São Paulo: Typographia do Governo, no Palácio, 1850.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
A Bíblia segundo Donoso Cortés
Juan Francisco María de la Salud Donoso Cortés y Fernández Canedo, I marquês de Valdegamas, (Valle de la Serena, Badajoz, 6 de maio de 1809- † París, França, 3 de maio de 1853) foi um grande filósofo de cunho conservador e católico, além de parlamentar, político e diplomata, funcionário da monarquia espanhola. Teve grande influência no pensamento político contrário ao socialismo e ao comunismo em seu tempo. Vejam o que escreveu sobre a Bíblia:“Há um livro, tesouro de um povo que é hoje fábula e ludibrio da terra, e que foi em tempos passados estrela do Oriente, no qual têm ido beber sua divina inspiração todos os grandes poetas das regiões ocidentais do mundo, e no qual têm aprendido o segredo de levantar os corações. Este livro é a Bíblia.
“Suprimi a Bíblia com a imaginação… e ficarão todos os povos imersos em trevas. A Bíblia que contém todos os modelos de todas as tragédias, de todas as poesias, e de todas as lamentações, contêm também o modelo inimitável de todos os cantos de vitória.
“Se buscais modelos da poesia bucólica, onde encontrareis tão frescos e puros como na época bíblica do patriarcado; quando a mulher, a fonte e a flor eram amigas, porque todas juntas e cada uma por si eram o símbolo da simplicidade primeira da cândida inocência? Donde encontrareis, senão ali, os sentimentos límpidos e castos, o incendido pudor dos esposos, e a misteriosa fragrância das famílias patriarcais?
“Livro prodigioso Aquele, em que o gênero humano há trinta e três séculos começou a ler, e lendo todos os dias, todas as noites e todas as horas, ainda não terminou sua leitura!
“Livro prodigioso aquele, em que se calcula tudo, antes de haver-se inventado a ciência dos cálculos: em que sem estudos lingüísticos, se dá notícia da origem das línguas; em que sem estudos astronômicos, se computam as revoluções dos astros; em que sem documentos históricos, se conta a História; em que sem estudos físicos, se revelam as leis do mundo!
“Livro prodigioso aquele, que vê tudo e tudo sabe. Que sabe os pensamentos que se erguem no coração do homem, e os que estão presentes na mente de Deus; que vê o que se passa nos abismos do mar, e o que sucede nos abismos da terra; que conta ou prediz todas as catástrofes das gentes, e onde se encerram e entesouram todos os tesouros da misericórdia, da justiça e da vingança.
“Livro em fim, que quando os céus se enrolarem sobre si mesmos como um pergaminho gigantesco, a terra desfaleça, o sol recolha sua luz e se apaguem as estrelas, permanecerá, só ele, com Deus, porque é sua eterna palavra ressoando eternamente nas alturas.
“De todos os povos… o hebreu é o único que teve uma notícia certa de Deus…
“Vejamos a nação hebréia, e antes de tudo falemos de seu Deus, porque seu nome está escrito com caracteres imperecíveis em todas as páginas de sua história. Seu nome é Jehová; sua natureza, espiritual; sua inteligência, infinita; sua liberdade, completa: sua independência, absoluta: sua vontade, onipotente.
“A criação foi um ato desta vontade independente e soberana. Quanto criou com seu poder, mantém com sua providência. Mantém os astros em suas órbitas, a terra em seu eixo, o mar em seus limites.
“As gentes se esqueceram de seu nome, e Ele retirou sua mão das gentes, e a inteligência humana se viu envolta , de súbito, em uma eterna noite. Então, Ele elegeu um povo entre todos e lhe chamou a si, e lhe abriu o entendimento para que entendesse, e entendeu, e O adorou posto de joelhos, e caminhou por suas vias, e obedeceu seus mandamentos, e se pôs sob sua mão plena de vinganças e de misericórdias, e executou o encargo de ser o instrumento de seus imperscrutáveis desígnios; e foi a luz da terra.
“Único entre todos os povos, escolhido e governado por Deus, o povo hebreu é também o único, cuja história é um hino sem fim de louvor do Deus que os conduz e governa.
“Separado de todas as sociedades humanas, está só, com Deus, que lhe fala pela voz de seus profetas e sacerdotes, e a quem responde com seus cânticos de adoração.
“Os cânticos hebreus receberam da unidade majestosa de seu Deus sua limpa simplicidade, sua nobre majestade e sua incomparável beleza…
“Povo predestinado, que viu no céu um só Deus, na humanidade um só homem e na terra um só templo. O que caracteriza o povo hebreu, o que o distingue de todos os povos da terra, é a negação de si mesmo, seu aniquilamento diante de seu Deus.
Os Patriarcas. “A primeira palavra de seu Deus é uma promessa; seu primeiro período histórico o Patriarcado… O Patriarca é o tipo da simplicidade e da inocência. Mais que o varão incorruptível e justo, é o menino sem mancha de pecado. Por isso ouve, com freqüência, aquela voz suavíssima e deleitosa com que Deus lhe chama a si; por isso recebe visitas dos Anjos.
“Mais que o homem reto, que anda gozoso pelas vias do Senhor, é o habitante do céu que anda triste pelo mundo, porque perdeu seu caminho e se recorda de sua pátria.
“Seu único pai é Deus; os anjos são seus irmãos. Os Patriarcas eram, então, como os Apóstolos foram depois, o sal da terra. Em vão procurareis pelo mundo, naqueles remotíssimos tempos, o homem, pobre de espírito, rico de fé, manso e simples de coração, modesto nas prosperidades, resignado nas tribulações, de vida inocente, de honestos e pacíficos costumes. O tesouro dessas virtudes aprazíveis resplandeceu somente nas solitárias tendas dos Patriarcas bíblicos.
* Moisés, a águia do Sinai
“Hóspede na terra de Faraó, o povo hebreu … trocou a um tempo seu Deus pelos ídolos, e sua liberdade pela escravidão. Arrancou dela, violentamente, a mão de um homem governado por uma força sobre-humana, o maior dos Profetas de Israel, e o maior entre os filhos dos homens.
Todos os filósofos, legisladores e fundadores de Impérios tiveram antecessores. Só Moisés está sem antecessores.
“Em Moisés tem princípio a época da ameaça. Deus se converteu, de Pai que era, em Senhor; o povo, de filho que era, em escravo: Deus lhe tira a liberdade, em castigo de suas prevaricações e em prêmio de seu resgate. “Eu sou vosso Deus, e vós sois meu povo, havia dito Deus aos santos Patriarcas”; “Eu sou teu Senhor e teu proprietário: o que te livrou da escravidão dos Faraós, isto disse Deus pela boca de Moisés a seu povo prevaricador e rebelde. Deus deixa de falar doce e secretamente aos homens; os anjos já não visitam suas tendas…
“Moisés que é o maior de todos os filósofos, o maior de todos os fundadores de Impérios, é também o maior de todos os poetas.
“A águia do Sinai subiu até o trono resplandecente de Deus, e teve debaixo de suas asas todo o orbe da terra … Na epopéia bíblica, tudo é local e geral, ao mesmo tempo. O Deus de Israel é o Deus de todas as gentes: o povo de Israel é sombra e figura de todos os homens.
* Maria, mais bela do que toda a criação!
“Para conhecer a mulher por excelência; para ter notícia do encargo que recebeu de Deus: para considerar em toda sua beleza imaculada e altíssima; para formar-se alguma idéia de sua influência santificadora, não basta por a vista naqueles belíssimos tipos da poesia hebraica…
“O verdadeiro tipo, o exemplar verdadeiro da mulher não é Rebeca, nem Débora, nem a esposa dos Cânticos dos Cânticos. É necessário ir mais além, e subir mais alto; é necessário chegar à Plenitude dos Tempos, ao cumprimento da primitiva promessa, para surpreender a Deus formando o tipo perfeito da mulher, é necessário subir até o Trono resplandecente de Maria.
“Maria é uma criatura à parte, mais bela por si só que toda a criação; a terra não é digna de servi-la de peanha, nem de almofada os tecidos de brocado; sua alvura excede à neve, “su rosicler al rosicler de los ocielos”, seu resplendor ao esplendor das estrelas.
“Maria é amada de Deus, venerada dos homens, servida dos Anjos. O homem é uma criatura nobilíssima, porque é senhor da terra, cidadão do céu, filho de Deus, porém a mulher se lhe adianta, lhe deslustra e vence, porque Maria tem títulos mais doces e atributos mais altos.
O Pai a chama Filha, e lhe envia embaixadores; o Espírito Santo a chama Esposa, e faz-lhe sombra com suas asas; o Filho a chama Mãe, e faz sua morada em seu sacratíssimo claustro; os Serafins compõem sua corte; os céus a chamam Rainha; os homens a chamam Senhora; nasceu sem mancha, viveu sem pecado, salvou o mundo e morreu sem dor.*
“Vede aí a mulher. Porque Deus, em Maria, as santificou a todas: às virgens, porque ela foi Virgem; às esposas, porque Ela foi Esposa; às viúvas, porque Ela foi Viúva; às filhas, porque ela foi Filha; às mães, porque Ela foi Mãe.
“Grandes e portentosas maravilhas tem obrado o cristianismo no mundo; ele tem feito paz entre o Céu e a terra; tem destruído a escravidão; … porém a mais portentosa de todas as maravilhas, a que mais profundamente tem influído na constituição da sociedade doméstica e da civil, é a santificação da mulher… O Salvador pôs sob seu amparo Madalena, e ao pé da Cruz estavam juntas sua inocentíssima Mãe e a arrependida pecadora, para dar-nos assim, a entender, que seus amorosos braços estavam abertos … à inocência e ao arrependimento.
(Donoso Cortês, Obras Completas, Ed. S. Francisco de Sales, Madrid, 1904, V. II, pp. 67 a 97).
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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Professor de matemática ensina fazendo ginástica
Trata-se do professor Octamar, do Colégio Anchieta, em Salvador (BA). Além do exemplo acima, veja também, no vídeo abaixo, a "aula" que ele deu a Gabriel.
Mais impressionante ainda é o domínio que o professor tem sobre todos os formandos (cerca de 300), dando demonstração pública daquilo que fazia nas salas de aula. Vejam abaixo a exibição de sua ginástica no dia da formatura do mesmo Gabriel.
domingo, 30 de agosto de 2009
Achegas do meu sertão
Notas da ascendência de nossas famílias:Nosso caro primo Waldir Fernandes de Lima, carioca da gema mas nordestino de coração, haja vista que nasceu desta nobre estirpe dos Fernandes, filho de nossa tia Maria e neto de Maximino Fernandes (o primeiro esposo da avó Bárbara), nos manda alguns apontamentos ou achegas sobre nossa ascendência, as quais reproduzimos abaixo com algumas adaptações e outros dados correlatos.
A Portalegre brasileira tem origem em Portugal. Lá há uma região chamada Alto Alentejo, lugar montanhoso que abrange os distritos de Évora e Portalegre. A cidade de Portalegre, em Portugal, está como a a daqui (no Rio Grande do Norte) situada numa altitude de cerca de 700 m. Há, portanto, uma certa correlação geográfica entre as duas cidades, embora não signifique obrigatoriamente que a portuguesa deu origem à nossa brasileira. Mas, se não foi, quem teria dado o mesmo nome e por que?
No final do século XVIII, foi registrado o surgimento de Portalegre através do avanço de currais de gado que se estendiam até a várzea do rio Açu/Apodi. O Capitão-mor Manoel Nogueira Ferreira ergueu a primeira fazenda do município pela necessidade de procurar paz e tranqüilidade, subindo então para a serra. A terra foi demarcada com um toro de madeira (dormentes). Daí o primeiro nome da Vila ser considerado Serra dos Dormentes. No ano de 1740, a vila teve seus primeiros e legítimos fundadores, os irmãos portugueses (será que não eram oriundos da Portalegre portuguesa?) Clemente Gomes d’Amorim e Carlos Vidal Borromeu, casado com Margarida de Freitas, filha do Capitão-mor Manoel Ferreira. Em 1752, dona Margarida de Freitas adoeceu.
Ela e seu marido fizeram votos de cura a Nossa Senhora de Sant’Ana, construindo uma capela em homenagem à santa pela graça alcançada. O segundo nome de Portalegre veio através dessa devoção, passando a se chamar Serra de Sant’Ana. Os irmãos portugueses, fundadores da vila, antes de receber do governo as concessões da terra já faziam benfeitorias e como não havia Títulos ou Cartas de Doação, o Capitão-mor Francisco Martins arrendava as terras pertencentes a Portugal. Por isso, a mudança do nome para “Serra do Regente” (da regência). No dia 12 de junho de 1761, a pedido do governador de Pernambuco, o juiz de Recife, Dr. Miguel Caldas Caldeira de Pina Castelo Branco, foi enviado à vila para demarcar a terra para os índios Paiacus que viviam na Ribeira do Apodi. A fundação oficial da vila de Portalegre aconteceu no dia 8 de dezembro do 1761, em virtude da Carta-Régia de 1755, e Alvará-Regio, também de 1755. Segundo Câmara Cascudo, Portalegre foi a terceira vila a ser fundada no Rio Grande do Norte, sendo antecedida de Nova Extremoz do Norte (região que atualmente pertence a Ceará-Mirim), e da vila Nova Arês.
A presença dos índios está registrada no documento datado de 3 de novembro de 1825, que fala da prisão e fuzilamento dos índios na vila de Portalegre. Os índios Luisa Cantofa e João do Pego, incentivadores da revolta indígena contra os moradores da vila, conseguiram escapar. Mais tarde, Cantofa foi assassinada, acompanhada de sua neta Jandi, no momento em que rezava o Ofício. O local do assassinato fica localizado, atualmente, na Bica.
Em 1730 chegaram a Portalegre (RN), Carlos Vidal Borromeu (que depois seguiu para Apodi), Clemente Gomes Amorim (irmão de Carlos Vidal, que foi embora para a famosa “Serra dos Martins”, antes conhecida como serra de Francisco Martins, a 15 km de Portalegre), e José Martins de Oliveira (sobrinho de Clemente, que seguiu com o mesmo para a Serra dos Martins).
Em 30 de março de 1817 o movimento revolucionário republicano que estourou em Pernambuco chegou a Portalegre. Destacaram-se como membros deste movimento em Portalegre Lourenço Alves de Oliveira, João Francisco Fernandes Pimenta e Antonio Fernandes Pimenta. Decorridos 9 anos, em 1826, o tenente Antonio Gomes chega a Portalegre para manter a ordem e o domínio da coroa (o Brasil já era independente). O delegado de polícia chamava-se Reinaldo Gaudêncio de Oliveira.
Os distritos de Apodi, Martins e Pau dos Ferros adquiriram suas autonomias, respectivamente, nos anos de 1835, 1841 e 1856, quando então foram desmembrados de Portalegre. Nossa avó Bárbara Josino da Costa era filha de João Josino da Costa e Antonia Josino de Oliveira. Casou-se dom Maximino Fernandes Pinto. Este, por sua vez, era filho de Salustiano Fernandes Pinto e Maria Gomes do Espírito Santo.
De acordo com o censo realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no ano 2003, sua população é de 6.866 habitantes. Área territorial de 110 km². Portalegre tinha uma área inicial de 5.000 km², que englobava toda a Microrregião Serrana do Rio Grande do Norte. A partir de 1963, no entanto, começou a ser desmembrada e deu origem aos municípios de Francisco Dantas, Riacho da Cruz, Viçosa, São Francisco do Oeste e Rodolfo Fernandes. Sua área foi reduzida a 110 km², segundo o censo demográfico de 2003, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em 1684, Manoel Nogueira Ferreira, querendo firmar posse simbólica na região que percorria, fincou dormentes na Serra do Apodi. A serra ficou conhecida como Serra dos Dormentes, em alusão aos marcos lenhosas. Manuel Nogueira faleceu em 1715, sem ele ter do governo concessão das terras, mas estas continuaram em poder dos descendentes do desbravador. Quinze anos depois, Dona Margarida de Freitas, filha de Manuel Nogueira, casada com Carlos Vidal Barromeu, começou a firmar-se em seus domínios.
Em 1750, Carlos Vidal herdou a sesmaria na Serra das Dormentes, por morte de seu irmão, Clemente Gomes de Amorim. Pouco tempo depois, adoecendo Dona Margarida de Freitas, Carlos Vidal fez promessa de construir uma capela a Santana, na esperança de seu restabelecimento, e a serra passou a se chamar Serra de Santana.
Depois da morte dos primitivos donos houve um abandono nas terras, talvez pelas longas estiagens, talvez pelas disputas de posseiros, ou talvez pela revolta indígena. O fato é que as terras, não mais utilizadas, voltaram a pertencer ao patrimônio do Rei de Portugal. Para essas terras despovoadas e disponíveis, o juiz de Fora de Olinda, Dr. Miguel Carlos Caldeira de Pina Castelo, conduziu mais de setenta famílias paiacus, aldeadas no apodi, a pedido dos seus moradores prejudicados pela desordem causada pelos índios, fundando, em 9 de dezembro de 1761, a Vila de Portalegre.
Conta a tradição que ao chegar ao cimo da serra e desconhecendo o belo panorama, Castelo Branco pronunciou estas palavras: É uma porta alegre do sertão! Há outra hipótese plausível: o nome Portalegre seria proveniente de uma vila do alentejo, em Portugal.
Através de Alvará, no dia 6 de junho de 1755, a povoação de Portalegre foi elevada a categoria de município.
Economicamente, Portalegre sobrevive dos setores primário e secundário. A redução do território prejudicou o desenvolvimento da pecuária, já que as terras apropriadas para a criação de gado passaram a pertencer a outros municípios, ficando apenas uma área montanhosa. Mas, do pouco que restou, a serra apresenta uma planície propícia para a agricultura, mesmo sendo considerada pequena a produção agrícola de subsistência, com ênfase para mandioca, feijão e milho. Em segundo plano, estão as frutas.
Atualmente, o caju vem se destacando na fruticultura do município. Em 2002, segundo dados do IBGE, foram colhidos 2.150 hectares de caju, que possibilitam a produção doméstica de doce, e a comercialização da castanha, hoje o quarto produto na pauta de exportações do Rio Grande do Norte. Na zona rural, plantações de bananeiras, cajueiros, goiabeiras e outras árvores frutíferas ajudam na subsistência da população.
A maioria dos estudantes de Portalegre freqüenta o Ensino Fundamental. De acordo com o IBGE, no ano de 2003, foram matriculados 278 alunos no Ensino Pré-Escolar; 1.491 no Ensino Fundamental e no Ensino Médio, 364 alunos. Conforme a Secretaria Municipal de Educação, há oito escolas de Ensino Fundamental na zona rural e três escolas de Ensino Fundamental na zona urbana.
A população conta com um hospital-maternidade na cidade, além de um centro de saúde. Na zona rural, são seis postos de saúde, sendo oferecidos, no total, dois médicos, duas enfermeiras e onze auxiliares de enfermagem.
Portalegre foi destaque na Revolução de 1817, conhecida como Revolução Republicana, que lutou contra o poder imperial. Por esse motivo, é considerada a capital revolucionária do Oeste Potiguar.
Portalegre tinha uma área inicial de 5.000 quilômetros quadrados, que englobava toda a Microrregião Serrana do Rio Grande do Norte. A partir de 1963, no entanto, começou a ser desmembrada e deu origem aos municípios de Francisco Dantas, Riacho da Cruz, Viçosa, São Francisco do Oeste e Rodolfo Fernandes. Sua área foi reduzida a 110 quilômetros quadrados, segundo o censo demográfico de 2003, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Turismo: atrativos ecológicos
Portalegre foi contemplada pela natureza com belas paisagens naturais. A cidade possui dois sítios arqueológicos, a Pedra do Letreiro e a Furna do Pelado, descobertos por pesquisadores do Núcleo de Arqueologia da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte. Esses sítios ainda estão sendo estudados, mas já são pontos turísticos da cidade. Ambos contêm inscrições e gravuras rupestres.
As riquezas naturais são mais visitadas por quem busca momentos de reflexão, relaxamento e contato com a natureza. Um dos principais pontos é o Terminal Turístico da Bica, distante 400 metros do centro da cidade, que recentemente foi reformado pela Prefeitura. Lá existem diversas nascentes de água cristalina que brotam do solo. Também no Terminal Turístico, está a oca da índia Cantofa e onde, segundo a lenda, se pode ouvir o Ofício de Nossa Senhora. Percorrendo a natureza, guiado pelas histórias populares, pode-se visitar a região da cova de Cantofa, onde, segundo os moradores, não nasce vegetação alguma.
CACHOEIRAS - A água é um elemento bastante presente na Serra de Portalegre e configura atrativos como a Cachoeira do Pinga e a Cachoeira da Chã de Vila, as mais visitadas. Delas é possível ver o arco-íris formado pelo cair da água. Existem também alguns olhos d’água e riachos que serviram, por algum tempo, como demarcadores naturais das terras.
TRILHAS - Os mais aventureiros podem enfrentar algumas trilhas. Uma delas vai até a Serra de Martins, um percurso quase inexplorado que era feito pelos carteiros. Os trechos são fortemente marcados por subidas e descidas íngremes, mas o visual compensa o esforço. Para os que querem apenas vislumbrar a paisagem, a sugestão é ir ao Mirante, de onde se pode ter uma bela vista da serra e região vizinha.
ROCHAS - As formações rochosas da cidade encantam os turistas, como as que lembram torres de castelos medievais, de onde se pode ter a mais bela vista do município de Portalegre e cidades vizinhas. O acesso ao local se dá através de trilhas.
A Portalegre de Portugal
Portalegre é uma cidade portuguesa, capital do distrito do mesmo nome, situada na região do Alentejo e na subregião do Alto-Alentejo, com 15 238 habitantes (censo de 2001). É sede de um município com 446,24 km² de área e 25 980 habitantes (2001), limitado a norte pelo município de Castelo de Vide, a nordeste por Marvão , a leste pela Espanha, ao sul por Arronches e Monforte e a oeste pelo Croato.
Portalegre situa-se numa das encostas da Serra de São Mamede, uma cordilheira montanhosa, com uma grande variedade em flora e fauna, parcialmente designada parque natural. Águias, veados e javalis, por exemplo, vivem entre bosques de castanheiros e carvalhos, enquanto grandes pedras deixam a indicação de que esta zona não era habitada nos tempos pré-históricos.
A origem de Portalegre é Romana, apesar de a cidade estar repleta de encantadoras mansões Renascentistas e Barrocas.
Castelo de Vide, situada noutra encosta da Serra de São Mamede, é conhecida, desde o tempo dos Romanos, pelas suas águas com propriedades curativas e pelo castelo, danificado por uma explosão em 1705 e reconstruído em 1310, que lhe deu nome.
Do castelo em Marvão, espectacularmente situado num píncaro virado para a Serra de São Mamede e para Espanha, podem-se contemplar esplêndidas vistas sobre as férteis planícies. Esta pequena e tranquila cidade medieval é completamente rodeada por muralhas e as suas casas caiadas fundem-se com o granito das montanhas.
Perto do Crato, cujo castelo se mantém em ruínas, o mosteiro e igreja Flor da Rosa, construído em 1356, foi transformado numa pousada.
Existem ainda outras cidades que merecem ser visitadas, tais como Alter do Chão, que tem um castelo com cinco torres e um portal Gótico espantosos, e Campo Maior, com a sua algo mórbida Capela dos Ossos, datada de 1766 e completamente coberta de ossos.
Elvas, apenas a alguns quilómetros da fronteira espanhola, é uma cidade movimentada devido às suas redondezas, que deslumbra com o seu castelo Mouro-Romano e com o seu imponente aqueduto do século XVI, que circunda a zona velha da cidade.
Portalegre foi sempre terra de El-Rei, recebendo o seu primeiro foral no reinado de D.Afonso III (1259). O recém-constituído concelho era doado a seu filho bastardo D.Afonso Sanches.
No reinado de D.Dinis, por Carta Régia de 18 de Novembro de 1299, foi determinado que Portalegre não seria doado nem a infante, nem a rico-homem, nem a rica dona, mas ser d'El rei e de seu filho primeiro e herdeiro.
A 23 de maio de 1550, D.João III, Portalegre é elevada a cidade e, no mesmo ano, a sede de bispado, desanexada que foi do Bispado da Guarda - na prática, reconhecia-se Portalegre como importante centro administrativo e económico.
Com efeito, Portalegre era já desde o século XV conhecido pelas suas manufacturas de panos.
Zona fronteiriça por excelência, desde sempre sofreu investidas de tropas estrangeiras: em 1704 durante a Guerra de Sucessão de Espanha foi atacada e conquistada pelo exército de Felipe V; de novo em 1801 durante o episódio da Guerra das Laranjas, rendeu-se ao exército espanhol, aderindo à revolta contra o domínio francês. Finalmente, já no período liberal, durante as lutas cabralistas, foi ocupada por forças do general espanhol Concha (1847).
A importância de Portalegre a nível administrativo viria a ser reconhecida em 1859 ao tornar-se capital de distrito.
A antiga PORTUS ALACER foi em tempos remotos um porto seco para efeitos alfandegários.
D. Afonso III fê-la repovoar dando-lhe foral em 1259 e doando-a a seu filho D. Afonso Sanches, a 11 de Novembro de 1271.A proximidade com a fronteira espanhola levou D. Dinis em 1290 a reconstruir o castelo.
Foi elevada à categoria de cidade no reinado de D. João III, no ano de 1550 e a sede de Bispado. No séc. XVIII assiste-se a um forte crescimento económico que a torna possuidora de um património arquitectónico riquíssimo.



