domingo, 30 de agosto de 2009

Achegas do meu sertão

Notas da ascendência de nossas famílias:

Nosso caro primo Waldir Fernandes de Lima, carioca da gema mas nordestino de coração, haja vista que nasceu desta nobre estirpe dos Fernandes, filho de nossa tia Maria e neto de Maximino Fernandes (o primeiro esposo da avó Bárbara), nos manda alguns apontamentos ou achegas sobre nossa ascendência, as quais reproduzimos abaixo com algumas adaptações e outros dados correlatos.

A Portalegre brasileira tem origem em Portugal. Lá há uma região chamada Alto Alentejo, lugar montanhoso que abrange os distritos de Évora e Portalegre. A cidade de Portalegre, em Portugal, está como a a daqui (no Rio Grande do Norte) situada numa altitude de cerca de 700 m. Há, portanto, uma certa correlação geográfica entre as duas cidades, embora não signifique obrigatoriamente que a portuguesa deu origem à nossa brasileira. Mas, se não foi, quem teria dado o mesmo nome e por que?
No final do século XVIII, foi registrado o surgimento de Portalegre através do avanço de currais de gado que se estendiam até a várzea do rio Açu/Apodi. O Capitão-mor Manoel Nogueira Ferreira ergueu a primeira fazenda do município pela necessidade de procurar paz e tranqüilidade, subindo então para a serra. A terra foi demarcada com um toro de madeira (dormentes). Daí o primeiro nome da Vila ser considerado Serra dos Dormentes. No ano de 1740, a vila teve seus primeiros e legítimos fundadores, os irmãos portugueses (será que não eram oriundos da Portalegre portuguesa?) Clemente Gomes d’Amorim e Carlos Vidal Borromeu, casado com Margarida de Freitas, filha do Capitão-mor Manoel Ferreira. Em 1752, dona Margarida de Freitas adoeceu.

Ela e seu marido fizeram votos de cura a Nossa Senhora de Sant’Ana, construindo uma capela em homenagem à santa pela graça alcançada. O segundo nome de Portalegre veio através dessa devoção, passando a se chamar Serra de Sant’Ana. Os irmãos portugueses, fundadores da vila, antes de receber do governo as concessões da terra já faziam benfeitorias e como não havia Títulos ou Cartas de Doação, o Capitão-mor Francisco Martins arrendava as terras pertencentes a Portugal. Por isso, a mudança do nome para “Serra do Regente” (da regência). No dia 12 de junho de 1761, a pedido do governador de Pernambuco, o juiz de Recife, Dr. Miguel Caldas Caldeira de Pina Castelo Branco, foi enviado à vila para demarcar a terra para os índios Paiacus que viviam na Ribeira do Apodi. A fundação oficial da vila de Portalegre aconteceu no dia 8 de dezembro do 1761, em virtude da Carta-Régia de 1755, e Alvará-Regio, também de 1755. Segundo Câmara Cascudo, Portalegre foi a terceira vila a ser fundada no Rio Grande do Norte, sendo antecedida de Nova Extremoz do Norte (região que atualmente pertence a Ceará-Mirim), e da vila Nova Arês.
A presença dos índios está registrada no documento datado de 3 de novembro de 1825, que fala da prisão e fuzilamento dos índios na vila de Portalegre. Os índios Luisa Cantofa e João do Pego, incentivadores da revolta indígena contra os moradores da vila, conseguiram escapar. Mais tarde, Cantofa foi assassinada, acompanhada de sua neta Jandi, no momento em que rezava o Ofício. O local do assassinato fica localizado, atualmente, na Bica.

Em 1730 chegaram a Portalegre (RN), Carlos Vidal Borromeu (que depois seguiu para Apodi), Clemente Gomes Amorim (irmão de Carlos Vidal, que foi embora para a famosa “Serra dos Martins”, antes conhecida como serra de Francisco Martins, a 15 km de Portalegre), e José Martins de Oliveira (sobrinho de Clemente, que seguiu com o mesmo para a Serra dos Martins).
Em 30 de março de 1817 o movimento revolucionário republicano que estourou em Pernambuco chegou a Portalegre. Destacaram-se como membros deste movimento em Portalegre Lourenço Alves de Oliveira, João Francisco Fernandes Pimenta e Antonio Fernandes Pimenta. Decorridos 9 anos, em 1826, o tenente Antonio Gomes chega a Portalegre para manter a ordem e o domínio da coroa (o Brasil já era independente). O delegado de polícia chamava-se Reinaldo Gaudêncio de Oliveira.

Os distritos de Apodi, Martins e Pau dos Ferros adquiriram suas autonomias, respectivamente, nos anos de 1835, 1841 e 1856, quando então foram desmembrados de Portalegre. Nossa avó Bárbara Josino da Costa era filha de João Josino da Costa e Antonia Josino de Oliveira. Casou-se dom Maximino Fernandes Pinto. Este, por sua vez, era filho de Salustiano Fernandes Pinto e Maria Gomes do Espírito Santo.

De acordo com o censo realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no ano 2003, sua população é de 6.866 habitantes. Área territorial de 110 km². Portalegre tinha uma área inicial de 5.000 km², que englobava toda a Microrregião Serrana do Rio Grande do Norte. A partir de 1963, no entanto, começou a ser desmembrada e deu origem aos municípios de Francisco Dantas, Riacho da Cruz, Viçosa, São Francisco do Oeste e Rodolfo Fernandes. Sua área foi reduzida a 110 km², segundo o censo demográfico de 2003, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 1684, Manoel Nogueira Ferreira, querendo firmar posse simbólica na região que percorria, fincou dormentes na Serra do Apodi. A serra ficou conhecida como Serra dos Dormentes, em alusão aos marcos lenhosas. Manuel Nogueira faleceu em 1715, sem ele ter do governo concessão das terras, mas estas continuaram em poder dos descendentes do desbravador. Quinze anos depois, Dona Margarida de Freitas, filha de Manuel Nogueira, casada com Carlos Vidal Barromeu, começou a firmar-se em seus domínios.

Em 1750, Carlos Vidal herdou a sesmaria na Serra das Dormentes, por morte de seu irmão, Clemente Gomes de Amorim. Pouco tempo depois, adoecendo Dona Margarida de Freitas, Carlos Vidal fez promessa de construir uma capela a Santana, na esperança de seu restabelecimento, e a serra passou a se chamar Serra de Santana.

Depois da morte dos primitivos donos houve um abandono nas terras, talvez pelas longas estiagens, talvez pelas disputas de posseiros, ou talvez pela revolta indígena. O fato é que as terras, não mais utilizadas, voltaram a pertencer ao patrimônio do Rei de Portugal. Para essas terras despovoadas e disponíveis, o juiz de Fora de Olinda, Dr. Miguel Carlos Caldeira de Pina Castelo, conduziu mais de setenta famílias paiacus, aldeadas no apodi, a pedido dos seus moradores prejudicados pela desordem causada pelos índios, fundando, em 9 de dezembro de 1761, a Vila de Portalegre.

Conta a tradição que ao chegar ao cimo da serra e desconhecendo o belo panorama, Castelo Branco pronunciou estas palavras: É uma porta alegre do sertão! Há outra hipótese plausível: o nome Portalegre seria proveniente de uma vila do alentejo, em Portugal.

Através de Alvará, no dia 6 de junho de 1755, a povoação de Portalegre foi elevada a categoria de município.

Economicamente, Portalegre sobrevive dos setores primário e secundário. A redução do território prejudicou o desenvolvimento da pecuária, já que as terras apropriadas para a criação de gado passaram a pertencer a outros municípios, ficando apenas uma área montanhosa. Mas, do pouco que restou, a serra apresenta uma planície propícia para a agricultura, mesmo sendo considerada pequena a produção agrícola de subsistência, com ênfase para mandioca, feijão e milho. Em segundo plano, estão as frutas.

Atualmente, o caju vem se destacando na fruticultura do município. Em 2002, segundo dados do IBGE, foram colhidos 2.150 hectares de caju, que possibilitam a produção doméstica de doce, e a comercialização da castanha, hoje o quarto produto na pauta de exportações do Rio Grande do Norte. Na zona rural, plantações de bananeiras, cajueiros, goiabeiras e outras árvores frutíferas ajudam na subsistência da população.

A maioria dos estudantes de Portalegre freqüenta o Ensino Fundamental. De acordo com o IBGE, no ano de 2003, foram matriculados 278 alunos no Ensino Pré-Escolar; 1.491 no Ensino Fundamental e no Ensino Médio, 364 alunos. Conforme a Secretaria Municipal de Educação, há oito escolas de Ensino Fundamental na zona rural e três escolas de Ensino Fundamental na zona urbana.

A população conta com um hospital-maternidade na cidade, além de um centro de saúde. Na zona rural, são seis postos de saúde, sendo oferecidos, no total, dois médicos, duas enfermeiras e onze auxiliares de enfermagem.

Portalegre foi destaque na Revolução de 1817, conhecida como Revolução Republicana, que lutou contra o poder imperial. Por esse motivo, é considerada a capital revolucionária do Oeste Potiguar.
Portalegre tinha uma área inicial de 5.000 quilômetros quadrados, que englobava toda a Microrregião Serrana do Rio Grande do Norte. A partir de 1963, no entanto, começou a ser desmembrada e deu origem aos municípios de Francisco Dantas, Riacho da Cruz, Viçosa, São Francisco do Oeste e Rodolfo Fernandes. Sua área foi reduzida a 110 quilômetros quadrados, segundo o censo demográfico de 2003, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Turismo: atrativos ecológicos

Portalegre foi contemplada pela natureza com belas paisagens naturais. A cidade possui dois sítios arqueológicos, a Pedra do Letreiro e a Furna do Pelado, descobertos por pesquisadores do Núcleo de Arqueologia da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte. Esses sítios ainda estão sendo estudados, mas já são pontos turísticos da cidade. Ambos contêm inscrições e gravuras rupestres.

As riquezas naturais são mais visitadas por quem busca momentos de reflexão, relaxamento e contato com a natureza. Um dos principais pontos é o Terminal Turístico da Bica, distante 400 metros do centro da cidade, que recentemente foi reformado pela Prefeitura. Lá existem diversas nascentes de água cristalina que brotam do solo. Também no Terminal Turístico, está a oca da índia Cantofa e onde, segundo a lenda, se pode ouvir o Ofício de Nossa Senhora. Percorrendo a natureza, guiado pelas histórias populares, pode-se visitar a região da cova de Cantofa, onde, segundo os moradores, não nasce vegetação alguma.

CACHOEIRAS - A água é um elemento bastante presente na Serra de Portalegre e configura atrativos como a Cachoeira do Pinga e a Cachoeira da Chã de Vila, as mais visitadas. Delas é possível ver o arco-íris formado pelo cair da água. Existem também alguns olhos d’água e riachos que serviram, por algum tempo, como demarcadores naturais das terras.

TRILHAS - Os mais aventureiros podem enfrentar algumas trilhas. Uma delas vai até a Serra de Martins, um percurso quase inexplorado que era feito pelos carteiros. Os trechos são fortemente marcados por subidas e descidas íngremes, mas o visual compensa o esforço. Para os que querem apenas vislumbrar a paisagem, a sugestão é ir ao Mirante, de onde se pode ter uma bela vista da serra e região vizinha.

ROCHAS - As formações rochosas da cidade encantam os turistas, como as que lembram torres de castelos medievais, de onde se pode ter a mais bela vista do município de Portalegre e cidades vizinhas. O acesso ao local se dá através de trilhas.

A Portalegre de Portugal

Portalegre é uma cidade portuguesa, capital do distrito do mesmo nome, situada na região do Alentejo e na subregião do Alto-Alentejo, com 15 238 habitantes (censo de 2001). É sede de um município com 446,24 km² de área e 25 980 habitantes (2001), limitado a norte pelo município de Castelo de Vide, a nordeste por Marvão , a leste pela Espanha, ao sul por Arronches e Monforte e a oeste pelo Croato.
Portalegre situa-se numa das encostas da Serra de São Mamede, uma cordilheira montanhosa, com uma grande variedade em flora e fauna, parcialmente designada parque natural. Águias, veados e javalis, por exemplo, vivem entre bosques de castanheiros e carvalhos, enquanto grandes pedras deixam a indicação de que esta zona não era habitada nos tempos pré-históricos.
A origem de Portalegre é Romana, apesar de a cidade estar repleta de encantadoras mansões Renascentistas e Barrocas.

Castelo de Vide, situada noutra encosta da Serra de São Mamede, é conhecida, desde o tempo dos Romanos, pelas suas águas com propriedades curativas e pelo castelo, danificado por uma explosão em 1705 e reconstruído em 1310, que lhe deu nome.
Do castelo em Marvão, espectacularmente situado num píncaro virado para a Serra de São Mamede e para Espanha, podem-se contemplar esplêndidas vistas sobre as férteis planícies. Esta pequena e tranquila cidade medieval é completamente rodeada por muralhas e as suas casas caiadas fundem-se com o granito das montanhas.

Perto do Crato, cujo castelo se mantém em ruínas, o mosteiro e igreja Flor da Rosa, construído em 1356, foi transformado numa pousada.
Existem ainda outras cidades que merecem ser visitadas, tais como Alter do Chão, que tem um castelo com cinco torres e um portal Gótico espantosos, e Campo Maior, com a sua algo mórbida Capela dos Ossos, datada de 1766 e completamente coberta de ossos.

Elvas, apenas a alguns quilómetros da fronteira espanhola, é uma cidade movimentada devido às suas redondezas, que deslumbra com o seu castelo Mouro-Romano e com o seu imponente aqueduto do século XVI, que circunda a zona velha da cidade.

Portalegre foi sempre terra de El-Rei, recebendo o seu primeiro foral no reinado de D.Afonso III (1259). O recém-constituído concelho era doado a seu filho bastardo D.Afonso Sanches.
No reinado de D.Dinis, por Carta Régia de 18 de Novembro de 1299, foi determinado que Portalegre não seria doado nem a infante, nem a rico-homem, nem a rica dona, mas ser d'El rei e de seu filho primeiro e herdeiro.
A 23 de maio de 1550, D.João III, Portalegre é elevada a cidade e, no mesmo ano, a sede de bispado, desanexada que foi do Bispado da Guarda - na prática, reconhecia-se Portalegre como importante centro administrativo e económico.
Com efeito, Portalegre era já desde o século XV conhecido pelas suas manufacturas de panos.
Zona fronteiriça por excelência, desde sempre sofreu investidas de tropas estrangeiras: em 1704 durante a Guerra de Sucessão de Espanha foi atacada e conquistada pelo exército de Felipe V; de novo em 1801 durante o episódio da Guerra das Laranjas, rendeu-se ao exército espanhol, aderindo à revolta contra o domínio francês. Finalmente, já no período liberal, durante as lutas cabralistas, foi ocupada por forças do general espanhol Concha (1847).
A importância de Portalegre a nível administrativo viria a ser reconhecida em 1859 ao tornar-se capital de distrito.
A antiga PORTUS ALACER foi em tempos remotos um porto seco para efeitos alfandegários.
D. Afonso III fê-la repovoar dando-lhe foral em 1259 e doando-a a seu filho D. Afonso Sanches, a 11 de Novembro de 1271.A proximidade com a fronteira espanhola levou D. Dinis em 1290 a reconstruir o castelo.
Foi elevada à categoria de cidade no reinado de D. João III, no ano de 1550 e a sede de Bispado. No séc. XVIII assiste-se a um forte crescimento económico que a torna possuidora de um património arquitectónico riquíssimo.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Maravilhas curativas da medicina popular

Fedegoso

Nome científico: Cassia occidentalis L.

Família: Fabaceae.

Sinônimo botânico: Cassia caroliniana Walter, Cassia ciliata Raf., Cassia falcata L., Cassia foetida Pers., Cassia frutescens Mill., Cassia geminiflora Schrank, Cassia linearis Michx., Cassia longisiliqua L. F., Cassia obliquifolia Schrank, Cassia planisiliqua L., Cassia sophera L., Ditremexa occidentalis (L.) Britton & Rose ex Britton & P. Wilson, Senna occidentalis (L.) Link, Senna occidentalis (L.) Roxb, Senna occidentalis (L.) Lrwin et Barn., Cassia macradenia Collad, Cassia occidentalis var. Aristata Collad.

Outros nomes populares: balambala, café-negro, folha-do-pajé, fedegoso-verdadeiro, ibixuma, lava-prato, mangerioba, mamangá, mata-pasto, maioba, pajamarioba, pereriaba, taracurú; coffee senna (inglês), casse puante (francês).

Constituintes químicos: antraquinonas, aloe-emodina, antrona, aurantiobtusina, criso-obtusina, ácido crisofânico, crisofanol, crisoeriol, emodina, kaempferol-3-soforosídeo, ácido lignocérico, ácido linoléico, manitol, ácido oléico, ácido palmítico, reína, obtusina, obsutsifolina, rubrofusarina, sitosterol.

Propriedades medicinais: analgésica, antianêmica (semente), antiasmática, antibacteriana, antídoto de venenos, antiespasmódica, antifúngica, anti-hepatotóxica, anti-herpética, antiinflamatória, antimalárica, anti-reumática, anti-séptica, antivirótica, carminativa, colagoga, depurativa, desobstruentes (raiz), diaforética, diurética, emenagoga, estomáquica, febrífuga, hepatoprotetora, hepatotônico, inseticida, laxante, oftálmica, purgativa, sarnicida, sudorífera, tônica, vermífuga (raiz).

Indicações: anemia, bronquite, cicatrização, coqueluche, complicações menstruais, contusão, distensão muscular, dor, dor de cabeça, dores gastrointestinais, doenças hepáticas, doenças venéreas, eczemas, epilepsia, erisipela, erupções cutâneas, febre, febre biliosa, ferida, fígado, fungo, gases, hepatite, hemorróidas, impaludismo, impigens, inflamação, inflamações uterinas, malária sementes tostadas), nevralgias, paludismo, porrigem (afecção cutânea), picada de escorpião, queimaduras (suco), reumatismo, sarampo, sarna, torção muscular, tuberculose, vermes.

Parte utilizada: cascas, folhas, sementes, raízes.

Contra-indicações/cuidados: pode provocar aborto; as sementes não devem ser ingeridas cruas, por serem tóxicas.
A ingestão das sementes cruas pode provocar degeneração dos tecidos do fígado, do coração e do pulmão.

Modo de usar:
- grãos torrados como sucedâneo do café;
- as folhas jovens e os brotos: como tempero em alguns países;
- cataplasma das folhas;
- infusão das folhas;
- decocção: ferver por 30 minutos, em ½ litro de água, 10 g de casca. Coar e beber 2 xícaras de chá ao dia (febres intermitentes);
- pó da raiz: moer 3 raízes até obter pó fino. Ferver, coar e tomar em jejum (verminose e amarelão);
- pó da semente: juntar 5 g de sementes em pó em 1 copo de água. Ferver. Coar e tomar em jejum, pela manhã (prisão de ventre).

Cassia alata L.
FEDEGOSO-GIGANTE

Nome científico: Cassia alata L.

Família: Fabaceae.

Sinônimo botânico: Senna alata (L.) Roxb., Cassia alata var. perennis Pamp., Cassia alata var. rumphiana DC., Cassia bracteata L. f., Cassia herpetica Jacq., Herpetica alata (L.) Raf.

Outros nomes populares: alcapulco, fedegosão, mangerioba-do-pará, mangerioba-grande, mata-pasto-grande, dartrial; candle bush; candelabra bush, roman candle tree, emperor’s candlesticks, ringworm bush (Austrália).

Constituintes químicos: princípios antraquinônicos. As flores são ricas em flavonóides e vitamina "C".

Propriedades medicinais: amargo, diurético, febrífugo, laxante.

Indicações: anemia, blenorragia, congestão do fígado, dispepsia, febre, febre tifóide, fígado, gonorréia, hemorróida, herpes, impingem, infecção, malária, pano branco, tratamento e prevenção da erisipela, sarna.

Parte utilizada: folhas, inflorescências, raízes.

Contra-indicações/cuidados: usar com cautela, sob recomendação médica, pois doses elevadas podem provocar nefrite aguda que pode ser fatal, em função das antraquinonas, especialmente em lambedores e xaropes caseiros feitos com as folhas.

Efeitos colaterais: o uso prolongado ou em altas doses pode entoxicar os rins.

Modo de usar: brotos recém colhidos atritados sobre a pele: infestação da pele por bactérias e fungos, impingens, panos-brancos, herpes, sarna e outras afecções da pele, uma vez por dia, por uma semana;
- refresco de uma inflorescência em 200 ml de água com açucar, batido no liquidificador. Beber duas vezes por dia: hemorróidas;
- decocção das raízes: forte ação purgativa, emenagoga e antifebril.


sexta-feira, 31 de julho de 2009

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Aniversário de D. Raimunda; momentos inesquecíveis

Seu sobrinho, o Coronel João Bosco e sua esposa vieram de Natal para a festa de D. Raimunda.
Abaixo, vemos suas duas irmãs presentes à festa: Tia Telina e Tia Maria José (esta última, vindo de tão longe, Florianópolis).

Homenagem à minha mãe após seus noventa anos:

Mamãe,

Dê-me sua bênção!

Nossa imaginação é muito fértil. É através dela que principiamos a realizar nossos sonhos. Nós pensamos, imaginamos, criamos na mente todo um programa de vida ou alguma idéia maravilhosa. Somente após isso é que começamos a executar nossos ideais.

Relembrando hoje o seu passado, a senhora não se lembra de quantos sonhos ele foi feito? Lembra-se de seus sonhos de criança, de seu tempo da juventude ou até mesmo da época de sua maturidade? Como foi que estes sonhos nasceram e se desenvolveram na sua mente? Pela imaginação.

Mas a imaginação não faz apenas isso. Ela também produz idéias que podem prejudicar os nossos mais fabulosos sonhos. Sim, às vezes imaginamos que tudo vai dar errado, que as coisas não vão bem daquela ou de outra forma, que as pessoas não gostam tanto da gente como dizem, etc. E a mente também fabrica pessimismos, desânimos, falta de esperança no porvir, etc.

Quantas e quantas vezes a senhora não pensou desta forma? Quantas vezes imaginou que tal pessoa não gostava da senhora, que tal coisa não ia dar certo por isto ou por aquilo, e depois descobria que tudo não passava de uma imaginação negativa. As coisas às vezes aconteciam diferente daquilo que a senhora imaginava, não é verdade?

Isto que falei acima, nossa imaginação, poderíamos chamar do “mundo virtual” de nossa personalidade humana. Porque a realidade nem sempre é aquilo que imaginamos. Às vezes vivemos mais no mundo virtual do que no da realidade palpável, concreta, do dia a dia.

O mesmo pode-se dizer de nossas preferências, daquilo que amamos. Normalmente, nós amamos coisas concretas, palpáveis e reais, mas também gostamos de coisas existentes apenas na imaginação. Há, portanto, um amor que se chamaria de platônico, sonhador, romântico (no sentido de ilusório), e um outro realista e concreto. Um que não sai do imaginário, de sonhos, de ideais utópicos, e outro que está presente na nossa vida como coisa concreta, real, composto de pessoas e fatos que nos acompanham a onde a gente for.

Agora surge a pergunta: por que estivemos aí? Por causa de alguma imaginação utópica, algo de ilusório, de virtual, ou de alguma coisa concreta e visível?

Todos já sabem a resposta: estivemos aí porque fomos manifestar o nosso amor desinteressado e real à nossa mãe, nossa avó, nossa bisavó, a qual tem tantos outros títulos honrosos de afinidades com os que estiveram lá presentes , como o de sogra, de tia, de irmã, etc.

Minha mãe. A senhora deve ter usado muito sua imaginação nesses últimos dias. Mas será que imaginou que havia tanta gente que a ama? E que o amor destas pessoas não é imaginário, mas muito real? Para prová-lo, muitos tiveram sérias dificuldades para realizar uma viagem de tão longe, mas assim mesmo foram a Fortaleza para, junto com os demais, lhe oferecer algo que nem o rei mais poderoso do mundo pode dar: um momento de felicidade.

Amar de verdade é o fato de fazer uma pessoa feliz, tornando-se feliz também em ver na outra a realização de seu afeto. E quando olhamos um para outro dentro dos olhos, deitando neste olhar todo nosso afeto, toda nossa benquerença, realizamos nos fatos aquele ato de amor que nossa imaginação idealizou anteriormente.

Sim, o nosso olhar pode, e deve, ser acompanhado por outros gestos, como um abraço caloroso, um sorriso festivo e alegre, até mesmo algum símbolo material como algum presente. Mas nada substitui a nossa presença. Se todos quisessem manifestar este amor, por exemplo, via internet, por e.mails, por orkuts,etc., não passaria de uma coisa frustrante para a mamãe. Seria o mais virtual dos gestos virtuais. Tanto mais que ela nem gosta dessas coisas, não é verdade? E estando lá presente, ao vivo como diz, realizamos o mais real do mais legítimo amor verdadeiro. E isto somente com nossa presença e nada mais...

Das pessoas que estiveram ausentes, nossa lembrança (e portanto lá vai mais imaginação!) recorda nossos saudosos familiares falecidos, nosso pai e nossos irmãos. Dos irmãos há pouca lembrança do primeiro Jurandir, falecido com apenas dois anos, mas há muita memória do Jair e da Gracinha, com quem todos os outros irmãos conviveram toda suas vidas. Lembramo-nos principalmente de nosso querido pai e seu esposo; e por isso repito aqui aquela poesia que ele compôs em suas bodas de ouro:

Mamãe, nós a amamos muito e queremos viver junto com a senhora muitos anos ainda para poder manifestar este amor mais vezes no futuro.

Somos, por enquanto, 6 filhos, 21 netos e 15 bisnetos, além de duas irmãs, cinco noras e uma grande quantidade de parentes e amigos.

Receba a nossa sincera homenagem de um grande amor.

Filial e amorosamente.

Filhos: João Neto, Assis, Franciné, Juraci, Jurandir, Antonio.

Netos:

Netinho: 3;

Assis: 4

Franciné: 2

Juraci: 4

Jurandir: 2

Gracinha: 2

Antonio: 4

Total de Netos: 21

Bisnetos:

- de João Francisco – 2

- de Celina – 3

- de Hélcio – 2

- de Raniele - 1

- de Liângela – 2

- de Rosângela – 1

- de Reginaldo – 1

- de Rômulo – 1

- de Rafael – 1

- de Bárbara – 1

= Total - 15


BODAS DE OURO

Por: Francisco Batista Cavalcante

Em 17-01-1987


Cinqüenta anos se passaram

De sonhos e fantasia

Às vezes sonhando acordado

Às vezes quando dormia


No começo tudo era rosa,

Rosa ainda em botão,

Que aos poucos foi se abrindo

De dentro do coração.


Com o tempo a rosa fechou,

Surgiram os frutos do amor,

Com base na Lei de Deus

Que é o nosso Criador.


Os frutos se separaram

Já no tempo da colheita,

Muitos rebentos vingaram,

E a raiz ficou perfeita.


Era ainda muito jovem,

Mas sabia o que queria,

A vida estava incompleta,

Faltava uma companhia.


Encontrei, pois, a Raimunda

E tomei uma decisão

Nos unirmos para sempre

Com amor e doação.


A vida estava incompleta,

Mas, gerado com carinho,

Nasceu o primeiro fruto:

Nosso querido Netinho.


Começava nova vida,

E como era já esperado

Veio o segundo, o Assis,

Tornando o lar abençoado.


O terceiro, Jurandir,

Que era linda criança,

Só três anos, Deus o levou...

Nunca saiu da lembrança.


O quarto, o Franciné

Que é também muito querido

Possui um bom coração

E é o mais extrovertido


Bem, todos aqui nasceram

No Rio Grande do Norte

Viemos para Fortaleza

Pois, para tentar nova sorte


Nasceu nesta o quinto filho,

Com a ciência de Davi

E a paciência de Job,

Que é o nosso Juraci.


O segundo Jurandir

Que é o sexto na feitura,

É o gênio da família,

Mas só em literatura.


O sétimo, uma Gracinha

A filha que eu mais queria,

Viveu só trinta e três anos...

De tristeza ela vivia.


O oitavo foi o Jair,

Criança que a gente amou,

Com vinte e cinco somente

Para o Céu Deus o levou.


O último, o Toinho

Pra completar a jornada,

Esteve em nosso ninho

Ao final da caminhada


Depois vem mais dois filhinhos

Que com a gente hoje caminha,

Ao final da caminhada.

O André e o Daniel

O dois filhos da Gracinha


Se distingo cada um

É maneira de expressão

Pois todos formam um conjunto

Dentro do meu coração.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

quinta-feira, 9 de julho de 2009

A caminho do centenário - aniversário dos 90 anos de D. Raimunda


Temos um visconde entre os Cavalcanti

Diogo Velho Cavalcanti de Albuquerque, visconde de Cavalcanti
Armas do visconde de Cavalcanti, as mesmas das famílias Albuquerque e Cavalcanti.


Diogo Velho Cavalcanti de Albuquerque, primeiro e único visconde de Cavalcanti, (Pilar, 9 de novembro de 1829 — Juiz de Fora, 14 de junho de 1899) foi advogado e político brasileiro.
Filho de Diogo Cavalcanti de Albuquerque e de Ângela Sofia Cavalcanti Pessoa, cursou o ensino primário em Pilar e o secundário no Liceu Paraibano, formando-se em direito pela Escola de Recife em 1852.
Foi promotor público em Areia e diretor da Instrução Pública da província da Paraíba (cargo que corresponde hoje ao de Secretário da Educação). Assumiu também o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas e o Ministério da Justiça, além de dirigir o Ministério dos Estrangeiros. Presidente das províncias do Piauí, de 5 de novembro de 1859 a 1 de maio de 1860, do Ceará, de 27 de agosto de 1868 a 24 de abril de 1869, e de Pernambuco, de 10 de novembro de 1870 a 1871, foi responsável pela construção da Estrada de Ferro Conde d'Eu na Paraíba, que ligava Cabedelo a Alagoa Grande, e pela extensão da linha telegráfica de Recife a João Pessoa.
Além de elaborar relatórios e pareceres para o Império, foi o autor de uma monografia que apresentava os primeiros anos da república brasileira intitulado "Notice generale sur les principales lois promulgués au Brésil de 1891 a 1894".
Marcou o primeiro registro fonográfico do Brasil em 1889, após uma amostra de sua voz ser gravada em um disco cilíndrico.
Foi cavaleiro grã-cruz da Ordem de Cristo de Portugal e da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa.

A Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa é uma ordem honorífica dinástica portuguesa cujo Grão-Mestre é o Duque de Bragança. Foi instituída por Dom João VI em 6 de fevereiro de 1818, dia da sua aclamação, no Rio de Janeiro. O objetivo do rei era homenagear a Padroeira (designada por alvará de 1646), por Portugal ter sobrevivido, como país independente, às guerras napoleônicas que tinham assolado o país e a Europa. Até 1910 foram agraciados com esta ordem várias personalidades, essencialmente oriundas da nobreza e da aristocracia. O governo provisório em 1910 extinguiu-a como ordem militar, embora o rei Dom Manuel II no exílio e os duques de Bragança que lhe sucederam tenham continuado a utilizar as insígnias desta ordem, só recentemente o atual duque de Bragança a reabilitou como ordem dinástica honorífica da família real portuguesa, distinguindo várias personalidades que agracia com o grau de cavaleiros da ordem na festa de 8 de Dezembro em Vila Viçosa.
A insígnia desta ordem (de banda azul com risca branca ao meio) é constituída por um medalhão coroado, em forma de estrela, com um círculo ao centro onde se lêem as letras AM, com a inscrição Padroeira do Reino e foi desenhada por Jean Baptiste Debret em 1818.


O Santuário de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa é também conhecido por Solar da Padroeira, por nele se encontrar a imagem de Nossa Senhora da Conceção, Padroeira de Portugal. A igreja, que é simultaneamente Matriz de Vila Viçosa, fica situada dentro dos muros medievais do castelo da vila, não se podendo porém precisar a data exata da sua fundação, sendo que a existência da matriz é já assinalada na época medieval. O edifício atual resulta da reforma levada a cabo em 1569, reinando Dom Sebastião, sendo um amplo templo de três naves, onde o mármore regional predomina como material utilizado na construção. Segundo a tradição, a imagem da padroeira terá sido oferecida pelo Condestável do Reino, São Nuno de Santa Maria, que a terá adquirido na Inglaterra. A mesma imagem teve a honra de, por provisão régia de Dom João IV, referendada em cortes gerais, ter sido proclamada Padroeira de Portugal em 25 de março de 1646. A notável imagem, em pedra de ançã, encontra-se no altar-mor da igreja, estando tradicionalmente coberta por ricas vestimentas (muitas delas oferecidas pelas Rainhas e demais damas da Casa Real). Neste Santuário nacional estão sediadas as antigas Confrarias de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e dos Escravos de Nossa Senhora da Conceição. O Papa João Paulo II visitou este Santuário durante a sua primeira visita a Portugal, em 14 de maio de 1982. A grande peregrinação anual ao Santuário de Vila Viçosa celebra-se a 8 de dezembro, solenidade da Imaculada Conceição, Padroeira Principal de Portugal. Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa foi também declarada padroeira da Arquidiocese de Évora.
Diogo Velho Cavalcanti de Albuquerque é patrono da cadeira número 13 da Academia Paraibana de Letras, que tem como fundador João Ribeiro da Veiga Pessoa Júnior.