sexta-feira, 20 de julho de 2012

Adágios, frases e ditos sobre Amigos e Amizade






Soube que hoje se comemora o dia da amizade. E para ilustrar a data aqui vão algumas referências feitas a AMIGOS E AMIZADE.

AMIGOS


         “Inter amicos non esto judex” - Não sejas juiz entre amigos (provérbio latino).
         “Ab amicis honesta petamus” – Só devemos pedir aos amigos coisas honestas (provérbio latino).
         Difícil é ganhar um amigo em uma hora; fácil é perdê-lo em um minuto (provérbio chinês).
         Amigos poucos, muito poucos e bem escolhidos; para conservá-los – merecê-los.  (Renato Kehl). [i]
         Analisa bem quem é teu amigo, porque se o consideras como sendo-o, e ele o não é, pode ser o teu pior inimigo (Diógenes).[ii]
         Nunca a fortuna colocou um homem tão alto que não tivesse necessidade dum amigo (Sêneca).[iii]
         A prosperidade faz nascer os amigos, só a adversidade os experimenta (Fléchier). [iv]
         “Amicus humani generis” – Amigo do gênero humano (isto é, amigo de todos, amigo de ninguém). (provérbio latino).
         “Donec eris felix, multos numerabis amicos” – Enquanto fores feliz, terás muitos amigos (Ovídio). [v]
         Passado o perigo, o santo é escarnecido (isto é, só nos lembramos dos amigos quando precisamos deles). (provérbio italiano).
         “Mon Dieu, gardez-mois de mes ami! Quant à mes ennemis, je m’en charge!”-  Meu Deus, defendei-me de meus amigos! De meus inimigos defendo-me eu mesmo. (frase atribuída ao ímpio Voltaire). [vi]
         “Qu’un ami véritable est un douce chose!” – Que coisa doce é um verdadeiro amigo! (La Fontaine, Livre VIII, Fable 11). [vii]
         “Le sort fait les parents, le choix fait les amis” – Os parentes nos vêm ao acaso mas os amigos podemos escolher (Delille, La Pitié, Chant I). [viii]
         Longe do amigo que come o seu sozinho e o meu comigo (anônimo).
         A lisonja faz amigos; a verdade, inimigos (Ditado espanhol).
         Amigo de verdade é aquele que não presta atenção em nossos defeitos e é capaz de tolerar o nosso sucesso (Ditado popular).
         Qualquer um pode solidarizar-se com o sofrimento de um amigo, mas sentir-se bem com o seu sucesso requer uma natureza superior (Oscar Wilde). [ix]
         Quem procura amigos sem defeitos acaba ficando sem nenhum (Ditado turco).
         Encontre um amigo que chore comigo, pois os que riem eu mesmo posso achar (Adágio iugoslavo).
         O amigo deve ser como o dinheiro, cujo valor já conhecemos antes de termos necessidade dele (Sócrates).
         Um irmão pode não ser um amigo, mas um amigo sempre será um irmão (Benjamin  Franklin).
         Repreende o amigo em segredo e elogia-o em público (Leonardo da Vinci)          

 

AMIZADE


         A estima vale mais que a celebridade; a consideração mais que a fama (Chamfort). [x]
         Amar os homens e não os respeitar é considerá-los como animais domésticos (dito antigo chinês).
         Quem não se dá ao respeito, não é respeitado (ditado brasileiro).
         Acaba-se a amizade quando começa a familiaridade (ditado brasileiro).
         A alma que admira a respeitabilidade com seriedade e com veneração, torna-se respeitável  (Plínio Corrêa de Oliveira). [xi]
         Temer é fácil, mas penoso; praticar o respeito é difícil, mas agradável (Goethe). [xii]
         Nada mais frágil que as amizades humanas; levam muitos anos a formarem-se, e num momento só as desfaz (Bourdaloue). [xiii]
         Nunca foi um bom amigo quem por pouco quebrou a amizade (provérbio popular).
         “Maiorem hac dilectionem nemo habet, ut animam suam quis ponat pro amicis suis” -  Não há maior amor do que dar a própria vida pelos seus amigos (Jo 15, 13).
         L’ami qui souffre seul fait une injure à l’autre”  - O amigo que sofre só faz uma injúria ao outro  (Rotrou). [xiv]
         “Je crois qu’un ami chaud, et de ma qualité, n’est pas assurément pour être rejeté” – Creio que por um amigo ser importuno e de má qualidade não é certamente para ser rejeitado (Moliére, Le Misanthrope, Acte I, sc. 2). [xv]
         A familiaridade encurta o respeito e rebaixa a autoridade. (Marquês de Maricá).
         A amizade torna mais doce a prosperidade, dá-lhe sentido pela comunhão e faz mais leve a adversidade (S. Isidoro, “O Sumo Bem”, liv. III). [xvi]
         A amizade, depois da sabedoria, é a mais bela dávida de Deus feita aos homens (François la Rochefoucould).
         A amizade duplica as alegrias e divide as tristezas (Francis Bacon).
          



[i] Renato Kehl (Renato Ferraz Kehl), eugenista e ativista brasileiro (séc. XX), escreveu livro de pensamentos e a tese que defende a eugenia, sendo um dos fundadores desta pseudo-ciência no Brasil.
[ii] Diógenes de Sínope, (c. 413 a.C., Sinop, hoje na Turquia – c. 323 a.C., Corinto), filósofo grego, talvez o maior representante do Cinismo, escola filosófica fundada por Antístenes de Atenas, que fora discípulo de Sócrates. Levou ao extremo os preceitos cínicos de seu mestre Antístenes, o exemplo vivo que perpetuou a indiferença cínica perante o mundo. Desprezava a opinião pública e parece ter vivido em uma pipa ou barril. Seus únicos bens eram um alforje, um bastão e uma tigela (que simbolizavam o desapego e auto-suficiência perante o mundo), sendo ele conhecido como o filósofo que vivia como um cão. Diógenes parece ter escrito tragédias ilustrativas da condição humana e também uma República que teria influênciado Zenão de Cítio, fundador do estoicismo. De fato, a influência cínica sobre o estoicismo é bastante saliente.
[iii] Lucius Annaeus Seneca (Córdova, 4 a.C.Roma, 65 d.C.), melhor conhecido como Séneca (ou Sêneca), o moço, o filósofo, ou ainda, Séneca o jovem. A obra literária e filosófica de Sêneca, tido como modelo do pensador estóico durante o Renascimento, inspirou o desenvolvimento da tragédia na Europa.
[iv] Valentin Esprit Fléchier (10.06.1632, Parnes-les-Fontaines – 16.02.1710, Nimes), pregador francês, bispo de Lavaur e de Nimes, considerado como um dos grandes oradores do século XVII
[v] Publius Ovidius Naso, poeta latino, é mais conhecido nos países de língua portuguesa por Ovídio. Nasceu em 20 de março de 43 a.C. em Sulmo, atual Sulmona, em Abruzos, Itália. Vivia uma vida boêmia, sendo admirado como um grande poeta. No ano 8, foi banido de Roma pelo imperador Augusto por causa de seu livro A Arte de Amar (Ars Amatoria), considerada imoral por Otávio Augusto, o que lhe causou um profundo desgosto até o final de sua vida. Foi nessa época que Ovídio escreveu a sua obra mais famosa: Metamorfoses (Metamorphoses), escrita em hexâmetro dactílico, métrica comum aos poemas épicos de Homero e Virgílio. Faleceu no ano 17 em Tomis, atual Constanta, na Romênia.
[vi] François-Marie Arouet, ou  Voltaire (21 de Novembro de 1694, Paris - 30 de Março de 1778, Paris),  poeta, ensaísta, dramaturgo, filósofo e historiador iluminista francês, um dos homens mais ímpios que fomentou a Revolução Francesa e o ódio anti-católico.
[vii] Jean de La Fontaine (8 de Julho de 1621, Château-Thierry, Aisne, Champagne - 13 de Abril de 1695, Paris) poeta francês, conhecido pelas diversas fábulas com críticas de moral que escreveu. É considerado o pai da fábula moderna.
[viii] Jacques Delille, ou l'abbé Delille, poeta francês,  nasceu em Clermont-Ferrand (Puy-de-Dôme) a 22 junho de 1738 e falaceu em Paris no dia 1 o 2 de maio de  1813.

[ix] Oscar Wilde, Oscar Fingal O'Flahertie Wills Wilde (Dublin, 16 de outubro de 1854Paris, 30 de novembro de 1900) escritor irlandês, Criado numa família protestante, estudou na Portora Royal School de Enniskillem e no Trinity College de Dublin, onde se sobressaiu como latinista e helenista. Ficou famoso pelo romance “O Retrato de Dorian Gray” e ao ser condenado pela prática da sodomia.

[x] Chamfort, ou Sébastien-Roch Nicolas, nasceu em Clermont-Ferrand a 6 de abril de 1741 e morreu em Paris a 13 abril de 1794, famoso como poeta e moralista.
[xi] Plínio Corrêa de Oliveira, nasceu em 13 de dezembro de 1908, em São Paulo, e faleceu na mesma capital a 03 de outubro de 2005. Trata-se do maior líder católico da atualidade, consagrando-se como “O Cruzado do Século XX” por sua intensa atividade em defesa dos princípios católicos e da Cristandade.
[xii] Johann Wolfgang von Goethe (Frankfurt am Main, 28 de Agosto de 1749Weimar, 22 de Março de 1832) escritor alemão, além de cientista, filósofo e botânico. Como escritor, Goethe foi uma das mais importantes figuras da literatura alemã e do Romantismo europeu, nos finais do século XVIII e inícios do século XIX. Juntamente com Friedrich Schiller foi um dos líderes do movimento literário romântico alemão Sturm und Drang. Como botânico descreveu a Planta Primordial, em sua obra A Metamorfose das Plantas.
[xiii] Louis Bourdaloue (20 de Agosto de 163213 de Maio de 1704), jesuíta francês e pregador, nasceu em Bourges. Aos 16 anos, entrou para a Companhia de Jesus, e foi sucessivamente indicado como professor de retórica, filosofia e teologia em vários colégios da Ordem.
[xiv] Jean (de) Rotrou, poeta e dramaturgo francês, nasceu a 21 de agosto de 1609 em Dreux onde morreu vitimado pela peste em 28 junho de 1650.
[xv] Jean-Baptiste Poquelin, conhecido como Molière (batizado em Paris a 15 de Janeiro de 1622 – faleceu na mesma cidade em 17 de Fevereiro de 1673), famoso escritor de peças de teatro, além de ator e encenador,  considerado um dos mestres da comédia satírica. Teve papel de grande importância na dramaturgia francesa, até então muito dependente da temática da mitologia grega. Usou as suas obras para criticar os costumes da época, criando o lema "ridendo castigat mores". É considerado o fundador, indirecto, da Comédie-Française
[xvi] São Isidoro, na Espanha conhecido como San Isidro Sevilha, bispo e Doutor da Igreja. Um texto antigo pinta-o com estas palavras: “Foi largo nas esmolas, insigne na hospitalidade, sereno de coração, verdadeiro nas palavras, justo nos juízos, assíduo na pregação, afável ao exortar, habilíssimo para ganhar as almas para Deus, cauto na exposição das Escrituras, sábio no conselho, humilde no vestir, sóbrio na mesa, pronto a dar a vida pela verdade e eminente em toda classe de bondades”.

sábado, 14 de julho de 2012

O Matrimônio na História da humanidade (II)


O MATRIMÔNIO NA HISTÓRIA DA HUMANIDADE (PARTE II)

 

Reflexões de Mons. Vitaliano Mattioli
Mons. Vitaliano Mattioli*
CRATO, sexta-feira, 1 de junho de 2012 (ZENIT.org) - Na sociedade romana, Roma é a pátria do direito. A legislação romana sobre  o casamento é muito importante porque  passou depois para o direito canônico. A mesma palavra “matrimônio” foi formada pelo direito romano. Matrimônio deriva do latim matris munus (ou munium)  para evidenciar o papel importante da mulher na família;  cônjuge (coniugium) “quia mulier com viro quasi uno iugo astringitur” (o homem e a mulher estão unidos no mesmo compromisso); connubio (connubium) da nubere, velar, pelo costume de pôr um véu (flammeum) sobre a cabeça da mulher.
Para os romanos o matrimônio (sempre monogâmico; nunca foi admitida a poligamia, somente tolerada) era a convivência de um homem com uma mulher com a vontade de serem marido e mulher (affectio maritalis = carinho conjugal), que se devia manifestar com uma cerimônia pública. Este elemento distinguia o casamento da união livre. No período antigo não existia o divórcio. A intenção de viverem juntos devia ser permanente, isto é, no momento do casamento as pessoas tinham que exprimir a vontade de permanecerem juntas por toda a vida. Ainda que também podia ser que no tempo esta vontade acabasse.
A familia era natural. Para o historiador Musonio Rufo (I sec. d.C.) existia somente a família legítima (união de um homem com uma mulher) abençoada por Júpiter. O casamento homossexual nao era permitido. O imperador Nero casou-se por duas vezes na forma homossexual. Porém nunca o direito romano reconheceu o casamento homossexual. Assim se encontra em Tacito, Suetonio, Dione Cassio. Cicero definiu o matrimônio: “Prima societas in ipso coniugio est…; id autem est principium urbis et quasi seminarium rei publicae” (De Officiis, I, 17, 54; O casamento é a primeira sociedade…; por isso é o primeiro princípio da cidade e o viveiro do Estado). A definição clássica do matrimônio é aquela do jurista Erennio Modestino (m. 244 d.C.): “Nuptiae sunt coniunctio maris et feminae et consortium omnis vitae, divini et humani iuris communicatio”  (Dig. 23,2,1) (União de um homem com uma mulher, uma comunhão por toda a vida, com a aceitação de tudo o que é exigido pelo direito humano e divino). Com as palavras Coniunctio maris et feminae  Modestino entendia a união sexual.  Poucos anos antes, Ulpiano com esta  coniunctio entendia o matrimônio mesmo, conteúdo no direito natural.  Ele dizia que pela validade do matrimônio não precisa a união carnal,  mas o consentimento (Digesto, 35,1,15).  Segundo Ulpiano o consenso compreende a affectio maritalis, a vontade do marido de comportar-se  com carinho e com respeito com a sua esposa.
A outra está contida nas Institutiones de Justiniano: “Viri et mulieris coniunctio individuam consuetudinem vitae continens” (Inst., 1,9,1). Nestas palavras se encontram os elementos fundamentais. A vontade dos cônjuges  é indispensável e ao menos na intenção deve ser perpétua. O matrimônio é percebido como algo de permanente:  omnis vitae. O historiador Tacito escreve: Consortia rerum secundarum adversarumque (Anales, III, 34,8), no bom e no mau destino. Plutarco na obra Brutopôe na boca de Porcia, esposa de  Bruto estas palavras: “Ó Bruto, eu me casei contigo para compartilhar a tua alegria e o teu sufrimento” (Bruto, 13). A diferença entre o casamento legítimo e a união livre era esta, portanto: a manifestação da vontade de viverem juntos por toda a vida. “Não é a união carnal mas o consentimento, a vontade, que faz o matrimônio” (Digesto, 35,1,15).  Por isso a autoridade  do pai não podia intervir sobre a vontade dos filhos, isto é, o pai não podia obrigar os filhos a casar-se se eles não quisessem: “Non cogitur filius familiae uxorem ducere” (Dig. 23,2,21).
Contrariamente às outras culturas antigas, no direito romano o casamento não era celebrado por etapas, mas somente com uma cerimônia, na qual se exprimia o consentimento. Nos primeiros séculos da história romana o matrimônio era indissolúvel.  Somente depois, no período imperial foi admitido o divórcio. Já que a vontade é o elemento essencial para a validade do matrimônio, então, passou-se a pensar que este existe até o permanecer desta vontade. Se um dos dois não quiser mais viver com o outro, o casamento termina.
Então, depois do divorcio pode-se novamente casar. A procriação é importante mas o carinho (afeto) passa que é mais importante. Porém, a procriação é um elemento do matrimônio: se falta a capacidade física de procriar o casamento é inválido. Por isso é permitido somente depois da puberdade.  É tambem proibido pelas pessoas já casadas.  O matrimônio è monogâmico. A poligamia não tem lugar no direito romano. Pelos juristas não era possivel compreendê-la. Para casar-se novamente, a primeira união deve ser desligada: “Neque eodem duobus nuptia esse potest neque idem duabus uxores habere (Gaio, Inst. 1,63; não é lícito ser casado duas vezes ao mesmo tempo, nem ter contemporaneamente duas mulheres). Era proíbido o incesto, o casamento entre os primos, tio e sobrinha, tia e sobrinha. Tudo isto confirma que o matrimônio não era algo privado, mas uma realidade pública, social.  É importante notar que a definição  de Modestino nos fala do direito  divino (divini iuris). Isto evidência uma relação do matrimônio com a divindade. Na cerimônia nupcial havia uma invocação à deusa Juno Pronuba, divindade que protegia as núpcias.
Quando a Igreja se preocupa com a família, não age fora do seu campo de ação. A Igreja faz parte da estrutura social e por isso tem o direito de exprimi a sua palavra sobre esta fundamental instituição. De fato, se a família cair, tudo vai cair.
O fato é que o matrimônio leigo e família leiga (no senso de laicista) não existe. Têm uma profunda conotação religiosa, já reconhecida seja pelos gregos seja pelos romanos.
Os gregos e depois os romanos estavam convencidos de que o matrimônio foi querido pelos deuses.  Estes dois povos tiveram bem claro a existência da lei natural (lex naturalis) precedente às leis dos homens (lei positiva). Estavam convencidos de que existia um direito anterior, uma lei não escrita, precedente às leis formuladas pelos juristas. Pelos romanos já antes das doze Tábuas da Lei o matrimônio tinha uma conotação religiosa.
A Igreja fez muitas intervenções sobre a família. Além do Concílio e muitos discursos dos Papas, as intervenções oficiais estão contidas nestes documentos: Leão XIII:  Arcanum Divinae Sapientiae (10-2-1880);   Pio  XI:   Casti  Connubii (31- 12- 1930);  João Paulo II:  Familiaris Consortio  (1981); Pontifício  Conselho  para a Familia:  Família,  Matrimônio e “uniões de fato” (2000).
O Papa Bento XVI participará do Encontro de Milão e reapresentará ao Mundo o pensamento oficial da Igreja sobre o matrimônio e família no século XXI.
* Mons. Vitaliano Mattioli, nasceu em Roma em 1938, realizou estudos clássicos, filosóficos e jurídicos. Foi professor na Universidade Urbaniana e no Pontificio Instituto São Apollinare de Roma e Redator da revista "Palestra del Clero". Atualmente é missionário Fidei Donum na diocese de Crato, no Brasil.
Fonte: ZENIT.org

Transcrito do blog UMA SÓ CARNE

O Matrimônio na História da Humanidade (I)


O MATRIMÔNIO NA HISTÓRIA DA HUMANIDADE (PARTE I)

 

Reflexões de Mons. Vitaliano Mattioli
Mons. Vitaliano Mattioli*
CRATO, quarta-feira, 30 de maio de 2012 (ZENIT.org) – De hoje, 30 de maio até
 o 3 de junho celebra-se em Milão (Itália) o VII Encontro Mundial das Famílias, que tem como tema: “A família, o trabalho, e a festa”.
É inútil repetir o quanto a família esteja ameaçada hoje. Basta uma simples reflexão para dar-se conta de uma verdadeira conjura contra a instituição familiar.
O encontro de Milão tem por objetivo sensibilizar a consciência social e colocar de
 novo a família no lugar que lhe corresponde, ou seja, no centro da sociedade.
Nessa reflexão de hoje partimos do princípio de que o Estado vem depois da família.
É o conjunto das famílias que constitui o Estado. Por isso o Estado não tem o poder de colocar as mãos em características fundamentais do instituto familiar, mas somente providenciar que a família sobreviva como instituição natural da sociedade.
Vejamos, por exemplo, como em em todas as culturas encontramos disposições em defesa da família como sociedade natural fundada sobre o matrimônio. Façamos um percurso histórico.
No Código de Hamurabe (1750, mais o menos, a.C.)  está escrito: “Se um homem  se casou com uma mulher, mas não concluiu o contrato com ela, esta mulher nao pode ser acreditada como esposa legítima” (n. 128);  Se uma mulher casada é  surpreendida na cama com um outro homem, todos os dois devem ser amarrados e afogados” (n. 129).
Já no V sec. a.C. os textos confucianos  nos falam da família como fundamento do Estado. Se a família não  vive conforme as virtudes, também o Estado não pode está bem. Para formar uma família virtuosa, a pessoa  deve esforçar-se para ser perfeita antes de casar-se.
Na sociedade da antiga India, conforme a descriçao do Kamasutra, o Tratado sobre o amor, descrito por Mallanaga Vatsyayana (III Sec. d.C.), o casamento é algo sagrado, é uma obrigação religiosa que envolve a comunidade. As famílias estão comprometidas no casamento dos filhos. Isto porque o casamento não é um fato privado.
As leis do Manu (não tem uma data certa; mais ou menos entre o sec. II a.C. e o sec. II d.C.). No cap  terceiro  faz a lista  de oito modalidades para casar uma mulher e dos impedimentos.
Na antiga Grécia, já antes de Homero, o matrimônio era considerado o fundamento da sociedade. A familia por meio do  casamento, era a condição indispensável para a propagação da espécie humana. A família, nos antigos poemas, é apresentada com grande estima. Também nos tempos antigos, o casamento não tinha  uma legislação bem marcada, porém já aparece como um fato social; tem algumas cerimônias públicas e condições para que fosse um casamento reconhecido. Parece que a primeira forma legal específica foi introduzida pelo legislador Solon (Sec VI a.C.) que evidenciou as condições para que um casamento fosse reconhecido legitimo. Péricles (451 a.C.)  pusera outras condições. O casamento tinha um caráter sagrado. Terminada a festa do casamento, os casais agradeciam aos deuses, oferecendo um sacrifício, especialmente a Eros e Afrodite. O último ato consistia no registro do casamento no livro chamado fratria, junto a duas testemunhas.
Na segunda parte veremos como no Império Romano, pátria do Direito, o Matrimônio era uma instituição muito valorizada.
Mons. Vitaliano Mattioli, nasceu em Roma em 1938, realizou estudos clássicos, filosóficos e jurídicos. Foi professor na Universidade Urbaniana e no Pontifício Instituto S. Apollinare em Roma e Redator da revista "Palestra del Clero". Atualmente é missionário Fidei Donum na diocese de Crato, no Brasil.
Fonte: ZENIT.org

Transcrito do Blog UMA SÓ CARNE




Educação, gentileza e os direitos pessoais

Muita gente não sabe definir na vida real o que seja educação. A ponto dos próprios intelectuais, e com eles o Governo, haver instituído um ministério inadequadamente chamado de "educação e cultura". Poderiam chamá-lo de instrução, de didática ou qualquer outro termo mais adequado, mas nunca de educação, pois esta requer outros requisitos e não é feita somente com leitura e escola. Tanto que temos hoje muitos doutores que são mestres em falta de educação, quer dizer, falta de gentileza, de cortesia, etc. É o caso, por exemplo, dos velhos de nosso tempo. Instituíram para eles uma prerrogativa, um privilégio, dizendo que é para facilitar suas vidas, pela qual os bancos, as lojas e diversos outros lugares públicos são obrigados a reservar caixas e filas "preferenciais" junto com grávidas e deficientes físicos.  Mas o que resulta disso? É que nossos idosos (e me incluo entre eles na qualidade de idoso, mas não de mal-educado) se tornaram muito mais mal-educados do que lhes permite os achaques da velhice. Tenho visto cenas deprimentes. Uma delas foi a de um senhor e uma senhora (ambos não tão velhos) afrontando uma mulher negra, tentando tirá-la daquela "fila dos idosos" porque não era o lugar dela. A negra ria e nada respondia, demonstrando ter muito mais educação do que os dois velhotes. O gerente da loja foi chamado, conversou com a negra e respondeu aos dois revoltados que nada podia fazer. Que disse a negra a ele? Que estava grávida? E se não estivesse, como se comprovaria sua gravidez? Ou será que ela ameaçou processar a loja por preconceito racial? Seria ir longe demais, mas é assim o mundo de hoje. Ameaçaram chamar a televisão a fim de registrar aquilo que eles julgavam um acinte, isto é, uma mulher aparentemente jovem, de cor negra, em frente aos dois velhos na mesma fila, um lugar que eles dizem ser "exclusivo". É claro que a TV não veio, talvez estivesse interessada em casos que lhes desse mais audiência ou nem sequer foi chamada.
O que manda a boa educação que se faça numa ocasião como essa? Como cavalheiro seria o caso do velho oferecer o seu lugar na fila para aquela senhora, pois o "direito" de um lugar numa fila é muito pequeno, não nos causa nenhum constrangimento cedê-lo pra alguém, além de demonstrar que possuímos gentileza e educação para com nosso semelhante. Brigar pelo lugar numa fila não é prerrogativa de um direito, mas tremenda falta de educação.
A chamada "fila dos idosos" está tornando os velhos de hoje muito mais mal-educados. Além do mais, geralmente um idoso é um aposentado, não tem compromisso com trabalho: então porque tanta pressa? Porque não ceder o lugar a uma outra pessoa que tem compromissos mais urgentes, como o trabalho ou a escola, enquanto que o velho vai sair daquela fila e ir, por exemplo, jogar dominó na pracinha?
Quanto ao fato de se alegar aleatoriamente que defender o lugar na fila é um "direito", há que se esclarecer que existem vários graus de direitos. Nesta graduação, existem os direitos de pequena importância que não nos causam nenhum prejuízo, como ceder um lugar na fila ou na rua, dar passagem a alguém, etc Ceder tais direitos para o próximo é uma questão de gentileza, de boa educação: é assim que agem os bons cavalheiros e as boas damas.





terça-feira, 5 de junho de 2012

Menina que ia ser abortada por ser fruto de estupro é a alegria de seu lar



Buenos Aires, 04 Jun. 12 / 08:33 pm (ACI) - A revista argentina Família e Vida do mês de junho revelou que Luz María, a menina que ia ser abortada por ter sido produto de um estupro, converteu-se agora na alegria do lar.

O caso de Luz María comoveu a província de Misiones (Argentina), pois vários organismos "defensores dos direitos humanos", meios de comunicação e representantes do Governo queriam que fosse abortada por ter sido gerada após um estupro. Entretanto, a família optou pela vida.

"Para nós, foi uma corrida contra o relógio. Se tivéssemos que definir o que vivemos no início deste caso diríamos que os primeiros cinco dias foram os mais intensos que enfrentamos. Dadas as circunstâncias, cada hora que passava, cada minuto, podia ser determinante para a vida da pequena Luz María que no ventre materno esperava uma sentença", afirmou Julieta Lardies, delegada da Rede Federal de Famílias na província de MIsiones cuja ação foi decisiva para a vida da menina.

A revista afirma que este testemunho é fundamental frente ao avanço atual em grande quantidade de hospitais públicos argentinos de protocolos para efetuar abortos nos casos de mulheres estupradas, logo após a deplorável e nefasta sentença da Corte Suprema de Justiça da Nação que regulou a favor da prática anti-vida.
Fonte:
http://www.acidigital.com/noticia.php?id=23725

terça-feira, 22 de maio de 2012

Facebook pede desculpas por retirar fotos de bebê anencéfalo

Mais um caso de bebê anencéfalo que sobrevive após o parto, desta vez por poucas horas, mas comprovando que trata-se de um ser humano que, embora com pouto tempo de vida, tem o direito de exercê-la, nem que seja o tempo suficiente para ser batizado. Vejam a notícia. Washington, 22 May. 12 / 12:19 am (ACI/EWTN Noticias).- A cede social Facebook pediu desculpas a Heather Walker, após haver retirado repetidamente suas fotos e inclusive seu perfil, onde mostrava fotos de seu pequeno filho que nasceu com anencefalia e faleceu após oito horas do parto. No dia 20 de maio, o Facebook emitiu um comunicado assinalando que depois de investigar o caso, "concluímos que a foto não viola nossas diretrizes e foi removida por erro". Depois de justificar sua atuação motivada por denúncias feitas por usuários, o Facebook expressou suas condolencias à familia Walker "e nos desculpamos sinceramente por qualquier inconveniente". Heather Walker exigiu respostas à rede social Facebook, logo que esta removeu repetidamente as fotos que subiu após o nascimiento de seu filho, que padecía uma enfermiade congênita. O pequeno Grayson James Walker nasceu a 15 de fevereiro de 2012 em Memphis, estado de Tennessee (Estados Unidos), com anencefalia, um estranho mal que ocasiona que o bebé careça de partes do cérebro e do crânio. Heather y Patrick Walker, pais do menino, souberam a partir das 16 semanas da gravidez que seu filho não sobrevivería muito tempo após o parto. Em declarações à imprensa americana, Heather Walker revelou que os médicos "nos deram a opção do aborto", sem embargo ambos os pais optaram por buscar força em Deus. "Meu esposo e eu começamos a rezar, y sabíamos que Deus sabía desde o principio dos tempos que nos ha considerado por isto", indicó. Após acatar as desculpas do Facebook, Walker expressou que se sente contente de que a controvérsia tenha despertado a atenção sobre a anencefalia e "sensibilizado a importância de escolher a vida".

Samba Lelê com Dafne

domingo, 6 de maio de 2012

Questão de aborto de anencéfalos continua chocando a opinião pública

Engana-se o STF se com decisão de descriminalizar o aborto de bebês com anencefalia, encerrou a questão como se fossem a voz suprema da decisão. Agora, mais do que nunca, a opinião pública vai ficar mais contrária a tal monstruosidade, especialmente quando começar surgir os casos de médicos darem o diagnóstico errado propositadamente para facilitar o crime abortivo. O bebê mostrado na reportagem abaixo, feita pela Canção Nova, foi levado ao plenáriodo STF e mostrado aos ministros para comprovar que um anencéfalo vive, sim, após o porto, inclusive o caso concreto desta criança ainda viva - e ali bem na frente deles! Nada adiantou, e promulgaram a "lei".

terça-feira, 27 de março de 2012

As abortistas nao representam a mulher brasileira!

Renata Gusson Martins, mãe de cinco filhos, participou na Sessão da Subcomissão permanente em defesa da mulher, uma audiência para debater as políticas públicas para a saúde da mulheres, presidida pelas Senadoras Angela Portela (PT); Ana Rita (PT); Lídice da Mata (PSB), ocorrida em Brasília no dia 08 de março, Dia Internacional da Mulher. Para a ocasião as senadoras da subcomissão convidaram mulheres financiadas pela Fundação MacArthur para falar sobre a “saúde” da mulher, mas não estenderam o convite às organizações de defesa da vida e de amparo a mulheres grávidas. No entanto, mesmo sem convite, essas iniciativas pró-vida se fizeram presentes em Brasília na audiência, para surpresa geral das senadoras e das feministas convocadas.
Usando da palavra Renata denunciou que as abortistas e feministas financiadas por fundações internacionais como a Rockefeller, Ford e MacArthur, as quais ferindo a soberania do país vêm promovendo o avanço da legislação pró-aborto em Brasilia, simplesmente não representam a mulher brasileira e seus verdadeiros interesses.
O vídeo já foi visto mais de 30 mil vezes em apenas uma semana no Youtube. Foi gravado pela TV Senado (Brasil).
Renata afirmou que causava “muita tristeza” observar naquela data, especial para as mulheres de todo o mundo, que outras mulheres supostamente comprometidas com o bem das brasileiras, ao seguir piamente os manuais das organizações estrangeiras que querem promover o aborto na América Latina, simplesmente “não representam” as mulheres do Brasil, onde mais de 70% da população rechaça o aborto.
“As senhoras não representam a mulher brasileira. É preciso dizer isso!”, reafirmou Renata Gusson, e criticou as senadoras pela má representação que fazem da mulher brasileira, ao comprometer-se com a agenda pró-aborto. Renata falou apenas três minutos, mas deu o seu recado cristão contundente, sem medo, corajosamente. Ela questionou a instrumentalização das senadoras e a de organizações feministas que se dedicam profissionalmente à tarefa de fomentar, junto ao poder legislativo, leis que promovem a legalização do aborto, de maneira especial no contexto da Reforma do Código Penal Brasileiro.
Renata Gusson lembrou sobre a terrível realidade que, uma vez permitido o aborto, a exemplo do que ocorre nos Estados Unidos, a maior parte das clínicas seriam estrategicamente instaladas em regiões de baixa renda e em bairros de moradores predominantemente negros prejudicando estas populações.
“A senhora como secretária de políticas especiais de ações afirmativas sabe que o aborto nos Estados Unidos é legalizado até os nove meses desde 1973. E a maior quantidade de clínicas de aborto se concentram em bairros pobres e negros. Infelizmente esta é uma estrutura, uma engrenagem que se forma simplesmente para aprovar o aborto em um país. Infelizmente secretária, não se tem amor por mulher nenhuma”. “E quem vai morrer, Secretária?” questionou Renata quem imediatamente respondeu: “50% das crianças abortadas são mulheres. As que vão morrer são as mulheres, e especialmente as crianças negras”.
“Eu queria deixar esta manifestação e pedir que as senhoras representassem as mulheres do Brasil e não representassem interesses estrangeiros, contrários à população brasileira”, concluiu Renata Martins.
Renata fez um verdadeiro desabafo pela grande maioria do público que repudia o aborto.
O vídeo pode ser visto em:
http://www.youtube.com/watch?v=dRD-3ZcoxxY
É lamentável constatar que são especialmente algumas mulheres que militam na política, que lutam para implantar o aborto livre no Brasil; são algumas deputadas, senadoras e ministras. Será este o papel da mulher? Destruir a vida? Matar o ser humano indefeso, no útero materno? Nada mais oposto à missão da mulher, que é gerar a vida, proteger a vida, cuidar da vida.
Por isso, o grito de Renata, em apenas três minutos é o grito que estava preso em nossas gargantas, contra um sistema malvado que implanta a passos largos a “cultura da morte”. Deus seja louvado pela Renata, por suas palavras e sua coragem.



quinta-feira, 15 de março de 2012

É operada dentro do ventre de sua mãe e fica curada de doença mortal

O Hospital Clínic de Barcelona e o Hospital Sant Joan de Deus operaram pela primeira vez no mundo uma bebé de 26 semanas que sofria uma doença pulmonar que leva à morte fetal em 90 por cento dos casos, permitindo que a menina nascesse saudável com 2,54 quilos na semana 38,6 da gestação.
A pequena Alaitz (que significa "alegria" em basco), e que agora tem 20 meses leva uma vida "completamente normal", passou por outra intervenção cirúrgica definitiva aos 13 dias de vida, quando os cirurgiões removeram lóbulos pulmonares danificados por uma lesão brônquica, conhecido como atresia brônquica, na parte principal do pulmão direito.
A menor apresenta um desenvolvimento neurológico, cardíaco e respiratório correto, e os protagonistas da delicada intervenção - os especialistas em medicina e terapia fetal e terapia do Hospital Clínic, Eduard Gratacós e Josep Maria Martinez junto ao neonatalogista Castanon Montserrat e o neonatalogista Julio Moreno de Sant Joan de Déu- congratularam-se com a descoberta.
Um ultra-som de 20 semanas de gestação no Hospital de Mollet del Vallès (Barcelona) fez soar o alarme da lesão potencialmente mortal , cuja a detecção precoce - descrita anteriormente, mas não tratada -, levou a mãe às mãos dos especialistas que a intervieram por via endoscópica quando o bebê pesava 800 gramas.
Como havia explicado Gratacós, a novidade é que ele nunca tinha lidado com esta lesão nos brônquios, que conduzia à morte inevitável dos bebês por insuficiência respiratória, e faz um ano e meio a equipe conseguiu operar com sucesso através da inserção de um cateter de 3 mm pela boca de um bebê para chegar aos brônquios afetados para que o pulmão pudesse crescer normalmente.
Atualmente existem cirurgias fetais para patologias consolidadas, mas a que foi apresentada nesta terça-feira em conferência de imprensa é rara e afeta apenas 40 casos na Espanha e cerca de 300 no mundo, onde tanto o Clínic e o Sant Joan de Déu são hospitais de referência em programas de medicina fetal.
Para a mãe, a operação teve o mesmo risco da amniocentese, e garantiu que a sua pequena, tem sido muito sorridente para os jornalistas, levando uma vida "completamente normal".
Uma em cada 550 gestações apresenta anomalias fetais, e uma em cada 10.000 sofre desta anomalia congênita, que geralmente aparece na segunda década de vida, como foi observado pelo cirurgião Castanon Montserrat.
O Programa de Cirurgia Fetal da Clínica-Sant Joan de Déu atende anualmente mais de 200 casos de patologia fetal, e os seus membros participaram na concepção de várias das técnicas utilizadas hoje no mundo.