sexta-feira, 27 de setembro de 2013

O DEFENSOR DO PRINCÍPIO DA MAIORIA TEM MEDO DESSA MESMA MAIORIA?


 Um dos princípios essenciais que regem as constituições modernas, inclusive a nossa, é o do sufrágio universal. Baseia-se ele na tese de que a maioria deve prevalecer para se fazer  com que o direito seja corretamente aplicado.  Não se cogita aqui se tal princípio é ou não correto, mas que ele vigora, apesar de opiniões contrárias;  no entanto, não foi com base nesse princípio universal que o STF aprovou temas tão controversos, como:
a – aborto de anencéfalos, tema polêmico, mas com imensa maioria contrária;
b – liberalização das passeatas em defesa da maconha, não desejada pela imensa maioria de nosso povo;
c – casamento homossexual, tema também muito controverso, mas desejado apenas por uma minoria irrisória;
d – aceitação dos embargos infringentes aos acusados do mensalão, permitindo uma liberal e grande chance de defesa aos criminosos, coisa incomum e não acessível a  outros delitos analisados pela mesma corte.
Segundo o último ministro a votar, a suprema corte precisa agir com liberdade, sem pressões de qualquer espécie, pois nisso reside o respeito ao estado de direito. O Ministro foi porta-voz dos outros cinco, não falou por si somente. Mas, usando de tal argumento, caiu numa contradição, pois se a maioria merece ser ouvida não quer dizer que erra quem a segue como se fosse coagido por ela, nem também que a mesma esteja sempre correta.  Acatar ou não a maioria é, pois, indiferente no que diz  respeito à verdade. E o que ficou patente para toda a população, para a maioria, portanto, é que ele e seus cinco companheiros sacramentaram a impunidade. Mais uma vez. E que, certamente, estão com a razão os cinco que votaram contra os embargos, e votaram não porque sofreram pressões, mas porque tiveram liberdade para aplicar a lei aos criminosos.  Enfim, 5 tiverem liberdade para acertar e seis para errar;  estes últimos erraram certamente por causa de suas afinidades comprovadas com os culpados.
Mas, os ministros, ao votarem contra a maioria do povo, têm medo dela? Como, se a enfrentaram e até foram contra ela? É contraditório, mas, na realidade, o medo deles não é da maioria, mas de ficar mal perante o seu grupo: o argumento da pressão popular, da maioria, pois, é apenas um subterfúgio, um sofisma para justificar o voto impopular que beneficia o grupo de amigos. A afirmação da necessidade do voto ser livre de pressões é mais uma desculpa esfarrapada para justificar sua incômoda  situação.
Se analisarmos bem, todos os votos que eles já emitiram nos últimos dias, especialmente em temas polêmicos, o fizeram com solene desprezo da maioria. A aprovação do aborto, da liberação da passeata da maconha, do casamento homossexual, etc., etc. Desde o momento em que a moral se tornou um elemento alheio à Justiça, esta começou a errar e a cometer injustiças. Homens sem moral não conseguirão nunca fazer prevalecer a justiça. E eles não respeitaram nem sequer a “moral” republicana, que manda respeitar o princípio da maioria, do sufrágio universal que a Constituição erigiu como coluna mestra do direito moderno. Certamente vão dizer que não caberia aqui tal princípio, só utilizado no caso das eleições. Ora, se tal princípio existe como normal geral da constituição, embora seja mais usado no caso de eleições, não quer dizer que ele perca seu valor nos casos comuns de decisões importantes para a população.  Sufrágio é o direito que o indivíduo tem de exercer sua cidadania, é a essência do direito político.  Nossa constituição diz que “a soberania popular é exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, etc.”:  neste texto ambas as coisas são distintas – o voto e o sufrágio universal. A população quando reclama perante o STF que criminosos sejam punidos na forma da lei está, assim, cumprindo o princípio constitucional do chamado sufrágio universal. Com a palavra os especialistas do direito...


terça-feira, 23 de julho de 2013

quinta-feira, 18 de julho de 2013

quinta-feira, 6 de junho de 2013

MEMÓRIAS DE UM CAVALCANTI






Um patriarca da família Cavalcanti mereceu de Gilberto Freire a edição de um livro. Trata-se da obra “O Velho Félix e suas Memórias de um Cavalcanti”, publicada pela Livraria José Olympio Editora em 1959. Félix Cavalcanti viveu em Recife no século XIX, tendo presenciado várias agitações políticas de sua época, deixando-as quase todas registradas em um diário. Daí porque a importância sociológica da obra.

Era monarquista, mas não se envolvia em política partidária. Para ele a monarquia simbolizava o equilíbrio, a ordem, a segurança e a estabilidade. No prefácio da referida obra, comenta Lourival Fontes: “A Monarquia continuava como o equilíbrio dos poderes, o respeito da lei e da justiça, o símbolo das causas e dos direitos humanos. Nela não há tiranos para exercer o despotismo nem eleições manipuladas com audácia e dinheiro. Porque era uma utopia, as perspectivas da República o apavoravam, as degenerações e balbúrdias o deprimiam, os atentados, violências e terrores o petrificavam”. (op. cit. pp. XXIII).

Os argumentos que Félix Cavalcanti usava contra a república eram muito fortes, perguntando:- “quem nos garante que o Brasil se torne uma Suíça grande e não uma outra Venezuela?” - ”O nascimento de um herdeiro ao trono é garantia contra a reprodução de freqüentes eleições para presidentes da república; eleições que não passam de comédias, e são às vezes calamidades”...- “Num país constitucional, a ascensão de um herdeiro ao trono quase não importa; quem distribui justiça são os juízes; quem legisla são os representantes da nação; porque quem governa são os ministros; o soberano, porém, equilibra os vários poderes nas suas relações uns com os outros e assegura a continuidade e a perpetuidade desse equilíbrio político”. E noutra oportunidade: “Esta Utopia, que os tontos de Paris apregoam com o nome de república, há de ser sempre o que tem sido até hoje. Uma utopia: nada mais”.

Quando a Monarquia caiu, ele lamentou muito. É importante, a este respeito, o depoimento do próprio Gilberto Freire: “Posso, aliás, adiantar, nesta introdução às memórias de Félix Cavalcanti, que das autobiografias que já recolhi de brasileiros de várias profissões e de diversas regiões, homens e senhoras maiores de 50 anos, como respostas a um inquérito organizado para servir de lastro a trabalho próximo – Ordem e Progresso – sobre a paisagem social dos últimos anos da Monarquia e do começo da República no Brasil, grande número de pessoas, não revelando sebastianismo nenhum, nem desejo, mesmo vago, de restauração do Império, lamentam tanto quanto o velho Félix Cavalcanti a substituição da Monarquia pela República em 1889. Donde se conclui que a Monarquia ou o Rei, ou melhor, o Imperador, melhor ainda, Dom Pedro II, tem sido e ainda é um defunto chorado no Brasil. Chorado por juízes, desembargadores, professores, homens do povo, advogados, padres, funcionários públicos, médicos, senhoras ilustres. Choradíssimo por Félix Cavalcanti de Albuquerque Melo, obscuro contemporâneo do monarca e que não tendo recebido de Sua Majestade nem sequer pretendido do seu augusto governo, nenhum favor especial, nem nenhum título ou crachá, nem nenhuma comenda, foi apenas um provinciano de tendências conservadoras e de feitio aristocrático que se identificou com a causa monárquica por gosto e por princípio” (pág. XLIV).

Gilberto Freire comenta em sua Introdução no referido livro que Félix Cavalcanti era um remanescente da aristocracia rural vindo para a cidade. Tratava-se de um patriarca “com enorme família, escravos velhos, crias dentro de casa; com imensa mobília de jacarandá maciço, guarda-louça e aparadores de amarelo, camas de canduru, santuário, armário, baús, mesa de jantar para vinte pessoas, a coleção inteira dos romances de Alexandre Dumas, a História Universal de César Cantù, os romances de Eugênio Sue, o retrato do Visconde do Rio Branco” (op. cit. pág. XXVIII). Destaca ainda o fato do velho Félix haver se mudado constantemente de residência quando foi morar em Recife, trocando “de casa, de rua, de bairro e um pouco de cidade. De idéias, muito pouco. E muito pouco de hábitos, de sentimentos, de preconceitos. Em muita coisa conservou-se no Recife do século XIX o aristocrata do engenho do Sul de Pernambuco; o Cavalcanti de Albuquerque Melo de outros tempos; o matuto fidalgo desconfiado do Povo, da Cidade, da Democracia, da Abolição, da República”.

Apesar dos Cavalcanti desfrutarem de grande prestígio e poder em Recife, assenhoreados dos mais importantes cargos políticos, administrativos e judiciários, Félix Cavalcanti mantinha-se completamente alheio a tudo e levando sua pacata vida sem lutar por honrarias e cargos. João Maurício Cavalcante da Rocha Wanderley era juiz de Limoeiro; Álvaro Barbalho Ucha Cavalcanti, de Rio Formoso; Manuel de Holanda Cavalcanti, de Pau d’Alho; Francisco Xavier Cavalcanti era chefe da Repartição do Selo, etc. De tal sorte que suscitaram várias violências contra a família, talvez por causa da inveja que causavam: “Daí as violências contra Cavalcantis e outros aristocratas de engenhos praticadas por Chichorro da Gama quando a Presidência da Província passou dos oligarcas para os liberais, seus adversários terríveis. “A influência da família Cavalcanti não era um fato de 1835, mas datava de tempos remotos; que essa influência não era obra do poder ou da revolução, mas procedia da “natureza das coisas”; que era influência que sempre teve uma família numerosa, antiga e rica e “cujos membros sempre figuraram nas posições sociais mais vantajosas; na primeira Legislatura de 1824, cinco membros desta família foram eleitos deputados; na segunda e terceira legislaturas seis Cavalcanti obtiveram essa honra popular; ...E ainda: “Esses Cavalcantis antes da nossa emancipação política já figuravam como capitães-mores, tenentes-coronéis e oficiais de ordenança e milícia e em todos os cargos da governança; os engenhos que a maior parte deles tem foram havidos por herança...” (op. cit.).
                                    (Chichorro da Gama)

Félix Cavalcanti de Albuquerque descendia das mais velhas estirpes do Sul de Pernambuco, com parentesco nas diversas famílias importantes da região, os Melo, os Barros Wanderley, os Bezerra, etc. Destacou-se por ter sido um homem capaz, honrado, vivendo do trabalho honesto, sem nunca ter recorrido a favores políticos para si ou para os seus, nunca obteve um cargo público, simplesmente porque não queria, embora sua família estivesse em ruína financeira. Apesar de provir do meio rural era dotado de alguma instrução, diferentemente de seus parentes, os quais, segundo Gilberto Freire, eram o exemplo de família rica e pouco instruída. Era homem de “muita leitura”: havia lido grande número de livros, revistas, almanaques, até mesmo jornais em que chegou a colaborar. Dentre os livros que possuía se destaca uma obra de Cesare Cantu, católico liberal muito conhecido na Itália por haver publicado uma História Universal em 35 volumes. Era a época em que se discutiam muito sobre a Igreja, o poder civil dos papas, era a época de Pio IX e a luta pelos direitos da Igreja.
                                         (Cesare Cantu)

O relato das memórias desse Cavalcanti mostra um fato social hoje estudado por vários sociólogos: a crescente urbanização do Brasil e em conseqüência a "desruralização" da antiga aristocracia feudal ocorridos a partir de meados do século XIX. Félix Cavalcanti e seus irmãos perderam o engenho com a morte do pai e foram forçados a mudar-se para a cidade a procura de melhores recursos para suas famílias, aliás muito numerosas e de muitos filhos. Em Recife, consegue se manter com um modesto emprego na Santa Casa: “De Félix se pode dizer sem exagero que, dentro da sua modéstia de empregado da Santa Casa, conseguiu conservar, além da nobreza da família, a chamada nobreza moral tão dificilmente preservada em meios urbanos por indivíduos vindos de áreas rurais”.

Assim, Félix Cavalcanti é modelo de um grupo de pessoas que tiveram que abandonar a vida rural pela da cidade, gente que se havia enobrecido pela atividade campestre, com semelhança ao feudalismo europeu, mas que repentinamente se acharam empobrecidas e se viram forçadas a enfrentar a dura vida da cidade.

O velho Félix também possuía muita bondade

Em suas memórias Félix Cavalcanti conta como era sua vida particular e de família. Registrou que quando passava pelas ruas de Recife e ouvia gritos de escravos pedindo ajuda, às vezes maltratados por algum senhor desalmado, ele imediatamente interferia, pedia misericórdia para o pobre coitado. Era comum os senhores de escravos atenderem a tais pedidos feitos por “gente distinta”, como o era Félix Cavalcanti.

Em outra oportunidade, ficou bastante sensibilizado com o pedido de ajuda que alguém lhe fez, e o velho Félix viu-se na obrigação de fazer uma coisa de que não gostava, mas o fez para ajudar alguém: teve que pedir a um filho interferência para conseguir emprego para uma pessoa. O caso marcou tanto sua vida que ele dedica várias páginas de suas memórias o contando.

Um dos momentos em que ele foi mais chamado a praticar suas virtudes foi por ocasião da peste do “cholera morbus”, que vitimou a cidade de Recife a partir de janeiro de 1854. Segundo Félix Cavalcanti, “A morte ameaçando a todos, os cadáveres ficavam insepultos, a cidade entregue à desolação”. E mais adiante: “Via-se com uma mistura de dor e de indiferença morrer o amigo, o pai, o filho e o esposo, e a sensibilidade já adormecida não manifestava o pesar intenso que a todos devia dilacerar”. Houve dia em que falecerem 120, mortandade espantosa numa cidade que contava na época com 6 mil habitantes.

E Félix Cavalcanti se redobrava em cuidados, pois trabalhava na Santa Casa de Misericórdia, onde os moribundos eram atendidos e faleciam. Certa feita deixaram com ele uma mulher dizendo que havia morrido e que providenciasse o enterro. Logo ele verificou que a mulher ainda vivia, conseguiu reanimá-la e, medicando-a, salvou-a.

Eis aí mais um exemplo de bondade que precisamos conhecer e praticar. O Sr. Batista, o principal personagem homenageado neste blog, não chegou a tanto, mas certamente se estivesse numa posição semelhante à do velho Félix teria feito o mesmo, pois esta bondade é própria do sentimento cristão que em nós nasce com o batismo e cresce com a prática dos chamados "conselhos evangélicos", deixados por Nosso Senhor Jesus Cristo para que todo cristão possa atingir a perfeição na prática do Bem. Há algo de comum nestes dois personagens, que é a prática da bondade, esta bondade natural tão característica de nosso sertanejo.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

JORNALISTA DIZ QUE SABIA DA RENÚNCIA DO PAPA DESDE O ANO PASSADO


 
 
Está circulando pela internet o texto do artigo de um jornalista italiano, católico, sobre a renúncia de Bento XVI com o teor abaixo:
 

Autor: Antonio Socci | 12 de fevereiro de 2013.
A renúncia de Bento XVI não é somente uma notícia explosiva, mas um evento epocal, sem precedentes (pode-se citar o caso de Celestino V, há setecentos anos, mas foi um acontecimento muito diferente, num contexto bem diverso).
O que está acontecendo diante de nossos olhos é um acontecimento que, pela sua própria natureza planetária e espiritual, faz empalidecer todas as outras notícias de acontecimentos destes dias e certamente não tem relação alguma com elas (a começar com as eleições italianas).
Ontem, Ezio Mauro, na reunião de redação de "República" transmitida no site, e que obviamente foi dedicada ao pontífice, revelou que Bento XVI chegou a esta decisão "depois de uma longa reflexão. Hoje pela manhã – acrescentou Mauro – ele nos disse que já tinha tomado a decisão há tempo e que mesmo assim a manteve no segredo".
Na realidade a decisão foi tomada, pelo menos desde o verão de 2011 e não era mais uma notícia secreta desde 25 de setembro de 2011, quando, neste jornal, eu a trouxe à luz, tendo dela sabido de diversas fontes, todas confiáveis e independentes umas das outras. Naquela ocasião, a entrega do cargo fora pensada, por Ratzinger, para o seu aniversário de 85 anos, ou seja, na primavera de 2012.
O problema é que, dois meses depois do meu artigo, no outono de 2011, começou a eclodir o caso do vazamento de informações do Vaticano (conhecido como Vatileaks) e imediatamente ficou claro – até que não se concluísse o caso – que o Santo Padre não colocaria em prática sua decisão. De fato, no livro de entrevista publicado há alguns anos, "Luz do mundo", com Peter Seewald, analisando a possibilidade de renúncia de forma teórica, explicara que, quando a Igreja se encontra em meio a uma tempestade, um Papa não pode renunciar.
Por isto, no dia 11 de março de 2012, faltando um mês para o aniversário de 85 anos do Pontífice (que é 16 de abril), eu escrevi nesta coluna: "É necessário que se diga que a tempestade que se abateu nestes meses sobre a Cúria vaticana, em particular sobre a Secretaria de Estado, afastou a hipótese da renúncia do Papa, o qual sempre deixou claro que a renúncia deve ser excluída quando a Igreja está em grande dificuldade, pois poderia parecer uma fuga da responsabilidade". A forma como os fatos se desenvolveram posteriormente confirma esta reconstrução. Já que a renúncia do Papa aconteceu, finalmente, passado exatamente um mês da conclusão definitiva do caso Vatileaks, com o perdão concedido ao mordomo Paulo Gabriele.
Sinal de que esta renúncia já havia sido efetivamente pensada no verão de 2011.
Eis as razões apresentadas ontem pelo Papa: "cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idôneas para exercer adequadamente o ministério petrino".
Com sua habitual clareza, o Papa disse a simples verdade e fez a escolha que considera a melhor para o bem da Igreja, escolha esta, aliás, de humildade, que é uma característica importante de sua humanidade e de sua fé.
Nós, no entanto, podemos e devemos observar que quase todos os papas precedentes envelheceram e permaneceram no cargo, embora com forças reduzidas, governando através de seus colaboradores.
Pode-se então levantar a hipótese que Bento XVI não tenha feito esta escolha por julgar não ter colaboradores à altura desta tarefa (com a sua renúncia, decaem os cargos mais importantes da cúria).
Pode-se claramente dizer que Bento XVI foi um grande pontífice e que o seu pontificado foi – ao menos em parte – dificultado por uma Cúria que não estava à sua altura, mas também pela escassa sintonia com o Papa por parte do episcopado.
Joseph Ratzinger, que confirma ser um papa extraordinário também com esta sua saída de cena, certamente carregou a cruz do ministério petrino sofrendo muito e dando tudo de si mesmo(não lhe faltaram nem incompreensões, nem desprezo).
Foi uma pena verificar que o seu esplêndido magistério muitas vezes não foi escutado.
Quando publiquei o meu furo jornalístico, escrevi que teria o desejo de ser desmentido pelos fatos e esperava que nós católicos rezássemos para que Deus nos conservasse este grande Papa por mais tempo.
Infelizmente, muitos crentes, ao invés de escutar este meu apelo à oração se puseram a me atacar, como se fosse crime de lesa majestade dar a notícia de que o Papa estava considerando a renúncia. Uma reação puritana que demonstra um certo clericalismo bem comum. Bento XVI – com a sua constante apologia da consciência e da razão – está entre os poucos que não possuem uma mentalidade clericalista.
Basta recordar que não hesitou em chamar com o seu nome próprio todas as pragas da Igreja e de denunciá-las como jamais se fizera.
Na sua admirável liberdade moral ele não hesitou nem mesmo em desmentir alguns de seus colaboradores mais próximos sobre o "segredo de Fátima". Aconteceu em 2010, quando decidiu fazer uma repentina peregrinação ao santuário português e lá declarou:
"Iludir-se-ia quem pensasse que a missão profética de Fátima esteja concluída [...] Na Sagrada Escritura, é frequente aparecer Deus à procura de justos para salvar a cidade humana e o mesmo faz aqui, em Fátima. [...] Possam os sete anos que nos separam do centenário das Aparições apressar o anunciado triunfo do Coração Imaculado de Maria para glória da Santíssima Trindade".
Uma expressão que certamente faz pensar (o centenário das aparições de Fátima será em 2017), também numa relação com os famosos "dez segredos" de Medjugorje.
Por outro lado, o próprio anúncio da renúncia aconteceu em uma data gloriosamente mariana, o 11 de fevereiro, aniversário (e festa litúrgica) das aparições da Virgem de Lourdes. É fácil prever que agora irão se desencadear explicações fantasiosas, que irão evocar Malaquias, a monja de Dresden e todo o resto.
Permanece, porém, o fato que o Papa, com o peso da decisão epocal que assumiu, coloca toda a Igreja diante da gravidade dos tempos que vivemos. Gravidade que Nossa Senhora enfatizou dolorosamente um todas as aparições modernas, desde La Salette, Lourdes, Fátima e Medjugorje (passando pelo misterioso e milagroso derramamento de lágrimas da imagem de Nossa Senhora em Civittavecchia).
É de se esperar, além do mais, que não se atribua a este nosso amado Papa, aquilo que foi atribuído a um seu predecessor, Pio X, que a Igreja proclamou santo.
É um episódio que tem sido difundido há alguns meses em alguns ambientes católicos e também na Cúria.
Parece que Pio X, em 1909, teria tido uma visão durante uma audiência que o angustiou: "O que vi foi terrível! Serei eu, ou um meu sucessor? Vi o Papa fugir do Vaticano entre os cadáveres de seus padres. Irá refugiar-se em algum lugar, incógnito, e depois morrerá de morte violenta".
Parece que teria voltado a esta visão em 1914, perto de sua morte. Ainda lúcido, transmitiu novamente o conteúdo da visão e comentou: "O respeito a Deus desapareceu dos corações. Deseja-se até mesmo apagar a sua lembrança".
Há algum tempo circula esta "profecia" também porque se diz que Pio X teria igualmente declarado que se trata de "um de meus sucessores com nome igual ao meu". O nome de Pio X era Giuseppe Sarto. Ou seja, José, portanto, Joseph. Desejo ardentemente que se trate de uma falsa profecia ou que não diga respeito aos nossos dias.
Mas a sua divulgação faz ver o quanto o pontificado de Bento XVI – como o de seu predecessor – esteja circundado de inquietações.
Além do mais, foi ele mesmo quem o iniciou pedindo a oração dos fieis para que não fugisse diante dos lobos. O Papa não fugiu.
Sofreu e realizou a sua missão até que pôde e hoje pede à Igreja um sucessor que tenha as forças para assumir este pesado ministério. Além do mais, para todos é evidente que o papado, já faz três séculos, tornou-se um lugar de martírio branco, da mesma forma com que, nos primeiros séculos, significava certamente o martírio de sangue.
De fato, os tempos modernos se abriram com um outro evento místico acontecido com o papa Leão XIII, o papa da "questão social" e da "Rerum novarum". No dia 13 de outubro de 1884 (13 de outubro é também o dia do milagre do sol em Fátima) o pontífice teve uma visão durante a celebração eucarística.
Ficou chocado e abalado. O pontífice explicou que dizia respeito ao futuro da Igreja. Revelou que Satanás, nos cem anos seguintes, chegaria ao cume de seu poder e que faria de tudo para destruir a Igreja.
Parece que ele teria visto também a Basílica de São Pedro assediada por demônios que a faziam tremer.
O fato certo, porém, é que o Papa Leão se recolheu imediatamente em oração e escreveu aquela maravilhosa oração a São Miguel Arcanjo, vencedor de Satanás e protetor da Igreja, que desde então era recitada em todas as igrejas, no fim da Missa.
Esta oração foi abolida com a reforma litúrgica que se seguiu ao Concílio Vaticano II, a reforma litúrgica que Bento XVI procurou tanto reelaborar. Nunca como hoje a Igreja necessita da oração de proteção a São Miguel Arcanjo.
Fonte: antoniosocci.com | Tradução: padrepauloricardo.org

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Time: promotores do aborto perdem batalhas legais contra os pró-vida




          WASHINGTON DC, 04 Jan. 13 / 03:50 pm (ACI/EWTN Noticias).- Na capa de sua edição de janeiro de 2013, a famosa revista americana Times, assegura que embora "40 anos atrás, os ativistas do direito ao aborto obtiveram uma épica vitória com (a sentença da Corte Suprema no caso) Roe vs. Wade", que permitiu a legalização do aborto nos Estados Unidos, "eles estiveram perdendo desde então" para os pró-vidas. Conforme explica Kate Pickert, autora do artigo de capa, desde que em janeiro de 1973 a Corte Suprema dos Estados Unidos converteu em um direito federal o acesso ao aborto, "o movimento pro-choice (abortista) vem perdendo" as suas lutas. "Em muitas partes do país, atualmente, recorrer a um aborto é mais difícil que em muitos lugares desde a década de 1970". Pickert assinalou que "há menos médicos dispostos a realizar o procedimento e menos clínicas abortistas no negócio". "Os ativistas pro-choice (abortistas) foram ultrapassados por seus contrapartes pró-vidas, que pressionaram exitosamente para obter regulações estatais que limitam o acesso" ao aborto, escreveu. "Muitos estados requerem atualmente que as mulheres passem por aconselhamento, períodos de espera ou ultrassons antes de submeter-se a abortos", indicou. Para a jornalista americana, "a causa pró-vida esteve ganhando a guerra do aborto, em parte, porque buscou uma estratégia organizada e bem executada". Além disso, reconheceu, "a opinião pública está crescentemente" do lado pró-vida. "Graças ao ultrassom pré-natal e aos avanços da neonatologia, os americanos podem agora saber como se vê um feto e que os bebês nascidos tão prematuramente como às 24 semanas agora podem sobreviver", assinalou Pickert. A jornalista da Times disse que "apesar de que três quartos dos americanos acreditarem que o aborto deveria ser legal em alguns ou todos os casos, a maioria apoia leis estatais que regulem o procedimento, e cada vez menos se identificam a si mesmos como ‘pro-choice’ nas pesquisas de opinião pública". Pickert também retratou a divisão geracional que destrói por dentro a causa abortista, pois "os jovens ativistas do direito ao aborto reclamam de que as líderes das organizações feministas", que tinham 20 ou 30 anos quando se legalizou o aborto nos Estados Unidos, "não estão dispostas a passar a tocha às novas gerações". Entretanto, para Kate Pickert, um dos principais motivos da derrota dos promotores do aborto é que "em uma democracia dinâmica como os Estados Unidos, defender o status quo é sempre mais difícil que lutar para mudá-lo". Uma das expressões mais claras do avanço da causa pró-vida nos Estados Unidos é a multitudinária marcha nacional pela defesa da vida que mobilizam centenas de milhares de pessoas, com frequência ignoradas pelos meios, todos os anos em janeiro, no aniversário da sentença de Roe vs. Wade. A última marcha, em 2012, reuniu mais de 400 mil pessoas que durante várias horas suportaram intenso frio, neblina e até chuva enquanto percorriam as principais ruas da capital americana até a sede do Capitólio.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012


Como fazer de seu filho um “filho das trevas”

 

  

Atenção: As “normas” aqui contidas não são destinadas àqueles cristãos autênticos, que desejam do fundo de seus corações que seus filhos sejam verdadeiros filhos de Deus, amantes do Bem e destinados à bem-aventurança eterna, ou “Filhos da Luz”.

Tais “conselhos” destinam-se aos que, vindo a este mundo, supõem que esta vida é duradoura, quase eterna, diria, e que os prazeres terrenos são os fins últimos, o destino do homem, trazendo-lhe a tão almejada felicidade. Destinam-se, assim, aos que não acreditam na outra vida e querem fazer desta um paraíso; àqueles que, sendo cristãos ou não, pouco caso fazem da Doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo, pois esta, posta em prática, faria com que as pessoas adquirissem um espírito diametralmente oposto ao que aqui está inspirado e insinuado. Algum pai ou mãe que, por acaso, ler estas “normas” perceber que age assim com seus filhos, mude de orientação enquanto é tempo, senão estará conscientemente transformando seu filho num “filho das trevas”.

 

A pergunta é: queres fazer de teu filho um autêntico “filho das trevas?”

 

Se és pai de família, ou mesmo mãe, e não queres nunca que vingue em teus filhos aqueles princípios de seriedade, de compostura, de pureza, de rigor, que fariam deles os possuidores de um verdadeiro caráter moral  e vergonha, mas ao contrário, queres que teus filhos sejam possuídos de um espírito de gracejo e falta de seriedade, falta de compostura e de dignidade, sejam completamente impuros, em tudo relaxados, viciosos, irados, vingativos, etc., deverás seguir as seguintes normas:

1º. – Quando teu filho nascer não o deves batizar logo; assim, crescendo ele pagão, pode ser que seja esquecido este “detalhe”, e após haver praticado vários pecados e aprender diversos vícios (alguns tu vais lhe ensinar e outros ele  vai aprender com o mundo) dificilmente quererá ser cristão quando adulto; isso facilitará a abertura de sua alma para tudo o que diz respeito ao império dos baixos instintos e  das paixões desenfreadas, não encontrando forças para controlá-los.

2º. – Algum tempo depois de teu filho haver nascido, quando começar a entender as coisas do mundo, começarás a incutir nele o espírito de impureza. Poderás ir criando nele alguns hábitos, por exemplo, o de brincar com seus órgãos genitais durante o banho, e assim ir acostumando-o a ver estas coisas com naturalidade e até malícia. Ele não pecará ainda porque não sabe o que está fazendo, mas nesse caso tu dirás a ele a malícia daqueles atos para que os faça conscientemente. Acostuma-o a usar pouca roupa: sendo homem, camisetinhas e cuequinhas sem mais nada no corpo; e, sendo mulher, uns biquínis bem curtinhos. Usa como pretexto o calor do verão para ir acostumando-o com a nudez. Quando crescer ele se acostumará com a idéia de impureza a todo instante de sua vida.

3º . – Ensina-o desde cedo a pronunciar palavrões e palavras chulas, mandando que xingue os amigos e rindo sempre quando ele fizer uma peraltice imoral. Ensine seus filhos a dançar desde cedo, principalmente se forem mulheres, mostrando-lhe como é que se faz o rebolado e os trejeitos sensuais da dança. É na dança que se aprende a prática de dois vícios capitais: o orgulho e a sensualidade.

4º. – Faça com que ele sempre tome banho despido com outras crianças se as tiver dentro de casa, como irmãos ou irmãs. E quando for crescendo tomar banho também despido juntamente com os pais, tios ou qualquer adulto, mas contanto que todos também estejam despidos ou seminus no banho. Isso fará com que ele veja com naturalidade o corpo humano, mesmo o de outro sexo, e se comporte sem vergonha perante todos quando crescer, praticando obscenidades como se fosse a coisa mais normal do mundo.

5º. – Colocar ao alcance de seu filho todo tipo de literatura pornográfica, como por exemplo revistas de mulheres nuas, fazendo com que ele ou as leia ou apenas as veja. Se puder, faça com ele assista a filmes pornográficos e lhe eduque na maneira de viver imoral. Você, assim, acostumará seu filho a ficar sabendo tudo sobre sexo desde a mais tenra infância e ,quando adulto, não terá forças para praticar a virtude da castidade. Não se preocupe com a ideia de que, no futuro, ele se torne um pedófilo, pois futuramente todos acharão normal este tipo de tarado.

6º. Quando seu filho ficar adolescente leve-o aos ambientes apropriados à prática de pecados, como bailes, piscinas, praias mistas, mas especialmente deverá levá-lo a encontros amorosos se por acaso ele manifestar-se tímido com as mulheres. Ou, se for mulher, com os homens. Ensinar a ele que isso é uma coisa própria a todos os homens e que a prática da virtude da castidade é coisa de maricas. E se descobrires em teus filhos pendores para a prática da homossexualidade não os reprima, pois eles estão apenas manifestando a liberdade de suas opções pessoais. O importante é que se sintam satisfeitos consigo mesmos, embora suas companhias possam levá-los também à droga e ao crime.

7º. – Deves criar um ambiente de estímulo constante ao respeito humano: afasta teu filho dos puros e castos como de uma coisa mortal e venenosa, e ensina-o a rir e menosprezar aqueles que se vestem com pudor e vergonha. Basta lhe dizer que aquela gente se veste como velhos e não como Jovens. Assim poderá crescer detestando tudo o que se relaciona com pudor, pureza, castidade, etc. Ele deverá ter um odor repugnante de morte quando estiver na presença de um casto.

8º. – Tuas lições de impureza deve ir até às últimas conseqüências; sendo assim, convida tua esposa ou companheira, seja ela a mãe de teu filho ou não, a praticar atos imorais na presença dele. Se queres ir mais longe ainda, pratiquem o incesto com ele... Ou alguma coisa parecida, se não tiver coragem do incesto. Aprendendo desde cedo essas coisas, ele nunca poderá algum dia saber o que é respeito aos pais, dignidade, honestidade, pureza, castidade, etc.  Não tema que o acusem de pedófilo ou coisa parecida, pois é para lá que o mundo caminha.

9º. – Enalteça o teu filho para que ele desde cedo adquira um grande orgulho, confiando em si e na sua capacidade, pois assim o fará ficar detentor de poderes para realizar coisas incríveis. Sobretudo nunca o castigue: quando fizer algo de errado deves sempre sorrir e achar bonito, pois não deves contrariá-lo em hipótese alguma. Respeite ao máximo os seus pontos de vista, procure atender todos os seus desejos. Assim ele pensará que o mundo é um mar de rosas, sempre a lhe sorrir, e tenderá a ficar revoltado quando não for atendido em algum desejo. Esta é a melhor técnica para criar e alimentar uma alma revoltada: quem sabe ele poderá ser um dia um terrível e dominador revolucionário... Se ele aprender a roubar coisas dentro de casa, principalmente, sorria e elogie sua esperteza.

10º. – Desde cedo, cedíssimo mesmo, deves alimentar em teu filho uma completa aversão a tudo o que diz respeito à religião, oração, Deus, etc. Para tanto, é importante impedir que ele medite, pense, raciocine nessas coisas: procure encher seu tempo com futilidades, como ir à praia ou ver TV ou internet, a fim de que sua mente nunca possa ser ocupada com alguma coisa relativa a religião e a Deus. Deves, portanto, afastar para bem longe qualquer idéia, por mínima que seja, de que existe inferno ou céu. Ensina-o a rir destas coisas. Alimenta nele a idéia de que, ao morrer, todos nós iremos nos reencarnar e voltaremos a esta vida como outra pessoa – é o pensamento mais fácil de se incutir nas pessoas sobre o nosso destino após a morte. Assim ele praticará os maiores pecados do mundo sem criar qualquer remorso de consciência.

11º. – Alimentando-o no orgulho, ensina-o a nunca se arrepender das coisas erradas que faz e a tratar com desprezo e humilhação os inferiores ou os que cometem erros ou enganos. Ensina, sobretudo, a rir dos outros e viver fazendo palhaçadas, sarcasmos e ironias: isto alimenta nele um espírito superior e de grande esperteza e domínio sobre os demais. Muito importante também é ensinar a ele que tudo o que sofrer por causa dos erros dos semelhantes deve ser vingado: o espírito de vingança é muito útil para alimentar o orgulho da pessoa.

12º. – E para que todo o tempo de sua vida fique inteiramente ocupado com coisas materiais e indiferentes a Deus, ensina-o a procurar somente na vida prazenteira que se tem na terra o fim último do homem: dirás a ele que aqui se goza a vida, aqui se pagará o mal que fizer e aqui tudo terminará num nada de onde viemos e para onde vamos. Diga-lhe que não perca tempo e goze o máximo que puder dos prazeres desta vida. Este gozo constante, os passeios freqüentes, as diversões diárias e até a toda hora, estarão de tal forma presentes em sua alma que nunca haverá um minutinho sequer reservado para algum remorso de consciência: esta deverá estar completamente abafada. Ele estará preparado para se revoltar ao menor desgosto ou contrariedade que se interponha em seu caminho, e esta revolta lhe fará uma pessoa odiosa e ferina.

13º. – Com isso, conseguirás que teu filho nunca consiga adquirir alguma virtude, seja da confiança, seja da fortaleza, seja da caridade, seja da temperança, seja a da pureza (esta será até mesmo detestada), ou até mesmo atributos meramente humanos como o heroísmo, o desapego de coisinhas pessoais, de caprichos; mas em compensação tu encherás sua alma de vícios, quais sejam, o da ociosidade, o da preguiça, o da impureza, o das drogas alucinógenas, o medo e a covardia em lugar do heroísmo, a falta de compaixão em lugar da caridade, o da ambição desmedida, o da inveja, o da gula, o do espírito de vingança, etc. E no final de sua vida ele terá adquirido como único prêmio uma grande e insondável frustração por ter passado esta vida e não ter conseguido ser nada e nem ninguém a não ser um réprobo, um filho das trevas destinado aos suplícios eternos, os quais aceitará com naturalidade... ou com furiosa revolta contra Deus.

14º. Aqui vai uma “regra geral”:

Para fazer de seu filho um autêntico “filho das trevas” é preciso ter presente que para a prática de vícios e do mal não é necessário muito esforço: basta estimular alguns pendores existentes na alma decaída do homem. Para se alimentar a preguiça basta relaxar e deitar; para se alimentar o ódio basta uma ou duas palavras de desprezo; enfim, todo vício se estimula com a inércia perante a ação ou então com uma atitude cômoda para com os nossos baixos instintos.  Já quanto ás virtudes, não; é necessário esforço, sacrifício, sofrimento. Para o trabalho e a oração devemos fazer algum sacrifício, mas para os vícios contrários da ociosidade e da acídia, é só não fazer nada – com o corpo e com a mente. Portanto, é mais fácil, mais cômodo e lisonjeiro transformar-se ou transformar alguém num “filho das trevas” do que num Filho da Luz. 

Observação: Não pensem que tais “conselhos” podem causar mal estar em algumas pessoas. Pelo contrário, ao ler isso, alguns poderão despertar de algum processo de educação errada que poderão estar dando aos filhos. O tipo de comportamento dos pais acima descrito é muito comum nos dias que correm, não sendo visto por ninguém como um processo de levar os filhos para a perdição eterna. É claro que o referido “processo” não é todo ele aplicado pelo mesmo pai ou mãe: alguns fazem apenas parte do que se disse acima, outros vão além e chegam a extremos, mas dificilmente algum pai faz tudo que se disse acima em um único filho. Conheci o caso de um pai que avançava nesse processo, convencido por certa mentalidade liberal, mas, ao ser advertido, mudou de comportamento e, no final, conseguiu dar boa educação às suas duas filhas. Se não tivesse sido advertido, que seria dessas meninas?  


 

sábado, 1 de setembro de 2012

A BANDEIRA DO CEARÁ




Foi criada pelo comerciante João Tibúrcio Albano, filho do barão de Aratanha, substituindo a esfera celestial da bandeira republicana pelo brasão estadual. Todavia, foi apenas em 1922 que o Presidente Justiniano de Serpa veio a assinar decreto instituído o pavilhão cearense. No ato oficial, determinou que este fosse constituído de um retângulo verde e o losango amarelo da bandeira nacional, tendo ao centro um círculo branco e no meio deste o escudo do Ceará.
Após o golpe militar de 15 de novembro de 1889 – que nos impôs o regime republicano – foi criada uma nova bandeira para o Brasil. Esta, se constituía numa imitação barata da norte-americana. Era composta de listas horizontais verdes e amarelas, e um quadrado azul – na parte esquerda de cima – com estrelas brancas a representar os Estados, antigas Províncias. A reação – a esta nova bandeira republicana – foi tão negativa junto à população do Rio de Janeiro, que as novas autoridades, quatro dias depois, voltaram atrás. Resolveram manter a bandeira do Brasil Monárquico, substituindo apenas o belíssimo escudo imperial por uma esfera azul, cortada com a frase positivista "Ordem e Progresso".
Vale o registro: a bandeira do Brasil Império foi criada por inspiração do Imperador Dom Pedro I. Este escolheu o verde (cor da Casa Real dos Bragança) e o amarelo (cor da Casa dos Habsburgo, da Imperatriz Leopoldina). Coube ao pintor Debret fazer o desenho da bela bandeira verde-ouro, que continua a ser o nosso maior símbolo, apesar das modificações citadas acima.
Dos atuais pavilhões dos estados brasileiros, o único a lembrar a Bandeira da Monarquia é o do Ceará. Ela surgiu assim: o comerciante fortalezense João Tibúrcio Albano tinha por hábito – no início do século passado – hastear, nas datas importantes, a bandeira do Maranhão, terra da sua esposa. Como cearense João Tibúrcio Albano ficava frustrado, pois seu torrão natal ainda não possuía um pavilhão. Um dia teve a idéia de adaptar às armas do Ceará numa bandeira brasileira. Para isso, mudou a cor da esfera. Saiu a azul com estrelas substituída pela esfera de cor branca. Consta no Anuário do Ceará: "por muito tempo a bandeira idealizada por João Tibúrcio Albano serviu de modelo a muitas outras que tremularam nas sacadas dos nossos educandários.
Pormenores Históricos e simbolismo da bandeira da monarquia

O Verde - O retângulo verde está vinculado às cores da Casa de Bragança, em Portugal. Por outro lado, simboliza o país da "eterna primavera" nas palavras de Dom Pedro I.

O Amarelo - A explicação mais aceita é a de que esteja vinculado às cores da Casa de Habsburgo (a Imperatriz Dona Leopoldina era, originalmente, Habsburgo). O Brasão do Império (ao centro da bandeira)

1. Os ramos vegetais - São de café e de tabaco, duas riquezas do Império. Permaneceram, na República, no Brasão de Armas da República (ou Escudo de Armas da República).

2. A Cruz de Cristo - Bem ao centro vê-se a Cruz de Cristo (é um dos tipos de cruz) que nos lembra Portugal e a Ordem dos Cavaleiros de Nosso Senhor Jesus Cristo, nome que, em Portugal, tomou a Ordem dos Templários. Figurava nas velas das caravelas por ser de sua origem o financiamento das navegações, já que se tratava de organização muito rica, na época dos descobrimentos.

3. A Esfera Armilar - É o símbolo do poder majestático em Portugal e, por extensão, entre os povos de sua origem. É uma esfera formada por armilas, que são círculos metálicos. Simboliza o mundo, também.

4. A Faixa Azul Com Estrelas - As estrelas simbolizam as províncias do Império, em número de dezenove. É sempre interessante lembrar que a maior delas era a do Grão Pará, que era formada pelos atuais estados do Pará e do Amazonas. Por isso o título constitucional do herdeiro do Príncipe Imperial (ou Princesa Imperial), que era o herdeiro presuntivo da Coroa, era o de Príncipe do Grão Pará. Para entender melhor, se S.A.I. e R. o Príncipe Dom Bertrand, atual Príncipe Imperial do Brasil por ser o sucessor do Chefe da Casa Imperial, fosse casado e tivesse filhos, o seu herdeiro teria o título de Príncipe do Grão Pará.

5. A Coroa - Acima do Brasão de Armas está a Coroa Imperial (de formato diferente da Coroa Real).

6. A Cruz acima da Coroa - Significa que Deus está acima do Imperador.

OS SÍMBOLOS DA PÁTRIA

A bandeira é um dos símbolos nacionais. Atualmente temos por símbolos nacionais a bandeira, o hino, o selo nacional e o escudo de armas. Estes símbolos eram representados antigamente em nossas cédulas, mas a partir de certo tempo deixaram de figurar na moeda nacional. Eram também estampadas nas cédulas as figuras mais representativas de nossa história, como Duque de Caxias, Princesa Isabel, etc. No entanto, com a perniciosa influência de idéias igualitárias e socialistas, hoje as homenagens que se faz na moeda nacional é para a ecologia (estampa de animais) e a representação ridícula da República através da figura de uma mulher, que nunca foi simbolo nacional.
As bandeiras de nossos estados têm, cada uma, uma história. A bandeira do estado do Ceará foi criada em 25 de agosto de 1922 por Justiniano de Serpa, que na época era presidente da Província do Ceará. A bandeira do Ceará foi a única que seguiu o padrão da bandeira brasileira (retângulo verde, losângo amarelo e círculo no centro). Porém, o círculo é na cor branca e, encontra-se em seu meio, o brasão da província. Este brasão tinha sido criado em 22 de setembro de 1897 pelo presidente da província cearense, Antônio Nogueira Pinto Accioli. Este brasão possui sete estrelas brancas, e quadro figuras representativas do estado: o sol e o farol de Macuripe, a serra e um pássaro, o mar e uma jangada, o sertão e uma árvore carnaúba. Na parte superior do brasão encontra-se uma fortaleza.