Fácil, muíto fácil. Algumas dicas: no ano em que nasceu estava se iniciando a segunda guerra mundial, que estourou algumas dias depois, em setembro de 1939. Naquela época, até mesmo na pequena localidade de Portalegre (RN), onde nasceu, ouvia-se falar de alguns famosos bandidos que perambulavam pelo Nordeste, como Lampião e Carlos Prestes. Graças a Deus estes facínoras não chegaram nem perto de Portalegre, e se lá tivessem chegado iriam encontrar a valente resistência do vovô, Francisco Cavalcante de Paiva. É claro que seu neto o iria ajudar na resistência... pois foi o único que ficou nesta primeira viagem dos retirantes afortunados. Foi o primeiro filho com o nome de Francisco que o Sr. Batista iria batizar. O segundo foi o Franciné e o terceiro é o caçulinha, o Toinho. Pois é, o Assis não veio logo para Fortaleza com os pais, ficou lá na casa dos avós. Mas, graças a Deus já o temos morando conosco há mais de 60 anos! Parabéns pelos seus 71 anos bem vividos. Na fotos vocês não estão vendo um casal romântico, destes de música sertaneja, não, nada disso: trata-se do Assis (Francisco Assis Cavalcante) e sua esposa Angelina, num momento de lazer.quarta-feira, 21 de julho de 2010
Quem é o aniversariante?
Fácil, muíto fácil. Algumas dicas: no ano em que nasceu estava se iniciando a segunda guerra mundial, que estourou algumas dias depois, em setembro de 1939. Naquela época, até mesmo na pequena localidade de Portalegre (RN), onde nasceu, ouvia-se falar de alguns famosos bandidos que perambulavam pelo Nordeste, como Lampião e Carlos Prestes. Graças a Deus estes facínoras não chegaram nem perto de Portalegre, e se lá tivessem chegado iriam encontrar a valente resistência do vovô, Francisco Cavalcante de Paiva. É claro que seu neto o iria ajudar na resistência... pois foi o único que ficou nesta primeira viagem dos retirantes afortunados. Foi o primeiro filho com o nome de Francisco que o Sr. Batista iria batizar. O segundo foi o Franciné e o terceiro é o caçulinha, o Toinho. Pois é, o Assis não veio logo para Fortaleza com os pais, ficou lá na casa dos avós. Mas, graças a Deus já o temos morando conosco há mais de 60 anos! Parabéns pelos seus 71 anos bem vividos. Na fotos vocês não estão vendo um casal romântico, destes de música sertaneja, não, nada disso: trata-se do Assis (Francisco Assis Cavalcante) e sua esposa Angelina, num momento de lazer.segunda-feira, 19 de julho de 2010
Cavalcanti: nobre família mais numerosa do Brasil

Algumas pessoas procuram saber a origem ou a genealogia de suas famílias, e para tanto indicamos também a seguir, além dos links já relacionados abaixo, o de Árvore Genealógica.
DE: PAULO ROBERTO LOPES
A maior família brasileira é a Cavalcanti, de origem italiana, e não a dos Silvas, diferentemente, portanto, do que a maioria das pessoas pensa. É o que afirmam o pesquisador e deputado Cunha Bueno (PPB-SP) e o historiador Carlos Eduardo Barata, que acabam de lançar 3.000 exemplares da segunda parte do "Dicionário das Famílias Brasileiras", composto por dois volumes, com o total de 2.724 páginas.
Entre os 17.527 verbetes do dicionário está, em detalhes, a história do florentino dom Felipe (ou "Filippo", em italiano) Cavalcanti, que veio para o Brasil em meados do século 16, desembarcando em Pernambuco, onde casou-se com a mameluca (mestiça de branco com índia) Catarina de Albuquerque. Eles tiveram 11 filhos, que iniciaram uma numerosa descendência.
Segundo os autores, 16% dos brasileiros são descendentes de famílias italianas.
Cunha Bueno afirma que os Silvas, embora sejam muitos, não pertencem a uma única família, como a dos Cavalcantis ou Cavalcantes, conforme o sobrenome também passou a ser grafado no Brasil. Além disso, de acordo com Barata, o sobrenome Silva, que já era comum em Portugal na época do descobrimento do Brasil, foi adotado por muitos brasileiros.
Os verbetes contêm cerca de 60 mil sobrenomes de famílias cujas origens, além de portuguesas, indígenas e africanas, são sobretudo espanholas, italianas, alemãs, libanesas e francesas. Estão presentes também grupos étnico-religiosos como o dos judeus.
Para Barata, a obra tem "uma abordagem democrática", não se atendo apenas às famílias da elite, diferentemente do que ocorre no Brasil com a maior parte dos levantamentos genealógicos.
Por isso foram incluídas nos dois volumes do dicionário as famílias das grandes levas de imigração que ocorreram depois da segunda metade do século 19, indo um pouco além de 1945, após a Segunda Guerra Mundial, destacando-se as de italianos, japoneses, alemães e árabes.
Midory Kimura Figuti, diretora do Memorial do Imigrante, em São Paulo, afirma ser justo a inclusão no dicionário dos sobrenomes de pessoas dessas correntes imigratórias. "Afinal, para ser brasileiro, não é preciso ser quatrocentão, ou melhor, quinhentão", disse ela, referindo-se às famílias que estão no Brasil desde os primeiros anos da colonização.
O Memorial do Imigrante está instalado no Brás, centro, em um prédio que fez parte de um conjunto de instalações onde funcionou entre 1886 e 1888 a Hospedaria de Imigrantes, que desde 1882 estava no Bom Retiro (centro). Por ali, passaram cerca de 2,5 milhões de estrangeiros, que foram encaminhados para as lavouras de café de São Paulo.
O museu do memorial é uma das fontes de informação das pesquisas de Cunha Bueno e Barata. Os dois também recorrem a cartórios, igrejas, cemitérios, documentos oficiais e familiares e livros antigos.
Os sobrenomes garimpados são indexados a linhas de família, sendo as principais: africana, batina, do cristão-novo, do degredado, indígena, natural e órfãs da rainha.
A obra está disponível em várias bibliotecas do país. O CD-ROM que acompanha os volumes que estão sendo lançados agora contém todas as informações do dicionário, incluindo as da primeira parte, cuja edição está esgotada.
No CD, estão ascendentes de pessoas que hoje fazem parte do noticiário, como Fernando Henrique Cardoso, Armínio Fraga, Marta Suplicy, Paulo Maluf e Paulo Autran. Mas faltam nomes como o de Gustavo Kuerten, o Guga, de Gisele Bündchen, ambos de ascendência alemã, Ana Paula Arósio, com ancestrais na Itália, e Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, da linha africana.
Barata e Cunha Bueno afirmam que já estão preparando uma continuidade do dicionário, que provavelmente será lançado em 2003, e uma edição só para as famílias de origem italiana, prevista para o próximo ano. "As pessoas que ficaram até agora fora do dicionário poderão estar na sequência da publicação", afirma Barata. Ele diz ter um banco de dados com cerca de 300 mil sobrenomes. (FOLHA DE S. PAULO)
"Dicionário das Famílias Brasileiras", de Carlos Eduardo Barata e Cunha Bueno, Edição do Autor, dois volumes, 2.721 páginas. R$ 320,00
Em 4 de abril de 1755, d. José, rei de Portugal, assina decreto que autoriza a miscigenação de portugueses com índios. "Faço saber aos que este meu Alvará de Lei virem, considerando o quanto convém, que os meus reais domínios da América se povoem e para este fim pode concorrer muito a comunicação com os índios por meio de casamentos", destaca o texto da lei logo no começo.
Cunha Bueno afirma que esse documento registra a diferença fundamental entre a colonização portuguesa em relação a outras, como a holandesa, inglesa e espanhola, nas quais as uniões multirraciais não eram permitidas.
No Brasil, diz Cunha Bueno, a Igreja Católica resistia a esse tipo de casamento, mas a decisão do rei foi pragmática, porque ele precisava de pessoas com sangue português, ainda que misturado com o dos nativos, para ocupar o território descoberto.
O pesquisador Carlos Eduardo Barata afirma que a oficialização da miscigenação com os negros, embora isso já acontecesse nas senzalas, nem sequer foi cogitada pela Corte portuguesa.
Cunha Bueno diz que, mesmo havendo uma oficialização da miscigenação de portugueses com os índios, "há muita dificuldade para levantar informações de famílias que se constituíram a partir desse tipo de união".
Em relação à miscigenação com negro, também não há muita documentação, de acordo com o pesquisador. "Isso porque, entre outras coisas, eles [os negros" acabavam adotando o sobrenome de seus patrões, do local onde estavam ou nomes religiosos." (PRL) (FOLHA DE S. PAULO)
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Falta rigor científico, diz especialista
Os levantamentos brasileiros de genealogia não têm nenhum rigor científico e, portanto, não são confiáveis, diz Gilson Nazareth, doutor em comunicação e cultura brasileira.
A maior parte desses trabalhos, afirma, atende apenas ao ego de quem necessita examinar o passado para se valorizar.
Segundo ele, no Brasil os livros de genealogia são mais consultados nos momentos de enriquecimento ou de empobrecimento de segmentos da sociedade.
Nazareth afirma que, nessas circunstâncias, os novos ricos procuram os estudos das famílias para tentar provar aos seus novos pares que não são tão diferentes como parecem ser, e os novos pobres para demonstrar que não são iguais aos seus vizinhos.
Para ele, a genealogia não tem importância para a vida do indivíduo, porque "não é a origem do sangue que faz a pessoa", mas sim o ambiente em que vive, o seu empenho e esforço.
Ele cita Portugal como exemplo de país onde a genealogia tem serventia, porque é utilizada, por exemplo, para estudar a fixação das famílias na terra.
Sobre o dicionário de Carlos Eduardo Barata e Antônio Henrique da Cunha, Nazareth diz que se trata de uma coleta importante de dados sobre a formação das famílias brasileiras, ainda que os sobrenomes que ali estão não tenham sido checados por causa de sua grande quantidade.
"Quanto mais geral é o levantamento de informação, menos exato ele é", diz. "Mas levar ao pé da letra um dicionário é burrice."
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Boas lembranças e homenagens
Ontem também foi celebrada missa de sétimo dia pela alma do Nilton, que, por coincidência, foi também padrinho de casamento do casal Jurandir e Lúcia, a 15 de julho de 1980.
Como uma das gratas recordações do Nilton e de sua grande hospitalidade, vejam uma foto em que ele aparece sendo o cicerone de D. Raimunda e de Angelina, que lhe faziam visita em viagem ao Rio de janeiro. Bons tempos aqueles, não?
Quem sou eu?
Nosso querido irmão Netinho colocou este vídeo no youtube nos lançando um desafio: quem são estas criaturas numa hora de entretenimento tão inocente quanto elas? Quem descobrir que o revele aqui...
domingo, 11 de julho de 2010
Alegres recordações de um bom filho
terça-feira, 15 de junho de 2010
Histerias coletivas e suas explicações dúbias
Na explicação de um padre e parapsicólogo, esse tipo de manifestação é nada mais do que a expressão do inconsciente da pessoa. É dessa parte do ser humano que vêm as manifestações. "Tudo vem de dentro para fora. É uma questão da estrutura psicológica da vítima". Segundo ele, “é uma força provocada pelo próprio organismo, um estágio de transe, em nenhum caso tem demônio, tudo é uma questão provocada pelo inconsciente da cabeça dessas jovens. O fenômeno é conhecido como histeria coletiva, mas na linguagem moderna significa contágio psíquico, que é justamente uma pessoa que sente este fenômeno e a outra pessoa capta pelo inconsciente e, de repente, sente os mesmos sintomas. A sensibilidade fica tão alta que as vítimas começam a se manifestar caindo no chão. É tudo isso que está ocorrendo com as meninas de Itatira. São contagiadas umas pelas outras, sem querer, tudo em um nível de inconsciência", explica o parapsicólogo.
Segundo o sacerdote, que tem por missão orientar as pessoas sobre os fenômenos sobrenaturais, preternaturais ou diabólicos, o que está ocorrendo é apenas “uma questão psicológica. O tratamento da histeria coletiva depende de cada caso. Têm casos que passam seis meses até um ano. Com as meninas de Itatira, é continuar conversando. Se a vítima for religiosa, conversar com o padre, se for evangélica, falar com um pastor". Faltou ele dizer: se for muçulmana, se for judia, se for... qualquer religião, não é? Até mesmo se for atéia, vá conversar... com quem? Será que está se repetindo caso semelhante ao da cidade Salém, nos EUA, ocorrido no século XVII?
A quatro anos, no México
Fenômeno semelhante atingiu algumas jovens de um internato no México há pouco mais de 4 anos. Os sintomas eram os mesmos: dores musculares, de cabeça, além de náusea, vômito, febre e paralisia muscular. Os familiares de algumas das meninas acudiram ao internato e tiveram que carregá-las para poder levá-las a diversos hospitais já que as garotas não conseguiam caminhar. Uma vez nos hospitais, elas começaram a recuperar o passo e a liberar-se de outros sintomas. O surto iniciou-se em outubro de 2006 com uma aluna, em novembro duas meninas relataram os mesmo sintomas, em fevereiro a cifra chegou a duzentas e alcançou seiscentas alunas. As autoridades de saúde intervieram, e descartaram fatores orgânicos na etiologia da situação, posteriormente consideraram o diagnóstico de transtorno conversivo epidêmico. Este transtorno faz referência ao que tradicionalmente se denomina histeria coletiva ou histeria de massas.
Segundo essa pseudo-ciência, chamada parapsicologia, trata-se de um fenômeno grupal ou coletivo onde os afetados geralmente são jovens que desenvolvem sintomas como náusea, vertigem, diarréia e alterações no passo, e que não possui explicação biológica demonstrável, além de estar associados a fatores de estresse. Os casos recentes de transtornos conversivos epidêmicos, dizem os entendidos, ocorreram principalmente entre colegiais, com adolescentes submetidos a diversas situações de estresse.
Alguns casos de histeria coletiva
Alguns casos de “histeria coletiva” têm explicação natural. O caso mais clássico é o do Gaseador Louco de Mattoon, em plenos EUA ao fim da Segunda Guerra Mundial.
Era perto de meia-noite em uma quinta-feira, 31 de agosto de 1944, quando a polícia de Mattoon recebeu um telefonema de uma mulher e sua filha que diziam ter sido atacadas por uma figura espreitando nas sombras próxima de sua casa. Depois que elas abriram uma janela do quarto, a casa foi supostamente borrifada com um gás nauseante de cheiro doce que as deixou tontas e atordoadas. A mãe também disse que sofreu uma leve paralisia temporária em suas pernas. A polícia investigou, mas não encontrou nenhuma evidência do intruso. Duas horas depois a polícia novamente correu para a casa depois que o marido da mulher, ao voltar para casa, viu um homem suspeito correndo perto da janela onde o incidente original tinha acontecido. Novamente a polícia não encontrou nada relevante.
No dia 2 de setembro os editores do Mattoon Daily Journal-Gaztte publicaram a manchete: "Rondador Anestésico à Solta". Depois de ler a história, duas famílias de Mattoon contataram a polícia com relatos semelhantes de serem gaseadas em suas casas pouco antes do incidente. Durante os próximos dias, a polícia foi inundada com numerosos relatos de gaseamento, que com o tempo diminuíram e cessaram completamente depois de 12 de setembro. Durante as primeiras duas semanas de setembro, a polícia de Mattoon recebeu um total de 25 relatos separados envolvendo 27 mulheres e dois homens afirmando ter sido borrifados com o enigmático gás debilitante por alguém que se tornou amplamente conhecido como "o anestesista fantasma" e "o gaseador louco de Mattoon". A série de relatos é vista como um episódio de histeria em massa, notando que 93 por cento das "vítimas" eram mulheres de baixo status socioeconômico que não eram críticas ao avaliar a situação, e concluindo que elas estavam exibindo reações de conversão histéricas. Os sintomas passageiros informados por aqueles "gaseados" estavam limitados a náusea, vômito, boca seca, palpitações, dificuldade em caminhar e, em um caso, uma sensação ardente na boca. Estes sintomas podem ser explicados como ansiedade gerada pela publicidade do "gaseador", enquanto uma série de casos iniciais envolveram a redefinição de reações físicas mundanas que ordinariamente teriam passado sem nota, mas que foram subseqüentemente atribuídas ao anestesista fantasma.
Mas exemplos recentes por todo o mundo não faltam, e não se resumem a países subdesenvolvidos. No final de 2006 resultando na evacuação de uma escola na Inglaterra, por exemplo, ou na evacuação do metrô de Los Angeles em 2001. Um caso especialmente notável é a histeria coletiva Pokemón em 1997. Um episódio da série animada levou centenas de crianças a relatar mal-estar, mas apenas uma pequena porcentagem destas de fato foi afetada por ataques de epilepsia provocados pelas cores vibrantes piscando na TV.
A histeria coletiva como alteração funcional orgânica, expressada através de sintomas somáticos ou não, tem sido estudada pela medicina, mas não há ainda consenso sobre suas causas, pois não há evidências de que se trata realmente de caso clínico. A psiquiatria e psicanálise estudam os fenômenos com explicações hauridas de falsos pressupostos, especialmente a psicanálise que o liga a fatores sexuais ou do que eles chamam de “moral reprimida”. Quanto à parapsicologia, tira conclusões absurdas e mirabolantes, sem qualquer seriedade científica.
Histeria de dança
Há, por exemplo, um caso de histeria coletiva que tais estudiosos não conseguiram até hoje explicar.. Trata-se de uma epidemia de dança que teria ocorrida em 1518 na França. O historiador americano John Waller, da Universidade Estadual de Michigan, lançou um livro sobre o tema, “A Time to Dance, a Time To Die” (Tempo de Dançar, Tempo de Morrer), onde o fato é narrado.
Uma mulher, Frau Troffea, que saiu de casa num dia qualquer e pôs-se a dançar freneticamente, sem demonstrar nenhum sinal de alegria. De vez em quando, desmoronava, exausta, apenas para retomar seu movimento sinistro algumas horas depois. Após alguns dias, a mulher foi levada à força a um templo, com os sapatos encharcados de sangue. Mas o problema só cresceu: em pouco tempo, mais de 30 pessoas haviam tomado as ruas perpetuando o transe dançarino. Em pouco mais de um mês, já eram 400. Apesar de não haver um registro exato, estima-se que pouco mais de uma centena de pessoas morreram de exaustão.
A respeito de tal histeria de dança, houve também explicações sem lógica e nexo. Disseram que o esporão de centeio (fungo que ataca o cereal e pode provocar alucinações e a doença ergotismo) pode ter sido a causa. Segundo o autor do livro, porém, isso é improvável: “É curioso que a ideia ainda seja apresentada. Acho que isso acontece parcialmente devido a uma moda moderna de encontrar explicações biológicas simplórias. Especialistas consideram altamente improvável que, mesmo que o ergotismo fosse capaz de provocar a dança, as pessoas tenham respondido de maneira igual aos químicos psicotrópicos do esporão. De qualquer maneira, a manifestação mais comum do ergotismo é a restrição do fluxo sanguíneo nas extremidades, causando gangrena e morte. Se tivesse havido uma epidemia da doença em Estrasburgo, era de esperar que pelo menos uma parte significativa dos afetados morresse dessa maneira, mas não há nenhuma menção a esse fato”, disse ele. E logo depois dá uma explicação religiosa: “Eles não tinham a intenção de entrar em estados de transe, mas suas crenças sobrenaturais tornaram isso possível. Nessa área da Europa havia uma crença em uma praga de dança que podia ser enviada por São Vitor. Apenas porque as pessoas já temiam esse santo foi possível que o seu estado histérico se manifestasse na forma de uma dança compulsiva e selvagem”. Não é também uma explicação razoável e convincente...
E até de risos...
Região do lago Tanganyika, Tanzânia, África, 1963. Diversas garotas, estudantes de um internato, começaram a alternar riso e choro histericamente. Em pouco tempo, 95 das 159 alunas tinham sido atingidas pela praga, e a escola teve que ser fechada. Mas enviar as meninas de volta para seus vilarejos não foi uma boa ideia: elas espalharam a epidemia para outras crianças.
Alguns adultos também se contaminaram. Foram centenas de pessoas atingidas, que passavam cerca de uma semana rindo descontroladamente, seguido de períodos curtos de calmaria.
Exames de sangue e análises microscópicas não apontaram uma causa biológica para a síndrome, que durou entre seis e oito meses. Mas o que mais chamou a atenção foi o fato de que a praga não atingiu adultos alfabetizados. "Aqueles que não possuíam uma forte crença sobrenatural estavam imunes", diz John Waller. Os investigadores do caso concluíram que a epidemia da Tanzânia foi semelhante às pragas de dança da Europa Medieval. No caso da Tanzânia, o contexto de mudanças que estavam ocorrendo graças à recém- conquistada independência da Grã-Bretanha pode ter influenciado no gatilho da epidemia.
Sim, pode haver histeria até de risos, mas não de uma comunidade inteira como foi imaginado neste vídeo humorístico que pode ser visto abaixo
http://www.youtube.com/watch?v=Sr5HpgV42LQ&feature=player_embedded#!
quinta-feira, 3 de junho de 2010
História da Solenidade de Corpus Christi
Santa Juliana de Mont Cornillon, naquela época priora da Abadia, foi a enviada de Deus para propiciar esta Festa. A santa nasceu em Retines, perto de Liège, Bélgica, em 1193. Ficou órfã muito pequena e foi educada pelas freiras Agostinianas em Mont Cornillon. Quando cresceu, fez sua profissão religiosa e mais tarde foi superiora de sua comunidade. Morreu em 5 de abril de 1258, na casa das monjas Cistercienses, em Fosses, e foi enterrada em Villiers.
Desde jovem, Santa Juliana teve uma grande veneração ao Santíssimo Sacramento. E sempre esperava que se tivesse uma festa especial em sua honra. Este desejo se diz ter intensificado por uma visão que ela teve da Igreja, sob a aparência de lua cheia com uma mancha negra, que significada a ausência dessa solenidade.
Juliana comunicou estas aparições a Dom Roberto de Thorete, o então bispo de Lieja, a Dominico Hugh, mais tarde cardeal legado dos Países Baixos, e a Jacques Pantaleón, nessa época arquidiácolo de Lieja e mais tarde Papa Urbano IV.
O bispo ficou impressionado e, como nesse tempo os bispos tinham o direito de ordenar festas para suas dioceses, convocou um sínodo em 1246 e ordenou que a celebração fosse feita no ano seguinte. Ao mesmo tempo, o Papa ordenou que um monge, de nome João, escrevesse o ofício para essa ocasião. O decreto está preservado em Binterim (Denkwürdigkeiten, V.I. 276), junto com algumas partes do ofício.
Dom Roberto não viveu para ver a realização de sua ordem, já que morreu em 16 de outubro de 1246, mas a festa foi celebrada pela primeira vez no ano seguinte na quinta-feira posterior à festa da Santíssima Trindade. Mais tarde um bispo alemão conheceu esse costume e o estendeu por toda a atual Alemanha.
Naquela época, o Papa Urbano IV tinha sua corte em Orvieto, um pouco ao norte de Roma. Muito perto dessa localidade fica a cidade de Bolsena, onde em 1263 (ou 1264) aconteceu o famoso Milagre de Bolsena: um sacerdote que celebrava a Santa Missa teve dúvidas de que a Consagração da hóstia fosse algo real. No momento de partir a Sagrada Hóstia, viu sair dela sangue, que empapou o corporal (pequeno pano onde se apóiam o cálice e a patena durante a Missa). A venerada relíquia foi levada em procissão a Orvieto em 19 junho de 1264. Hoje se conserva o corporal, em Orvieto, onde também se pode ver a pedra do altar de Bolsena, manchada de sangue.
O Santo Padre, movido pelo prodígio, e por petição de vários bispos, fez com que a festa do Corpus Christi se estendesse por toda a Igreja por meio da bula “Transiturus”, de 8 setembro do mesmo ano, fixando-a para a quinta-feira depois da oitava de Pentecostes, e outorgando muitas indulgências a todos que assistirem a Santa Missa e o ofício nesse dia.
Em seguida, segundo alguns biógrafos, o Papa Urbano IV encarregou de escrever um ofício – o texto da liturgia – a São Boa-ventura e também a Santo Tomás de Aquino. Quando o Pontífice começou a ler, em voz alta, o ofício feito por Santo Tomás, São Boa-ventura o achou tão bom que foi rasgando o seu em pedaços, para não concorrer com o de São Tomás de Aquino.
A morte do Papa Urbano IV (em 2 de outubro de 1264), um pouco depois da publicação do decreto, prejudicou a difusão da festa. Mas o Papa Clemente V tomou o assunto em suas mãos e, no concílio geral de Viena (1311), ordenou mais uma vez a adoção desta festa. Em 1317 foi promulgada uma recompilação das leis – por João XXII – e assim a festa foi estendida a toda a Igreja.
Nenhum dos decretos fala da procissão com o Santíssimo como um aspecto da celebração. Porém estas procissões foram dotadas de indulgências pelos Papas Martinho V e Eugênio IV, e se fizeram bastante comuns a partir do século XIV.
A festa foi aceita em Cologne em 1306; em Worms a adoptaram em 1315; em Strasburg em 1316. Na Inglaterra foi introduzida, a partir da Bélgica, entre 1320 e 1325. Nos Estados Unidos e nos outros países a solenidade era celebrada no domingo depois do domingo da Santíssima Trindade.
Na Igreja grega a festa de Corpus Christi é conhecida nos calendários dos sírios, armênios, coptos, melquitas e rutínios da Galícia, Calábria e Sicília.
Finalmente, o Concílio de Trento declarou que, muito piedosa e religiosamente, foi introduzida na Igreja de Deus o costume, que todos os anos, em determinado dia festivo, seja celebrado este excelso e venerável sacramento com singular veneração e solenidade; e reverente e honorificamente seja levado em procissão pelas ruas e lugares públicos. Dessa forma, os cristãos expressam sua gratidão por tão inefável e verdadeiramente divino benefício, pelo qual se faz novamente presente a vitória e triunfo sobre a morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Fonte: Presbíteros
domingo, 30 de maio de 2010
Riqueza, belezas naturais e cultura de nosso Brasil
Você sabe o que é "mineroduto"? Uma empresa de mineração construiu um em Minas Gerais, destinado a levar os seus minérios até um porto do Espírito Santo. Para mostrar o que é um mineroduto e como funciona, colocou uma série de vídeos no youtube, onde também é mostrado tudo o que há de riquezas, belezas naturais e culturas populares por onde aquela majestosa obra vai passando. Veja tudo nos vídeos que colocamos abaixo.Vídeo n. 1
http://www.youtube.com/watch?v=TeFbwbkAhuo&feature=related
Vídeo n. 2
http://www.youtube.com/watch?v=mEfgbQ12GFs&feature=related
Vídeo n. 3
http://www.youtube.com/watch?v=crL1reAcGeo
Vídeo n. 4
http://www.youtube.com/watch?v=u9RCUA_za7I&feature=related
Vídeo n. 5
http://www.youtube.com/watch?v=0Mc_TPxRlhc&feature=related
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Jacobina - Sua História, Sua Gente
Em princípios do século XVII, a corrida de bandeirantes e portugueses às minas de ouro descobertas em terras do atual município (ao que se sabe, por Roberto Dias) foi a origem da corrente inicial do devassamento e povoação de Jacobina. A notícia de exploração de minérios fluir ao lugar numerosos contigentes humanos, vindo de recantos longínquos, para aí se aglomerarem, sedentos de ouro fácil. Um dos primeiros a chegar foi Belchior Dias Moreia. Depois dele, por volta de 1652, quando a mineração já ocupava 700 batéias, ali chegou Antônio de Brito Correia e depois os Guedes de Brito, estes acompanhados de muitos colonos e escravos.
Iniciaram-se, também, por essa época, as atividades suplementares de criação de gado e de culturas agrícolas essenciais. À proporção que novas levas de braço chegavam para o garimpo, o arruado a margem do Itapicuru Mirim ia crescendo rapidamente, reunindo população inicial bastante densa e heterogênea.
A exploração aurífera prosseguia fora do controle oficial e em escala tão crescente que o governo da metrópole, para melhor garantir a arrecadação do seu dízimo, por Provisão do Conselho Ultramarino de 13 de maio de 1726, determinou que o Governador da Província criasse duas casas de fundição, sendo que uma devia instalar-se em Jacobina em 5 de janeiro de 1727 e outra em Rio de Contas. O resultado foi surpreendente e auspicioso, arrecadando-se, na mina de Jacobina, em apenas dois anos, cerca de 3.841 libras de ouro, não obstante a difícil fiscalização sobre atividade de tal natureza.
Entrementes o progresso opulento que emanava das minas adquiria forma e a Coroa promoveu o barulhento arraial à categoria de vila mediante Carta Régia de D. João V, datada de 5 de agosto de 1720. Com o nome de Vila Santo Antônio de Jacobina a nova povoação integrava as freguesias de Santo Antônio de Pambu e Santo Antônio do Urubu. O lugar escolhido para ser sede foi a chamada Missão de Nossa Senhora das Neves do Say, aldeia indígena fundada por padres franciscanos em 1697. A instalação deu-se em 2 de junho de 1722, em solenidade presidida pelo coronel Pedro Barbosa Leal, na qualidade de representante do Vice-Rei e do Governador da Província, Vasco Fernandes César. Por estar situada em lugar distante das minas, a sede da vila foi mudada, em 15 de fevereiro de 1724, da Missão do Say (atualmente pertencente ao município de Senhor do Bonfim) para a Missão do Bom Jesus da Glória, outra aldeia de índios, fundada em 1706 também por missionários franciscanos, que tentaram promover a catequese dos paiaiás. Nesse local, edificaram-se a Igreja e o Convento de Bom Jesus da Glória.
A vila de Jacobina estendia-se por cerca de 300 léguas, em terras de propriedade da Casa da Ponte, dos Guedes de Brito, abrangendo desde o Rio de Contas e indo até os limites de Sergipe, incluindo a Cachoeira de Paulo Afonso. As terras onde se encontra atualmente a cidade pertenceram a Antônio Guedes de Brito, Antônio da Silva Pimentel, João Peixoto Veigas e Romão Gramacho Falcão. Em 1837, pela Lei Provincial n.49, de 15 de março, o território do município foi acrescido das terras de Mundo Novo, atribuindo-se a José Carlos da Mota o seu primeiro contato com elas.
A partir de 1848, a notícia da descoberta de diamantes na Chapada Diamantina, determinou o êxodo de grande número de mineiros, sempre ávidos por novas aventuras. Seguiu-se então prolongada fase de paradeiro, que provocou o declínio das atividades locais, causa da demora para a elevação da vila à categoria de cidade, o que só ocorreu em 1880, pela Lei Provincial 2.049, de 28 de julho, valendo-lhe o título de Agrícola Cidade de Santo Antônio de Jacobina. Sua instalação ocorreu a 11 de janeiro de 1893, no governo de Joaquim Manoel Rodrigues Lima.
O primeiro prefeito de Jacobina, Antônio Manoel Alves de Mesquita, tomou posse em 1893. Foi procedido na chefia do executivo, por junta de cinco membros nomeados pelo Governador, que administrou o município durante o período 1890/92.
Finamente, como fato histórico importante, sobressai-se a atitude da Câmara Municipal, que, reunida extraordinariamente em 21 de outubro de 1822, prestou solidariedade e fidelidade ao Príncipe Regente, por ocasião da Proclamação da Independência.
Origem do Nome
Diferentemente da grande maioria dos municípios brasileiros, Jacobina não tem seu nome ligado à cultura indígena. Segundo Antonil, que fez pesquisas sobre o comércio aurífero do Brasil no século XVIII, o nome se originou de uma balança que se utilizava para a pesagem do ouro chamada "Jaquabina". Não diz, porém, se "Jaquabina" era o nome da balança em algum idioma de sua origem ou se era sua marca de fabricação. O certo era que a "Jaquabina" foi colocada na vila para pesar o ouro e cobrar o imposto dos garimpeiros, deixando assim que as pessoas chamassem o lugar de "Jacobina" por corruptela do nome original.
Vejam 3 vídeos da TV Cultura, da Bahia, sobre a cidade de Jacobina
Programa Decola
Vídeo 1
Vídeo 2
Vídeo 3
E mais este de um artista da cidade:
