Contou também ela que a vovó Bárbara faleceu em abril de 1952, de ataque cardíaco, e o vovô Francisco em junho de 1971, e câncer no pâncreas. Os dados fornecidos por ela podem não conferir com exatidão pois foram obtidos de sua memória.
Exemplo de concórdia entre casados
Mamãe conta que, ao chegar a Fortaleza, dedicou-se à arte de corte e costura a fim de ajudar papai na despesa da casa. Embora não fosse uma costureira ou modista tão competente, conseguia vez por outra uma encomenda. Certo dia, uma freguesa pediu-lhe que fizesse um vestido, mas usando o tecido de tal forma que as figuras nele desenhadas ficassem sempre de cabeça pra cima. Na hora de confeccionar a parte da frente do vestido, porém, ela erra e coloca as figuras de forma diferente daquela que sua freguesa havia pedido. Constrangida, disse ao papai que tinha de comprar outro pano e fazer o vestido novamente da forma que a cliente queria. Mas, em resposta, ele lhe falou secamente que não fosse comprar o pano. Ela nada respondeu, mas, caladinha, foi ao comércio e comprou o pano. Chegando em casa foi logo confeccionar o vestido da forma correta. Mal terminou de concluir o seu trabalho e teve uma ingrata surpresa: papai apareceu na frente dela e, de repente, pegou o vestido, riscou um fósforo e pôs fogo nele. Isto sem dizer uma só palavra. Ela também sem dizer palavra pôs-se a chorar, olhando com tristeza o fruto de seu trabalho sendo consumido pelo fogo. Papai saiu dali calado, mas não demonstrou no momento estar arrependido do que fez. Não demorou muito, porém, e logo se manifestou nele sua bondade. Dentro de alguns instantes, chegava da rua com o tecido que agora tinha ido comprar, entregou-o a ela sem dizer uma palavra e o assunto foi assim encerrado
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