sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Time: promotores do aborto perdem batalhas legais contra os pró-vida




          WASHINGTON DC, 04 Jan. 13 / 03:50 pm (ACI/EWTN Noticias).- Na capa de sua edição de janeiro de 2013, a famosa revista americana Times, assegura que embora "40 anos atrás, os ativistas do direito ao aborto obtiveram uma épica vitória com (a sentença da Corte Suprema no caso) Roe vs. Wade", que permitiu a legalização do aborto nos Estados Unidos, "eles estiveram perdendo desde então" para os pró-vidas. Conforme explica Kate Pickert, autora do artigo de capa, desde que em janeiro de 1973 a Corte Suprema dos Estados Unidos converteu em um direito federal o acesso ao aborto, "o movimento pro-choice (abortista) vem perdendo" as suas lutas. "Em muitas partes do país, atualmente, recorrer a um aborto é mais difícil que em muitos lugares desde a década de 1970". Pickert assinalou que "há menos médicos dispostos a realizar o procedimento e menos clínicas abortistas no negócio". "Os ativistas pro-choice (abortistas) foram ultrapassados por seus contrapartes pró-vidas, que pressionaram exitosamente para obter regulações estatais que limitam o acesso" ao aborto, escreveu. "Muitos estados requerem atualmente que as mulheres passem por aconselhamento, períodos de espera ou ultrassons antes de submeter-se a abortos", indicou. Para a jornalista americana, "a causa pró-vida esteve ganhando a guerra do aborto, em parte, porque buscou uma estratégia organizada e bem executada". Além disso, reconheceu, "a opinião pública está crescentemente" do lado pró-vida. "Graças ao ultrassom pré-natal e aos avanços da neonatologia, os americanos podem agora saber como se vê um feto e que os bebês nascidos tão prematuramente como às 24 semanas agora podem sobreviver", assinalou Pickert. A jornalista da Times disse que "apesar de que três quartos dos americanos acreditarem que o aborto deveria ser legal em alguns ou todos os casos, a maioria apoia leis estatais que regulem o procedimento, e cada vez menos se identificam a si mesmos como ‘pro-choice’ nas pesquisas de opinião pública". Pickert também retratou a divisão geracional que destrói por dentro a causa abortista, pois "os jovens ativistas do direito ao aborto reclamam de que as líderes das organizações feministas", que tinham 20 ou 30 anos quando se legalizou o aborto nos Estados Unidos, "não estão dispostas a passar a tocha às novas gerações". Entretanto, para Kate Pickert, um dos principais motivos da derrota dos promotores do aborto é que "em uma democracia dinâmica como os Estados Unidos, defender o status quo é sempre mais difícil que lutar para mudá-lo". Uma das expressões mais claras do avanço da causa pró-vida nos Estados Unidos é a multitudinária marcha nacional pela defesa da vida que mobilizam centenas de milhares de pessoas, com frequência ignoradas pelos meios, todos os anos em janeiro, no aniversário da sentença de Roe vs. Wade. A última marcha, em 2012, reuniu mais de 400 mil pessoas que durante várias horas suportaram intenso frio, neblina e até chuva enquanto percorriam as principais ruas da capital americana até a sede do Capitólio.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012


Como fazer de seu filho um “filho das trevas”

 

  

Atenção: As “normas” aqui contidas não são destinadas àqueles cristãos autênticos, que desejam do fundo de seus corações que seus filhos sejam verdadeiros filhos de Deus, amantes do Bem e destinados à bem-aventurança eterna, ou “Filhos da Luz”.

Tais “conselhos” destinam-se aos que, vindo a este mundo, supõem que esta vida é duradoura, quase eterna, diria, e que os prazeres terrenos são os fins últimos, o destino do homem, trazendo-lhe a tão almejada felicidade. Destinam-se, assim, aos que não acreditam na outra vida e querem fazer desta um paraíso; àqueles que, sendo cristãos ou não, pouco caso fazem da Doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo, pois esta, posta em prática, faria com que as pessoas adquirissem um espírito diametralmente oposto ao que aqui está inspirado e insinuado. Algum pai ou mãe que, por acaso, ler estas “normas” perceber que age assim com seus filhos, mude de orientação enquanto é tempo, senão estará conscientemente transformando seu filho num “filho das trevas”.

 

A pergunta é: queres fazer de teu filho um autêntico “filho das trevas?”

 

Se és pai de família, ou mesmo mãe, e não queres nunca que vingue em teus filhos aqueles princípios de seriedade, de compostura, de pureza, de rigor, que fariam deles os possuidores de um verdadeiro caráter moral  e vergonha, mas ao contrário, queres que teus filhos sejam possuídos de um espírito de gracejo e falta de seriedade, falta de compostura e de dignidade, sejam completamente impuros, em tudo relaxados, viciosos, irados, vingativos, etc., deverás seguir as seguintes normas:

1º. – Quando teu filho nascer não o deves batizar logo; assim, crescendo ele pagão, pode ser que seja esquecido este “detalhe”, e após haver praticado vários pecados e aprender diversos vícios (alguns tu vais lhe ensinar e outros ele  vai aprender com o mundo) dificilmente quererá ser cristão quando adulto; isso facilitará a abertura de sua alma para tudo o que diz respeito ao império dos baixos instintos e  das paixões desenfreadas, não encontrando forças para controlá-los.

2º. – Algum tempo depois de teu filho haver nascido, quando começar a entender as coisas do mundo, começarás a incutir nele o espírito de impureza. Poderás ir criando nele alguns hábitos, por exemplo, o de brincar com seus órgãos genitais durante o banho, e assim ir acostumando-o a ver estas coisas com naturalidade e até malícia. Ele não pecará ainda porque não sabe o que está fazendo, mas nesse caso tu dirás a ele a malícia daqueles atos para que os faça conscientemente. Acostuma-o a usar pouca roupa: sendo homem, camisetinhas e cuequinhas sem mais nada no corpo; e, sendo mulher, uns biquínis bem curtinhos. Usa como pretexto o calor do verão para ir acostumando-o com a nudez. Quando crescer ele se acostumará com a idéia de impureza a todo instante de sua vida.

3º . – Ensina-o desde cedo a pronunciar palavrões e palavras chulas, mandando que xingue os amigos e rindo sempre quando ele fizer uma peraltice imoral. Ensine seus filhos a dançar desde cedo, principalmente se forem mulheres, mostrando-lhe como é que se faz o rebolado e os trejeitos sensuais da dança. É na dança que se aprende a prática de dois vícios capitais: o orgulho e a sensualidade.

4º. – Faça com que ele sempre tome banho despido com outras crianças se as tiver dentro de casa, como irmãos ou irmãs. E quando for crescendo tomar banho também despido juntamente com os pais, tios ou qualquer adulto, mas contanto que todos também estejam despidos ou seminus no banho. Isso fará com que ele veja com naturalidade o corpo humano, mesmo o de outro sexo, e se comporte sem vergonha perante todos quando crescer, praticando obscenidades como se fosse a coisa mais normal do mundo.

5º. – Colocar ao alcance de seu filho todo tipo de literatura pornográfica, como por exemplo revistas de mulheres nuas, fazendo com que ele ou as leia ou apenas as veja. Se puder, faça com ele assista a filmes pornográficos e lhe eduque na maneira de viver imoral. Você, assim, acostumará seu filho a ficar sabendo tudo sobre sexo desde a mais tenra infância e ,quando adulto, não terá forças para praticar a virtude da castidade. Não se preocupe com a ideia de que, no futuro, ele se torne um pedófilo, pois futuramente todos acharão normal este tipo de tarado.

6º. Quando seu filho ficar adolescente leve-o aos ambientes apropriados à prática de pecados, como bailes, piscinas, praias mistas, mas especialmente deverá levá-lo a encontros amorosos se por acaso ele manifestar-se tímido com as mulheres. Ou, se for mulher, com os homens. Ensinar a ele que isso é uma coisa própria a todos os homens e que a prática da virtude da castidade é coisa de maricas. E se descobrires em teus filhos pendores para a prática da homossexualidade não os reprima, pois eles estão apenas manifestando a liberdade de suas opções pessoais. O importante é que se sintam satisfeitos consigo mesmos, embora suas companhias possam levá-los também à droga e ao crime.

7º. – Deves criar um ambiente de estímulo constante ao respeito humano: afasta teu filho dos puros e castos como de uma coisa mortal e venenosa, e ensina-o a rir e menosprezar aqueles que se vestem com pudor e vergonha. Basta lhe dizer que aquela gente se veste como velhos e não como Jovens. Assim poderá crescer detestando tudo o que se relaciona com pudor, pureza, castidade, etc. Ele deverá ter um odor repugnante de morte quando estiver na presença de um casto.

8º. – Tuas lições de impureza deve ir até às últimas conseqüências; sendo assim, convida tua esposa ou companheira, seja ela a mãe de teu filho ou não, a praticar atos imorais na presença dele. Se queres ir mais longe ainda, pratiquem o incesto com ele... Ou alguma coisa parecida, se não tiver coragem do incesto. Aprendendo desde cedo essas coisas, ele nunca poderá algum dia saber o que é respeito aos pais, dignidade, honestidade, pureza, castidade, etc.  Não tema que o acusem de pedófilo ou coisa parecida, pois é para lá que o mundo caminha.

9º. – Enalteça o teu filho para que ele desde cedo adquira um grande orgulho, confiando em si e na sua capacidade, pois assim o fará ficar detentor de poderes para realizar coisas incríveis. Sobretudo nunca o castigue: quando fizer algo de errado deves sempre sorrir e achar bonito, pois não deves contrariá-lo em hipótese alguma. Respeite ao máximo os seus pontos de vista, procure atender todos os seus desejos. Assim ele pensará que o mundo é um mar de rosas, sempre a lhe sorrir, e tenderá a ficar revoltado quando não for atendido em algum desejo. Esta é a melhor técnica para criar e alimentar uma alma revoltada: quem sabe ele poderá ser um dia um terrível e dominador revolucionário... Se ele aprender a roubar coisas dentro de casa, principalmente, sorria e elogie sua esperteza.

10º. – Desde cedo, cedíssimo mesmo, deves alimentar em teu filho uma completa aversão a tudo o que diz respeito à religião, oração, Deus, etc. Para tanto, é importante impedir que ele medite, pense, raciocine nessas coisas: procure encher seu tempo com futilidades, como ir à praia ou ver TV ou internet, a fim de que sua mente nunca possa ser ocupada com alguma coisa relativa a religião e a Deus. Deves, portanto, afastar para bem longe qualquer idéia, por mínima que seja, de que existe inferno ou céu. Ensina-o a rir destas coisas. Alimenta nele a idéia de que, ao morrer, todos nós iremos nos reencarnar e voltaremos a esta vida como outra pessoa – é o pensamento mais fácil de se incutir nas pessoas sobre o nosso destino após a morte. Assim ele praticará os maiores pecados do mundo sem criar qualquer remorso de consciência.

11º. – Alimentando-o no orgulho, ensina-o a nunca se arrepender das coisas erradas que faz e a tratar com desprezo e humilhação os inferiores ou os que cometem erros ou enganos. Ensina, sobretudo, a rir dos outros e viver fazendo palhaçadas, sarcasmos e ironias: isto alimenta nele um espírito superior e de grande esperteza e domínio sobre os demais. Muito importante também é ensinar a ele que tudo o que sofrer por causa dos erros dos semelhantes deve ser vingado: o espírito de vingança é muito útil para alimentar o orgulho da pessoa.

12º. – E para que todo o tempo de sua vida fique inteiramente ocupado com coisas materiais e indiferentes a Deus, ensina-o a procurar somente na vida prazenteira que se tem na terra o fim último do homem: dirás a ele que aqui se goza a vida, aqui se pagará o mal que fizer e aqui tudo terminará num nada de onde viemos e para onde vamos. Diga-lhe que não perca tempo e goze o máximo que puder dos prazeres desta vida. Este gozo constante, os passeios freqüentes, as diversões diárias e até a toda hora, estarão de tal forma presentes em sua alma que nunca haverá um minutinho sequer reservado para algum remorso de consciência: esta deverá estar completamente abafada. Ele estará preparado para se revoltar ao menor desgosto ou contrariedade que se interponha em seu caminho, e esta revolta lhe fará uma pessoa odiosa e ferina.

13º. – Com isso, conseguirás que teu filho nunca consiga adquirir alguma virtude, seja da confiança, seja da fortaleza, seja da caridade, seja da temperança, seja a da pureza (esta será até mesmo detestada), ou até mesmo atributos meramente humanos como o heroísmo, o desapego de coisinhas pessoais, de caprichos; mas em compensação tu encherás sua alma de vícios, quais sejam, o da ociosidade, o da preguiça, o da impureza, o das drogas alucinógenas, o medo e a covardia em lugar do heroísmo, a falta de compaixão em lugar da caridade, o da ambição desmedida, o da inveja, o da gula, o do espírito de vingança, etc. E no final de sua vida ele terá adquirido como único prêmio uma grande e insondável frustração por ter passado esta vida e não ter conseguido ser nada e nem ninguém a não ser um réprobo, um filho das trevas destinado aos suplícios eternos, os quais aceitará com naturalidade... ou com furiosa revolta contra Deus.

14º. Aqui vai uma “regra geral”:

Para fazer de seu filho um autêntico “filho das trevas” é preciso ter presente que para a prática de vícios e do mal não é necessário muito esforço: basta estimular alguns pendores existentes na alma decaída do homem. Para se alimentar a preguiça basta relaxar e deitar; para se alimentar o ódio basta uma ou duas palavras de desprezo; enfim, todo vício se estimula com a inércia perante a ação ou então com uma atitude cômoda para com os nossos baixos instintos.  Já quanto ás virtudes, não; é necessário esforço, sacrifício, sofrimento. Para o trabalho e a oração devemos fazer algum sacrifício, mas para os vícios contrários da ociosidade e da acídia, é só não fazer nada – com o corpo e com a mente. Portanto, é mais fácil, mais cômodo e lisonjeiro transformar-se ou transformar alguém num “filho das trevas” do que num Filho da Luz. 

Observação: Não pensem que tais “conselhos” podem causar mal estar em algumas pessoas. Pelo contrário, ao ler isso, alguns poderão despertar de algum processo de educação errada que poderão estar dando aos filhos. O tipo de comportamento dos pais acima descrito é muito comum nos dias que correm, não sendo visto por ninguém como um processo de levar os filhos para a perdição eterna. É claro que o referido “processo” não é todo ele aplicado pelo mesmo pai ou mãe: alguns fazem apenas parte do que se disse acima, outros vão além e chegam a extremos, mas dificilmente algum pai faz tudo que se disse acima em um único filho. Conheci o caso de um pai que avançava nesse processo, convencido por certa mentalidade liberal, mas, ao ser advertido, mudou de comportamento e, no final, conseguiu dar boa educação às suas duas filhas. Se não tivesse sido advertido, que seria dessas meninas?  


 

sábado, 1 de setembro de 2012

A BANDEIRA DO CEARÁ




Foi criada pelo comerciante João Tibúrcio Albano, filho do barão de Aratanha, substituindo a esfera celestial da bandeira republicana pelo brasão estadual. Todavia, foi apenas em 1922 que o Presidente Justiniano de Serpa veio a assinar decreto instituído o pavilhão cearense. No ato oficial, determinou que este fosse constituído de um retângulo verde e o losango amarelo da bandeira nacional, tendo ao centro um círculo branco e no meio deste o escudo do Ceará.
Após o golpe militar de 15 de novembro de 1889 – que nos impôs o regime republicano – foi criada uma nova bandeira para o Brasil. Esta, se constituía numa imitação barata da norte-americana. Era composta de listas horizontais verdes e amarelas, e um quadrado azul – na parte esquerda de cima – com estrelas brancas a representar os Estados, antigas Províncias. A reação – a esta nova bandeira republicana – foi tão negativa junto à população do Rio de Janeiro, que as novas autoridades, quatro dias depois, voltaram atrás. Resolveram manter a bandeira do Brasil Monárquico, substituindo apenas o belíssimo escudo imperial por uma esfera azul, cortada com a frase positivista "Ordem e Progresso".
Vale o registro: a bandeira do Brasil Império foi criada por inspiração do Imperador Dom Pedro I. Este escolheu o verde (cor da Casa Real dos Bragança) e o amarelo (cor da Casa dos Habsburgo, da Imperatriz Leopoldina). Coube ao pintor Debret fazer o desenho da bela bandeira verde-ouro, que continua a ser o nosso maior símbolo, apesar das modificações citadas acima.
Dos atuais pavilhões dos estados brasileiros, o único a lembrar a Bandeira da Monarquia é o do Ceará. Ela surgiu assim: o comerciante fortalezense João Tibúrcio Albano tinha por hábito – no início do século passado – hastear, nas datas importantes, a bandeira do Maranhão, terra da sua esposa. Como cearense João Tibúrcio Albano ficava frustrado, pois seu torrão natal ainda não possuía um pavilhão. Um dia teve a idéia de adaptar às armas do Ceará numa bandeira brasileira. Para isso, mudou a cor da esfera. Saiu a azul com estrelas substituída pela esfera de cor branca. Consta no Anuário do Ceará: "por muito tempo a bandeira idealizada por João Tibúrcio Albano serviu de modelo a muitas outras que tremularam nas sacadas dos nossos educandários.
Pormenores Históricos e simbolismo da bandeira da monarquia

O Verde - O retângulo verde está vinculado às cores da Casa de Bragança, em Portugal. Por outro lado, simboliza o país da "eterna primavera" nas palavras de Dom Pedro I.

O Amarelo - A explicação mais aceita é a de que esteja vinculado às cores da Casa de Habsburgo (a Imperatriz Dona Leopoldina era, originalmente, Habsburgo). O Brasão do Império (ao centro da bandeira)

1. Os ramos vegetais - São de café e de tabaco, duas riquezas do Império. Permaneceram, na República, no Brasão de Armas da República (ou Escudo de Armas da República).

2. A Cruz de Cristo - Bem ao centro vê-se a Cruz de Cristo (é um dos tipos de cruz) que nos lembra Portugal e a Ordem dos Cavaleiros de Nosso Senhor Jesus Cristo, nome que, em Portugal, tomou a Ordem dos Templários. Figurava nas velas das caravelas por ser de sua origem o financiamento das navegações, já que se tratava de organização muito rica, na época dos descobrimentos.

3. A Esfera Armilar - É o símbolo do poder majestático em Portugal e, por extensão, entre os povos de sua origem. É uma esfera formada por armilas, que são círculos metálicos. Simboliza o mundo, também.

4. A Faixa Azul Com Estrelas - As estrelas simbolizam as províncias do Império, em número de dezenove. É sempre interessante lembrar que a maior delas era a do Grão Pará, que era formada pelos atuais estados do Pará e do Amazonas. Por isso o título constitucional do herdeiro do Príncipe Imperial (ou Princesa Imperial), que era o herdeiro presuntivo da Coroa, era o de Príncipe do Grão Pará. Para entender melhor, se S.A.I. e R. o Príncipe Dom Bertrand, atual Príncipe Imperial do Brasil por ser o sucessor do Chefe da Casa Imperial, fosse casado e tivesse filhos, o seu herdeiro teria o título de Príncipe do Grão Pará.

5. A Coroa - Acima do Brasão de Armas está a Coroa Imperial (de formato diferente da Coroa Real).

6. A Cruz acima da Coroa - Significa que Deus está acima do Imperador.

OS SÍMBOLOS DA PÁTRIA

A bandeira é um dos símbolos nacionais. Atualmente temos por símbolos nacionais a bandeira, o hino, o selo nacional e o escudo de armas. Estes símbolos eram representados antigamente em nossas cédulas, mas a partir de certo tempo deixaram de figurar na moeda nacional. Eram também estampadas nas cédulas as figuras mais representativas de nossa história, como Duque de Caxias, Princesa Isabel, etc. No entanto, com a perniciosa influência de idéias igualitárias e socialistas, hoje as homenagens que se faz na moeda nacional é para a ecologia (estampa de animais) e a representação ridícula da República através da figura de uma mulher, que nunca foi simbolo nacional.
As bandeiras de nossos estados têm, cada uma, uma história. A bandeira do estado do Ceará foi criada em 25 de agosto de 1922 por Justiniano de Serpa, que na época era presidente da Província do Ceará. A bandeira do Ceará foi a única que seguiu o padrão da bandeira brasileira (retângulo verde, losângo amarelo e círculo no centro). Porém, o círculo é na cor branca e, encontra-se em seu meio, o brasão da província. Este brasão tinha sido criado em 22 de setembro de 1897 pelo presidente da província cearense, Antônio Nogueira Pinto Accioli. Este brasão possui sete estrelas brancas, e quadro figuras representativas do estado: o sol e o farol de Macuripe, a serra e um pássaro, o mar e uma jangada, o sertão e uma árvore carnaúba. Na parte superior do brasão encontra-se uma fortaleza.

sábado, 28 de julho de 2012

Indução ao aborto por autoridade governamental

Vida sim, aborto não!



Indução ao aborto


julho 26, 2012 por Wagner Moura


por Dom Aldo Pagotto


Arcebispo da Paraíba


O Ministério da Saúde (MS) anunciou a confecção de uma cartilha de orientação sobre métodos abortivos para as mulheres que recusem uma gravidez. Generaliza-se o conceito de gravidez indesejada. A ministra Eleonora Menicucci afirma que “orientar não é crime, é direito humano básico”. Ao arrepio da Constituição Federal, em seu artigo 5º, e do Código Penal Brasileiro, em seu artigo 128, essa afirmação é uma indução grosseira, denotando ignorância e má fé. O MS informa que encarregou uma comissão para estudar técnicas e normas que servirão para aconselhar mulheres a abortar. Faz parte do “pacote aborto” a liberação da venda de drogas abortivas de uso reservado à rede hospitalar.


O MS presume que os médicos orientariam as mulheres sobre os métodos abortivos seguros, garantindo-lhes o acesso aos medicamentos disponíveis nas farmácias, além de indicar os locais para a prática nefanda. Segundo o MS as normas técnicas abortivas correspondem à política de planejamento reprodutivo. Ora, entende-se que planejamento reprodutivo sirva para assegurar a geração de uma vida, oferecendo proteção à vida da gestante e do nascituro, não o contrário, provocar o aborto de nascituros, de forma indiscriminada. O MS afirma que milhões de abortos são praticados em clínicas clandestinas e atribui a isso a morte de milhares de mulheres, sem explicar o método aplicado nas pesquisas. O programa pretendido pelo MS legalizaria o aborto no Brasil, bancado com o dinheiro do contribuinte.


Quem promove a descriminalização do aborto no Brasil? Grupos de pressão feministas e ONGs vinculadas a programas internacionais, cuja premissa exige o controle da natalidade nos países emergentes e pobres. O Brasil é um dos países signatários de acordos internacionais, comprometido com projetos desse tipo. Além do projeto pró-aborto há outros sobre a “questão de gênero” visando doutrinar a população para a aprovação da união civil entre pessoas do mesmo sexo, equiparado ao estatuto familiar. Projetos dessa índole desmantelam a instituição familiar. Trata-se da banalização da vida. A ideologia de gênero comporta o extermínio de seres indesejados e a “escolha” do sexo, homem, mulher ou outra coisa.


Nesse contexto, a causa ecológica que preserva a vida e o meio ambiente, entanto, idolatra a natureza de forma panteísta e relativiza a distinção entre os sexos. A nova ideologia endeusa a vida do planeta e sugere a limitação da natalidade, da propriedade e produção agropecuária. Enfim, o interesse de governos e empresas multinacionais é selar parcerias, impondo projetos de controle da natalidade. Daí o financiamento de ONGs. Cristãos e humanistas de boa vontade têm o direito e o dever de defender e promover a dignidade inalienável da vida humana, junto às autoridades constituídas. Não aceitamos anteprojetos, leis, normas técnicas indutivas ao aborto. Queremos políticas de proteção à vida da gestante e do nascituro; esclarecimento da opinião pública sobre o valor da dignidade da vida humana, desde sua concepção até seu êxito final. Movimentos sociais defensores da vida: articulem-se! Vide brasilsemaborto

PARA AQUELES QUE AINDA ACREDITAM NESSA MENTIRA CHAMADA "ABORTO SEGURO" PELO FATO DE SER LEGAL OU FEITO POR HOSPITAIS PÚBLICOS, AQUI VAI UMA NOTÍCIA RECENTE QUE É OCORRÊNCIA COMUM ENTRE OS PAÍSES ONDE O ABORTO É LEGAL: FORAM ENCONTRADOS POR ACASO POR ALGUNS, NA RÚSSIA, 258 CORPOS DE BEBÊS ABORTADOS "CLANDESTINAMENTE", E QUE IRIAM SER VENDIDOS PARA A INDÚSTRIA DE COSMÉTICOS. 
FATOS SEMELHANTES OCORREM DIARIAMENTE EM TODO PAÍS ONDE O ABORTO É CONSIDERADO LEGAL.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Adágios, frases e ditos sobre Amigos e Amizade






Soube que hoje se comemora o dia da amizade. E para ilustrar a data aqui vão algumas referências feitas a AMIGOS E AMIZADE.

AMIGOS


         “Inter amicos non esto judex” - Não sejas juiz entre amigos (provérbio latino).
         “Ab amicis honesta petamus” – Só devemos pedir aos amigos coisas honestas (provérbio latino).
         Difícil é ganhar um amigo em uma hora; fácil é perdê-lo em um minuto (provérbio chinês).
         Amigos poucos, muito poucos e bem escolhidos; para conservá-los – merecê-los.  (Renato Kehl). [i]
         Analisa bem quem é teu amigo, porque se o consideras como sendo-o, e ele o não é, pode ser o teu pior inimigo (Diógenes).[ii]
         Nunca a fortuna colocou um homem tão alto que não tivesse necessidade dum amigo (Sêneca).[iii]
         A prosperidade faz nascer os amigos, só a adversidade os experimenta (Fléchier). [iv]
         “Amicus humani generis” – Amigo do gênero humano (isto é, amigo de todos, amigo de ninguém). (provérbio latino).
         “Donec eris felix, multos numerabis amicos” – Enquanto fores feliz, terás muitos amigos (Ovídio). [v]
         Passado o perigo, o santo é escarnecido (isto é, só nos lembramos dos amigos quando precisamos deles). (provérbio italiano).
         “Mon Dieu, gardez-mois de mes ami! Quant à mes ennemis, je m’en charge!”-  Meu Deus, defendei-me de meus amigos! De meus inimigos defendo-me eu mesmo. (frase atribuída ao ímpio Voltaire). [vi]
         “Qu’un ami véritable est un douce chose!” – Que coisa doce é um verdadeiro amigo! (La Fontaine, Livre VIII, Fable 11). [vii]
         “Le sort fait les parents, le choix fait les amis” – Os parentes nos vêm ao acaso mas os amigos podemos escolher (Delille, La Pitié, Chant I). [viii]
         Longe do amigo que come o seu sozinho e o meu comigo (anônimo).
         A lisonja faz amigos; a verdade, inimigos (Ditado espanhol).
         Amigo de verdade é aquele que não presta atenção em nossos defeitos e é capaz de tolerar o nosso sucesso (Ditado popular).
         Qualquer um pode solidarizar-se com o sofrimento de um amigo, mas sentir-se bem com o seu sucesso requer uma natureza superior (Oscar Wilde). [ix]
         Quem procura amigos sem defeitos acaba ficando sem nenhum (Ditado turco).
         Encontre um amigo que chore comigo, pois os que riem eu mesmo posso achar (Adágio iugoslavo).
         O amigo deve ser como o dinheiro, cujo valor já conhecemos antes de termos necessidade dele (Sócrates).
         Um irmão pode não ser um amigo, mas um amigo sempre será um irmão (Benjamin  Franklin).
         Repreende o amigo em segredo e elogia-o em público (Leonardo da Vinci)          

 

AMIZADE


         A estima vale mais que a celebridade; a consideração mais que a fama (Chamfort). [x]
         Amar os homens e não os respeitar é considerá-los como animais domésticos (dito antigo chinês).
         Quem não se dá ao respeito, não é respeitado (ditado brasileiro).
         Acaba-se a amizade quando começa a familiaridade (ditado brasileiro).
         A alma que admira a respeitabilidade com seriedade e com veneração, torna-se respeitável  (Plínio Corrêa de Oliveira). [xi]
         Temer é fácil, mas penoso; praticar o respeito é difícil, mas agradável (Goethe). [xii]
         Nada mais frágil que as amizades humanas; levam muitos anos a formarem-se, e num momento só as desfaz (Bourdaloue). [xiii]
         Nunca foi um bom amigo quem por pouco quebrou a amizade (provérbio popular).
         “Maiorem hac dilectionem nemo habet, ut animam suam quis ponat pro amicis suis” -  Não há maior amor do que dar a própria vida pelos seus amigos (Jo 15, 13).
         L’ami qui souffre seul fait une injure à l’autre”  - O amigo que sofre só faz uma injúria ao outro  (Rotrou). [xiv]
         “Je crois qu’un ami chaud, et de ma qualité, n’est pas assurément pour être rejeté” – Creio que por um amigo ser importuno e de má qualidade não é certamente para ser rejeitado (Moliére, Le Misanthrope, Acte I, sc. 2). [xv]
         A familiaridade encurta o respeito e rebaixa a autoridade. (Marquês de Maricá).
         A amizade torna mais doce a prosperidade, dá-lhe sentido pela comunhão e faz mais leve a adversidade (S. Isidoro, “O Sumo Bem”, liv. III). [xvi]
         A amizade, depois da sabedoria, é a mais bela dávida de Deus feita aos homens (François la Rochefoucould).
         A amizade duplica as alegrias e divide as tristezas (Francis Bacon).
          



[i] Renato Kehl (Renato Ferraz Kehl), eugenista e ativista brasileiro (séc. XX), escreveu livro de pensamentos e a tese que defende a eugenia, sendo um dos fundadores desta pseudo-ciência no Brasil.
[ii] Diógenes de Sínope, (c. 413 a.C., Sinop, hoje na Turquia – c. 323 a.C., Corinto), filósofo grego, talvez o maior representante do Cinismo, escola filosófica fundada por Antístenes de Atenas, que fora discípulo de Sócrates. Levou ao extremo os preceitos cínicos de seu mestre Antístenes, o exemplo vivo que perpetuou a indiferença cínica perante o mundo. Desprezava a opinião pública e parece ter vivido em uma pipa ou barril. Seus únicos bens eram um alforje, um bastão e uma tigela (que simbolizavam o desapego e auto-suficiência perante o mundo), sendo ele conhecido como o filósofo que vivia como um cão. Diógenes parece ter escrito tragédias ilustrativas da condição humana e também uma República que teria influênciado Zenão de Cítio, fundador do estoicismo. De fato, a influência cínica sobre o estoicismo é bastante saliente.
[iii] Lucius Annaeus Seneca (Córdova, 4 a.C.Roma, 65 d.C.), melhor conhecido como Séneca (ou Sêneca), o moço, o filósofo, ou ainda, Séneca o jovem. A obra literária e filosófica de Sêneca, tido como modelo do pensador estóico durante o Renascimento, inspirou o desenvolvimento da tragédia na Europa.
[iv] Valentin Esprit Fléchier (10.06.1632, Parnes-les-Fontaines – 16.02.1710, Nimes), pregador francês, bispo de Lavaur e de Nimes, considerado como um dos grandes oradores do século XVII
[v] Publius Ovidius Naso, poeta latino, é mais conhecido nos países de língua portuguesa por Ovídio. Nasceu em 20 de março de 43 a.C. em Sulmo, atual Sulmona, em Abruzos, Itália. Vivia uma vida boêmia, sendo admirado como um grande poeta. No ano 8, foi banido de Roma pelo imperador Augusto por causa de seu livro A Arte de Amar (Ars Amatoria), considerada imoral por Otávio Augusto, o que lhe causou um profundo desgosto até o final de sua vida. Foi nessa época que Ovídio escreveu a sua obra mais famosa: Metamorfoses (Metamorphoses), escrita em hexâmetro dactílico, métrica comum aos poemas épicos de Homero e Virgílio. Faleceu no ano 17 em Tomis, atual Constanta, na Romênia.
[vi] François-Marie Arouet, ou  Voltaire (21 de Novembro de 1694, Paris - 30 de Março de 1778, Paris),  poeta, ensaísta, dramaturgo, filósofo e historiador iluminista francês, um dos homens mais ímpios que fomentou a Revolução Francesa e o ódio anti-católico.
[vii] Jean de La Fontaine (8 de Julho de 1621, Château-Thierry, Aisne, Champagne - 13 de Abril de 1695, Paris) poeta francês, conhecido pelas diversas fábulas com críticas de moral que escreveu. É considerado o pai da fábula moderna.
[viii] Jacques Delille, ou l'abbé Delille, poeta francês,  nasceu em Clermont-Ferrand (Puy-de-Dôme) a 22 junho de 1738 e falaceu em Paris no dia 1 o 2 de maio de  1813.

[ix] Oscar Wilde, Oscar Fingal O'Flahertie Wills Wilde (Dublin, 16 de outubro de 1854Paris, 30 de novembro de 1900) escritor irlandês, Criado numa família protestante, estudou na Portora Royal School de Enniskillem e no Trinity College de Dublin, onde se sobressaiu como latinista e helenista. Ficou famoso pelo romance “O Retrato de Dorian Gray” e ao ser condenado pela prática da sodomia.

[x] Chamfort, ou Sébastien-Roch Nicolas, nasceu em Clermont-Ferrand a 6 de abril de 1741 e morreu em Paris a 13 abril de 1794, famoso como poeta e moralista.
[xi] Plínio Corrêa de Oliveira, nasceu em 13 de dezembro de 1908, em São Paulo, e faleceu na mesma capital a 03 de outubro de 2005. Trata-se do maior líder católico da atualidade, consagrando-se como “O Cruzado do Século XX” por sua intensa atividade em defesa dos princípios católicos e da Cristandade.
[xii] Johann Wolfgang von Goethe (Frankfurt am Main, 28 de Agosto de 1749Weimar, 22 de Março de 1832) escritor alemão, além de cientista, filósofo e botânico. Como escritor, Goethe foi uma das mais importantes figuras da literatura alemã e do Romantismo europeu, nos finais do século XVIII e inícios do século XIX. Juntamente com Friedrich Schiller foi um dos líderes do movimento literário romântico alemão Sturm und Drang. Como botânico descreveu a Planta Primordial, em sua obra A Metamorfose das Plantas.
[xiii] Louis Bourdaloue (20 de Agosto de 163213 de Maio de 1704), jesuíta francês e pregador, nasceu em Bourges. Aos 16 anos, entrou para a Companhia de Jesus, e foi sucessivamente indicado como professor de retórica, filosofia e teologia em vários colégios da Ordem.
[xiv] Jean (de) Rotrou, poeta e dramaturgo francês, nasceu a 21 de agosto de 1609 em Dreux onde morreu vitimado pela peste em 28 junho de 1650.
[xv] Jean-Baptiste Poquelin, conhecido como Molière (batizado em Paris a 15 de Janeiro de 1622 – faleceu na mesma cidade em 17 de Fevereiro de 1673), famoso escritor de peças de teatro, além de ator e encenador,  considerado um dos mestres da comédia satírica. Teve papel de grande importância na dramaturgia francesa, até então muito dependente da temática da mitologia grega. Usou as suas obras para criticar os costumes da época, criando o lema "ridendo castigat mores". É considerado o fundador, indirecto, da Comédie-Française
[xvi] São Isidoro, na Espanha conhecido como San Isidro Sevilha, bispo e Doutor da Igreja. Um texto antigo pinta-o com estas palavras: “Foi largo nas esmolas, insigne na hospitalidade, sereno de coração, verdadeiro nas palavras, justo nos juízos, assíduo na pregação, afável ao exortar, habilíssimo para ganhar as almas para Deus, cauto na exposição das Escrituras, sábio no conselho, humilde no vestir, sóbrio na mesa, pronto a dar a vida pela verdade e eminente em toda classe de bondades”.

sábado, 14 de julho de 2012

O Matrimônio na História da humanidade (II)


O MATRIMÔNIO NA HISTÓRIA DA HUMANIDADE (PARTE II)

 

Reflexões de Mons. Vitaliano Mattioli
Mons. Vitaliano Mattioli*
CRATO, sexta-feira, 1 de junho de 2012 (ZENIT.org) - Na sociedade romana, Roma é a pátria do direito. A legislação romana sobre  o casamento é muito importante porque  passou depois para o direito canônico. A mesma palavra “matrimônio” foi formada pelo direito romano. Matrimônio deriva do latim matris munus (ou munium)  para evidenciar o papel importante da mulher na família;  cônjuge (coniugium) “quia mulier com viro quasi uno iugo astringitur” (o homem e a mulher estão unidos no mesmo compromisso); connubio (connubium) da nubere, velar, pelo costume de pôr um véu (flammeum) sobre a cabeça da mulher.
Para os romanos o matrimônio (sempre monogâmico; nunca foi admitida a poligamia, somente tolerada) era a convivência de um homem com uma mulher com a vontade de serem marido e mulher (affectio maritalis = carinho conjugal), que se devia manifestar com uma cerimônia pública. Este elemento distinguia o casamento da união livre. No período antigo não existia o divórcio. A intenção de viverem juntos devia ser permanente, isto é, no momento do casamento as pessoas tinham que exprimir a vontade de permanecerem juntas por toda a vida. Ainda que também podia ser que no tempo esta vontade acabasse.
A familia era natural. Para o historiador Musonio Rufo (I sec. d.C.) existia somente a família legítima (união de um homem com uma mulher) abençoada por Júpiter. O casamento homossexual nao era permitido. O imperador Nero casou-se por duas vezes na forma homossexual. Porém nunca o direito romano reconheceu o casamento homossexual. Assim se encontra em Tacito, Suetonio, Dione Cassio. Cicero definiu o matrimônio: “Prima societas in ipso coniugio est…; id autem est principium urbis et quasi seminarium rei publicae” (De Officiis, I, 17, 54; O casamento é a primeira sociedade…; por isso é o primeiro princípio da cidade e o viveiro do Estado). A definição clássica do matrimônio é aquela do jurista Erennio Modestino (m. 244 d.C.): “Nuptiae sunt coniunctio maris et feminae et consortium omnis vitae, divini et humani iuris communicatio”  (Dig. 23,2,1) (União de um homem com uma mulher, uma comunhão por toda a vida, com a aceitação de tudo o que é exigido pelo direito humano e divino). Com as palavras Coniunctio maris et feminae  Modestino entendia a união sexual.  Poucos anos antes, Ulpiano com esta  coniunctio entendia o matrimônio mesmo, conteúdo no direito natural.  Ele dizia que pela validade do matrimônio não precisa a união carnal,  mas o consentimento (Digesto, 35,1,15).  Segundo Ulpiano o consenso compreende a affectio maritalis, a vontade do marido de comportar-se  com carinho e com respeito com a sua esposa.
A outra está contida nas Institutiones de Justiniano: “Viri et mulieris coniunctio individuam consuetudinem vitae continens” (Inst., 1,9,1). Nestas palavras se encontram os elementos fundamentais. A vontade dos cônjuges  é indispensável e ao menos na intenção deve ser perpétua. O matrimônio é percebido como algo de permanente:  omnis vitae. O historiador Tacito escreve: Consortia rerum secundarum adversarumque (Anales, III, 34,8), no bom e no mau destino. Plutarco na obra Brutopôe na boca de Porcia, esposa de  Bruto estas palavras: “Ó Bruto, eu me casei contigo para compartilhar a tua alegria e o teu sufrimento” (Bruto, 13). A diferença entre o casamento legítimo e a união livre era esta, portanto: a manifestação da vontade de viverem juntos por toda a vida. “Não é a união carnal mas o consentimento, a vontade, que faz o matrimônio” (Digesto, 35,1,15).  Por isso a autoridade  do pai não podia intervir sobre a vontade dos filhos, isto é, o pai não podia obrigar os filhos a casar-se se eles não quisessem: “Non cogitur filius familiae uxorem ducere” (Dig. 23,2,21).
Contrariamente às outras culturas antigas, no direito romano o casamento não era celebrado por etapas, mas somente com uma cerimônia, na qual se exprimia o consentimento. Nos primeiros séculos da história romana o matrimônio era indissolúvel.  Somente depois, no período imperial foi admitido o divórcio. Já que a vontade é o elemento essencial para a validade do matrimônio, então, passou-se a pensar que este existe até o permanecer desta vontade. Se um dos dois não quiser mais viver com o outro, o casamento termina.
Então, depois do divorcio pode-se novamente casar. A procriação é importante mas o carinho (afeto) passa que é mais importante. Porém, a procriação é um elemento do matrimônio: se falta a capacidade física de procriar o casamento é inválido. Por isso é permitido somente depois da puberdade.  É tambem proibido pelas pessoas já casadas.  O matrimônio è monogâmico. A poligamia não tem lugar no direito romano. Pelos juristas não era possivel compreendê-la. Para casar-se novamente, a primeira união deve ser desligada: “Neque eodem duobus nuptia esse potest neque idem duabus uxores habere (Gaio, Inst. 1,63; não é lícito ser casado duas vezes ao mesmo tempo, nem ter contemporaneamente duas mulheres). Era proíbido o incesto, o casamento entre os primos, tio e sobrinha, tia e sobrinha. Tudo isto confirma que o matrimônio não era algo privado, mas uma realidade pública, social.  É importante notar que a definição  de Modestino nos fala do direito  divino (divini iuris). Isto evidência uma relação do matrimônio com a divindade. Na cerimônia nupcial havia uma invocação à deusa Juno Pronuba, divindade que protegia as núpcias.
Quando a Igreja se preocupa com a família, não age fora do seu campo de ação. A Igreja faz parte da estrutura social e por isso tem o direito de exprimi a sua palavra sobre esta fundamental instituição. De fato, se a família cair, tudo vai cair.
O fato é que o matrimônio leigo e família leiga (no senso de laicista) não existe. Têm uma profunda conotação religiosa, já reconhecida seja pelos gregos seja pelos romanos.
Os gregos e depois os romanos estavam convencidos de que o matrimônio foi querido pelos deuses.  Estes dois povos tiveram bem claro a existência da lei natural (lex naturalis) precedente às leis dos homens (lei positiva). Estavam convencidos de que existia um direito anterior, uma lei não escrita, precedente às leis formuladas pelos juristas. Pelos romanos já antes das doze Tábuas da Lei o matrimônio tinha uma conotação religiosa.
A Igreja fez muitas intervenções sobre a família. Além do Concílio e muitos discursos dos Papas, as intervenções oficiais estão contidas nestes documentos: Leão XIII:  Arcanum Divinae Sapientiae (10-2-1880);   Pio  XI:   Casti  Connubii (31- 12- 1930);  João Paulo II:  Familiaris Consortio  (1981); Pontifício  Conselho  para a Familia:  Família,  Matrimônio e “uniões de fato” (2000).
O Papa Bento XVI participará do Encontro de Milão e reapresentará ao Mundo o pensamento oficial da Igreja sobre o matrimônio e família no século XXI.
* Mons. Vitaliano Mattioli, nasceu em Roma em 1938, realizou estudos clássicos, filosóficos e jurídicos. Foi professor na Universidade Urbaniana e no Pontificio Instituto São Apollinare de Roma e Redator da revista "Palestra del Clero". Atualmente é missionário Fidei Donum na diocese de Crato, no Brasil.
Fonte: ZENIT.org

Transcrito do blog UMA SÓ CARNE

O Matrimônio na História da Humanidade (I)


O MATRIMÔNIO NA HISTÓRIA DA HUMANIDADE (PARTE I)

 

Reflexões de Mons. Vitaliano Mattioli
Mons. Vitaliano Mattioli*
CRATO, quarta-feira, 30 de maio de 2012 (ZENIT.org) – De hoje, 30 de maio até
 o 3 de junho celebra-se em Milão (Itália) o VII Encontro Mundial das Famílias, que tem como tema: “A família, o trabalho, e a festa”.
É inútil repetir o quanto a família esteja ameaçada hoje. Basta uma simples reflexão para dar-se conta de uma verdadeira conjura contra a instituição familiar.
O encontro de Milão tem por objetivo sensibilizar a consciência social e colocar de
 novo a família no lugar que lhe corresponde, ou seja, no centro da sociedade.
Nessa reflexão de hoje partimos do princípio de que o Estado vem depois da família.
É o conjunto das famílias que constitui o Estado. Por isso o Estado não tem o poder de colocar as mãos em características fundamentais do instituto familiar, mas somente providenciar que a família sobreviva como instituição natural da sociedade.
Vejamos, por exemplo, como em em todas as culturas encontramos disposições em defesa da família como sociedade natural fundada sobre o matrimônio. Façamos um percurso histórico.
No Código de Hamurabe (1750, mais o menos, a.C.)  está escrito: “Se um homem  se casou com uma mulher, mas não concluiu o contrato com ela, esta mulher nao pode ser acreditada como esposa legítima” (n. 128);  Se uma mulher casada é  surpreendida na cama com um outro homem, todos os dois devem ser amarrados e afogados” (n. 129).
Já no V sec. a.C. os textos confucianos  nos falam da família como fundamento do Estado. Se a família não  vive conforme as virtudes, também o Estado não pode está bem. Para formar uma família virtuosa, a pessoa  deve esforçar-se para ser perfeita antes de casar-se.
Na sociedade da antiga India, conforme a descriçao do Kamasutra, o Tratado sobre o amor, descrito por Mallanaga Vatsyayana (III Sec. d.C.), o casamento é algo sagrado, é uma obrigação religiosa que envolve a comunidade. As famílias estão comprometidas no casamento dos filhos. Isto porque o casamento não é um fato privado.
As leis do Manu (não tem uma data certa; mais ou menos entre o sec. II a.C. e o sec. II d.C.). No cap  terceiro  faz a lista  de oito modalidades para casar uma mulher e dos impedimentos.
Na antiga Grécia, já antes de Homero, o matrimônio era considerado o fundamento da sociedade. A familia por meio do  casamento, era a condição indispensável para a propagação da espécie humana. A família, nos antigos poemas, é apresentada com grande estima. Também nos tempos antigos, o casamento não tinha  uma legislação bem marcada, porém já aparece como um fato social; tem algumas cerimônias públicas e condições para que fosse um casamento reconhecido. Parece que a primeira forma legal específica foi introduzida pelo legislador Solon (Sec VI a.C.) que evidenciou as condições para que um casamento fosse reconhecido legitimo. Péricles (451 a.C.)  pusera outras condições. O casamento tinha um caráter sagrado. Terminada a festa do casamento, os casais agradeciam aos deuses, oferecendo um sacrifício, especialmente a Eros e Afrodite. O último ato consistia no registro do casamento no livro chamado fratria, junto a duas testemunhas.
Na segunda parte veremos como no Império Romano, pátria do Direito, o Matrimônio era uma instituição muito valorizada.
Mons. Vitaliano Mattioli, nasceu em Roma em 1938, realizou estudos clássicos, filosóficos e jurídicos. Foi professor na Universidade Urbaniana e no Pontifício Instituto S. Apollinare em Roma e Redator da revista "Palestra del Clero". Atualmente é missionário Fidei Donum na diocese de Crato, no Brasil.
Fonte: ZENIT.org

Transcrito do Blog UMA SÓ CARNE




Educação, gentileza e os direitos pessoais

Muita gente não sabe definir na vida real o que seja educação. A ponto dos próprios intelectuais, e com eles o Governo, haver instituído um ministério inadequadamente chamado de "educação e cultura". Poderiam chamá-lo de instrução, de didática ou qualquer outro termo mais adequado, mas nunca de educação, pois esta requer outros requisitos e não é feita somente com leitura e escola. Tanto que temos hoje muitos doutores que são mestres em falta de educação, quer dizer, falta de gentileza, de cortesia, etc. É o caso, por exemplo, dos velhos de nosso tempo. Instituíram para eles uma prerrogativa, um privilégio, dizendo que é para facilitar suas vidas, pela qual os bancos, as lojas e diversos outros lugares públicos são obrigados a reservar caixas e filas "preferenciais" junto com grávidas e deficientes físicos.  Mas o que resulta disso? É que nossos idosos (e me incluo entre eles na qualidade de idoso, mas não de mal-educado) se tornaram muito mais mal-educados do que lhes permite os achaques da velhice. Tenho visto cenas deprimentes. Uma delas foi a de um senhor e uma senhora (ambos não tão velhos) afrontando uma mulher negra, tentando tirá-la daquela "fila dos idosos" porque não era o lugar dela. A negra ria e nada respondia, demonstrando ter muito mais educação do que os dois velhotes. O gerente da loja foi chamado, conversou com a negra e respondeu aos dois revoltados que nada podia fazer. Que disse a negra a ele? Que estava grávida? E se não estivesse, como se comprovaria sua gravidez? Ou será que ela ameaçou processar a loja por preconceito racial? Seria ir longe demais, mas é assim o mundo de hoje. Ameaçaram chamar a televisão a fim de registrar aquilo que eles julgavam um acinte, isto é, uma mulher aparentemente jovem, de cor negra, em frente aos dois velhos na mesma fila, um lugar que eles dizem ser "exclusivo". É claro que a TV não veio, talvez estivesse interessada em casos que lhes desse mais audiência ou nem sequer foi chamada.
O que manda a boa educação que se faça numa ocasião como essa? Como cavalheiro seria o caso do velho oferecer o seu lugar na fila para aquela senhora, pois o "direito" de um lugar numa fila é muito pequeno, não nos causa nenhum constrangimento cedê-lo pra alguém, além de demonstrar que possuímos gentileza e educação para com nosso semelhante. Brigar pelo lugar numa fila não é prerrogativa de um direito, mas tremenda falta de educação.
A chamada "fila dos idosos" está tornando os velhos de hoje muito mais mal-educados. Além do mais, geralmente um idoso é um aposentado, não tem compromisso com trabalho: então porque tanta pressa? Porque não ceder o lugar a uma outra pessoa que tem compromissos mais urgentes, como o trabalho ou a escola, enquanto que o velho vai sair daquela fila e ir, por exemplo, jogar dominó na pracinha?
Quanto ao fato de se alegar aleatoriamente que defender o lugar na fila é um "direito", há que se esclarecer que existem vários graus de direitos. Nesta graduação, existem os direitos de pequena importância que não nos causam nenhum prejuízo, como ceder um lugar na fila ou na rua, dar passagem a alguém, etc Ceder tais direitos para o próximo é uma questão de gentileza, de boa educação: é assim que agem os bons cavalheiros e as boas damas.