domingo, 22 de novembro de 2020

O QUADRO DE SÃO METÓDIO E O JUÍZO FINAL

 


“Um peregrino e o dia do Juízo universal.  – Um devoto peregrino atravessava um dia o Vale de Josafá na Palestina, e caminhando  recitava orações. Ao dizer o Credo, parou às palavras: Inde venturus est judicare vivos et mortuos, e começou a pensar: “Eis aqui o lugar onde Jesus virá do Céu para julgar os vivos e os mortos. Virá no dia da ira, das tribulações e da angústia, dia de calamidade e de miséria: Dies irae, dies tribulacionis et angustiae, dies calamitatis et miseriae (Sof 1, 15); dia que não teve e nem nunca terá igual no terror: Similis ei non fuit... et post eum non erit (Joel 2, 22).  Isso é também verdade de fé!”  - Parecia a esse peregrino ver no ar o divino Juiz em toda a sua majestade, no ato de julgar os pecadores; e diz a história que ele ficou tão apavorado, que ninguém mais o viu rir, e bastava lembrar-lhe o Juízo para o fazer tremer e chorar.

Quantos, no entanto, também entre os jovens, jamais pensam nessa verdade! Se pensassem nisso, sim, poriam o cérebro em condições, e viveriam como bons cristãos! – Consideremos agora o Juízo final; e quando ouvirdes a história de um quadro, ide em pensamento ao Vale do Josafá: 1) para ver o aparecimento do Filho de Deus; 2) para assistir ao grande exame de consciência; 3) para ouvir a sentença do divino Juiz.

 

I – 0 comparecimento do Filho de Deus

 

 1. A TERRÍVEL CENA. – Um quadro do Juízo universal. – O monge S. Metódio († 861), que converteu à fé cristã a Bulgária e outras nações bárbaras, era também um bom pintor. Um dia ele foi chamado pelo rei dos búlgaros, de nome Bógoris, o qual lhe disse:  “Deveis fazer-me um belo quadro para eu pôr em meu palácio, e quero que esse quadro represente coisas que metam mêdo a todos os que o olharem”.  – É mister saber que esse rei era pagão e meio selvagem, e só se deleitava com caçadas de animais ferozes e cenas terríveis. O santo, então, recomendando-se a Deus, pintou o Juízo universal.

No meio do quadro via-se Jesus Cristo em sua tremenda majestade entre as nuvens e num trono de glória, rodeado pelos anjos; à direita uma fila de pessoas com os rostos esplendorosos de luz (os justos); à esquerda uma multidão de pessoas monstruosas com caras horríveis, cheias de pavor e de desesperada angústia (os pecadores). Em baixo afinal se via um abismo cheio de figuras horrendas de demônios, e desse abismo saíam chamas ameaçadoras e fôscas. – Quando o rei viu esse quadro, ficou impressionado e perguntou: “Que espetáculo é esse tão magnífico e pavoroso?”  Aí Metódio lhe deu a seguinte explicação.

 

2. OS DOIS JUÍZOS. – S. Metódio e a explicação do quadro. – “Majestade (iniciou S. Metódio), esse quadro representa o Juízo Universal. Ficai sabendo que logo após a morte haverá, para todos, o Juízo Particular; isto é, deveremos todos comparecer perante Deus para dar contas do bem e do mal que tivermos feito em vida. Mas além do Juízo Particular, haverá outro Juízo, que se diz Universal, e este será feito por Jesus Cristo no fim do mundo no Vale de Josafá. Ao Juízo Universal deverão apresentar-se todos homens do mundo, que existiram, que existem e que existirem; grandes, pequenos, soberanos e súditos, sábios e ignorantes, ricos e pobres, bons e maus”-   Ao ouvir isso, o rei já começava a empalidecer e indagou:

 

3. “QUANDO E COMO SERÁ O JUÍZO UNIVERSAL?’ – Responde Metódio: “Esse dia ninguém o sabe, nem os Anjos do Céu, exceto apenas o Pai (Deus):  De die autem illa et hora nemo scit, neque Angeli coelorum, nisi solus Pater” (Mt 24, 36). – Como depois se dará o Juízo, di-lo a Sagrada Escritura. Primeiro haverá sinais: guerras espantosas dos povos e dos reinos, que se lançarão uns contra os outros:  Consurget enim gens in gentem, et regnum in regnum (Mt 24, 7); pestes, carestias, terremotos; et erunt pestilentiae, et fames, et terraemotus (ibid.).  Depois o sol escurecerá, e a luz não dará mais a sua luz, e cairão do céu as estrelas, e haverá a destruição do Universo:  Sol obscurabitur, et luna non dabit lumen suum, et stellae cadent de coelo, et virtutes coelorum commovebuntur  (Mt 24, 29); depois vira do céu um dilúvio de fogo que destruirá tudo: terra autem, et quae in ipsa sunt opera, exurentur (2 Pedr 3, 10). E então será grande a tribulação, como não houve desde o início do mundo: Erit tunc tribulatio magna, qualis non fuit ab initio mundi (Mt ibid. 21). E tudo isso é verdade de Evangelho.

 

4. A RESSURREIÇÃO DIFERENTE – Quando estiver tudo destruído pelo fogo, os Anjos soarão uma trombeta que se fará ouvir nos quatro ventos: e os mortos ressuscitarão: Canet enim tuba, et mortui resurgent (1 Cor 15, 52). E aí se dará um grande espetáculo. Todos os mortos, saídos de seus túmulos, da terra, do mar, dos abismos, deverão estar vivos – Mas com que diferença! As almas dos bons, vindas do Céu, retomarão o seu corpo belo, resplendente, impassível: Tunc justi fulgebunt sicut sol  (Mt 13, 43).  As almas dos réprobos, surgidas do inferno, unir-se-ão a seus corpos que no entanto serão disformes, horríveis, esquálidos, fedorentos.

 

5. A SEPARAÇÃO. Depois virão os Anjos, e separarão os malvados dos justos: Exibunt Angeli, et separabunt malos et medio justorum (Mt 13, 49). E os justos ficarão à direita, e os pecadores à esquerda. Não vos parece vê-los?...  Todos os blasfemadores, caluniadores, desonestos, soberbos, ladrões, avarentos, escandalosos, sacrílegos, serão separados dos bons; e, vendo-os, dirão com raiva: Eis aqueles de quem zombamos em vida:  Hi sunt quos habuimus in derisum (Sab 5, 3). Estultos que fomos! Julgávamos uma insensatez a sua vida: eis no entanto como se incluíram entre os filhos de Deus: Nos insensati! vitam illorum aestimabamus insaniam...;  ecce quomodo computati sunt inter filios Dei (Sab 5, 4-5).

 

6. A CRUZ – Feita a separação, abrir-se-ão os Céus, e entre fileiras de Anjos aparecerá o sinal do Filho do Homem: a Santa Cruz:  Tunc parebit signum Filii hominis (Mt 24, 30).  E aí bater-se-ão no peito todas as tribos da terra: Et tunc plangent omnes tribus terrae  (ibid.).   E eis a descer nas nuvens Jesus Cristo com grande potestade e majestade: Et videbunt filium hominis venientem in nubibus coeli cum virtute multa et majestate  (ibid.). Aí os réprobos cairão como fulminados. E que berros de choro! Que pavor! Que desespero! Ao passo que os justos rejubilar-se-ão!

Depois o divino Juiz fará um exame público: manifestará as consciências todas, revelando as culpas, diante de todo mundo. Depois pronunciará a sentença de bênção sobre os bons e a de maldição sobre os maus; e estes irão para o eterno suplício com os demônios: os justos ao contrário para a vida eterna: Et ibuns hi in supplicium aeternum: justi autem in vitam aeternam (Mt 24, 46). Eis o que ouvistes no quadro pintado: a tremenda verdade do Juízo, que é verdade de Evangelho”.

Assim concluiu o monge S. Metódio. – Ao ouvir isso, o rei Bógoris ficou aterrorizado: fez-se logo instruir na religião, e, iluminado pela graça de Deus, converteu-se ao Cristianismo, e com ele se converteram também os seus súditos.

 

II – O exame de consciência

 

1. A VISTA DO JUIZ – Queridas crianças, ouvistes num só exemplo como se dará o comparecimento do Juiz divino. Agora assistis ao exame das consciências.

Um olhar investigador. – O rei Frederico II da Prússia (1756), durante a guerra dos 7 anos, após uma batalha vitoriosa, invernava na Saxônia. Ali um copeiro de nome Glasau deliberou matá-lo, e lhe apresentou num copo uma bebida envenenada. O rei, que havia notado qualquer coisa estranha na atitude de seu servo, fixou-o profundamente no rosto. Ante este olhar o servo começou a tremer tão forte, que lhe cai da mão o copo. Aí confessou ao rei o assassínio que havia meditado. – Eis como só o olhar penetrante de um rei bastou para fazer tremer e aniquilar um malvado.

Ora, como deverão tremer os pecadores  quando os fulminar o olhar de Deus que tudo conhece e que de tudo pedirá pormenorizadíssimas contas. Quantos tremor est futuros, Quando Judex est venturus, Cuncta stricte discussurus!

2. O LIVRO ABERTO. Será aberto então o grande livro onde tudo está anotado., o bem e o mal de cada qual:  Liber scriptus proferetur, In quo totum continetur.  E tudo será revelado diante dos Anjos e dos homens; tudo: não só as obras, mas também os segredos do coração; pois todas as coisas são nuas e reveladas aos olhos de Deus:  Omnia nuda et aberta sunt oculis eius  (Hebr 4, 13). Aí ele aclarará os esconderijos das trevas, e manifestará os conselhos dos corações: Illuminabit abscondita tenebrarum, et manifestabit consilia cordium (1 Cor 4, 5).  E tudo o que está oculto surgirá, e ninguém ficará impune: Quidquid latet apparebit: nil inultum remanebit.

Para os justos: Oh! Que consolo e glória, ao ouvir manifestar todas as suas boas obras, os esforços para vencer as tentações, as orações, as mortificações.

Para os maus: Que confusão e opróbrio, ao ouvir revelados todos os seus feios pecados, as imposturas, as mentiras, os furtos, as desobediências, os escândalos dados, as vinganças..., os sacrilégios cometidos desde o uso habitual da razão. Eram crianças de poucos anos, e já velhos na malícia!

 

3. AS DESCULPAS? – Que desculpas então, ante as censuras de Jesus Cristo Juiz que porá diante dos pecadores todo o mal que hajam cometido?

Nabucodonosor e o rebelde Sedecias. – Lê-se na História Sagrada que Nabucodonosor fez um terrível juízo de Sedecias que se rebelara contra ele. Primeiro lhe mostrou os benefícios que lhe fizera, depois lhe disse:  “Eu podia mandar cortar-te a cabeça; e no entanto te dei a coroa de rei. Eu podia enterrar-te numa cova, e no entanto te pus no trono. E tu?...  Ingrato! Viraste contra mim todas as tuas forças para trair-me!  Pois bem, fica sabendo que és indigno de ainda ver o meu rosto”.  E imediatamente mandou arrancar-lhe os olhos, e o fez meter numa prisão, todo acorrentado  (4 Rs 24-25). – Que desculpas podia dar Sedecias?

Também não poderão desculpar-se os pecadores no Juízo de Deus que, na presença do Universo, porá ante eles todos os seus benefícios, as suas graças, o seu sangue derramado, e todas as infidelidades e ingratidões deles. E então que desespero para os pecadores desgraçados que se encontrarem à esquerda! Trêmulos e berrando quererão esconder-se; mas onde?...  Gritarão às montanhas: “Cai sobre nós!”, e às colinas: “Sepultai-nos!”:   Tunc incipient dicere montibus: cadite super nos; et collibus: operite nos!   (Lc 23, 30) – Oh! Que dia haverá mais pavoroso do que esse!  Quantos pecadores converter-se-ão e tornar-se-ão santos ao pensar em se ver envergonhados no terrível exame que se fará nesse dia!

 

III – A sentença

 

1. AO JUSTOS. Feito o exame das consciências e revelados os pecados e as boas obras de todos, Jesus Cristo Juiz pronunciará a grande sentença que ficará para sempre. Qual será?  Ei-la.  Aos justos que estão à direita ele voltar-se-á com o olhar doce e benigno, e dirá: “Eis chegado o momento em que enxugarei vossas lágrimas, recompensarei vossas fadigas, premiarei vossas virtudes. Porque me servistes fielmente, vinde, ó abençoados de meu Pai;  tomai posse do Reino preparado para vós desde a fundação do mundo:  Tunc dicet his qui a dextris eius erunt: Venite benedicti Patris mei, possidete paratum vobis regnum a constitutione mundi  (Mt 25, 34). Oh! Que alegria para os jovens que no Juízo tiverem a sorte de ouvir dirigidas a eles tais palavras! Abençoados de Deus!... Ter dele a glória imortal! Eris corona gloriae in manu Domini (Is 62, 30). Que felicidade!

 

2. AOS RÉPROBOS. – Voltado em seguida para os réprobos com olhar fulmíneo dir-lhes-á:  “A vós que em vida não me quisestes conhecer nem servir, que me maltratastes com as iniqüidades, que desprezastes o meu sangue... a vós a minha maldição:  Fora daqui, malditos, para o fogo eterno!  Tunc dicet et his quia a sinistris erunt: Discedite a me maledicti in ignum aeternum!    (Mt 25, 41).

E aí eles aos montes, berrando, desesperadamente e blasfemando, cairão na voragem do inferno, e ouvirão fechar atrás de si a tremenda porta de fogo com eterno segredo. E Deus jogará as chaves da hórrida prisão no mar da eternidade. – O justos, ao contrário, voarão alegres e bendizendo a Deus, para a eterna felicidade do Céu. – Assim terá fim o dia do Juízo Universal, que a Igreja com razão chama “dia bem grande e amargo”:  Dies magna et amaris valde. E aí quem está salvo, está salvo, e quem está condenado, está condenado.

 

Conclusão

 

Dizei agora, ó queridos filhos, em que Juízo nos devemos encontrar? E que sentença será a minha? Qual a vossa? Estaremos à direita com os eleitos, ou à esquerda com os condenados? Depende de nós.

 

São Jerônimo e a trombeta do Juízo. – S. Jerônimo († 420), grande doutor da Igreja e dos maiores penitentes, deixou todas as belezas e magnificências de Roma, para ir ocultar-se num deserto da Palestina. Ali não fazia mais do que pregar, estudar e mortificar-se com aspérrimas penitências. Amiúde tomava de uma pedra e com ela batia no peito já chagado e sangrento, pedindo a Deus piedade. Por que isto? Ele pensava sempre no Juízo Universal; e por isso aterrorizado exclamava:  “ Ai de mim! A todo momento me parece ter nos ouvidos o som da trombeta que se fará ouvir no Vale de Josafá com esta fala: Surgi, ó mortos, vinde ao Juízo! Semper videtur illa tuba insonare in auribus meis: Surgite mortui, venite ad judicium!  E nesse Vale qual será a minha sorte? Estarei com os eleitos ou com os réprobos? Terei a sentença da bênção ou da maldição?”. – Também S. Alberto Magno exclamava: “Toda vez que penso no dia do Juízo, tremo todo: Quoties diem Judicii cogito, toto corpore contremisco”.

Pensemos nele também nós. E se nesse grande dia vos quiserdes achar à direita entre os eleitos, ponde logo mãos à obra, remediando o passado e iniciando uma vida santa. -  Ó bom Jesus, Deus de misericórdia, recordai que pela nossa salvação sofrestes tantos padecimentos e derramastes o vosso sangue: a vós rogamos ter piedade de nós. Oh! Salvai-nos no dia do Juízo:  Recordare, Jesu pie, Quod sum causa tuae viae, Ne me perdas illa die![1]

 



[1] Cf. “A Palavra de Deus em Exemplos” – G. Morotarino J. C. – Ed.Paulinas, 1961 – págs. 68/75

quinta-feira, 11 de junho de 2020

TENDE CONFIANÇA, NADA TEMAIS!






Nosso Senhor Jesus Cristo nos convida à Confiança
Voz de Cristo, voz misteriosa da graça que ressoa no silêncio dos corações, vós murmurais no fundo das nossas consciências pa­lavras de doçura e de paz. Às nossas misérias presentes repetis o conselho que o Mestre dava, freqüentemente, durante a sua vida mortal: “Confiança, confiança!”
À alma culpada, oprimida sob o peso de suas faltas, Jesus dizia: “Confiança, filha, teus pecados te serão perdoados!”[1]  “Confiança”, dizia ainda à doente abandonada que só d’Ele esperava a cura, “tua fé te salvou”[2]. Quando os  Apóstolos tremiam de pavor vendo-O cami­nhar, de noite, sobre o lago de Genesaré, Ele os tranqüilizava por esta expressão pacificadora: “Tende confiança! Sou Eu, nada te­mais!”[3] E na noite da Ceia, conhecendo os frutos infinitos de seu Sacri­fício, lançava Ele, ao partir para a morte, o brado de triunfo: “Confiança! Confiança! Eu venci o mundo!...”[4]
Esta palavra divina, ao cair de seus lábios adoráveis, vibrante de ternura e de piedade, operava nas almas uma transformação ma­ravilhosa. Um orvalho sobrenatural lhes fecundava a aridez, clarões de esperança lhes dissipavam as trevas, uma calma serenidade delas afugentava a angústia.  Pois as palavras do Senhor são “espírito e vida”[5]. “Bem-aventurados os que a ouvem e a põem em prática”[6]
Como outrora aos seus discípulos, é a nós, agora, que Nosso Senhor convida à confiança. Porque recusaríamos atender à sua voz?...

Muitas almas têm medo de Deus
Poucos cristãos, mesmo entre os fervorosos, possuem essa confiança que exclui toda ansiedade e toda hesitação. Várias são as causas dessa deficiência. O Evangelho narra que a pesca miraculosa aterrou São Pedro. Com a impetuosidade habitual, ele mediu de re­lance a distância infinita que separava da sua própria pequenez a grandeza do Mestre. Tremeu de terror sagrado, e prosternando-se, a face contra a terra : “Afastai-Vos de mim, Senhor, exclamou, que sou um pecador!”[7]
Certas almas têm, como o Apóstolo, esse terror. Elas sentem tão vivamente a própria indigência e as próprias misérias, que mal ousam aproximar-se da Divina Santidade. Parece-lhes que um Deus assim puro deveria sentir repulsão ao inclinar-Se para elas. Triste impressão, que lhes dá à vida interior uma atitude contrafeita, e, por vezes, a paralisa completamente.
Como se enganam essas almas!
Logo aproximou-se Jesus do Apóstolo assustado: “Não temas” [8] disse-lhe, e o fez levantar-se...
Vós também, cristãos, que do seu amor tantas provas recebestes, nada temais! Nosso Senhor receia acima de tudo que tenhais medo d’Ele. Vossas imperfeições, vossas fraquezas, vossas faltas, mesmo graves, vossas reincidências tão freqüentes, nada O desanimará, contanto que desejeis sinceramente converter-vos. Quanto mais miseráveis sois, mais Ele tem compaixão de vossa miséria, mais deseja cumprir, junto a vós, sua missão de Salvador...
Não foi sobretudo para os pecadores que Ele veio à terra?...[9]

A outras falta a fé
A outras almas falta a fé. Elas têm certamente essa fé comum, sem a qual trairiam a graça do Batismo. Crêem que Nosso Senhor é todo-poderoso, bom e fiel a suas promessas; mas não sabem aplicar essa crença às suas necessidades particulares. Não são dominadas pela convicção irresistível de que Deus, atento às suas provações, para elas Se volte a fim de socorrê-las.
Jesus Cristo pede-nos, no entanto, essa fé especial e concreta. Ele a exigia outrora como condição indispensável dos seus milagres; espera-a ainda de nós, antes de nos conceder os seus benefícios...
“Se podes crer, tudo é possível àquele que crê”...[10] dizia ao pai do pequenino possesso. E, no convento de Paray-le-Monial, empregando quase os mesmos termos, repetia a Santa Margarida Maria: “Se puderes crer, verás o poder do meu Coração na magnificência do meu amor...”
Podeis crer? Podereis chegar a essa certeza tão forte que nada a abala, tão clara que equivale à evidência?...
Isso é tudo. Quando chegardes a esse grau de confiança vereis maravilhas realizarem-se em vós...
Pedi ao Mestre Divino que aumente a vossa fé.  Repeti-lhe com freqüência a prece do Evangelho: “Eu creio, Senhor, mas ajudai a minha incredulidade!...”[11]

Esta desconfiança de Deus lhes é muito prejudicial
A desconfiança, sejam quais forem suas causas, nos traz prejuízo, privando-nos de grandes bens.
Quando São Pedro, saltando da barca, se lançou ao encontro do Salvador, caminhou, a princípio, com firmeza sobre as ondas. Soprava o vento com violência. As vagas ora levantavam-se em turbilhões furiosos ora cavavam no mar abismos profundos... A voragem abria-se diante do Apóstolo. Pedro tremeu... hesitou um segundo, e, logo, começou a afundar...  “Homem de pouca fé, disse-lhe Jesus, por que duvidaste?...”[12]
Eis a nossa história. Nos momentos de fervor, ficamos tranqüilos e recolhidos ao pé do Mestre. Vindo a tempestade, o perigo absorve a nossa atenção. Desviamos então os olhares de Nosso Senhor para fitá-los ansiosamente sobre os nossos sofrimentos e perigos. Hesitamos... e afundamos logo! Assalta-nos a tentação. O dever se nos torna enfadonho, a sua austeridade nos preocupa, o seu peso nos oprime. Imaginações perturbadoras nos perseguem. A tormenta ruge na inteligência, na sensibilidade, na carne...
E perdemos pé; caímos no pecado, caímos no desânimo, mais pernicioso do que a própria falta. Almas sem confiança, por que duvidamos?
A provação nos assalta de mil maneiras. Ora os negócios temporais periclitam, o futuro material nos inquieta. Ora a maldade ataca-nos a reputação. A morte quebra os laços de afeições das mais legítimas e carinhosas. Esquecemos, então, o cuidado maternal que tem por nós a Providência...  Murmuramos, revoltamo-nos, aumentamos assim as dificuldades e o travo doloroso do nosso infortúnio.
Almas sem confiança, por que duvidamos?
Se nos tivéssemos apegados ao Divino Mestre com uma confiança tanto maior quanto mais desesperada parecesse a situação, nenhum mal desta nos adviria... Teríamos caminhado calmamente sobre as ondas; teríamos chegado, sem tropeços, ao golfo tranqüilo e seguro, e, breve, teríamos achado a plaga hospitaleira que a luz do Céu ilumina...
Os Santos lutaram com as mesmas dificuldades... muitos dentre eles cometeram as mesmas faltas. Mas estes, ao menos, não duvidaram... Ergueram-se sem tardança, mais humildes após a queda, não contando, desde então, senão com os socorros do Alto... Conservaram no coração a certeza absoluta de que, apoiados em Deus, tudo poderiam. Não foram iludidos nessa confiança. [13]
Tornai-vos, pois, almas confiantes. Nosso Senhor a isso vos convida; e o vosso interesse assim o exige. Tornar-vos-ei, ao mesmo tempo, almas iluminadas, almas de paz.

(cap. I, 1, 2 e 3 do LIVRO DA CONFIANÇA, do Padre Thomas de Saint-Laurent)

AS NOSSAS INFIDELIDADES REITERADAS NÃO DEVE FAZER-NOS PERDER A COFIANÇA EM DEUS. SÓ A PERDEMOS POR TERMOS FALTA DE FÉ

Deus, pai terno de todas as suas criaturas, empregou todos os meios para tranquilizá-las contra estes temores excessivos que as afastam d’Ele. Receando que, compenetrado da sua ingratidão, espantado com as suas infidelidades reiteradas, depois de tantas vezes lhes haver obtido o perdão, o homem perdesse toda a esperança e não mais ousasse dirigir-se a Ele para sair do abismo em que seria precipitado, não somente Ele lhe assegura que os que esperam n’Ele não serão confundidos (Sl 21), mas lhe declara de maneira bem precisa a sua vontade misericordiosa sobre este ponto importante: impõe-lhe como preceito esperar n’Ele.
Este preceito, só podemos cumpri-lo ultimamente pela sua graça. Poderia Deus ter estabelecido esse preceito se não tivesse querido ajudar-nos? E, se o estabeleceu, pode não ficar sensibilizado com a nossa obediência, quando o invocamos na sinceridade do nosso coração? Pode abandonar-nos, quando cumprimos aquilo que Ele nos prescreveu para obtermos o seu socorro? Não; Deus não falta à sua palavra. Se sucumbirmos, é que a nossa confiança se enfraquece, é que temos falta de Fé.
Quereis uma prova e um exemplo disto? Fornecer-vo-los-á o Evangelho. Fiado na palavra de Jesus Cristo, Pedro, cheio de confiança, anda sobre as águas. O vento vem a soprar, a confiança do Apóstolo diminui: ele teme, começa a afundar. Excitando o temor, o perigo reanima a confiança: Pedro recorre ao seu divino Mestre, que lhe estende a mão para impedi-lo de perecer. Para nos instruir, Jesus não quis deixar seu Apóstolo ignorar a causa do perigo que este havia corrido. Exprobrou-lhe a     sua falta de confiança: “Homem de pouca fé, diz-lhe Ele, por que duvidaste?”
Imagem natural, esta, do que sobejas vezes acontece a uma alma cristã. Enquanto tudo está em paz no seu coração, ela anda com confiança para ir a Jesus Cristo, conforme Ele a chama. Mas acaso o vento da tentação vem a elevar-se? Acaso as dificuldades da virtude fazem-se sentir? Então ela se perturba, esquece-se de que anda fundada na palavra de Jesus Cristo, começa a temer; hesita na sua confiança, que se enfraquece sempre mais por essa infidelidade: e ela começa a afundar; e, se a volta da confiança não lhe atrai um pronto socorro, ela sucumbe,
São Pedro estava perdido, se não houvesse chamado Jesus para salvá-lo; e esse bom Mestre não lhe faltou. Se uma alma cristã, depois de imitar a fraqueza desse Apóstolo, em vez de perder um tempo precioso em se assustar, em se lamentar, invocasse como ele o seu Salvador, logo experimentaria a proteção d’Ele; evitaria tantas quedas, tantas inquietações que a sua pouca confiança lhe ocasiona. Mas, neste caso, só deve ela queixar-se de si mesma, se não aproveita o socorro que está sempre pronto, que lhe é sempre oferecido. Ela conhece o perigo, sabe o meio de se subtrair a ele: é realmente culpa sua se não segue essa luz.

(“Tratado do Desânimo nas Vias da Piedade” – Padre J. Michel, SJ – Ed. Vozes, págs. 27/29)



[1] Confide, filii, remittuntur tibi pecata tua (MT 9, 2)
[2] Confide, filii, tua te salvam fecit (Mt 9, 22)
[3] Confidite, ego sum, nolite timere (Mc 4, 50)
[4] Confidite, ego vici mundum (Jo 6, 33)
[5] Verba quae ego locutus sum vobis, spiritus et vita sunt  (Jo 6, 64)
[6] Beati qui audiunt verbum Dei et custodiunt ilud (Lc 9, 28)
[7] Exi a me, quia homo peccator sum, Domine (Lc 5, 8)
[8] Noli timere (Lc 5, 10)
[9] Non enim veni vocare justos sed peccatores (Mc 2, 17)
[10] Si credere potes, omnia possibilita sunt credenti (Mc 9, 22)
[11] Credo, Domine, adjuva incredulitatem meam (Mc 9, 23)
[12] Modicae fidei, quare dubitasti? (MT 14, 31)
[13] Spes autem non confundit (ROM 5, 5)

segunda-feira, 8 de junho de 2020

O QUE A MÍDIA NÃO FALA SOBRE O RACISMO NOS ESTADOS UNIDOS






A propósito da onda de protestos recentes nos Estados Unidos da América, ocasionada pela morte de um negro por um policial branco, surgiu repentinamente uma organização mundial sob o epíteto de Antifas, com pretensões de combater não tanto o ódio racial, mas o fascismo político.
Vê-se nessa ocasião uma semelhança do que ocorreu em 1992, quando uma onda de violência racial foi detonada por causa do clamor provocado pela mídia, especialmente por canais de TV. A diferença é que, naquele ano a motivação foi exclusivamente racial, enquanto que nos dias de hoje o racismo foi apenas o pretexto para a ação política de elementos de esquerda e adeptos de uma nova ordem mundial anárquica condizentes para a desordem social.
Vejamos como os fatos se deram naquele ano, quando a comoção social foi detonada por canais de TV da mesma forma que hoje.

O ódio racial que explodiu em Los Angeles, em 1992, deixando 53 mortos e mil feridos, foi excitado pela mídia

Tudo ocorreu porque um júri popular absolveu em Los Angeles quatro policiais brancos que no ano anterior haviam espancado um motorista negro durante uma blitz. Um vídeo amador havia documentado as agressões e foi ostensivamente divulgado por canais de TV, promovendo grande comoção social entre os negros. Nas reportagens, as TVs destacavam o fato de todos os membros do jurado não serem negros, dando grande realce ao ódio racial. Em pouco tempo havia manifestações violentas de negros contra brancos, queimando lojas, destruindo e matando. Em dezenas de grandes cidades, como Houston, Las Vegas e São Francisco foi ateado o ódio racial. Passeatas reuniam milhares de negros em cidades como Nova York, onde só se via incêndios, arruaças, depredações e... mortes. A partir da divulgação das notícias em todas as emissoras do mundo, o destaque era para o ódio racial dos brancos, como que “desculpando” ou justificando as violências praticadas pelas comunidades negras em revolta.[1] Segundo a tônica geral da mídia, o ódio racial parte quase sempre dos brancos, quando não é sempre assim. Segundo dados estatísticos, o racismo tem origens mais profundas.

Violência de negros contra brancos nos EUA é mais de 25 vezes maior que o inverso, mas jornais escondem dados

Os ataques de brancos contra negros são acontecimentos comuns, muito mais frequentes do que os de negros contra brancos, ou negros contra negros? Os dados omitidos na cobertura da imprensa mostram o contrário. Vejam tais dados, que resumimos abaixo, divulgados por jornalista da insuspeita revista “Veja”:
1)  Assassinatos:
– Entre 93 e 94% dos negros assassinados nos EUA são mortos por outros negros.
O ex prefeito de Nova York Rudy Giuliani foi chamado de racista pelo ativista negro Michael Eric Dyson por dizer, no calor do debate, que “policiais brancos não estariam lá (nas comunidades negras) se vocês não estivessem se matando uns aos outros”. Depois o ex-prefeito teve de explicar na CNN:
“Eu disse a mesma coisa que o presidente dos Estados Unidos disse e fui acusado de ser racista. O presidente disse ‘porque as comunidades minoritárias normalmente estão sujeitas a mais crimes, elas precisam de aplicação da lei mais do que ninguém’. Quando ele disse isso, ele não foi acusado de ser racista. Quando eu disse, o meu adversário disse que eu era um racista. Se houver grandes quantidades de crime na comunidade, nós colocamos mais policiais lá. Se não fizéssemos isso, seríamos racistas (também). Se eu colocar todos os meus policiais na Park Avenue e nenhum dos meus policiais onde estão ocorrendo cinco vezes mais crimes, então eu serei acusado de racista. A polícia vai aonde o crime é cometido.”
Em outra oportunidade, declarou:  “Até o momento em que me tornei prefeito, milhares de negros estavam sendo mortos a cada ano. Quando deixei o cargo, o número havia baixado para cerca de 200. Eu provavelmente salvei mais vidas de negros como prefeito de Nova York do que qualquer prefeito na história desta cidade. Eu gostaria de ver se o dr. Dyson já salvou tantas vidas em sua comunidade como eu salvo, e eu fiz isso por ter de usar policiais em áreas de negros onde havia uma quantidade enorme de crimes.”
2) Crimes violentos não letais:
Os dados da Pesquisa Nacional de Vitimização de Crime (NCVS, na sigla em inglês) sobre crimes violentos não letais cometidos em 2010 – último ano disponível – são os seguintes:
– Brancos contra negros: 62.593;
– Negros contra brancos: 320.082.
Logo: negros cometem 5 vezes mais crimes violentos contra brancos do que o contrário.
Mas estes são números absolutos. Proporcionalmente, ainda é pior.
– População branca: 197.000.000.
– População negra: 38.000.000.
– Crimes violentos de brancos contra negros por cada 100 mil brancos = 62.593 x 100.000/197.000.000 = 32.
– Crimes violentos de negros contra brancos por cada 100 mil negros = 320.082 x 100.000/38.000.000 = 842.
Logo:
– Taxa de crimes violentos de negros contra brancos é mais de 25 vezes maior do que o contrário.
No caso específico de “agressão agravada”, a diferença ainda aumenta:
– Brancos contra negros: 1.748.
– Negros contra brancos: 67.755.
Logo:
– A taxa de crimes de “agressão agravada” de negros contra brancos é 200 vezes maior do que o contrário.
Nos casos de roubo e estupro, há um dado curioso (e aqui vou inverter a ordem, em nome do suspense):
– Negros contra brancos: 13.000 estupros; 39.000 roubos.
– Brancos contra negros: 0!
Isso mesmo: o número de estupros e roubos de brancos contra negros relatados na pesquisa é tão infinitesimal que o dado foi arredondado para zero.
“Para atiçar o fogo do ressentimento racial em face desses fatos contrários”, como escreve David Horowitz, “os defensores dos direitos civis fingem que as estatísticas mentem ou que apenas mencioná-las é um ato de racismo. Eles nos dizem que os criminosos negros não são, na verdade, os criminosos; o verdadeiro culpado é o ‘sistema branco e injusto de justiça’”.
Escreve Horowitz:
“Nenhum membro da imprensa perturbou seu dueto [Obama e Hillary] salientando que os afro-americanos cometem muitos mais crimes proporcionalmente do que os brancos. Isto é ‘privilégio de pele negra’ e ilustra como as atitudes racistas anti-brancos tornaram-se predominantes na cultura política.
Por pura repetição e falta de informação corretiva, os mitos de ‘privilégio de pele branca’ deixaram uma marca profunda na cultura em geral e na cultura dos negros americanos em particular. De acordo com uma recente pesquisa do Washington Post e da ABC News, 84% dos negros norte-americanos acham que o sistema de justiça os trata de forma injusta. Mas, se é verdade que os negros são presos em maior número do que sua representação na população, também é verdade que eles cometem crimes em número muito maior do que sua representação garantiria. Os afro-americanos são 12,6% da população dos EUA, mas eles são responsáveis por 38,9% de todas as detenções em casos de crimes violentos – incluindo 32,5% de todos os estupros, 55,5% de todos os roubos e 33,9% de todas as ‘agressões agravadas’. Isto porque eles são presos por crimes que não cometeram? Eles são apenas ‘culpados por serem negros’? Na verdade, as estatísticas são compiladas por meio de entrevistas com as vítimas destes crimes violentos, o que, no caso de crimes cometidos por negros, são em sua maioria negras elas próprias. Em 2010, autores negros eram responsáveis por 80% de toda a violência contra os negros (incluindo 94% dos homicídios), enquanto autores brancos representavam apenas 9% de toda a violência contra os negros.
Outro fato inconveniente para os promotores do mito racial ‘sistema de injustiça’ é que muitas cidades de alta criminalidade com população de maioria negra e altas taxas de prisão de negros são dirigidas por prefeitos afro-americanos e chefes de polícia afro-americanos. Entre eles estão Detroit, Jackson, Birmingham, Memphis, Flint, Savannah, Atlanta, e Washington. Conhecedor dos métodos usados pela polícia para combater o crime e da contribuição desproporcional de negros para as taxas de criminalidade, o ex-chefe de polícia negro de Los Angeles Bernard Parks disse: ‘Não é culpa da polícia quando eles param homens das minorias ou os colocam na cadeia. É culpa dos homens das minorias por cometerem o crime. Na minha mente, não é uma grande revelação que, se os oficiais estão à procura de atividade criminal, eles vão olhar para o tipo de pessoas que estão listadas em relatórios de crimes.’ Mas esta atitude sensata não penetrou na liderança do Partido Democrata, nem no moralmente degradado movimento dos direitos civis neste país.”
Nada disso você lê nos jornais. Nada isso importa à militância. Os casos Trayvon Martin e Michael Brown mostraram que a esquerda agora quer que os negros também tenham o “direito” de espancar ou tentar pegar a arma de autoridades sem correr o risco de serem mortos.
E se você acha que Giuliani, Horowitz e eu só constatamos esses fatos porque somos brancos, assista ao “épico massacre moral e intelectual”[2]  imposto pelo radialista negro Larry Elder no âncora esquerdista branco da CNN Piers Morgan sobre a violência inter-racial, na ocasião da morte de Martin: “O racismo não é mais um dos principais problemas da América. O problema número 1 entre as pessoas negras é o alto número de negros nascidos fora do casamento: 75%. Em 1960, 5% de todas as pessoas deste país haviam nascido fora do casamento. Atualize-se, Piers. O número agora é de 43%. Olhe para isso, para os crimes, para o abandono dos estudos – está tudo conectado”, ensinou Elder.
Pois é. Os fatos são coisas teimosas. E, felizmente, não dependem da cor de ninguém. [3]
Repete-se, nos dias de hoje, onda semelhante de violências supostamente raciais, demonstrando que o detonador deste ódio é a própria mídia e também que há mais ódio de negros contra negros do que de brancos contra negros.
Tornado um movimento político criminoso e terrorista pelo presidente americano, já se sabe que o Antifas nada tem de anti-racista, muito menos de democrata.