Ao completar-se hoje 11 anos de seu falecimento, lembrei de lhe prestar uma homenagem filial junto a meus amigos. Nasceu ela no interior do Rio Grande do Norte, onde levava vida na lavoura. Mal sabia ler e escrever. Fugindo da seca foi para Fortaleza com sua família. De seus 11 filhos, hoje vivem apenas 5: 3 morreram ainda bebês e 3 já adultos. Sertaneja legítima, nunca largou seus costumes antigos mesmo morando numa capital. De tais costumes o mais salutar, que pode lhe ter valido a salvação eterna, era sua entranhada religiosidade. Assídua na freqüência à Santa Missa, só deixou de fazê-lo quando se viu acamada num hospital. Em seus últimos dias de vida, hospitalizada por causa de um câncer, recebeu a visita de dois sacerdotes dos Arautos do Evangelho, os quais lhe prestaram os últimos sacramentos. Recebeu ainda graças insignes no momento de sua última agonia. Uma delas nos foi relatada por uma jovem que a assistia no hospital: levantou bruscamente o tórax em seu leito e fixou o olhar como se fosse um êxtase. A moça, impressionada, pergunta o que ela estava vendo. Respondeu que via uma coisa maravilhosa, muitos anjos, etc, Depois, reclinou-se no leito e entrou em coma para não mais voltar, falecendo ao amanhecer do dia seguinte (era Sexta Feira da Paixão de Cristo). Hoje, a Sexta Feira da Paixão ocorre no mesmo dia de sua morte. Quanta honra morrer no mesmo dia em qye Cristo morreu!
Era uma mãe de família, de uma grande simplicidade, sem entender muito dos problemas que a cercam, mas fiel e temente a Deus, pode receber benefícios tais que não imaginamos. É assim que Deus premia todos aqueles que lhe são fiéis, apesar de não entender muito dos acontecimentos, mas com a alma pura. Mesmo acreditando que ela já está no céu, solicito aos amigos que rezem por sua alma, pois o purgatório deve ser sempre o destino nosso, mesmo para as pessoas mais santas.

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