sábado, 23 de janeiro de 2010

Vejam o blog de designer da Liliana

Liliana Marinho, esposa de nosso caro Daniel (vejam ela acima, com mamãe, o esposo e a filha), informa lá de Portugal que tem seu blog, da área de designer. Para acessar o blog dela é só clicar aqui em LCD DESIGN. Vejam seu recado:

Matosinhos, Portugal
LCD.design nasce pela minha paixão nas artes gráficas. Ao longo do tempo fui aprimorando técnicas em formações na área de designer gráfico.
LCD.design está sempre a procura de satisfazer seus clientes, tendo em conta a importância do dialogo entre o cliente final e o designer.
O blog tem como objectivo partilhar os trabalhos gráficos da Liliana Marinho.
Sendo do meu interesse uma criação diferenciada, materiais de qualidade com impressão digital e uma entrega em curto tempo.
Para mais informações e orçamentos:
lcd.design@yahoo.com

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A Bíblia segundo Donoso Cortés

Juan Francisco María de la Salud Donoso Cortés y Fernández Canedo, I marquês de Valdegamas, (Valle de la Serena, Badajoz, 6 de maio de 1809- † París, França, 3 de maio de 1853) foi um grande filósofo de cunho conservador e católico, além de parlamentar, político e diplomata, funcionário da monarquia espanhola. Teve grande influência no pensamento político contrário ao socialismo e ao comunismo em seu tempo. Vejam o que escreveu sobre a Bíblia:

“Há um livro, tesouro de um povo que é hoje fábula e ludibrio da terra, e que foi em tempos passados estrela do Oriente, no qual têm ido beber sua divina inspiração todos os grandes poetas das regiões ocidentais do mundo, e no qual têm aprendido o segredo de levantar os corações. Este livro é a Bíblia.
“Suprimi a Bíblia com a imaginação… e ficarão todos os povos imersos em trevas. A Bíblia que contém todos os modelos de todas as tragédias, de todas as poesias, e de todas as lamentações, contêm também o modelo inimitável de todos os cantos de vitória.
“Se buscais modelos da poesia bucólica, onde encontrareis tão frescos e puros como na época bíblica do patriarcado; quando a mulher, a fonte e a flor eram amigas, porque todas juntas e cada uma por si eram o símbolo da simplicidade primeira da cândida inocência? Donde encontrareis, senão ali, os sentimentos límpidos e castos, o incendido pudor dos esposos, e a misteriosa fragrância das famílias patriarcais?
“Livro prodigioso Aquele, em que o gênero humano há trinta e três séculos começou a ler, e lendo todos os dias, todas as noites e todas as horas, ainda não terminou sua leitura!
“Livro prodigioso aquele, em que se calcula tudo, antes de haver-se inventado a ciência dos cálculos: em que sem estudos lingüísticos, se dá notícia da origem das línguas; em que sem estudos astronômicos, se computam as revoluções dos astros; em que sem documentos históricos, se conta a História; em que sem estudos físicos, se revelam as leis do mundo!
“Livro prodigioso aquele, que vê tudo e tudo sabe. Que sabe os pensamentos que se erguem no coração do homem, e os que estão presentes na mente de Deus; que vê o que se passa nos abismos do mar, e o que sucede nos abismos da terra; que conta ou prediz todas as catástrofes das gentes, e onde se encerram e entesouram todos os tesouros da misericórdia, da justiça e da vingança.
“Livro em fim, que quando os céus se enrolarem sobre si mesmos como um pergaminho gigantesco, a terra desfaleça, o sol recolha sua luz e se apaguem as estrelas, permanecerá, só ele, com Deus, porque é sua eterna palavra ressoando eternamente nas alturas.
“De todos os povos… o hebreu é o único que teve uma notícia certa de Deus…
“Vejamos a nação hebréia, e antes de tudo falemos de seu Deus, porque seu nome está escrito com caracteres imperecíveis em todas as páginas de sua história. Seu nome é Jehová; sua natureza, espiritual; sua inteligência, infinita; sua liberdade, completa: sua independência, absoluta: sua vontade, onipotente.
“A criação foi um ato desta vontade independente e soberana. Quanto criou com seu poder, mantém com sua providência. Mantém os astros em suas órbitas, a terra em seu eixo, o mar em seus limites.
“As gentes se esqueceram de seu nome, e Ele retirou sua mão das gentes, e a inteligência humana se viu envolta , de súbito, em uma eterna noite. Então, Ele elegeu um povo entre todos e lhe chamou a si, e lhe abriu o entendimento para que entendesse, e entendeu, e O adorou posto de joelhos, e caminhou por suas vias, e obedeceu seus mandamentos, e se pôs sob sua mão plena de vinganças e de misericórdias, e executou o encargo de ser o instrumento de seus imperscrutáveis desígnios; e foi a luz da terra.
“Único entre todos os povos, escolhido e governado por Deus, o povo hebreu é também o único, cuja história é um hino sem fim de louvor do Deus que os conduz e governa.
“Separado de todas as sociedades humanas, está só, com Deus, que lhe fala pela voz de seus profetas e sacerdotes, e a quem responde com seus cânticos de adoração.
“Os cânticos hebreus receberam da unidade majestosa de seu Deus sua limpa simplicidade, sua nobre majestade e sua incomparável beleza…
“Povo predestinado, que viu no céu um só Deus, na humanidade um só homem e na terra um só templo. O que caracteriza o povo hebreu, o que o distingue de todos os povos da terra, é a negação de si mesmo, seu aniquilamento diante de seu Deus.
Os Patriarcas. “A primeira palavra de seu Deus é uma promessa; seu primeiro período histórico o Patriarcado… O Patriarca é o tipo da simplicidade e da inocência. Mais que o varão incorruptível e justo, é o menino sem mancha de pecado. Por isso ouve, com freqüência, aquela voz suavíssima e deleitosa com que Deus lhe chama a si; por isso recebe visitas dos Anjos.
“Mais que o homem reto, que anda gozoso pelas vias do Senhor, é o habitante do céu que anda triste pelo mundo, porque perdeu seu caminho e se recorda de sua pátria.
“Seu único pai é Deus; os anjos são seus irmãos. Os Patriarcas eram, então, como os Apóstolos foram depois, o sal da terra. Em vão procurareis pelo mundo, naqueles remotíssimos tempos, o homem, pobre de espírito, rico de fé, manso e simples de coração, modesto nas prosperidades, resignado nas tribulações, de vida inocente, de honestos e pacíficos costumes. O tesouro dessas virtudes aprazíveis resplandeceu somente nas solitárias tendas dos Patriarcas bíblicos.
* Moisés, a águia do Sinai
“Hóspede na terra de Faraó, o povo hebreu … trocou a um tempo seu Deus pelos ídolos, e sua liberdade pela escravidão. Arrancou dela, violentamente, a mão de um homem governado por uma força sobre-humana, o maior dos Profetas de Israel, e o maior entre os filhos dos homens.
Todos os filósofos, legisladores e fundadores de Impérios tiveram antecessores. Só Moisés está sem antecessores.
“Em Moisés tem princípio a época da ameaça. Deus se converteu, de Pai que era, em Senhor; o povo, de filho que era, em escravo: Deus lhe tira a liberdade, em castigo de suas prevaricações e em prêmio de seu resgate. “Eu sou vosso Deus, e vós sois meu povo, havia dito Deus aos santos Patriarcas”; “Eu sou teu Senhor e teu proprietário: o que te livrou da escravidão dos Faraós, isto disse Deus pela boca de Moisés a seu povo prevaricador e rebelde. Deus deixa de falar doce e secretamente aos homens; os anjos já não visitam suas tendas…
“Moisés que é o maior de todos os filósofos, o maior de todos os fundadores de Impérios, é também o maior de todos os poetas.
“A águia do Sinai subiu até o trono resplandecente de Deus, e teve debaixo de suas asas todo o orbe da terra … Na epopéia bíblica, tudo é local e geral, ao mesmo tempo. O Deus de Israel é o Deus de todas as gentes: o povo de Israel é sombra e figura de todos os homens.
* Maria, mais bela do que toda a criação!
“Para conhecer a mulher por excelência; para ter notícia do encargo que recebeu de Deus: para considerar em toda sua beleza imaculada e altíssima; para formar-se alguma idéia de sua influência santificadora, não basta por a vista naqueles belíssimos tipos da poesia hebraica…
“O verdadeiro tipo, o exemplar verdadeiro da mulher não é Rebeca, nem Débora, nem a esposa dos Cânticos dos Cânticos. É necessário ir mais além, e subir mais alto; é necessário chegar à Plenitude dos Tempos, ao cumprimento da primitiva promessa, para surpreender a Deus formando o tipo perfeito da mulher, é necessário subir até o Trono resplandecente de Maria.
“Maria é uma criatura à parte, mais bela por si só que toda a criação; a terra não é digna de servi-la de peanha, nem de almofada os tecidos de brocado; sua alvura excede à neve, “su rosicler al rosicler de los ocielos”, seu resplendor ao esplendor das estrelas.
“Maria é amada de Deus, venerada dos homens, servida dos Anjos. O homem é uma criatura nobilíssima, porque é senhor da terra, cidadão do céu, filho de Deus, porém a mulher se lhe adianta, lhe deslustra e vence, porque Maria tem títulos mais doces e atributos mais altos.
O Pai a chama Filha, e lhe envia embaixadores; o Espírito Santo a chama Esposa, e faz-lhe sombra com suas asas; o Filho a chama Mãe, e faz sua morada em seu sacratíssimo claustro; os Serafins compõem sua corte; os céus a chamam Rainha; os homens a chamam Senhora; nasceu sem mancha, viveu sem pecado, salvou o mundo e morreu sem dor.*
“Vede aí a mulher. Porque Deus, em Maria, as santificou a todas: às virgens, porque ela foi Virgem; às esposas, porque Ela foi Esposa; às viúvas, porque Ela foi Viúva; às filhas, porque ela foi Filha; às mães, porque Ela foi Mãe.
“Grandes e portentosas maravilhas tem obrado o cristianismo no mundo; ele tem feito paz entre o Céu e a terra; tem destruído a escravidão; … porém a mais portentosa de todas as maravilhas, a que mais profundamente tem influído na constituição da sociedade doméstica e da civil, é a santificação da mulher… O Salvador pôs sob seu amparo Madalena, e ao pé da Cruz estavam juntas sua inocentíssima Mãe e a arrependida pecadora, para dar-nos assim, a entender, que seus amorosos braços estavam abertos … à inocência e ao arrependimento.

(Donoso Cortês, Obras Completas, Ed. S. Francisco de Sales, Madrid, 1904, V. II, pp. 67 a 97).
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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Venerável Pierre Toussaint, rogai pelo Haiti!


Nascido no Haiti, o Venerável Pierre Toussant poderá realizar muitos milagres que possibilitem sua beatificação e futura canonização. O pobre Haiti tem ele como o principal candidato a santo, além de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro como Padroeira.
Vejam sua história:
Pierre Toussaint era conhecido como um homem exemplar na cidade de Nova York durante a primeira metade do século XIX. Mary Ann Schuyler, da rica família Schuyler , ecoou o sentimento popular quando o chamou de "Saint Pierre"

Pierre nasceu escravo no Haiti, por volta de 1778. O Haiti era, então, a mais rica colônia francesa no Caribe, graças às suas plantações numerosas. Pierre e sua família pertenciam ao Sr. Jean Berard. A maioria dos escravos trabalhava nos campos produtores de açúcar, café, anil, tabaco e frutas, mas Sr. Berard, que tinha grande apreço por Pierre, o designou para trabalhar em sua residência. Ali se ensinou a ler e a escrever. Sr. Berard cuidava para que os seus escravos praticassem a fé católica, e escolheu sua filha como madrinha de Pierre.

Em 1791, veio a grande revolta dos escravos no Haiti. Muitas atrocidades foram cometidas em ambos os lados até que as tropas francesas se retirarem, finalmente, em 1797. Jean Jacques Berard, que sucedeu a seu pai, decidiu ir para Nova York esperando que o clima na iha se acalmasse. Levou consigo a esposa, suas duas irmãs, cinco escravos, e fundos suficientes para manter a casa por um ano. Entre os escravos que foram estavam Pierre e sua irmã Rosalie, que nunca mais viram o resto de sua família.

Em Nova York, Berard conseguiu que Pierre se tornasse aprendiz do Sr. Merchant, um dos melhores barbeiros da cidade. Pierre progrediu rapidamente e revelou um grande talento para a elaboração dos penteados da época. Os clientes começaram a designá-lo pelo nome e rapidamente se tornou o estilista das damas famosas das famílias Schuylers, Hamiltons, La Farges, Binsses, Crugers, Hosacks e Livingtons. Pierre era muito estimado por sua discrição e comportamento.

Em 1801, o Sr. Berard queria voltar para a sua plantação tentando salvar o que podia do seu estado, mas logo percebeu que todos os seus bens se encontravam irremediavelmente perdidos. Acabou morrendo de pleurisia.

Os negócios dos Berard, em Nova Iorque, também fracassaram. A viúva, então, se viu em grande pobreza. Desesperada, implorou a Pierre que vendesse as suas jóias. Em vez disso, Pierre, discretamente, sem ninguém saber, assumiu todas as despesas da casa com o seu salário de cabeleireiro.

Em 1802, a viúva de Berard se casou com Gabriel Nicolas, um músico pobre, mas depois de alguns anos caiu enferma. Em seu leito de morte, em 2 de Julho de 1807, concedeu a Pierre a sua liberdade.

Em 1811, Pierre já tinha guardado dinheiro suficiente para pagar a Nicolas a liberdade de Roselie, sua irmã. Só então se sentiu capaz de propor casamento a Juliette Noel, uma mulher vinte anos mais jovem e cuja liberdade havia comprado para evitar que fosse vendida no sul. Eles se casaram em 5 agosto de 1811. Ocuparam, assim, o 3 º andar da casa de Nicolas, enquanto Pierre matinha economicamente todo a residência. Nicolas, posteriormente, foi transferido para o Sul e, alguns anos depois, Pierre comprou uma casa e transferiu a família para a Franklin Street.

Rosalie também se casou, mas o marido a abandonou deixando-a grávida e doente com tuberculose. Pierre e Julieta a receberam em casa, mas acabou morrendo em 1815, logo após o nascimento de sua filha, Eufémia. Os Toussaint adotaram a órfã. Apesar de sobrevier e de ter se tornado na alegria de seus tios, Eufémia também ficou doente com tuberculose e morreu em 1829. Sua morte fez com que Pierre mergulhasse numa grande tristeza. Somente a sua disciplina diária - que incluía Missa todos os dias – o ajudou a continuar.

Ao longo dos anos, Pierre assistiu silenciosamente a várias mulheres que se encontravam em necessidade. Os Toussaint também providenciaram asilo, alimentos e roupas para muitas crianças negras e ajudaram a encontrar treinamento e trabalho. Sua casa era também a casa para os sacerdotes pobres e diversos viajantes. Pierre arrecadava dinheiro para instituições civis de caridade, inclusive para um orfanato dirigido pelas Irmãs de Madre Seton. Ele também ajudou a arrecadar dinheiro para a construção da Catedral de St. Patrick.

Quando, no verão, a cidade de Nova York sofreu com as pragas da febre amarela e cólera, Pierre arriscou ser infectado para cuidar dos doentes. Os Toussaints apoiavam às Oblatas da Providência (ordem religiosa dedicada à educação de crianças negras nos EUA) e mais tarde tornaram-se benfeitores do Colégio de São Vicente de Paulo, a primeira escola católica para meninos afro-americanos em Nova Iorque.

Em 1851, Juliette morreu de câncer e Pierre sofreu muito com a sua partida. Acabou ficando doente, morrendo em 30 de junho de 1853. Esse homem humilde tocou os corações de tantos nova-iorquinos que seu funeral foi acompanhado por milhares de pessoas. Toussaint foi enterrado ao lado de Juliette e Eufémia, no cemitério de St. Patrick, em Mott Street.

Em 1990, seus restos mortais foram transferidos para a cripta da Catedral de St. Patrick. Em 17 de dezembro de 1996, Sua Santidade João Paulo II concedeu o título de "Venerável” a Pierre Toussaint, declarando, assim, que a vida deste notável homem é digna da nossa imitação.
(Querendo ler uma biografia mais detalhada clique aqui: Pierre Toussaint)

domingo, 3 de janeiro de 2010

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Professor de matemática ensina fazendo ginástica

Trata-se do professor Octamar, do Colégio Anchieta, em Salvador (BA). Além do exemplo acima, veja também, no vídeo abaixo, a "aula" que ele deu a Gabriel.

Mais impressionante ainda é o domínio que o professor tem sobre todos os formandos (cerca de 300), dando demonstração pública daquilo que fazia nas salas de aula. Vejam abaixo a exibição de sua ginástica no dia da formatura do mesmo Gabriel.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

A pompa do vestuário foi feta só para a sociedade laica?

Ah, se nossos clérigos tivessem o mesmo desejo de pompa que tinha a nobreza medieval! O culto católico teria outra dimensão religiosa: beleza, riqueza e fausto a serviço de Deus. Vejam o texto abaixo, que extraímos do blog do Sagrado Coração de Jesus, que fala das roupas de outrora, mas somente entre a nobreza:
Paris ‒ A mão é de um adolescente apenas saído da infância. Delicada e régia, franzina e forte, envolvida em rendas e sedas, pérolas e pedras preciosas, esboçando um gesto discreto mas soberano, a mão de Luís XIV na idade de assumir o trono foi o símbolo escolhido pelos organizadores da exposição “Fastos de corte e cerimônias reais”, que teve lugar no palácio de Versalhes. A mostra ressaltou o espírito aristocrático na Europa dos séculos XVII e XVIII, expondo desde vestimentas para grandes ocasiões, como coroação de reis e bodas reais, até peças usadas por monarcas, nobres e ricos-homens, passando por uma variedade sutil de situações intermediárias. Mistura de vida de família e de atividade pública de governo, a vida de corte era refinada e exigente.
Eis logo na entrada as roupas usadas por Jorge III da Inglaterra no dia de sua coroação em 1761, graciosamente emprestadas a Versalhes pela sua descendente, a rainha Elisabeth II. O traje é todo bordado com fios de ouro, eclipsado pela impressionante cauda em veludo vermelho e arminho. O conjunto é de uma pompa soberana, e só foi usado para a cerimônia religiosa e temporal da unção do rei, realizada na abadia de Westminster soberbamente enfeitada, repleta de nobres, autoridades e representantes dos órgãos sociais intermediários do reino. Nesses trajes, coroado e levando nas mãos o cetro e o globo, o novo rei era como um hífen entre Deus, fonte de todo poder, e o povo inglês. Nenhuma proporção com a esquálida cerimônia de posse de um presidente da República nos dias de hoje...
No mesmo salão foram expostas, lado a lado, as vestimentas do príncipe herdeiro da Suécia, Gustavo III, e de sua consorte, a rainha Sofia Madalena, no dia da coroação, 29 de maio de 1772. Ambas ornadas de ouro e prata, as do novo rei vinham do garde-robe de seus antepassados, mas reformadas segundo um estilo aproximado ao de Luís XIV; e as da nova rainha também provinham de uma reforma de modelos antigos, com forte influência espanhola. As cores branca e prateada representavam a luz divina, a pureza, a inocência e a perfeição. No vestido da rainha sobressai uma cauda de 5 metros, presa ao corpo com botões de prata maciça.
Outro grande acontecimento da vida de corte eram as reuniões periódicas das Ordens de Cavalaria.Ainda hoje ocorre anualmente a da Ordem da Jarreteira, na Grã-Bretanha, em que se usam uniformes como o do rei Jorge III, porém com adaptações.Pomposo é o uniforme da Ordem do Espírito Santo, criada pela Casa real da França.Porém nenhuma Ordem real atingiu a categoria e o prestígio da Ordem do Tosão de Ouro. Criada em 1430 por Filipe o Bom, duque de Borgonha, tinha como finalidade suprema a defesa da fé cristã.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Noite mágica

Muitos são os amigos e as amigas de Bárbara, e muitos foram os que lhe prestigiaram em seu casamento. Muitos também foram os presentes que os
noivos receberam, mas talvez nenhum tenha superado uma simples mensagem
cheia de afetos e admiração feita por uma grande amiga. Seu nome é Paloma Moore Neves. Ela soube transmitir no papel o sentimento que pervadiu a muitos
naquele dia. Transcrevemos abaixo a sua mensagem:
Felicidade é um sentimento abstrato e, ao mesmo tempo, facilmente identificável. Explicá-la
é tarefa difícil, mas, perceber quando alguém que conhecemos bem está feliz não exige muito de nós. Os olhos com brilho intenso são os maiores confessores, seguido do sorriso espontâneo e de uma euforia inenarrável.
Foi assim que reconheci sua felicidade durante o seu casamento. Você entrou linda, deslumbrante, vestida como uma princesa prestes a se tornar rainha. Sorte a de quem pôde acompanhar cada passo seu em direção ao altar, onde você era a personagem principal, a dona da festa, a musa da noite.
Fiquei encantada com a sua expressão de alegria e bem estar e tenho certeza de que todas as vezes em que estive com você (e já foram tantas!) este foi o momento em que sua felicidade se deu de maneira mais plena bem na vista dos meus olhos atentos. Naquela noite, tudo ocorreu conforme planejado e, nesse caso, o planejado era um Conto de Fadas na vida real.
As flores que abençoavam a sua decisão de se unir em matrimônio com o pai de seu filho exalavam um perfume suave e doce, como imaginamos ser o cheiro dos jardins encantados. As músicas pareciam traduzir os seus sentimentos e tudo o que você sonhou sobre o que é digno num relacionamento.Os passarinhos de cantorias mais fantásticas ficariam estupefatos com a sincronia dos músicos e concordariam comigo que o toque musical da cerimônia parecia uma sinfonia de anjos. O vestido, feito com imensa competência e sob medidas, intensificaram sua beleza.
Ou será que foi justamente o contrário?

Os brincos excepcionalmente chiques e elegantes fariam qualquer possuidora do maior arsenal de lindas jóias mundanas duvidar da riqueza da própria coleção.
Chega o momento da troca de alianças e quem as traz com imenso afeto é o pequeno príncipe, que é o fruto desse amor que estava por ser sacramentado logo em seguida, segundo o que dita o catolicismo.
O banquete sortido e farto daria água na boca das mais exageradas famílias reais da história da humanidade.
Se a festa tivesse um sabor, seria, talvez, daquele drinque maravilhoso de jabuticaba que foi inventado em homenagem aos noivos. Ou quem sabe daquele doce de amêndoas surrealmente saboroso que era mais uma opção na
rica mesa de doces. Seriam necessários muitos outros parágrafos para descrever e beleza da noite mágica em que você resolveu que iria fazer tudo do seu jeito e ser a mulher mais feliz do universo; mas, acredito que exagerar nas palavras não faz uma descrição perfeita de algo que foi perfeito. Até porque, algo perfeito é impossível de ser descrito a ponto de causar uma impressão precisa no leitor. Quem estava presente, no entanto, sabe do que estou falando e vai deixar tudo guardado na memória como uma ilustração ideal do que a felicidade pode causar.
Sei que você está feliz e assinei embaixo com muito orgulho!
Amo você!
Paloma Moore Neves (uma amiga de sempre e sua madrinha de agora em diante). 03 setembro de 2009

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

União de duas grandes estirpes na Bahia

Realizou-se no último dia 03 de setembro, em Salvador (Bahia), o enlace matrimonial entre Cláudio Costa Ladeia Araripe e Bárbara Rejane Lopes Cavalcante. O oficiante foi o padre Ângelo, da paróquia do Rio Vermelho, e o ato se deu na capela Nossa Senhora da Vitória, tradicional local da religiosidade católica baiana chamado de "Pupileira". Bárbara é filha do casal Juraci e Edy, neta de D. Raimunda, que esteve presete ao evento juntamente com outros 3 avós dos noivos. Neste casamento se consagrou a união de duas grandes estirpes nordestinas: a dos Araripe (que tem sua origem no Ceará) e a dos Cavalcante, nobre descendência pernambucana hoje espalhada por todo o Brasil.

domingo, 30 de agosto de 2009

Ave Maria de Schubert


Desligue o som acima e ouça esta bela Ave Maria de Schubert;