quinta-feira, 11 de junho de 2020

TENDE CONFIANÇA, NADA TEMAIS!






Nosso Senhor Jesus Cristo nos convida à Confiança
Voz de Cristo, voz misteriosa da graça que ressoa no silêncio dos corações, vós murmurais no fundo das nossas consciências pa­lavras de doçura e de paz. Às nossas misérias presentes repetis o conselho que o Mestre dava, freqüentemente, durante a sua vida mortal: “Confiança, confiança!”
À alma culpada, oprimida sob o peso de suas faltas, Jesus dizia: “Confiança, filha, teus pecados te serão perdoados!”[1]  “Confiança”, dizia ainda à doente abandonada que só d’Ele esperava a cura, “tua fé te salvou”[2]. Quando os  Apóstolos tremiam de pavor vendo-O cami­nhar, de noite, sobre o lago de Genesaré, Ele os tranqüilizava por esta expressão pacificadora: “Tende confiança! Sou Eu, nada te­mais!”[3] E na noite da Ceia, conhecendo os frutos infinitos de seu Sacri­fício, lançava Ele, ao partir para a morte, o brado de triunfo: “Confiança! Confiança! Eu venci o mundo!...”[4]
Esta palavra divina, ao cair de seus lábios adoráveis, vibrante de ternura e de piedade, operava nas almas uma transformação ma­ravilhosa. Um orvalho sobrenatural lhes fecundava a aridez, clarões de esperança lhes dissipavam as trevas, uma calma serenidade delas afugentava a angústia.  Pois as palavras do Senhor são “espírito e vida”[5]. “Bem-aventurados os que a ouvem e a põem em prática”[6]
Como outrora aos seus discípulos, é a nós, agora, que Nosso Senhor convida à confiança. Porque recusaríamos atender à sua voz?...

Muitas almas têm medo de Deus
Poucos cristãos, mesmo entre os fervorosos, possuem essa confiança que exclui toda ansiedade e toda hesitação. Várias são as causas dessa deficiência. O Evangelho narra que a pesca miraculosa aterrou São Pedro. Com a impetuosidade habitual, ele mediu de re­lance a distância infinita que separava da sua própria pequenez a grandeza do Mestre. Tremeu de terror sagrado, e prosternando-se, a face contra a terra : “Afastai-Vos de mim, Senhor, exclamou, que sou um pecador!”[7]
Certas almas têm, como o Apóstolo, esse terror. Elas sentem tão vivamente a própria indigência e as próprias misérias, que mal ousam aproximar-se da Divina Santidade. Parece-lhes que um Deus assim puro deveria sentir repulsão ao inclinar-Se para elas. Triste impressão, que lhes dá à vida interior uma atitude contrafeita, e, por vezes, a paralisa completamente.
Como se enganam essas almas!
Logo aproximou-se Jesus do Apóstolo assustado: “Não temas” [8] disse-lhe, e o fez levantar-se...
Vós também, cristãos, que do seu amor tantas provas recebestes, nada temais! Nosso Senhor receia acima de tudo que tenhais medo d’Ele. Vossas imperfeições, vossas fraquezas, vossas faltas, mesmo graves, vossas reincidências tão freqüentes, nada O desanimará, contanto que desejeis sinceramente converter-vos. Quanto mais miseráveis sois, mais Ele tem compaixão de vossa miséria, mais deseja cumprir, junto a vós, sua missão de Salvador...
Não foi sobretudo para os pecadores que Ele veio à terra?...[9]

A outras falta a fé
A outras almas falta a fé. Elas têm certamente essa fé comum, sem a qual trairiam a graça do Batismo. Crêem que Nosso Senhor é todo-poderoso, bom e fiel a suas promessas; mas não sabem aplicar essa crença às suas necessidades particulares. Não são dominadas pela convicção irresistível de que Deus, atento às suas provações, para elas Se volte a fim de socorrê-las.
Jesus Cristo pede-nos, no entanto, essa fé especial e concreta. Ele a exigia outrora como condição indispensável dos seus milagres; espera-a ainda de nós, antes de nos conceder os seus benefícios...
“Se podes crer, tudo é possível àquele que crê”...[10] dizia ao pai do pequenino possesso. E, no convento de Paray-le-Monial, empregando quase os mesmos termos, repetia a Santa Margarida Maria: “Se puderes crer, verás o poder do meu Coração na magnificência do meu amor...”
Podeis crer? Podereis chegar a essa certeza tão forte que nada a abala, tão clara que equivale à evidência?...
Isso é tudo. Quando chegardes a esse grau de confiança vereis maravilhas realizarem-se em vós...
Pedi ao Mestre Divino que aumente a vossa fé.  Repeti-lhe com freqüência a prece do Evangelho: “Eu creio, Senhor, mas ajudai a minha incredulidade!...”[11]

Esta desconfiança de Deus lhes é muito prejudicial
A desconfiança, sejam quais forem suas causas, nos traz prejuízo, privando-nos de grandes bens.
Quando São Pedro, saltando da barca, se lançou ao encontro do Salvador, caminhou, a princípio, com firmeza sobre as ondas. Soprava o vento com violência. As vagas ora levantavam-se em turbilhões furiosos ora cavavam no mar abismos profundos... A voragem abria-se diante do Apóstolo. Pedro tremeu... hesitou um segundo, e, logo, começou a afundar...  “Homem de pouca fé, disse-lhe Jesus, por que duvidaste?...”[12]
Eis a nossa história. Nos momentos de fervor, ficamos tranqüilos e recolhidos ao pé do Mestre. Vindo a tempestade, o perigo absorve a nossa atenção. Desviamos então os olhares de Nosso Senhor para fitá-los ansiosamente sobre os nossos sofrimentos e perigos. Hesitamos... e afundamos logo! Assalta-nos a tentação. O dever se nos torna enfadonho, a sua austeridade nos preocupa, o seu peso nos oprime. Imaginações perturbadoras nos perseguem. A tormenta ruge na inteligência, na sensibilidade, na carne...
E perdemos pé; caímos no pecado, caímos no desânimo, mais pernicioso do que a própria falta. Almas sem confiança, por que duvidamos?
A provação nos assalta de mil maneiras. Ora os negócios temporais periclitam, o futuro material nos inquieta. Ora a maldade ataca-nos a reputação. A morte quebra os laços de afeições das mais legítimas e carinhosas. Esquecemos, então, o cuidado maternal que tem por nós a Providência...  Murmuramos, revoltamo-nos, aumentamos assim as dificuldades e o travo doloroso do nosso infortúnio.
Almas sem confiança, por que duvidamos?
Se nos tivéssemos apegados ao Divino Mestre com uma confiança tanto maior quanto mais desesperada parecesse a situação, nenhum mal desta nos adviria... Teríamos caminhado calmamente sobre as ondas; teríamos chegado, sem tropeços, ao golfo tranqüilo e seguro, e, breve, teríamos achado a plaga hospitaleira que a luz do Céu ilumina...
Os Santos lutaram com as mesmas dificuldades... muitos dentre eles cometeram as mesmas faltas. Mas estes, ao menos, não duvidaram... Ergueram-se sem tardança, mais humildes após a queda, não contando, desde então, senão com os socorros do Alto... Conservaram no coração a certeza absoluta de que, apoiados em Deus, tudo poderiam. Não foram iludidos nessa confiança. [13]
Tornai-vos, pois, almas confiantes. Nosso Senhor a isso vos convida; e o vosso interesse assim o exige. Tornar-vos-ei, ao mesmo tempo, almas iluminadas, almas de paz.

(cap. I, 1, 2 e 3 do LIVRO DA CONFIANÇA, do Padre Thomas de Saint-Laurent)

AS NOSSAS INFIDELIDADES REITERADAS NÃO DEVE FAZER-NOS PERDER A COFIANÇA EM DEUS. SÓ A PERDEMOS POR TERMOS FALTA DE FÉ

Deus, pai terno de todas as suas criaturas, empregou todos os meios para tranquilizá-las contra estes temores excessivos que as afastam d’Ele. Receando que, compenetrado da sua ingratidão, espantado com as suas infidelidades reiteradas, depois de tantas vezes lhes haver obtido o perdão, o homem perdesse toda a esperança e não mais ousasse dirigir-se a Ele para sair do abismo em que seria precipitado, não somente Ele lhe assegura que os que esperam n’Ele não serão confundidos (Sl 21), mas lhe declara de maneira bem precisa a sua vontade misericordiosa sobre este ponto importante: impõe-lhe como preceito esperar n’Ele.
Este preceito, só podemos cumpri-lo ultimamente pela sua graça. Poderia Deus ter estabelecido esse preceito se não tivesse querido ajudar-nos? E, se o estabeleceu, pode não ficar sensibilizado com a nossa obediência, quando o invocamos na sinceridade do nosso coração? Pode abandonar-nos, quando cumprimos aquilo que Ele nos prescreveu para obtermos o seu socorro? Não; Deus não falta à sua palavra. Se sucumbirmos, é que a nossa confiança se enfraquece, é que temos falta de Fé.
Quereis uma prova e um exemplo disto? Fornecer-vo-los-á o Evangelho. Fiado na palavra de Jesus Cristo, Pedro, cheio de confiança, anda sobre as águas. O vento vem a soprar, a confiança do Apóstolo diminui: ele teme, começa a afundar. Excitando o temor, o perigo reanima a confiança: Pedro recorre ao seu divino Mestre, que lhe estende a mão para impedi-lo de perecer. Para nos instruir, Jesus não quis deixar seu Apóstolo ignorar a causa do perigo que este havia corrido. Exprobrou-lhe a     sua falta de confiança: “Homem de pouca fé, diz-lhe Ele, por que duvidaste?”
Imagem natural, esta, do que sobejas vezes acontece a uma alma cristã. Enquanto tudo está em paz no seu coração, ela anda com confiança para ir a Jesus Cristo, conforme Ele a chama. Mas acaso o vento da tentação vem a elevar-se? Acaso as dificuldades da virtude fazem-se sentir? Então ela se perturba, esquece-se de que anda fundada na palavra de Jesus Cristo, começa a temer; hesita na sua confiança, que se enfraquece sempre mais por essa infidelidade: e ela começa a afundar; e, se a volta da confiança não lhe atrai um pronto socorro, ela sucumbe,
São Pedro estava perdido, se não houvesse chamado Jesus para salvá-lo; e esse bom Mestre não lhe faltou. Se uma alma cristã, depois de imitar a fraqueza desse Apóstolo, em vez de perder um tempo precioso em se assustar, em se lamentar, invocasse como ele o seu Salvador, logo experimentaria a proteção d’Ele; evitaria tantas quedas, tantas inquietações que a sua pouca confiança lhe ocasiona. Mas, neste caso, só deve ela queixar-se de si mesma, se não aproveita o socorro que está sempre pronto, que lhe é sempre oferecido. Ela conhece o perigo, sabe o meio de se subtrair a ele: é realmente culpa sua se não segue essa luz.

(“Tratado do Desânimo nas Vias da Piedade” – Padre J. Michel, SJ – Ed. Vozes, págs. 27/29)



[1] Confide, filii, remittuntur tibi pecata tua (MT 9, 2)
[2] Confide, filii, tua te salvam fecit (Mt 9, 22)
[3] Confidite, ego sum, nolite timere (Mc 4, 50)
[4] Confidite, ego vici mundum (Jo 6, 33)
[5] Verba quae ego locutus sum vobis, spiritus et vita sunt  (Jo 6, 64)
[6] Beati qui audiunt verbum Dei et custodiunt ilud (Lc 9, 28)
[7] Exi a me, quia homo peccator sum, Domine (Lc 5, 8)
[8] Noli timere (Lc 5, 10)
[9] Non enim veni vocare justos sed peccatores (Mc 2, 17)
[10] Si credere potes, omnia possibilita sunt credenti (Mc 9, 22)
[11] Credo, Domine, adjuva incredulitatem meam (Mc 9, 23)
[12] Modicae fidei, quare dubitasti? (MT 14, 31)
[13] Spes autem non confundit (ROM 5, 5)

segunda-feira, 8 de junho de 2020

O QUE A MÍDIA NÃO FALA SOBRE O RACISMO NOS ESTADOS UNIDOS






A propósito da onda de protestos recentes nos Estados Unidos da América, ocasionada pela morte de um negro por um policial branco, surgiu repentinamente uma organização mundial sob o epíteto de Antifas, com pretensões de combater não tanto o ódio racial, mas o fascismo político.
Vê-se nessa ocasião uma semelhança do que ocorreu em 1992, quando uma onda de violência racial foi detonada por causa do clamor provocado pela mídia, especialmente por canais de TV. A diferença é que, naquele ano a motivação foi exclusivamente racial, enquanto que nos dias de hoje o racismo foi apenas o pretexto para a ação política de elementos de esquerda e adeptos de uma nova ordem mundial anárquica condizentes para a desordem social.
Vejamos como os fatos se deram naquele ano, quando a comoção social foi detonada por canais de TV da mesma forma que hoje.

O ódio racial que explodiu em Los Angeles, em 1992, deixando 53 mortos e mil feridos, foi excitado pela mídia

Tudo ocorreu porque um júri popular absolveu em Los Angeles quatro policiais brancos que no ano anterior haviam espancado um motorista negro durante uma blitz. Um vídeo amador havia documentado as agressões e foi ostensivamente divulgado por canais de TV, promovendo grande comoção social entre os negros. Nas reportagens, as TVs destacavam o fato de todos os membros do jurado não serem negros, dando grande realce ao ódio racial. Em pouco tempo havia manifestações violentas de negros contra brancos, queimando lojas, destruindo e matando. Em dezenas de grandes cidades, como Houston, Las Vegas e São Francisco foi ateado o ódio racial. Passeatas reuniam milhares de negros em cidades como Nova York, onde só se via incêndios, arruaças, depredações e... mortes. A partir da divulgação das notícias em todas as emissoras do mundo, o destaque era para o ódio racial dos brancos, como que “desculpando” ou justificando as violências praticadas pelas comunidades negras em revolta.[1] Segundo a tônica geral da mídia, o ódio racial parte quase sempre dos brancos, quando não é sempre assim. Segundo dados estatísticos, o racismo tem origens mais profundas.

Violência de negros contra brancos nos EUA é mais de 25 vezes maior que o inverso, mas jornais escondem dados

Os ataques de brancos contra negros são acontecimentos comuns, muito mais frequentes do que os de negros contra brancos, ou negros contra negros? Os dados omitidos na cobertura da imprensa mostram o contrário. Vejam tais dados, que resumimos abaixo, divulgados por jornalista da insuspeita revista “Veja”:
1)  Assassinatos:
– Entre 93 e 94% dos negros assassinados nos EUA são mortos por outros negros.
O ex prefeito de Nova York Rudy Giuliani foi chamado de racista pelo ativista negro Michael Eric Dyson por dizer, no calor do debate, que “policiais brancos não estariam lá (nas comunidades negras) se vocês não estivessem se matando uns aos outros”. Depois o ex-prefeito teve de explicar na CNN:
“Eu disse a mesma coisa que o presidente dos Estados Unidos disse e fui acusado de ser racista. O presidente disse ‘porque as comunidades minoritárias normalmente estão sujeitas a mais crimes, elas precisam de aplicação da lei mais do que ninguém’. Quando ele disse isso, ele não foi acusado de ser racista. Quando eu disse, o meu adversário disse que eu era um racista. Se houver grandes quantidades de crime na comunidade, nós colocamos mais policiais lá. Se não fizéssemos isso, seríamos racistas (também). Se eu colocar todos os meus policiais na Park Avenue e nenhum dos meus policiais onde estão ocorrendo cinco vezes mais crimes, então eu serei acusado de racista. A polícia vai aonde o crime é cometido.”
Em outra oportunidade, declarou:  “Até o momento em que me tornei prefeito, milhares de negros estavam sendo mortos a cada ano. Quando deixei o cargo, o número havia baixado para cerca de 200. Eu provavelmente salvei mais vidas de negros como prefeito de Nova York do que qualquer prefeito na história desta cidade. Eu gostaria de ver se o dr. Dyson já salvou tantas vidas em sua comunidade como eu salvo, e eu fiz isso por ter de usar policiais em áreas de negros onde havia uma quantidade enorme de crimes.”
2) Crimes violentos não letais:
Os dados da Pesquisa Nacional de Vitimização de Crime (NCVS, na sigla em inglês) sobre crimes violentos não letais cometidos em 2010 – último ano disponível – são os seguintes:
– Brancos contra negros: 62.593;
– Negros contra brancos: 320.082.
Logo: negros cometem 5 vezes mais crimes violentos contra brancos do que o contrário.
Mas estes são números absolutos. Proporcionalmente, ainda é pior.
– População branca: 197.000.000.
– População negra: 38.000.000.
– Crimes violentos de brancos contra negros por cada 100 mil brancos = 62.593 x 100.000/197.000.000 = 32.
– Crimes violentos de negros contra brancos por cada 100 mil negros = 320.082 x 100.000/38.000.000 = 842.
Logo:
– Taxa de crimes violentos de negros contra brancos é mais de 25 vezes maior do que o contrário.
No caso específico de “agressão agravada”, a diferença ainda aumenta:
– Brancos contra negros: 1.748.
– Negros contra brancos: 67.755.
Logo:
– A taxa de crimes de “agressão agravada” de negros contra brancos é 200 vezes maior do que o contrário.
Nos casos de roubo e estupro, há um dado curioso (e aqui vou inverter a ordem, em nome do suspense):
– Negros contra brancos: 13.000 estupros; 39.000 roubos.
– Brancos contra negros: 0!
Isso mesmo: o número de estupros e roubos de brancos contra negros relatados na pesquisa é tão infinitesimal que o dado foi arredondado para zero.
“Para atiçar o fogo do ressentimento racial em face desses fatos contrários”, como escreve David Horowitz, “os defensores dos direitos civis fingem que as estatísticas mentem ou que apenas mencioná-las é um ato de racismo. Eles nos dizem que os criminosos negros não são, na verdade, os criminosos; o verdadeiro culpado é o ‘sistema branco e injusto de justiça’”.
Escreve Horowitz:
“Nenhum membro da imprensa perturbou seu dueto [Obama e Hillary] salientando que os afro-americanos cometem muitos mais crimes proporcionalmente do que os brancos. Isto é ‘privilégio de pele negra’ e ilustra como as atitudes racistas anti-brancos tornaram-se predominantes na cultura política.
Por pura repetição e falta de informação corretiva, os mitos de ‘privilégio de pele branca’ deixaram uma marca profunda na cultura em geral e na cultura dos negros americanos em particular. De acordo com uma recente pesquisa do Washington Post e da ABC News, 84% dos negros norte-americanos acham que o sistema de justiça os trata de forma injusta. Mas, se é verdade que os negros são presos em maior número do que sua representação na população, também é verdade que eles cometem crimes em número muito maior do que sua representação garantiria. Os afro-americanos são 12,6% da população dos EUA, mas eles são responsáveis por 38,9% de todas as detenções em casos de crimes violentos – incluindo 32,5% de todos os estupros, 55,5% de todos os roubos e 33,9% de todas as ‘agressões agravadas’. Isto porque eles são presos por crimes que não cometeram? Eles são apenas ‘culpados por serem negros’? Na verdade, as estatísticas são compiladas por meio de entrevistas com as vítimas destes crimes violentos, o que, no caso de crimes cometidos por negros, são em sua maioria negras elas próprias. Em 2010, autores negros eram responsáveis por 80% de toda a violência contra os negros (incluindo 94% dos homicídios), enquanto autores brancos representavam apenas 9% de toda a violência contra os negros.
Outro fato inconveniente para os promotores do mito racial ‘sistema de injustiça’ é que muitas cidades de alta criminalidade com população de maioria negra e altas taxas de prisão de negros são dirigidas por prefeitos afro-americanos e chefes de polícia afro-americanos. Entre eles estão Detroit, Jackson, Birmingham, Memphis, Flint, Savannah, Atlanta, e Washington. Conhecedor dos métodos usados pela polícia para combater o crime e da contribuição desproporcional de negros para as taxas de criminalidade, o ex-chefe de polícia negro de Los Angeles Bernard Parks disse: ‘Não é culpa da polícia quando eles param homens das minorias ou os colocam na cadeia. É culpa dos homens das minorias por cometerem o crime. Na minha mente, não é uma grande revelação que, se os oficiais estão à procura de atividade criminal, eles vão olhar para o tipo de pessoas que estão listadas em relatórios de crimes.’ Mas esta atitude sensata não penetrou na liderança do Partido Democrata, nem no moralmente degradado movimento dos direitos civis neste país.”
Nada disso você lê nos jornais. Nada isso importa à militância. Os casos Trayvon Martin e Michael Brown mostraram que a esquerda agora quer que os negros também tenham o “direito” de espancar ou tentar pegar a arma de autoridades sem correr o risco de serem mortos.
E se você acha que Giuliani, Horowitz e eu só constatamos esses fatos porque somos brancos, assista ao “épico massacre moral e intelectual”[2]  imposto pelo radialista negro Larry Elder no âncora esquerdista branco da CNN Piers Morgan sobre a violência inter-racial, na ocasião da morte de Martin: “O racismo não é mais um dos principais problemas da América. O problema número 1 entre as pessoas negras é o alto número de negros nascidos fora do casamento: 75%. Em 1960, 5% de todas as pessoas deste país haviam nascido fora do casamento. Atualize-se, Piers. O número agora é de 43%. Olhe para isso, para os crimes, para o abandono dos estudos – está tudo conectado”, ensinou Elder.
Pois é. Os fatos são coisas teimosas. E, felizmente, não dependem da cor de ninguém. [3]
Repete-se, nos dias de hoje, onda semelhante de violências supostamente raciais, demonstrando que o detonador deste ódio é a própria mídia e também que há mais ódio de negros contra negros do que de brancos contra negros.
Tornado um movimento político criminoso e terrorista pelo presidente americano, já se sabe que o Antifas nada tem de anti-racista, muito menos de democrata.


sexta-feira, 9 de novembro de 2018

O SACROSSANTO OLHAR DE JESUS CRISTO






O Dr. Plínio Corrêa de Oliveira, ao longo de sua vida pública, teceu alguns  comentários sobre o olhar de Nosso Senhor. Em uma famosa Via Sacra, por exemplo:  “Vós, Senhor,  o fitaste (Pilatos) por longo tempo com aquele olhar que em um segundo operou a salvação de Pedro. Era um olhar em que transparecia vossa suprema perfeição moral, vossa infinita inocência, e, entretanto, ele Vos condenou”.
A Beata Anna Catharina Emmerich narra em detalhes o tocante episódio em que os olhares de Nosso Senhor e São Pedro se encontraram naquele momento. Segundo ela, após haver negado Nosso Senhor pela primeira vez, São Pedro encontrou-se por acaso com Seu Mestre, o qual lançou-lhe terrível olhar de repreensão: “O Senhor lançou a Pedro um olhar sério de repreensão. Pedro ficou como que esmagado pela dor. Mas, lutando com o medo e ouvindo alguns dos circunstantes dizerem: ‘Quem é esse sujeito?’, saiu novamente para o pátio, tão abatido e tão confuso pelo medo, que andava cambaleando a passos lentos. Vendo-se, porém, observado, entrou de novo no átrio, aproximou-se da fogueira, ficando ali bastante tempo sentado, até que diversas pessoas, que fora lhe tinham notado a confusão, entraram, começando de novo a provocá-lo, falando mal de Jesus e de suas obras. Um deles, chamado Cássio e mais tarde Longino, disse então: ‘É verdade, também és daquela gente; és Galileu, tua linguagem prova-o’. Como Pedro quisesse sair com um pretexto, impediu-o um irmão de Malcho, dizendo: ‘O que? Não te vi com eles no horto das oliveiras? Não feriste a orelha de meu irmão?’  Tornou-se Pedro então como insensato, pelo pavor que o dominou e livrando-se deles, começou a praguejar (tinha um gênio violento) e jurar que absolutamente não conhecia esse homem e correu do átrio para o pátio interior. Foi à hora em que o galo cantou de novo; os soldados conduziram Jesus, nesse mesmo momento, da sala circular, pelo pátio para o cárcere que ficava sob a sala. Virou-se, porém, o Senhor e olhou para Pedro com grande dor e tristeza; lembrou-se Pedro então da palavra de Jesus: ‘Antes do galo cantar duas vezes, negar-me-ás três vezes’, e essa lembrança pesou-lhe com terrível violência sobre o coração. Fatigado pela angústia e o medo, tinha-se esquecido da promessa presunçosa de querer antes morrer do que O negar e do aviso profético de Jesus;  mas à vista do Mestre, esmagou-o a lembrança do crime que acabara de cometer. Tinha pecado, pecado contra o Salvador, tão cruelmente tratado, condenado, inocente, sofrendo tão resignado toda a horrível tortura. Como desvairado de contrição, saiu apressadamente pelo pátio exterior, a cabeça velada e chorando amargamente; não temia mais ser interrogado; teria então dito a todos quem era e que pecado lhe pesava na consciência” .(Vida, Paixão e Glorificação do Cordeiro de Deus” – Mir Editora – São Paulo, 1999 – págs. 189/190)
O OLHAR DE JESUS FULGURA COMO UM SOL
Nas palavras do Dr. Plínio Corrêa de Oliveira fomos colher um precioso comentário sobre o olhar de Jesus:
“Em Jesus, o semblante, as expressões da face e até o timbre da voz não são senão comentários ao que mais O exprime, isto é, seu olhar. Este é sumamente ordenado e feito de gradualidades. Quando fulgura, é como um sol. Quando não, mostra-se sempre de um certo modo, semelhante ao que representa o barítono para a música vocal: nem muito alto nem muito baixo.
“Não é um olhar que sai de si para penetrar nos outros, a não ser raramente. Antes, convida que se entre nele, para entabular elevados colóquios conosco.
“Olhar muito sereno, aveludado quase... No fundo, porém, revelando uma sabedoria, retidão, firmeza e força que nos enchem ao mesmo tempo de encanto e de confiança.
“A meu ver, todas as perfeições existentes na ordem do Universo – a das estrelas como as de uma Gruta de Capri, ou as de qualquer outra maravilha – estão contidas no olhar de Nosso Senhor Jesus Cristo, e os estados de alma d’Ele correspondem a todas as belezas do mundo. Por isso, ao apreciarmos algum esplendor da criação, seria bastante proveitoso meditarmos na excelência do olhar d’Ele que se acha espelhada naquela grandeza criada.
“Por exemplo, quando estou sozinho e contemplo o céu todo estrelado acima de mim, experimento a curiosa impressão de que sou visto, e de que aquele firmamento todo converge sobre mim. Esta é a sensação que se tem quando Nosso Senhor nos olha. É todo um céu que se debruça sobre nós. Mas quando somos nós que nos pomos a fitá-Lo e colhemos o fundo de seu olhar, nos sentimos melhor do que ao sermos olhados por Ele.
“Pois ali, no conjunto dos olhares d’Ele, a ordem do Universo se reflete inteiramente, as regras da estética se resumem de modo perfeito, os princípios da lógica se articulam de maneira admirável. Numa palavra, o “pulchrum” e o significado interno de tudo quanto existe estão contidos no olhar de Nosso Senhor.
“De sorte que, por exemplo, ao conversar com Lázaro, com Marta ou com Maria Madalena, a fisionomia, a voz e o olhar de Jesus – sem indiscrição alguma – iam muito naturalmente mudando, e em sua expressão se podia compreender um número incontável de coisas.
Olhar que acompanha a História

“Por isso mesmo, considero o olhar de Nosso Senhor Jesus Cristo como se fosse quase outro Evangelho, e uma prodigiosa “leçon des choses”.
“De fato, Jesus é Rei do Universo e, portanto, Rei da História. Não o é apenas da história das nações, mas também da existência individual de cada um de nós. E os desígnios d’Ele vão se fixando e se traçando na medida em que a nossa trajetória neste mundo se desenvolve. Ele vai olhando para nós, e se pudéssemos vê-Lo em cada momento, teríamos o sentido daquilo que estamos vivendo a cada passo.
“Imaginemos Nosso Senhor por ocasião da multiplicação dos pães, considerando o povo reunido em torno d’Ele: “Tenho piedade desta multidão” (Mt 15, 32). É concebível que Ele tenha proferido essa frase com os olhos fechados? Não pode ser.
“Se os olhos de Jesus não estivessem abertos enquanto Ele falava ou caminhava, teria atraído aquela multidão? Claro está que, se assim o quisesse, Nosso Senhor tocaria aquelas almas mesmo sem lhes dirigir o olhar. Porém, não procedeu dessa forma, e foi o olhar d’Ele que as atraiu.
“Outra passagem do Evangelho na qual me parece que o divino olhar do Salvador se reveste de maior expressividade é o momento em que Jesus, flagelado e coroado de espinhos, foi apresentado ao povo por Pilatos. Para mim, excetuando o instante em que Nosso Senhor fita o Apóstolo Pedro que acabara de negá-Lo, não há episódio no Evangelho onde o papel do olhar se manifesta tão evidente como no “Ecce Homo”. Tanto mais quanto, naquela circunstância, o Redentor não proferiu qualquer palavra, permanecendo num majestoso silêncio.
“Cumpre ressaltar, aliás, o fato impressionante de que os algozes de Nosso Senhor, quando O esbofetearam durante a Paixão, não suportaram o divino olhar que os fitava. Para consumar as suas atrocidades contra Jesus, tiveram de Lhe vendar os olhos..
Devoção ao Sacrossanto olhar

“Essas considerações nos fazem compreender bem que noite tremenda se fez para o mundo quando o olhar d’Ele se extinguiu! Noite na qual se teria vontade de pedir a Deus que nos levasse desta Terra. Pois uma vez que alguém se habituou ao convívio daquele olhar, tendo este se apagado, nenhum sentido restaria para se continuar a viver no mundo. Para fazer o quê? Turismo em alguma linda cidade européia? Visitar Paris, conhecer Viena? Como estas nos parecem pobres e insípidas, em comparação com a graça de ver aquele divino olhar! As maravilhosas jóias da casa d’Áustria, a extraordinária coroa do Sacro-Império, nada seriam para o homem sobre quem pousaram os olhos misericordiosos do Salvador.
“Muito embora a devoção ao Sagrado Coração de Jesus me fale tanto à alma, na realidade toca-me ainda mais a devoção ao olhar d’Ele. Talvez, pela razão mesma de ser o olhar a melhor expressão do coração. E esta seria, caso não o impugnasse a Teologia, a “devoção ao Sacrossanto Olhar...”.
“A partir dessa idéia, poder-se-ia introduzir no “Anima Christi” outras invocações como: olhar padecente, olhar misericordioso, olhar de divino Juiz... penetrai em mim e fazei-me entrar em vós. Poder-se-ia, igualmente, compor uma “Ladainha dos olhares de Jesus”, a qual reluziria de uma beleza arrebatadora.
“Concluo, fazendo notar que, quando se analisa assim o Evangelho, encontram-se nele profundidades insuspeitadas. Suas páginas constituem um tesouro repleto de “nova et vetera” – coisas antigas e recentes.
“Tudo quanto acima foi dito nos revelou algo imensamente valioso, mas é natural que se procurem também outras gemas preciosas nesse tesouro. As jóias que acabamos de admirar, a nós nos regalam, porque são as meditações que se acrescentam ao cântico antigo, em função de nossa vida, nossas batalhas e nossos sofrimentos nesta terra de exílio”
Em outras oportunidades Dr. Plínio teceu comentários sobre o olhar de Nosso Senhor Jesus Cristo, conforme relatamos adiante:
“Se nós pudéssemos fazer uma coleção dos timbres de voz de Jesus ensinando como Mestre!... Ninguém foi Mestre como Ele, que é o Divino Mestre! Explicando com clareza, com sabedoria, com profundidade, horizontes extraordinários, mas com uma simplicidade de desconcertar. Seu ensino é tão simples e, ao mesmo tempo, tão profundo! Santo Agostinho dizia que o ensinamento d’Ele era como um rio no qual um elefante se afogaria e um cordeiro passaria sem molhar senão os pés.
“Como nós gostaríamos também de, por exemplo, colecionar os seus sucessivos olhares! Para falar senão em dois: o olhar para São Pedro, que o converteu e o fez chorar a vida inteira, e um olhar para Nossa Senhora. Escolham o momento. Talvez o momento do último olhar nesta vida. Com certeza, antes de morrer, Eles trocaram um olhar em que transpareciam o carinho e adoração da parte d’Ela, e o amor indizível, o apreço extraordinário e o carinho da parte d’Ele, ao se separarem.
“Como seria a história de todos os seus olhares? E como seria o olhar d’Ele expulsando os vendilhões do Templo? Para Pilatos, desprezando toda a covardia do Procurador romano? E o olhar de repreensão aguda e severa para Anás e Caifás?
(Extraído da revista “Dr. Plínio”, janeiro de 2004, págs. 18/20)


segunda-feira, 5 de novembro de 2018

O QUE SERÁ DO BRASIL?






Pela primeira vez o PT consegue eleger alguém para um cargo de grande importância em 1988, quando Erundina foi eleita prefeita de São Paulo. Todos sabem no desastre que se deu, mas mesmo assim Lula conseguiu, após 3 tentativas (89, 92 e 96), ser eleito presidente sem nunca ter sido prefeito ou governador.
O fenômeno foi antevisto e é mais ou menos explicado por Dr. Plínio nos artigos que escrevia na “Folha de São Paulo”, dentre os quais um deles falava do que ele chamava fator “F”. A expressão bem representa o espírito do nosso povo: “deixa ficar para ver como vai ser”, ou coisa semelhante. Então o fator “f” é uma tentação de se acomodar e deixar como está para ver como é que fica.
Logo ao ser eleita, Erundina fez uma declaração dirigida à FIESP, com intuito de acalmar aqueles que imaginavam que ela iria aplicar um programa violento contra a propriedade privada. Eis o que ela disse:
"Garanto que podem ficar tranqüilos. Não vamos revolucionar a administração municipal. Não estamos propondo uma solução socialista para a cidade. Queremos governar com competência e transparência, e isso interessa ao empresariado" ("Jornal da Tarde", 18/11/88).
Quando Lula foi eleito tentou também acalmar os empresários e o mercado e não falou em aplicar os programas radicais da esquerda socialista. Era necessário deixar primeiro o povo adormecer no fator “F” para depois investir contra o direito de propriedade a a livre iniciativa.
Como vimos, o PT veio e “ficou” no poder durante tanto tempo, 13 anos (sem contar o tempo de seu vice que ainda perdura). Durante esse período fez várias tentativas de aplicar seu programa socialista, mas encontrou sérios obstáculos na opinião pública mais sadia de nosso povo, e somente o aplicou em parte. E continuaria “ficando” no poder se não fosse despertada a opinião pública contrária a tal adormecimento.
Vejam o que Dr. Plínio comentava sobre o início do poder petista em 1988, num artigo publicado na “Folha de São Paulo” intitulado “O que será do Brasil”?:
“Este pendor a ficar não se pode confundir com um conservantismo ideológico, pois é essencialmente temperamental.
Ora, por uma curiosa, por uma trágica contradição da história, precisamente este fator "F" foi, ao meu ver, uma das causas mais profundas da situação em que nos deixou a Constituinte de 88. Isto é, um Brasil desfigurado por uma transformação socialista espantosa, profunda e quase geral.
Do fator "F", ou de algo análogo, quase não se fala hoje, nos comentários políticos. Mas foi precisamente ele que levou, de modo subconsciente, a grande maioria dos componentes das classes às quais cabe a missão natural de preservar o regime da livre iniciativa e da propriedade privada – industriais, comerciantes, agricultores, proprietários de imóveis urbanos, titulares de cargos públicos ou privados altamente remunerados – às inércias profundas, às imprevidências cegas, aos votos dados às apalpadelas nas eleições para a Constituinte. E, depois, às esperanças fátuas, às previsões de um otimismo infantilas quais prognosticavam vitórias que não viriam. Tudo para desfechar em cambalachos de bastidores, os quais privaram as ditas classes conservadoras, de qualquer eficiência séria na Constituinte. Por fim, contaram elas quase como favores, e até como êxitos, entregas de terreno, de alcance insondável.
Pensei em tudo isso, lendo nos jornais que a nova prefeita de São Paulo, sobrevoando de helicóptero a capital de nosso Estado, julgou de bom alvitre enviar uma mensagem à Federação das Indústrias, cujo vistoso prédio ela divisava no momento. O texto dessa comunicação tinha um significado intencional amável e pacificante. Ei-lo: "Garanto que podem ficar tranqüilos. Não vamos revolucionar a administração municipal. Não estamos propondo uma solução socialista para a cidade. Queremos governar com competência e transparência, e isso interessa ao empresariado" ("Jornal da Tarde", 18/11/88).
Mas essa mensagem tinha também um segundo sentido óbvio, com o qual a missivista não atinou: "Não tenham medo de mim, porque tenho a intenção de ser-lhes boazinha". O que leva o leitor a pensar: "No dia em que ela se zangue, ai da Fiesp".
Qual o prefeito da Monarquia ou da República que imaginara ter cabimento uma tal mensagem dirigida à maior potência econômica do país?
Não pense o leitor que eu vá deduzir daí que Da. Erundina fez um disparate. Ela apenas deixou transparecer uma verdade. É que na presente República, nova em folha, a iniciativa privada é pouco mais do que um camundongo nas mãos do Estado.
isto porque os proprietários de empresas ou de imóveis rurais ou urbanos, adormecidos pelo fator "F", deixaram que as coisas descambassem para uma situação em que "ficou" nada, ou pouco mais do que nada.
Involuntariamente, o fator "F" se suicidou.
No que dará este Brasil em que nada mais tem possibilidades sérias de ficar?
Nada, não! Fica o Brasil! E é na esperança de que este não se deixe contagiar indefinidamente pelo efeito letal desse suicídio do fator "F", que aqui consigno estas reflexões.
(Plinio Corrêa de Oliveira – “Folha de São Paulo”, 28 de novembro de 1988).


terça-feira, 16 de outubro de 2018




ONDE  VAMOS PARAR?
1.    É indiscutível que as forças secretas ainda têm certo domínio sobre os rumos da Revolução, haja vista seu grande poderio sobre as finanças, a política e os vários ramos da atividade humana. Em palestras para seus discípulos, a certa altura Dr. Plínio havia dito que a Revolução estava derrotada, ela havia sido vencida, estava morta. Mas, não entrou em maiores detalhes, pois certamente ele quis dizer que ela havia sido derrotada em seus planos maiores de implantação do reino de Satanás. Sim, ela não chegou a atingir seu objetivo maior. Mas, seu predomínio sobre a humanidade continuava, e sempre vai crescendo e se tornando cada vez mais sufocante e imperante.
2.    Por causa desse predomínio sobre os rumos da humanidade a Revolução continua seu curso, embora rastejando como se fosse uma cobra ferida em sua cabeça. No entanto, tudo indica que ela não dispõe hoje de líderes capazes de levar a termo seus objetivos mais radicais. O que se nota hoje é uma total carência de tais lideres. Falta aquele homem carismático que consiga carregar multidões atrás de si. De tal forma esta carência de líderes é evidente que o Papa Francisco já reclamou disso, e anos atrás um dirigente da ONU se referiu a essa carência de líderes, lamentando que a humanidade andava sem rumos por causa disso. Barack Obama, pensando talvez que tal líder fosse o Lula chegou a dizer “esse é o cara”. Talvez tenha sido a última esperança revolucionária, hoje afundado num mar de ilícitos e preso por causa de seus crimes.
3.    Mesmo rastejando e ferida de morte, que rumos a Revolução tem em mira hoje, sempre dirigida pelas forças secretas e por hordas de demônios que cada dia que passa saem dos infernos com tais fins?  O objetivo final delas sempre foi a república universal, coisa meio etérea para muitos, mas bem definida para eles: uma situação em que toda a terra seja dominada por uma entidade comum, mas na realidade anárquica e destituída do caráter regencial que deve ter todo governo.  O corpo místico do demônio nunca conseguiria ser implantado em toda a terra tendo características bem definida e com finalidades bem explícitas. Isso causaria uma recusa monumental de todos os homens. Por causa disso a própria república universal não é uma coisa bem clara para o povo, é algo nebuloso.
4.    Enfim, a ausência aparente do poder é uma característica que a Revolução sempre teve em mira. Foi o ponto alto da Revolução da Sorbonne de 1968: diziam que os objetivos não eram o poder, mas a destruição deste. A fim de caracterizar aquela revolução como se fosse uma coisa espontânea e sem diretriz de regência do poder, eles não aceitavam nenhuma organização oficial fazendo parte do movimento, e os panfletos e manifestos não deveriam ter autor, sendo comum os pixamentos em paredes para dizer que ali estava a voz popular  e não de nenhuma organização.
5.    Será que não ocorre algo parecido nos dias de hoje? A opinião publica sempre foi manobrada pela mídia oficial, representada pelas emissoras de rádio e TV e pelas revistas e jornais. Este predomínio, no entanto, nunca conseguiu fazer com que a maioria aderisse aos desígnios da Revolução. Pelo contrario, o que se notou foi uma afastamento completo da opinião pública, por exemplo, do socialismo e do comunismo. Estas bandeiras foram abandonadas pela Revolução em prol de algo mais profundo e inadvertido. De repente, os mentores da Revolução descobriram que seria mais abrangente para seus objetivos que fosse desmontado o poder da mídia oficial, e em seu lugar surgisse outra, inteiramente espontânea e do meio popular. Trata-se das redes sociais. A internet passou a ser o instrumento dos protestos, dos indignados, daqueles que pretendem mudar os rumos da política de um país, mas não dispõem de meios para isso. E foi assim que fizeram experiências inéditas, como a “primavera árabe”, os “indignados” da Europa e o movimento “ocupem wall street” nos EUA.  As pessoas se comunicavam pelos seus celulares, divulgavam suas propostas de revoltas e depois combinavam sair às ruas para protestar. A coisa pegou, pois muita gente se sente importante em participar de algo que muda os rumos da política e da história, nem tanto indo às ruas mas simplesmente publicando o que bem lhe aprouver, e sem precisar sair de casa. É por isso que há tantas “fakes news”   nas redes sociais, pois ali é como uma “terra de ninguém”, onde qualquer um diz o que quer e publica o que bem lhe aprouver sem qualquer constrangimento. Foi detonada uma onda de revolução baseada na liberdade de expressão mais radical e profunda, pois a depender exclusivamente de cada indivíduo e não da mídia oficial.
6.    Precisamos ver sobre tais prismas a onda conservadora que varre o mundo, demonstrando força popular tão intensa que está destruindo o poder dos regimes socialistas e comunistas ainda remanescentes. Aparentemente, isso é uma coisa boa, pois conseguimos deitar por terra regimes tão maléficos. Mas, o que vem depois? O que é que se constrói em cima de um regime socialista ou comunista que cai? Nada. Geralmente, o caos. Vejam o exemplo do Egito, que derrubou uma ditadura, mas até hoje o país não se encontrou, e caminha para outra ditadura. A “primavera árabe” nada trouxe de benefício duradouro nem no Egito, nem nos outros países onde predominou. De outro lado, as “primaveras” que derrubam regimes nunca funcionou em certos países, como Cuba, China, Coréia do Norte, etc., pois estes já caminham para o caos e anarquia da forma como estão sendo governados, indicando que o movimento é dirigido a certos regimes e em determinados países.
7.    Agora vejamos o caso do nosso Brasil. O movimento conservador que hoje domina as redes sociais está desmantelando a esquerda, e isso é muito bom. Nota-se, inclusive, que as forças secretas parecem ter interesse nisso, pois a própria maçonaria, oficialmente, fez campanha pelo impeachment de Dilma, e provavelmente apóia Bolsonaro. Talvez tenha visto que rumos a coisa estava tomando e fez opção apenas para participar do poder. Mas, há indícios de orientação dada por organizações mais poderosas da Europa, como foi o caso em outros países. Lutando por uma causa boa, que é a destruição das esquerdas, a maioria da população não percebe que está para vir depois disso apenas o caos e a anarquia. Por quê? Por que o Brasil, pela forma como está organizado legalmente, é um país quase ingovernável.  Tanto um governo de esquerda quanto de direita pouco conseguiria fazer em prol de seus ideais. A prova disso é que o PT passou tantos anos no governo e não conseguiu implantar um regime inteiramente socialista. Conseguiu algo, mas muito pouco em comparação daquilo que são seus planos. O próprio ex governador da Bahia, Jaques Wagner, lamentou isso, achando que deveriam ter sido mais radicais e implantado completamente um regime tipo Cuba.  Ora, se o país está assim, ingovernável, qualquer um que assuma o poder só terá fracassos pela frente. Nesse caso, as força secretas optaram por apoiar intensamente um candidato conservador, que represente realmente o pensamento das aspirações de grande maioria da população, para, no poder, causar frustração ao povo, simplesmente porque além de não conseguir fazer o que prometeu talvez seja até desmoralizado perante seu público e venha a cair. Isso deve causar maior desesperança nos poderes políticos, objetivo maior da Revolução e das forças malignas.  E tudo em nome de uma nova revolução, feita pelas redes sociais, dita pacífica. Eles não têm pressa e esperam que depois dessa fase as esquerdas ressurjam com nova roupagem mais agradável, quem sabe abertamente tribalistas, pacifistas, etc.
8.    O manual que segue o pessoal dirigente dos sites e dos grupos de comunicação na internet é o mesmo. Pode-se ver que é o mesmo por causa da unidade no modo de proceder. Este Manuel foi publicado pelo americano Gene Sharp, e está disponível para qualquer um pela internet. Lá, o autor dá regras de “como fazer uma revolução pacífica”. Prestem atenção, por exemplo, que os grupos que saem às ruas têm o cuidado e não pertencer (ou não demonstrar que pertencem) a nenhum partido ou representação oficial; todas as manifestações devem ser pacíficas, isto é, sem quebrar nada, sem agredir ninguém; notem que os blacks blocs já não saem às ruas, nem se fala mais neles. O candidato Bolsonaro prega que não tem compromissos com partido e se inscreveu no mais fraco de todos; faz apologia aberta de usar as redes sociais e despreza a mídia oficial, recusando até de comparecer a debates pela TV. É uma demonstração de que as redes sociais aglutinam muito mais do que a mídia oficial, atraindo milhões em torno de seus ideais. Ideais que já existiam na mente de cada um, mas faltava quem hasteasse a bandeira e os levasse a termo.
9.    Enfim, onde vamos parar?  Sim, vamos parar em bom porto. Não por causa dos mentores de tal revolução, mas por causa do bom senso que deve predominar na população. Mal imaginavam os idealizadores de tal movimento revolucionário que a opinião pública sadia e nacionalista iria crescer tanto e se solidificar, constituindo num cerne duro capaz de dar novos rumos à nação. Espera-se que não seja o caos e anarquia que predomine, pois nosso povo, de tradições cristãs, tem propósitos tão grandiosos que deverá impulsionar doravante nossos governantes para a construção de um Brasil novo e completamente contra-revolucionário. Mesmo que as esquerdas ganhem as eleições não têm mais condições de implantar seus programas mais  radicais, ou serão obrigados e deixar o cargo e  recuarão sempre, porque finalmente temos já formada uma opinião pública visceralmente oposta a tais programas. Acredito que esta opinião pública tão coesa e sadia tenha sido fruto do Anjo do Brasil, trabalhando com nossos santos e fundadores para a formação de uma nova sociedade que antecede o Reino de Maria. As redes sociais foram meros veículos para a divulgação de tal mentalidade.

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

CRESCENTE INTERESSE PELO PAPADO MOSTRA A INABALÁVEL FIRMEZA DA IGREJA CATÓLICA






Desde a ascensão ao trono de Paulo VI que se verifica uma enorme simpatia do grande público pelo Papado, como observou bem o Dr. Plínio Corrêa de Oliveira em artigo publicado naquela época:

“Não há no Brasil coração católico que não se tenha alegrado com o enorme realce dado pela imprensa diária de todos os matizes, não só à enfermidade e à morte do Santo Padre João XXIII, como à eleição e coroação do novo Sucessor de São Pedro, o Papa Paulo VI. Sem exceção, os jornais se interessaram por todos os pormenores desses grandes acontecimentos, e os registraram com todo o destaque devido. E, assim como se deu com os fatos, deu-se com os comentários. Todas as conseqüências do falecimento do pranteado Pontífice João XXIII, e da eleição do insigne Cardeal-Arcebispo de Milão, foram analisadas e esquadrinhadas pela imprensa do modo mais meticuloso. Com uma meticulosidade que chegou por vezes até o exagero e a franca fantasia. De sorte que sobre a matéria foi dito mais ou menos tudo quanto havia que dizer... e até mais do que a objetividade poderia permitir.
A respeito dessa atitude da grande imprensa, toda ela laica, um primeiro comentário cabe fazer. Se os grandes arautos do laicismo, de há cem anos atrás, que profetizavam com alarde para o século XX o desaparecimento da Igreja Católica, pudessem ver até que ponto o mundo de hoje se interessa pela morte de um Papa e pela ascensão de outro, o que diriam? O que diriam principalmente ao ver a imprensa leiga, o rádio e a televisão – com que há cem anos nem sonhavam – igualmente aconfessionais, dedicarem seus melhores horários e seus mais audaciosos recursos técnicos a noticiar esses fatos!
Os jornais, o rádio, a televisão, influenciam sem dúvida a opinião pública. Mas, de seu lado, também são influenciados a fundo por ela. É na medida em que os assuntos interessam ao público, que são noticiados. E se órgãos de difusão laicos tanto se estendem sobre a substituição do 261º Sucessor de São Pedro pelo 262º, deve-se isto fundamentalmente, não tanto à simpatia e ao interesse dos dirigentes, colaboradores e redatores desses órgãos, quanto à veneração, à admiração, à filial confiança do público para com a Cátedra Romana e seus imortais ocupantes.
Essa atitude da opinião pública significa a vitória do Papado sobre toda a imensa ofensiva propagandística que contra ele se desencadeou no século XIX e em grande parte do século XX. Os que lhe haviam profetizado a morte jazem nos cemitérios, à espera da Ressurreição e do Juízo. A nau de São Pedro continua a sulcar gloriosamente os mares ora pacíficos ora revoltos da História, e seus timoneiros – ontem João XXIII e hoje Paulo VI – longe de representarem uma força espiritual decrépita e moribunda, são reconhecidos como figuras-chave na determinação dos rumos da humanidade. Radiosa e sobrenatural imortalidade do Papado, na qual desponta gloriosamente para a História o pontificado de Paulo VI. Comprazemo-nos em a registrar aqui, num preito de admiração e entusiasmo à invencível Cátedra de Pedro”
.(Plínio Corrêa de Oliveira - “Catolicismo Nº 151 - Julho de 1963, artigo “...E sobre ti está edificada a Igreja”)
A par disso, a imagem dos sucessores de Paulo VI pode transmitir a idéia de piedade, de compassividade, de benevolência, ocasionando uma grande carga de simpatias, de empatias e até de encanto por grande parte de católicos e até não católicos. A Igreja possui mais de um bilhão de fiéis, e estes fazem parte da parcela mais viva da opinião mundial. Não existe outra religião com um Chefe supremo (como o Papa) que tenha um prestígio tão grande, uma onda de simpatias e de fascínio tão grandiosa e espalhada pelo mundo. Em primeiro lugar, as outras religiões não possuem um chefe supremo, um Sumo Pontífice, todas elas são divididas em pequenos chefetes que não produzem uma unidade de simpatias e de fascínio para com toda a religião deles. Os protestantes possuem milhares de pastores, os muçulmanos milhares de mulás e aiatolás, os budistas da mesma forma são dirigidos por uma rede de “monges” sem ter um chefe supremo. É verdade que a Igreja Ortodoxa tem o seu patriarca, o budismo tem o seu lama, ou uma outra qualquer pode ter um representante, mas eles não espelham a unidade de suas religiões. No caso da I. O., o patriarca é apenas um cargo de um ramo do cristianismo, de uma certa parcela da população, e vive sendo desprestigiado por causa das posições independentes de seus pequenos patriarcados locais. O lama do budismo, embora procure insistentemente carregar sobre si uma carga de fascínio ou de simpatias mundiais, tratando-se de uma figura ridícula e medíocre, não tem conseguido o consenso das pessoas de forma que dê unidade à sua religião, que, aliás, é também dividida por vários chefetes locais.